Segurança Pública
Índices caem, mas sensação de insegurança
permanece.
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| Coronel Salles, novo comandante com o governador Márcio França. |
O Litoral Norte,
especialmente, Caraguatatuba, a maior cidade da região, vive uma situação das
mais interessantes com relação à segurança pública. Os índices de criminalidade
caem, mas a população continua bastante insegura.
É uma situação bem
interessante. A recente temporada de verão, período em que todas as cidades recebem reforço policial, foi
das mais tranquilas. Em Caraguá, por exemplo, foram registrados (até março) 3
homicídios e 10 tentativas de homicídios. No mesmo período do ano passado,
foram 8 homicídios e 8 tentativas.
Entre janeiro e março
de 2018 foram registrados 205 roubos( foram 232 no mesmo período do ano
passado) e 555 furtos( entre janeiro e março de 2017 foram 537), em Caraguá.
Tivemos 9 roubos de veículos entre janeiro e março deste ano e seis roubos no
mesmo período no ano passado.
Caraguá não registrou
nenhum caso de latrocínio durante as duas últimas temporadas de verão. O que mais
chama a atenção são os casos de estupros: 22 casos entre janeiro e março; no
mesmo período no ano passado foram 11 casos.
Atuação da polícia
Entre janeiro e março
deste ano foram 17 ocorrências por porte de entorpecente; 44 ocorrências por
tráfico de entorpecente; e, uma apreensão de entorpecente. Foram presas em
flagrante 146 pessoas; 81 foram presas por mandado de prisão; foram feitas 190
prisões; 9 ocorrências por porte ilegal de armas; foram recuperados 57 veículos;
e, 16 armas apreendidas.
A gente tem notado uma melhor atuação das
polícias civil e militar. É evidente, que após a temporada, com a redução do
efetivo, as coisas ficam mais difíceis para as polícias: convivem com as mesmas
dificuldades de sempre, falta gente, falta veículos e sobrecarga de serviço.
Por outro lado, os
moradores e comerciantes de Caraguá, já há alguns anos, tem procurado colaborar,
instalando equipamentos de segurança em seus comércios e casas. Cercas elétricas, alarmes e câmera de
monitoramento, hoje, com preços mais em conta, são bastante comuns na cidade.
Insegurança
Por tudo isso, queda nos
índices de criminalidade e reforço na segurança patrimonial (casas e comércios),
chama muito a atenção, o fato dos moradores se sentirem ainda inseguros. Como
explicar ou solucionar isso?
Notamos que ainda são bem
elevados os casos de furtos de celular e de bicicleta. Furtos em residência
também. No entanto, são raros os casos de roubo a mão armada em residência ou
casos de extrema violência à vítima. O que estaria assustando tanto a
população?
Será que a violência ocorrida
nas grandes cidades, exibida nos programas de televisão, assusta nossos
moradores. É evidente que temos problemas, mas como mostram os números,
divulgados pela própria Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, trata-se de uma realidade , que pode ser
considerada “normal” para uma cidade
turística, como Caraguá, com cerca de 120 mil habitantes.
Apesar disso tudo, de
todo esforço da polícia, os pais continuam preocupados quando seus filhos saem
a noite para estudar ou se divertir; as donas de casa tomam medidas de
segurança quando vão as compras, ao banco e até mesmo, às missas e cultos.
Fico imaginando como o
Estado pretende resolver essa situação, que deve ser a mesma vivida pelos moradores
das demais cidades da região. O que fazer? O atual governador Márcio França mudou
o comando da Polícia Militar, assumiu na última sexta-feira, o coronel Marcelo
Vieira Salles.
Não sei se haverá
alterações nos demais comandos, como aqui, no Litoral Norte. Não sei se isso-
troca de comando, pode melhorar a sensação de segurança em nossa região. Às
vezes, quando assume um novo comandante na PM, a primeira medida é fazer a
troca de outros comandos. Vamos aguardar as novas medidas que o novo comandante-geral
da PM deverá adotar. Alguma coisa, no entanto, deverá ser feita para que a
população se sinta mais segura.