terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Via Orla


Educação
Felipe Augusto quer melhorar Ideb em São Sebastião.
Felipe Augusto
Li a reportagem no Tamoios News e resolvi escrever sobre o assunto. Educação é sempre prioridade. O prefeito Felipe Augusto, de São Sebastião, apesar de fazer investimentos em todas as áreas de seu município, mostrou que quer mesmo é melhorar a qualidade do ensino em sua cidade. Educação é o que realmente importa. Felipe está incomodado com o Ideb (Índice de Desenvolvimento de Educação) sebastianense, o pior da região.
O Ideb é calculado com base no aprendizado dos alunos em português e matemática (Prova Brasil) e no fluxo escolar (taxa de aprovação). Na região, o munícipio com melhor índice é Caraguá, com 5,1; em segundo lugar vem Ilhabela, com 4,9; em terceiro, Ubatuba, com 4,6; e, em último São Sebastião, 4,6. Todos os municípios, no entanto, não atingiram índice de 6,0, considerado Bom.  
Durante a abertura da 2º Jornada Pedagógica o prefeito Felipe Augusto afirmou aosa professores e diretores que “Nós precisamos elevar o nosso Ideb e reposicionar a condição de educação da nossa cidade. Estamos em busca de melhorar os nossos indicadores que hoje é o menor da região. Vamos trabalhar para chegar ao primeiro lugar até o final deste mandato”.
Para melhorar o Ideb e a educação como um todo, Felipe Augusto está fazendo investimentos em estrutura escolar, material pedagógico, capacitação, variação entre alunos e professores. E, firmando parcerias com outros países, como Portugal e EUA, para intercâmbio de professores.
A prefeitura também está investindo em novas tecnologias. No evento, a secretária Vivian Monteiro, lançou a plataforma Mind Lab, jogos infantis para alunos da educação infantil e fundamental, material que é um subsidio a prática pedagógica. O projeto ajuda no desenvolvimento dos alunos.  



sábado, 24 de fevereiro de 2018

Via Orla

Transportes

Pesquisa comprova: serviço de travessia é considerado ruim por 66,8% dos usuários.  



O Instituto Ilhabela Sustentável, uma das Ongs mais idôneas da nossa região, fez uma pesquisa para avaliar o serviço de travessia de balsa entre São Sebastião e Ilhabela. A pesquisa foi realizada no último semestre do ano passado, ouviu 1576 pessoas, tendo como objetivo colaborar na melhoria da travessia.

O instituto utilizou o aplicativo Monitorando a Cidade, uma ferramenta de coleta de  dados para ação cidadã desenvolvida pelo Cewntro de Midia Cívica do MIT(Massachusetts Institute Of Technology) em parceria com o Co Lab(USP).para avaliar a qualidade do serviço prestado pela Dersa.

Os usuário se manifestaram quanto ao tempo gasto na travessia, tipo de veículo utilizado( bike, automóvel, caminhão ou pedestre), motivo da travessia(estudo, trabalho, turismo ou outros) e o nível de satisfação. Foram entrevistados moradores, veranistas e turistas. Foi uma pesquisa muito bem feita.  Abaixo, o resultado da pesquisa.  


CONCLUSÕES:

·         O TME – Tempo Médio de Espera para embarque é de 79 minutos (1h:19m).

·         66,8% (ou seja, 2/3 dos usuários) consideram o serviço RUIM ou PÉSSIMO (Média Geral de 2,02 RUIM).

·         Quando feito um recorte considerando apenas Pedestres e Bicicletas (que não precisam enfrentar filas), o Tempo Médio de Espera para embarque cai para 34 minutos, mas apesar disso, o percentual de usuários que avaliaram o serviço com RUIM ou PÉSSIMO, aumenta ainda mais, para 72%.

·         Isso pode ser atribuído às péssimas condições que as embarcações oferecem aos pedestres, principalmente quando sujeito a intempéries.

·         Quando feito um recorte considerando apenas os usuários que estão fazendo a travessia por motivos de Trabalho (em sua maioria nos dias de semana), o Tempo Médio de Espera para embarque é de 59 minutos, e o percentual de usuários que avaliaram o serviço com RUIM ou PÉSSIMO, aumenta ainda mais, para 74%.

·         56,9% dos usuários avaliados fizeram a travessia a TURISMO, e nesse caso o percentual de usuários que avaliaram o serviço com RUIM ou PÉSSIMO cai para 62%.

·         Claramente há um descontentamento geral, porém os mais afetados são moradores que estão se deslocando a trabalho ou estudo.



Via Orla

Meio Ambiente

Moradores e veranistas investem na recuperação da vegetação das praias.



Cresce a cada dia o envolvimento e participação de moradores e veranistas na recuperação da vegetação das praias do Litoral Norte.  Isso demostra uma consciência  e preservação ambiental , antes, exclusiva de ambientalistas  Em alguns municípios, como Caraguá, a própria prefeitura tem colaborado na recuperação e preservação da mata e fauna nativa. Isso tem sido muito legal. As futuras gerações agradecem.

Projeto na Lagoinha.
Pude notar, pessoalmente, trabalhos feitos nas praias da Lagoinha e Fortaleza, em Ubatuba, e, nas praias de Massaguaçu, Mococa e Capricórnio, em Caraguá. Existem  ações semelhantes sendo executadas em várias outras praias da nossa região. É preciso explicar que a recuperação da vegetação nativa nas praias é fundamental para impedir a erosão delas e garantir a sobrevida de animais.

O Jundu, por exemplo, aquele matinho encontrado na maioria de nossas praias, tem um papel fundamental na preservação. Essa matinha “feia” e que as vezes incomoda, é uma vegetação de proteção da biodiversidade costeira, que impede a erosão da praia. Já vi muita gente pedir para a prefeitura “retirar” essa vegetação, desconhecendo a sua importância.

Em Caraguá, há muito tempo acompanho o trabalho feito por moradores e veranistas da praia do Capricórnio, na preservação do jundu. Uma iniciativa que se expandiu para outras praias da cidade como o Massaguaçu e, mais recentemente, a Mococa. Na Mococa o trabalho feito pelos voluntários serve de exemplo na luta pela preservação. Eles fizeram tudo sozinhos. Cercaram uma parte da praia para que carros não invadam a área do jundu e ainda fiscalizam diariamente a praia. Outras pessoas, como o comerciante Zé Roberto, iniciaram o plantio de plantas nativas, iniciativa que acabou se transformando em atração turística da praia. Belo exemplo. A Mococa se transformou numa das praias mais preservadas da cidade.

No Massaguaçu, o projeto de preservação da praia foi feito pela prefeitura mais recentemente, quando o ex-prefeito Antonio Carlos fez as obras de reurbanização daquela praia. O projeto elaborado pela equipe do arquiteto César Aboud, além do jundu, incluiu também, a preservação dos quero-quero, corujas e gavião da praia, que habitam aquele ambiente. Os frequentadores da praia entenderam a proposta e procuram respeitar ao máximo a preservação daquele ambiente. Isso é muito legal.

Na Lagoinha, outra mostra de como ajudar na preservação e recuperação das praias. A Salga(Sociedade Amigos da Lagoinha) fez o replantio de várias espécies de plantas, entre elas, Araçá, Aroeirinha, Grumixama, Ipomea, Canudo-do-pito, Carobinha, Orelha de onça, feijão-da-praia e até pitanga. Um verdadeiro jardim a beira mar, que vem sendo preservado e respeitado. Um belo exemplo a ser seguido pelos moradores ou frequentadores das outras praias da região. 

Erosão

Erosão na Massaguaçu.
Um caso mais sério e ainda não solucionado em nossas praias é a erosão que continua ocorrendo na praia de Massaguaçu. No final da década de 90 o mar, que sempre avança durante as ressacas, provocou muita erosão ao longo da praia, principalmente, no trecho entre os quilômetros 89 e 92. A força da maré, naquela época, derrubou quiosques e até mesmo uma rotatória. A prefeitura acionaiou o governo do estado que investiu R$ 3 milhões em obras de contenção, que de nada adiantaram. A maré derrubou tudo.

O estado voltou a investir no local, e, novamente, um trecho da praia foi novamente atingido pelo mar. A prefeitura interditou parte do tre4cho, onde fica um deck e uma ciclovia. Os moradores e veranista protestaram, mas a prefeitura informou que o local foi interditado atendendo recomendação do Ministério Público.

Ainda, segundo a prefeitura, a obra teria sido construída sem o devido licenciamento ambiental e sem levar em conta os fenômenos naturais, no caso, as alterações da maré. Segundo a prefeitura, as Secretaria de obras e Meio Ambiente avaliam com o Ministério Publico federal quais medidas devem ser adotadas para recuperar o trecho atingido pela erosão.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Via Orla

A revalorização do caiçara
Os 100 anos de Altamir. 
Acontece em Caraguá, no domingo, dia 25, um evento onde será feita uma homenagem aos cem anos de Altamir Tibiriçá Pimenta, um caiçara de corpo e alma. Uma homenagem das mais justas. Essa homenagem, feita por moradores da cidade e região, é um reconhecimento a um dos caiçaras mais importantes de Caraguá. Ela demonstra o quanto os caiçaras foram e são importantes para o Litoral Norte. Homenagens semelhantes deveriam e devem ser feitas nas demais cidades da região. É a revalorização dos caiçaras. Nos últimos 30 anos os caiçaras ficaram praticamente esquecidos nas atividades políticas e econômicas, apesar de tudo o que fizeram e representam para a nossa região. Algumas entidades culturais sempre valorizaram os caiçaras. O poder público, poucas vezes.  
Altamir
Altamir Tibiriçá Pimenta foi um caraguatatubense que lutou e brigou pela cidade até a sua morte. Ele nasceu em 24 de fevereiro de 1918, na Fazenda Mocóca em Caraguatatuba, filho de Theotino Tibiriça Pimenta e Dona Generosa Rita Pimenta, uma das mais tradicionais famílias caraguatatubenses. Altamir foi professor, jornalista, vereador  e prefeito em Caraguatatuba.
Iniciou seus estudos na Escola Rural da Fazenda Mocóca. Depois, foi para Santos, cursar o ginasial no Colégio Santista dos Irmãos Maristas. Quando jovem, em 1932,  autorizado pelo pai, tomou conta de um aparelho telefônico na Fazenda Cocanha, para comunicação de avisos importantes, como das passagem de aviões, os chamados "vermelhinhos", e de navios de guerra da ditadura implantada em 1930 e combatida pela Revolução Constitucionalista de 1932, promovida por São Paulo.
Em 1938, Altamir lecionou como professor leigo na Escola do Bairro Massaguaçu. Em 1940, por Portaria do então Prefeito e interventor Dr. Bráulio Pereira Barreto, foi nomeado, em comissão, para o cargo de Encarregado do Expediente da Prefeitura( mais tarde transformado em Secretaria, aí ficando até julho de 1963, quando se aposentou). Em 1946, foi nomeado pelo Embaixador Dr. José Carlos de Macedo Soares como Prefeito de Caraguatatuba, exercendo o cargo até 13 de maio de 1947. Em 1951 foi candidato a vice-prefeito de Caraguatatuba, na chapa de Antonio Augusto Matheus, vencendo essas eleições, cumprindo o mandato de1956 a 1959.
Em 11 de outubro de 1953 lançou o jornal A Voz do Litoral, onde foi redator e repórter. O jornal deixou de circular na década de 80. O prefeito Matheus e seu vice Altamir construíram o Cemitério Municipal, em 02 de novembro de 1956 e conseguiram a criação da Comarca de Caraguatatuba, pela Lei Estadual nº5285 de 19 de fevereiro de 1959, cuja instalação se verificou em 26 de setembro de 1965. Eles foram responsáveis ainda pela construção da rede adutora e distribuidora de água da cidade, beneficiando o centro e os bairros Prainha, Caputera e Sumaré. A rede foi inaugurada dia 06 de abril de 1958, com a presença do Governador Jânio da Silva Quadros e esposa Dona Eloá do Valle Quadros. Esse ato foi registrado em uma placa de bronze no Chafariz existente na Praça Cândido Mota, que marca a inauguração do Primeiro Serviço de Água de Caraguatatuba.

Altamir  comandou as solenidades das festividades comemorativas do 1ºCentenário de Caraguatatuba, do dia 20 de abril de 1957, encerradas dia 28, com a presença de toda Diocese de Santos, tendo à frente o saudoso Bispo Dom Idílio José Soares. Altamir foi responsável também pela instalação da primeira rádio de Caraguá, a Rádio Oceânica. Nas eleições de 1959, Altamir Tibiriça Pimenta continuou sua trajetória política sendo candidato a Vereador, saiu-se vitorioso nas eleições, 1960/1963.

Não conclui seu mandato porque teve que deixar Caraguá para acompanhar os estudos dos filhos: Luiz Carlos Moreira Pimenta e Mário Wagner Moreira Pimenta, havidos com a primeira esposa, Dona. Vêrmia Fernandes Moreira. Após nove anos residindo fora, Altamir retornou para Caraguatatuba. Com sua nova mulher, teve três filhas: Generosa Rita, Joana Paula Segunda e Renata. Altamir ocupou inúmeros cargos e funções na cidade: na Congregação Mariana, na Sociedade São Vicente de Paula, no Clube XV de Novembro, foi assessor de relações públicas, em 1973, no governo de Tereza Cury Nogueira. Altamir faleceu em 2000. 

Revalorização Política
Tudo indica que os caiçaras retornam ao cenário político, comercial, educacional e cultural do Litoral Norte. É um movimento natural e muito importante. Na política, nas eleições do ano passado, tivemos a eleição de dois caiçaras puros, Délcio Sato, em Ubatuba e Márcio Tenório, em Ilhabela. Os prefeitos de São Sebastião, Felipe Augusto e, de Caraguá, Aguilar Jr. tem procurado valorizar os caiçaras, por entenderem o quanto eles colaboraram e ajudaram no desenvolvimento de suas cidades.  
Sato
Sato, prefeito caiçara. 
Sato é filho do mecânico e pescador Sehe Sato e de dona Giorgina, que trabalhou muitos anos como merendeira em escolas públicas. Nasceu em Caraguá, em 12 de maio de 1970. Um dos três irmãos, Alexandre, já faleceu, os outros dois são: o feirante Beto e o escriturário César. Sato é o caçula. Ele é casado com Sandra e tem um filho: Gabriel.

Sato começou a trabalhar aos 12 anos de idade. Aos 13 anos foi guarda mirim em Caraguá, época em que conheceu sua esposa Sandra. Em 1986 foi trabalhar na Sudelpa(Superintendência do Desenvolvimento do Litoral Paulista). Em 1987 trabalhou no Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração). Em 1988 serviu o Exército. Em 1991 foi trabalhar na Assembleia Legislativa assessorando o deputado Arnaldo Jardim. 

Em 1992 assume gerência de uma empresa privada e dois anos depois inicia sua militância política como Presidente do Diretório Estudantil e em 1996 é eleito Presidente da Associação Ecológica do Litoral Norte. Em 1997 começa a trabalhar na Prefeitura de Ubatuba como chefe de gabinete. Em 1999 forma-se em direito pela Univap, de São José dos Campos. Assume a Chefia de Gabinete da Prefeitura de Ubatuba, administrada por Zizinho Vigneron. Foi também, professor universitário em Caraguá. 

Em 2000, Sato disputou sua primeira eleição em Ubatuba, concorreu ao cargo de vereador pelo PPS, obteve 445 votos, foi o 17º mais votado mais não se elegeu. Zizinho Vigneron, que tentava a reeleição, acabou sendo derrotado pelo professor Paulo Ramos.  Em 2005, Sato retorna a chefia de gabinete da Prefeitura de Ubatuba, administrada por Eduardo César. Deixou a prefeitura para disputar a sucessão de Eduardo, acabou não se elegendo, obtendo 8.121 votos pelo PSB (17,99% dos votos válidos). No ano passado, saiu candidato pelo PSD e venceu as eleições com 14.243 votos ( 36,41% dos votos válidos).

Tenório

Tenório, nascido na Praia da Fome.  
Márcio Batista Tenório, 46 anos, filho do pescador Manoel Tenório e da caseira Elza Gomes Batista Tenório, é o prefeito de Ilhabela, município com cerca de 35 mil habitantes e um orçamento estimado em R$ 600 milhões, decorrente do repasse de royalties do pré-sal pela Petrobras. Para ver concretizado seu sonho, de ser prefeito da cidade onde nasceu, ele teve que batalhar e muito. Não foi nada fácil. 

Márcio Tenório, que nasceu na Praia da Fome, em Ilhabela, vem de uma família de 6 irmãos. E, também foi pescador. Começou a trabalhar com 5 anos, ajudando o pai, seu  Manoel, na pesca de camarão. Ficou trabalhando na pesca na pesca até os 13 anos. Em seguida, trabalhou como servente de pedreiro, mestre de obra, auxiliar de limpeza de campings, balconista e caixa de supermercado.

Como morava na Praia da Fome, um local isolado, cujo acesso só era possível de barco, Márcio não tinha como frequentar a escola. É interessante destacar, que a praia onde ele morou, foi no passado, um local onde os escravos, que vinham da Africa, ficavam alojados, para se alimentarem e recuperarem suas forças, antes de serem levados para serem vendidos aos senhores de engenhos. Por isso, a praia, tem o nome de Praia da Fome. É uma praia das mais lindas da ilha.

Por não ter tido a oportunidade de estudar, na infância, devido à dificuldade de acesso a escola, Márcio, hoje, abriga uma sobrinha em sua casa, justamente para que ela possa estudar. Em suas conversas, até hoje, o prefeito lamenta não ter podido estudar desde cedo, devido as dificuldades de acesso a escola pública, quando vivia na Praia da Fome. É, por isso, também, que ele, como prefeito, se preocupa tanto em melhorar as condições de vida daqueles, que vivem nas comunidades isoladas da ilha.    


Tenório passou a se dedicar aos estudos, a partir dos 13 anos. Ele sempre trabalhou em Ilhabela. Aos 18 anos, em 1989, prestou concurso público na prefeitura local e foi aprovado para o cargo de servente. Aproveitou para concluir o primeiro grau. Decidiu fazer novo concurso público, passou novamente, desta vez, para o cargo de escriturário.
Aprovado, foi trabalhar como encarregado na Secretaria de Saúde. Ganhou tanta experiência nesta área, que em 2009, foi convidado para ser o interventor do Hospital de Clínicas de São Sebastião, um dos mais importantes do Litoral Norte. Deixou o cargo em abril de 2012, para retornar à prefeitura de Ilhabela, já com o intuito de disputar as eleições daquele ano, como candidato a prefeito. Em julho de 2012, afastou se da prefeitura e saiu candidato a prefeito pelo PSC.

Márcio Tenório enfrentou o prefeito Toninho Colucci (PPS), que era candidato a reeleição. Colucci se reelegeu. Márcio Tenório ficou em segundo lugar, obtendo 18,70% dos votos. Márcio reassumiu seu cargo na prefeitura ilhabelense, onde em 2013, se licenciou para trabalhar novamente, em São Sebastião, desta vez, como assessor da Secretaria de Saúde. Com a intensão de voltar a disputar as eleições em sua cidade, em julho de 2015, deixou a prefeitura de São Sebastião para retornar à Ilhabela.

Na ilha, foi trabalhar como assessor da Secretaria de Assuntos Jurídicos. Em 2016, se afastou da prefeitura, para concorrer às eleições municipais. Desta vez, pelo PMDB. Márcio Tenório foi eleito com 7.917 votos (44,16% dos votos). E, logo ao assumir, se comprometeu em fazer um governo participativo, ouvindo e consultando a comunidade local sobre os caminhos de sua administração.  

Márcio, que tem 46 anos, é casado há 20 anos com Julia Carmina de Almeida Tenório, com quem tem duas filhas, Ana Julia e Manuela. Ele sempre quis ser prefeito da cidade, para, segundo ele, poder atender as necessidades da população em todas as áreas. Ele tem uma história na cidade, conhece bem a realidade e quer, como prefeito, transformar a vida da população ilhabelense.

Comércio

Os caiçaras Sávio e Ari, no meio Toninho Barbosa. . 
Em Caraguá, depois de quase 25 anos, uma dupla de caiçaras assume o comando da mais importante Associação Comercial e Empresarial da região, a ACE de Caraguá. O presidente é Sávio Luiz dos Santos, filho do ex-prefeito Silvio Luiz dos Santos (1969/1972) e de dona Severina Garrido dos Santos. O casal foi proprietário da Sorveteria Sérgio, uma das mais antigas e tradicionais de Caraguá, hoje, administrada por Sávio e sua esposa Silvana.  Sylvio faleceu em 1989, aos 71 anos; sua esposa, dona Severina faleceu em 99, aos 70 anos.

O vice de Sávio é Ari Barbosa, proprietário de um supermercado e do Quiosque Canto Bravo, um dos mais frequentados de Caraguá. Ari é filho de Antonio Roberto Barbosa, de 86 anos, que nasceu no dia 10 de outubro de 1931, na cidadezinha de Alagoas da Canoa, em Alagoas. Trabalhava na roça, junto com seus outros cinco irmãos, quando em 1951 decidiu tentar a sorte no sul do país. Pegou um pau de arara e depois de alguns dias de viagem, chegou a capital paulista. Trabalhou em lavouras do Paraná e interior de São Paulo. Passou por Santos e foi ajudar um irmão que tinha uma pensão em Ilhabela. Em seguida, foi trabalhar como servente em São Sebastião. Em 1954, chegou em Caraguá.

Com a mulher a mulher Aurelina e dois filhos Toninho e Leni, começou vida nova trabalhando em uma loja de material para construção. Foi contratado pelo DER(Departamento de Estradas de Rodagem). Depois, foi trabalhar na Sucen(Superintendência de Controle das Endemias), onde ficou até se aposentar. Em 1994, seu filho Ari, aposentou do banco e investiu na compra de um quiosque na Martim de Sá. Seu Antonio ficou a frente do negócio durante um ano. Quando Ari deixou o banco e assumiu o comércio, seu Antonio ficou responsável pela venda do coco verde. Já são mais de 18 anos no ramo. Os casos citados acima são apenas alguns da revalorização de caiçaras, muitos outros devem estar ocorrendo em nossa região.  

   


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Via Orla

Fogos de Artifícios



         Caraguá vai discutir o fim dos fogos barulhentos.


A tradicional queima de fogos no Réveillon de Caraguá poderá ser, a partir deste ano, diferente na cidade. Projeto do vereador Aurimar Mansano, que proíbe os fogos barulhentos, deverá ser avaliado pelos moradores e vereadores na próxima sexta, às 19h30. Seguindo uma tendência mundial, o réveillon de Caraguá poderá ter apenas luzes na virada de 2018 para 2019. Isso, no entanto, dependerá dos moradores e vereadores.

O fim dos fogos barulhentos, como disse, uma tendência mundial, se justifica por causa dos danos que causam aos animais, idosos, bebês e pessoas doentes. O fim dos fogos barulhentos, que divide opiniões, não impede a festa de réveillon. Hoje, a moderna tecnologia permite espetáculos de luzes e música, como ocorre em shows da Disney (drones e leds) e em apresentações do Super Bowl, também nos Estados Unidos.

A verdade é que cada vez mais e mais cidades estão proibindo os fogos barulhentos. Existe até mesmo um projeto na Câmara dos Deputados que proíbe o fim dos fogos em todo o país, ainda não colocado em votação. Existe também um site do Senado Federal com consultas sobre a opinião dos brasileiros a respeito do fim dos fogos barulhentos. É, o assunto, fim dos fogos se expandiu de uma maneira muito forte por todo o país.

Litoral Norte

Ubatuba e Ilhabela aderiram e proibiram os fogos barulhentos. Caraguá e São Sebastião abriram suas discussões agora, recentemente. O assunto divide opiniões. Alguns argumentam que os fogos no réveillon são atrativos turísticos. Não vejo assim. As nossas principais atrações turísticas são nossas praias, nossas belezas naturais, nossa cultura, nossa gastronomia, nossa gente caiçara....Aqui em Caraguá, por exemplo, a prefeitura deve ter investido cerca de R$ 600 mil na queima de fogos no réveillon passado.

É verdade que as praias e as avenidas ficam lotadas. Boa parte dessas pessoas, no entanto, desce a serra para curtir a queima de fogos e retorna às suas cidades, no Vale do Paraíba, sem gastar nenhum centavo por aqui. É esse tipo de turistas que queremos...Acredito que não... Em Copacabana, no Rio, é diferente, lá, os hotéis ficam lotados, somente na passagem do ano. Lá sim, o investimento com os fogos dá retorno financeiro. E, tem um detalhe, os fogos nas balsas geram pouco barulho.   

Existem dois problemas, na minha opinião,  a proibição da venda de fogos e como seria feita a fiscalização pela prefeitura. Não sei se o projeto de Aurimar proíbe a comercialização de fogos e se contém multas e penalidades para quem desrespeitar a lei.  Não sei se a prefeitura tem pessoal suficiente para fazer este tipo de fiscalização. Não sei se a polícia militar, por exemplo, também teria poderes para fazer essa fiscalização. Na audiência pública de sexta-feira essas informações poderão ser esclarecidas e discutidas.

O brasileiro é uma pessoa que usa e abusa dos fogos nos jogos de seu time, na copa do mundo e nas festas religiosas. Essa questão da proibição da comercialização é mais complicada. Não sei se o projeto de Aurimar trata desse assunto.  O assunto é bem polêmico, mas é preciso a participação de todos. Um detalhe a mais: segundo o Ministério da Saúde, nas ultimas duas décadas 197 pessoas morreram por acidente com queima de fogos e de 2008 a 2016, 4.577 pessoas foram internadas para tratamento por acidentes com fogos, casos de queimaduras, amputações e lesões graves.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Via Orla

Polícia
Possível migração de traficantes cariocas para o Litoral Norte deveria preocupar autoridades estaduais e municipais..
                             Facções já dominam morros de Angra e Paraty.  
Forças Federais na Dutra, em Itatiaia. Foto: TV Rio Sul. 
A repressão ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro, a partir da intervenção das forças federais naquele estado, deveria preocupar os prefeitos do Litoral Norte e Vale do Paraíba. Tudo indica que os bandidos devem migrar para outros estados até que a atuação das forças federais seja finalizada. A migração deve ser maior para o estado de São Paulo, através das rodovias Dutra e Rio-Santos, tradicionalmente, utilizadas pelos traficantes cariocas no contrabando de armas e drogas.
A pressão sobre os traficantes dos morros cariocas poderá fazer com que eles busquem “abrigo” nas cidades do Litoral Norte. Embora não exista nenhum indício concreto até o momento, a Polícia Federal e o Ministério Público e as prefeituras do Litoral Norte devem ficar atentas para essa possível migração de bandidos. Segundo informações, aumentou a fiscalização na divisa entre Paraty e Ubatuba, justamente, para tentar impedir que os bandidos cariocas migrem para as cidades do Litoral Norte. As forças federais já atuam em Itatiaia e Resende, as margens da rodovia Dutra, na divisa de São Paulo com o Rio.
A rotina do tráfico nas favelas dos morros do Rio já é muito comum nas cidades de Angra dos Reis e Paraty, bem próximas da nossa região. Bandidos das favelas já atuam nessas duas cidades, Angra e Paraty, já há alguns anos. Angra e Paraty tem vários bairros dominados pelas fações Terceiro Comando Puro(TCP) e Comando Vermelho(CV). A região de Angra, Paraty, Mangaratiba e Rio Claro registram um dos maiores índices de homicídios do estado do Rio: 52,05 mortes para cada 100 mil habitantes. 90% dessas mortes estão ligadas ao conflito entre as facções.
A situação é muito crítica em Angra e Paraty. Em Paraty, por exemplo, as facções dominam as favelas da Mangueira e Ilha das Cabras, que ficam a poucos quilômetros do centro histórico. Segundo informações, os traficantes já estariam atuando em outros dois bairros: Pantanal e Condado.
Nessas “comunidades” podem ser vistos jovens portando armas e radiotransmissores conversando com seus cúmplices, em plena luz do dia, cena comum, até pouco tempo atrás, apenas nos morros cariocas. Segundo informações, essas duas cidades também já contam com a atuação de milícias. A coisa é tão séria que um oficial da Pm especializado em atuar nos morros da Maré e São Cristovão, no Rio, foi transferido para comandar a Pm na região de Angra e Paraty. O objetivo: reduzir as ações das facções e os crimes violentos.
As autoridades das duas cidades estão preocupadas e com razão. Com a intervenção federal no estado, muitos traficantes devem migrar para aquela região, uma das mais belas do País. Recentemente, o prefeito de Angra, Fernando Jordão, esteve em Brasília. Reuniu-se com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, para pedir a presença das forças federais no município.  Queria 400 homens da força federal para combater as facções.  O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a intervenção é drástica, mas necessária. No entanto, não se tem nenhuma notícia de que o governo irá ampliar a fiscalização na divisa com o Rio de Janeiro, para impedir uma possível migração de traficantes cariocas para o estado de São Paulo. 

Via Orla

Cidades

     Prefeituras farão obras para minimizar enchentes no Perequê e Canto do Mar. 

               As prefeituras de Caraguá e São Sebastião vão dividir os custos das obras. 
Felipe e Aguilar, juntos, em vistoria no rio Perequê-Mirim. Foto:Radar Litoral. 
Os prefeitos Felipe Augusto, de São Sebastião e Aguilar Jr, de Caraguá, deram um belo exemplo, hoje, de como atuar administrativamente, deixando de lado as vaidades políticas e pessoais. Na manhã, desta segunda-feira, anunciaram que, juntos, vão investir na canalização e desassoreamento do rio Perequê-Mirim. A falta de obras no leito do rio, em períodos de chuvas fortes, tem provocado enchentes nos bairros do Perequê-Mirim (Caraguá) e Canto do Mar (São Sebastião).
Os dois prefeitos estiveram fazendo vistorias no local na manhã desta segunda-feira. Segundo Felipe Augusto, o "Rio Perequê-Mirim", tem vários pontos estreitos e com muitas residências ao seu lado. “Nestes trechos há dificuldade de intervenção com uso de máquinas retroescavadeiras e todo o trabalho de desassoreamento acaba sendo feito manualmente. Temos um rio que corta as duas cidades. Esta drenagem será aberta e reestruturada, dividindo os custos entre as duas cidades", disse o prefeito de São Sebastião ao Radar Litoral

Aguilar Jr. Afirmou que "é momento de nos unirmos, juntarmos forças, para as prefeituras realizarem toda esta drenagem, que servirá tanto para a parte alta do Jaraguá, Canto do Mar, quanto para o Perequê-Mirim". Segundo ele, a ideia é que sejam colocadas aduelas de concreto ao longo do leito. As margens do rio também passarão por obras de contenção. Ficou acertado que as duas prefeituras vão dividir os custos das obras. Bela iniciativa. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Via Orla

Gente
         Mansão de Clodovil vai novamente a leilão.
                             Lance mínimo será de R$ 900 mil.
Mansão de Clodovil, que irá a leilão dia 28. 
A mansão de Clodovil Hernandes, em Ubatuba, irá novamente a leilão, desta vez, no dia 28 próximo. No primeiro leilão, realizado em novembro do ano passado, nenhum lance foi dado. A casa de praia do ex-apresentador de TV e deputado federal Clodovil, morto em 2009, localizada entre as praias do Leo e do Meio, que está avaliada em  R$ 1,6 milhão,  terá lance mínimo de R$ 900 mil.

A casa, projetada em um terreno de 3.000 metros quadrados, era o refúgio predileto de Clodovil, quando vivo. Ele adorava a mansão e a cidade. Em vida, enfrentou problemas com o meio ambiente, que exigia a demolição de parte da obra. Alguns anos depois, foram demolidos três cômodos, um quarto, o salão de festas e o canil, construídos em área de proteção ambiental.  O leilão está sendo realizado pela empresa Lutt Leilões. 

Via Orla

Chuvas
Centenas de motoristas perderam a placa do carro. 
              Veja como proceder para não ser penalizado. 

Placas perdidas próximo ao UPA em Caraguá. 
As chuvas que atingiram o Litoral Norte nos últimos dias deixaram centenas de motoristas sem a placa dianteira de seus veículos. As placas foram perdidas quando os motoristas tentavam trafegar por ruas e avenidas alagadas em Caraguá, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba. 
Muitas placas foram recolhidas por moradores. Só nas proximidades do UPA, em Caraguá, foram recolhidas 28 placas, de carros da capital, do interior e de outros estados. Quem recolheu fez questão de divulgar as placas nas redes sociais para tentar localizar os proprietários. Motorista que andar com carro sem a placa é penalizado. Veja como proceder.
Se rodar com o veículo sem a placa o motorista poderá ter muita dor de cabeça e prejuízo financeiro. A infração (veículo sem placa dianteira ou traseira) é considerada gravíssima, com perda de sete pontos na carteira e multa de R$ 293,47.   E, não fica só nisso: o veículo pode ser recolhido numa fiscalização, fazendo com que o proprietário tenha gastos com guincho e diárias no pátio.    
Segundo orientações do Detran de São Paulo, no caso do motorista localizar a placa perdida, ele deve leva-la até oposto de lacração de sua cidade. No posto, um profissional verificará a placa para saber se ela pode ou não ser reutilizada no veículo. Se puder reutilizar, não haverá custos. Se a placa estiver danificada, o motorista terá que descartar a placa antiga e solicitar uma nova.
Se o motorista tiver que solicitar uma placa nova terá que passar pelos tramites legais: submeter o veículo à vistoria de identificação veicular em uma Empresa Credenciada de Vistoria (ECV). Se apenas a placa dianteira tiver sido subtraída, não há necessidade da vistoria. Se a placa traseira não estiver em conformidade com o novo modelo de placas e lacres, as duas devem ser trocadas.
O motorista vai gastar R$ 83,03 apenas pela placa dianteira ou R$125,53 – para o par de placas de automóveis. O pagamento terá que ser feito nos bancos, por meio do número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).
O motorista também deve comparecer à unidade do Detran.SP de uma de nossas cidades, com o requerimento de segunda via de placa (o formulário pode ser obtido no portal do Detran.SP) e com os originais e cópias simples do laudo de vistoria, comprovante de pagamento, documento de identidade com foto (como RG ou CNH), CPF e Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), frente e verso; na data informada pela unidade, levar o veículo para ser reemplacado no posto de lacração local.


Via Orla


Chuvas

      Litoral Norte teve a maior chuva dos últimos tempos.

Enchente no Cambury, São Sebastião. 
A chuva que atingiu o Litoral Norte nos últimos dias foi uma das maiores já registradas na região. E, o resultado, não foi diferente das outras ocasiões: bairros alagados por enchente, quedas de barreiras e árvores e muitas famílias desabrigadas. Registros feitos pelo Instituto Nacional de Meteorologia e CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais) constataram que foi uma chuva extremamente elevada e poucas vezes observada em nossa região.

Vejam: entre 10 horas do dia 14 e 10 horas do dia 15 choveu 253 milímetros, um volume maior que a média normal de chuvas para todo o mês de fevereiro. Notem: em 15 dias choveu 313 mm. Segundo os institutos a média de chuva normal para fevereiro em Caraguatatuba e em São Sebastião é de quase 220 mm e em Ubatuba é de aproximadamente 320 mm. Segundo o Climatempo, entre os dias 14 e 15 a cidade mais atingida pelas chuvas foi São Sebastião, lá choveu 241,7 mm; em Ilhabela, no mesmo período, foi registrado 223,9 mm;  em Ubatuba, choveu 198,9 mm: e, em Caraguá, 150,3 mm.

Ubatuba está em estado de Alerta; Caraguá, em estado de Atenção; e, São Sebastião e Ilhabela em estado de Emergência. A região teve cerca de 150 pessoas desabrigadas no período forte da chuva, mas a situação foi aos poucos sendo amenizada. São Sebastião foi sem dúvidas nenhuma a cidade mais afetada pelas chuvas, com um prejuízo de cerca de R$ 50 milhões. Por sorte, não tivemos rodovias interditadas por queda de barreiras e nenhuma morte registrada.
Enchente no Perequê-Mirim, Caraguá. (foto:Caraguá FM)
São Sebastião, tendo a frente, o prefeito Felipe Augusto e a primeira dama Michelli,  agiu rápido para minimizar os efeitos das chuvas. Foi um verdadeiro exemplo de solidariedade e de união de uma comunidade em prol dos necessitados. A cidade tem cerca de 24 famílias desabrigadas recebendo total apoio da prefeitura e a solidariedade das cidades vizinhas, bem como, do governo do Estado.
Ilhabela tem 20 famílias desabrigadas também contando com o apoio da prefeitura. O prefeito Márcio Tenório fiscalizando tudo bem de perto e acompanhando os técnicos do IG e IPT nas vistorias feitas nas encostas do município. Caraguá tinha até ontem 12 famílias desabrigadas sendo atendidas pela prefeitura. Ubatuba não teve desabrigados. O prefeito Délcio Sato intensificou o trabalho da Defesa Civil para orientar os moradores das áreas de risco.
Fica o alerta aos prefeitos: obras de drenagem e retirada de moradores das áreas de risco são necessárias o mais rápido possível. Fica o alerta aos moradores: evite lançar lixo e entulhos nas calçadas, ruas e praças, isso impede a vazão das águas e entope os bueiros. Fica o alerta aos turistas: podem vir para o Litoral Norte, aproveitar nossas praias, o pior já passou.

Cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Vale e Litoral Norte, segundo IBGE

  A cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Litoral Norte Paulista e Vale do Paraíba entre 2010 e 2022, se...