Turismo
Pesca
esportiva pode incrementar o turismo no Litoral Norte.
Debate realizado em Santos garante que pesca pode fomentar o turismo
Debate realizado em Santos garante que pesca pode fomentar o turismo
O Brasil com 8.700 quilômetros de costa,
além de rios e lagoas, é um verdadeiro paraíso mundial para a prática da pesca
esportiva, seja ela costeira ou oceânica. O país é considerado uma das três
maiores potenciais desta modalidade no mundo. A pesca esportiva sustentável
fomenta o turismo, gera emprego e renda.
A pesca esportiva está entre um dos
esportes mais praticados no país e no mundo. Só no Brasil, estima-se que, mais
de 8 milhões de pessoas praticam essa atividade desportiva. A atividade
movimenta o comércio em geral: hotéis, restaurantes, lojas, bares...
Aqui no Litoral Norte, temos em nossa
costa, inúmeras praias, para a prática da pesca de arremesso e, inúmeras
empresas que exploram a pesca oceânica. A Praia de Massaguaçu, em Caraguá, é
considerada uma das cinco melhores do Brasil para este tipo de pesca. A
Massaguaçu, sempre é escolhida para campeonatos paulistas e brasileiros, já
sediou uma etapa do campeonato mundial.
O Brasil também é referência em competições
internacionais. Com seis títulos mundiais, a seleção brasileira feminina é
considerada a maior campeão mundial da história, vencendo as edições de 1988,
1995, 1998, 2001, 2007 e 2014. Dentre os atletas que mais se destacaram na
seleção, está uma caraguatatubense: Wilma Domiciano, hexacampeã mundial. Wilma
e seu marido Edmur Domiciano, também campeão sul-americano pelo Brasil,
faleceram recentemente.
Por tudo isso, temos que investir e
valorizar a pesca esportiva. Um pouco mais de dedicação por parte das
prefeituras e um pouco mais de apoio aos clubes de pesca, esta atividade pode
incrementar o turismo local e regional na baixa temporada. Existem várias
etapas do paulista e, até do campeonato valeparaibano, em nossas praias é
preciso, no entanto, uma maior integração entre as prefeituras, a confederação,
as associações e clubes de pesca.
Em
debate
Comentei os assuntos acima, porque o
desenvolvimento da pesca esportiva no Brasil, foi um dos temas do 1º Encontro de
Pesca Esportiva do Litoral Paulista, realizado no Museu de Pesca de Santos,
este mês em Santos(SP). Para a maioria dos debatedores do encontro, a pesca
esportiva pode impulsionar o turismo em cidades como Caraguatatuba, São
Sebastião, Ubatuba e Ilhabela.
“Temos uma das maiores biodiversidades do
mundo e espécies que não existem em nenhum lugar do planeta. Podemos
nos tornar a maior vitrine da pesca esportiva como modalidade e impulsionar o
turismo nas regiões onde se permite sua prática”, afirmou Antonio Carlos
Ferreira de Araújo, presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca
Esportiva (Anepe), durante o encontro.
Antonio Carlos destacou que o setor da
pesca esportiva gera receita anual na ordem de R$ 3 bilhões no Brasil.
Entretanto, o valor ainda é baixo se comparado com outros países onde a pesca
esportiva é reconhecida. Nos Estados Unidos, por exemplo, este mercado
movimenta cerca de R$ 115 bilhões ao ano.
Atualmente, estima-se que o Brasil
tenha cerca de 8 milhões de pescadores esportivos, mas a falta de incentivo e
investimento tornam a atividade pouco rentável e carente de
desenvolvimento econômico-ambiental.
Além das questões econômicas e ambientais,
Luiz Marques da Silva Ayroza, diretor técnico de departamento do Instituto
de Pesca, aproveitou
a ocasião para destacar a necessidade de integrar cada vez mais a pesca
esportiva e a pesquisa.
“Nossos pesquisadores monitoram e realizam
pesquisas de espécies e condições ambientais em todo litoral paulista com
intuito de oferecer informações mais precisas, contribuindo com o
desenvolvimento da cadeia e também com essa modalidade de pesca., completou
Ayroza.
Essa integração entre segmentos da cadeia
produtiva, seja da pesca, pesquisa ou do consumo, é um dos pontos-chave
apresentados para o desenvolvimento da atividade durante as diversas ações da
Semana do Peixe que foram realizadas por todo o País.
“Nossa proposta é quebrar paradigmas. Na
14ª edição dessa campanha, buscamos levar isso às pessoas de diferentes
formas”, afirmou Roberto Imai, diretor titular do Comitê da Cadeia
Produtiva da Pesca e Aquicultura da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Compesca-Fiesp), que destacou também a importância da sustentabilidade
para o crescimento da atividade como um todo.
A união entre pesca esportiva, indústria e
produtor também foi destacada por Pedro Pereira, membro do Compesca. “Se
conseguirmos obter e seguir os mesmos valores, todos serão beneficiados”,
completou.
O ciclo de palestras do 1º Encontro de
Pesca Esportiva do Litoral Paulista também contou com a participação
de Adalberto Oliveira (Betinho), empresário de turismo e pesca esportiva e
apresentador da FishTV; Renato de Paiva, superintendente do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) em Goiás; Victor Hugo
Braga, doutorando da Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de Sérgio
Luiz dos Santos Tutui e Thiago Dal Negro, coordenador e integrante do projeto
Robalo Vivo do Instituto de Pesca, respectivamente. *Com a colaboração de Leonardo
Chagas(Instituto de Pesca).
Wilma:
nossa eterna campeã.
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| Wilma Domiciano, hexacampeã mundial de pesca. |
Wilma
Domiciano era considerada pela confederação brasileira de pesca como uma de
suas melhores atletas. E, não era para menos, foi hexacampeã mundial de pesca, além de ter
conquistado vários títulos brasileiros e paulistas. Wilma de Souza Domiciano,
nascida na Fazenda dos Ingleses, região sul de Caraguá, se iniciou na pesca
através do marido, Edmur Domiciano, um dos maiores incentivadores da pesca de
arremesso em Caraguá. Ela começou em
1979 e, nunca mais parou.
Seu
último título foi conquistado na Africa
do Sul, na cidade de Langebaan, no qual participaram 200 atletas, representando
16 países. A equipe era formada pelas atletas:
Marisa Hasegawa (SP) Marta Xavier (RJ), Érica Martins (RJ), Luíza Sano
(SP). O técnico do grupo era Paulo Sano.
Wilma
que começou na pesca, apenas para acompanhar o marido em suas participações nas
etapas dos campeonatos paulistas e
brasileiro, tornou-se um dos maiores nomes deste esporte no Brasil e no Mundo.
Seu último título foi conquistado aos 62 anos de idade. Anteriormente, ela
havia sido campeã com a equipe nos campeonatos mundiais de pesca de 1988 e 2001
(França); 1995 e 1998 (Portugal); e 2007 (Brasil).
Em
sua última conquista, disse aos jornalistas “Ver nossa bandeira no lugar mais
alto e ouvir nosso Hino Nacional é uma emoção única. Não tenho nem palavras, só
vivendo para saber o quanto é grandioso esse momento para um atleta”, revelou. Foi
um exemplo de atleta. Wilma faleceu em janeiro deste ano. Edmur, seu marido, havia falecido dois
meses antes.



















