
Comerciantes improvisam para poder trabalhar na Mococa
Os proprietários de quiosques da praia
da Mococa, na região sul de Caraguatatuba, continuam improvisando para poderem
trabalhar e conter o avanço da maré.
Nos últimos anos, o mar avançou cerca
de 50 metros na praia, causando erosão praial e destruindo quatro quiosques: O Cigano,
o Tropicaliente, o do Djalma e o da Meire.
Alguns quiosques, continuam buscando alternativas
para conter o avanço do mar e manter o estabelecimento funcionando. Usam proteção
de sacos de areia e fincam madeira para minimizar os efeitos da erosão
provocada pelo mar.
Vídeo mostra situação atual dos quiosques:

Proteção de madeira para evitar avanço do mar e atender clientes
Edson Costa, dono do O Cigano, que há
seis anos trabalha na Mococa, buscou outra alternativa, bastante interessante.
Após ter um prejuízo de mais de R$ 100 mil com a destruição do quiosque pelo
mar, optou em investir R$ 62 mil e comprar um quiosque feito de container.

Edson Costa investiu R$ 62 mil para instalar quiosque de container
O novo quiosque foi instalado a 100
metros de onde estava o antigo e com um maior recuo do mar. A estrutura é bem
bacana, possui 12 metros de cumprimento por 4 de largura, com espaço para o
bar, cozinha e dois banheiros, inclusive, com acessibilidade. Segundo Costa, o
novo quiosque permite que em caso de novo avanço da maré ele possa ser recuado.
Um biodigestor trata todo o esgoto produzido no quiosque.
Reurbanização
A prefeitura ainda não deu início a
obra de reurbanização na praia, que permitirá o recuo dos quiosques. A obra
deveria ser iniciada em maio, mas parece que a pandemia e a burocracia atrasaram
os serviços. Os quiosqueiros alegam que
a prefeitura tem colaborado muito, mas que o atraso deve-se as exigências
feitas pela União.
No Projeto
de Intervenção Urbana (PIU) na
praia da Mococa, caberá à administração pública a parte de infraestrutura de
água e esgoto, melhoria dos três acessos à praia, implantação de vagas e
bolsões de estacionamentos e recuperação da vegetação nativa.
Os nove permissionários devem fazer a
estrutura de alvenaria dos quiosques, com espaço para banheiros, cozinha e
salão de mesas e cadeiras. Cada unidade foi concebida para ocupar uma área de 216
metros quadrados, inclusive com o espaço para que o banhista possa ficar
debaixo de uma cobertura.
Os quiosques a serem reconstruídos
receberão o Registro Imobiliário Patrimonial (RIP) da União que acompanha todo
o processo, não havendo a possibilidade de implantação de nenhuma outra
estrutura. O prazo inicial da prefeitura era concluir a reurbanização até junho
de 2022.
O mar está avançando porque a natureza o faz !. E o que precisa é alternativas. Mas a natureza ser respeitada. Pelo visto estão enfeiando as praias com essas cercas.
ResponderExcluir"A natureza é perfeita, não há quem possa duvidar".
ResponderExcluirO preço da ganância capitalista sendo cobrado.