terça-feira, 26 de setembro de 2017

Via Orla

Turismo

Pesca esportiva pode incrementar o turismo no Litoral Norte.

       Debate realizado em Santos garante que pesca pode fomentar o turismo

O Brasil com 8.700 quilômetros de costa, além de rios e lagoas, é um verdadeiro paraíso mundial para a prática da pesca esportiva, seja ela costeira ou oceânica. O país é considerado uma das três maiores potenciais desta modalidade no mundo. A pesca esportiva sustentável fomenta o turismo, gera emprego e renda.
A pesca esportiva está entre um dos esportes mais praticados no país e no mundo. Só no Brasil, estima-se que, mais de 8 milhões de pessoas praticam essa atividade desportiva. A atividade movimenta o comércio em geral: hotéis, restaurantes, lojas, bares...
Aqui no Litoral Norte, temos em nossa costa, inúmeras praias, para a prática da pesca de arremesso e, inúmeras empresas que exploram a pesca oceânica. A Praia de Massaguaçu, em Caraguá, é considerada uma das cinco melhores do Brasil para este tipo de pesca. A Massaguaçu, sempre é escolhida para campeonatos paulistas e brasileiros, já sediou uma etapa do campeonato mundial.
O Brasil também é referência em competições internacionais. Com seis títulos mundiais, a seleção brasileira feminina é considerada a maior campeão mundial da história, vencendo as edições de 1988, 1995, 1998, 2001, 2007 e 2014. Dentre os atletas que mais se destacaram na seleção, está uma caraguatatubense: Wilma Domiciano, hexacampeã mundial. Wilma e seu marido Edmur Domiciano, também campeão sul-americano pelo Brasil, faleceram recentemente.  
Por tudo isso, temos que investir e valorizar a pesca esportiva. Um pouco mais de dedicação por parte das prefeituras e um pouco mais de apoio aos clubes de pesca, esta atividade pode incrementar o turismo local e regional na baixa temporada. Existem várias etapas do paulista e, até do campeonato valeparaibano, em nossas praias é preciso, no entanto, uma maior integração entre as prefeituras, a confederação, as associações e clubes de pesca.
Em debate
Comentei os assuntos acima, porque o desenvolvimento da pesca esportiva no Brasil, foi um dos temas do 1º Encontro de Pesca Esportiva do Litoral Paulista, realizado no Museu de Pesca de Santos, este mês em Santos(SP). Para a maioria dos debatedores do encontro, a pesca esportiva pode impulsionar o turismo em cidades como Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba e Ilhabela. 
“Temos uma das maiores biodiversidades do mundo e espécies que não existem em nenhum lugar do planeta. Podemos nos tornar a maior vitrine da pesca esportiva como modalidade e impulsionar o turismo nas regiões onde se permite sua prática”, afirmou Antonio Carlos Ferreira de Araújo, presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), durante o encontro.
Antonio Carlos destacou que o setor da pesca esportiva gera receita anual na ordem de R$ 3 bilhões no Brasil. Entretanto, o valor ainda é baixo se comparado com outros países onde a pesca esportiva é reconhecida. Nos Estados Unidos, por exemplo, este mercado movimenta cerca de R$ 115 bilhões ao ano.
 Atualmente, estima-se que o Brasil tenha cerca de 8 milhões de pescadores esportivos, mas a falta de incentivo e investimento tornam a atividade pouco rentável e carente de desenvolvimento econômico-ambiental. 
Além das questões econômicas e ambientais, Luiz Marques da Silva Ayroza, diretor técnico de departamento do Instituto de Pesca, aproveitou a ocasião para destacar a necessidade de integrar cada vez mais a pesca esportiva e a pesquisa.
“Nossos pesquisadores monitoram e realizam pesquisas de espécies e condições ambientais em todo litoral paulista com intuito de oferecer informações mais precisas, contribuindo com o desenvolvimento da cadeia e também com essa modalidade de pesca., completou Ayroza.  
Essa integração entre segmentos da cadeia produtiva, seja da pesca, pesquisa ou do consumo, é um dos pontos-chave apresentados para o desenvolvimento da atividade durante as diversas ações da Semana do Peixe que foram realizadas por todo o País.
“Nossa proposta é quebrar paradigmas. Na 14ª edição dessa campanha, buscamos levar isso às pessoas de diferentes formas”, afirmou Roberto Imai, diretor titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Compesca-Fiesp), que destacou também a importância da sustentabilidade para o crescimento da atividade como um todo.
A união entre pesca esportiva, indústria e produtor também foi destacada por Pedro Pereira, membro do Compesca. “Se conseguirmos obter e seguir os mesmos valores, todos serão beneficiados”, completou.
O ciclo de palestras do 1º Encontro de Pesca Esportiva do Litoral Paulista também contou com a participação de Adalberto Oliveira (Betinho), empresário de turismo e pesca esportiva e apresentador da FishTV; Renato de Paiva, superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) em Goiás; Victor Hugo Braga, doutorando da Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de Sérgio Luiz dos Santos Tutui e Thiago Dal Negro, coordenador e integrante do projeto Robalo Vivo do Instituto de Pesca, respectivamente. *Com a colaboração de Leonardo Chagas(Instituto de Pesca). 

                Wilma: nossa eterna campeã.

Wilma Domiciano, hexacampeã mundial de pesca. 
Wilma Domiciano era considerada pela confederação brasileira de pesca como uma de suas melhores atletas. E, não era para menos, foi  hexacampeã mundial de pesca, além de ter conquistado vários títulos brasileiros e paulistas. Wilma de Souza Domiciano, nascida na Fazenda dos Ingleses, região sul de Caraguá, se iniciou na pesca através do marido, Edmur Domiciano, um dos maiores incentivadores da pesca de arremesso em Caraguá.  Ela começou em 1979 e, nunca mais parou.
Seu último título foi conquistado  na Africa do Sul, na cidade de Langebaan, no qual participaram 200 atletas, representando 16 países. A equipe era formada pelas atletas:  Marisa Hasegawa (SP) Marta Xavier (RJ), Érica Martins (RJ), Luíza Sano (SP). O técnico do grupo era Paulo Sano.
Wilma que começou na pesca, apenas para acompanhar o marido em suas participações nas etapas dos campeonatos  paulistas e brasileiro, tornou-se um dos maiores nomes deste esporte no Brasil e no Mundo. Seu último título foi conquistado aos 62 anos de idade. Anteriormente, ela havia sido campeã com a equipe nos campeonatos mundiais de pesca de 1988 e 2001 (França); 1995 e 1998 (Portugal); e 2007 (Brasil).

Em sua última conquista, disse aos jornalistas “Ver nossa bandeira no lugar mais alto e ouvir nosso Hino Nacional é uma emoção única. Não tenho nem palavras, só vivendo para saber o quanto é grandioso esse momento para um atleta”, revelou. Foi um exemplo de atleta. Wilma faleceu em janeiro deste ano. Edmur, seu marido, havia falecido dois meses antes. 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Via Orla

Cidades

   Taxa de Turismo poderia ajudar o desenvolvimento de Ubatuba

Prefeito Sato, de Ubatuba.
Ubatuba precisa de recursos para se desenvolver. O prefeito eleito Sato, apesar de boa vontade e dedicação, pouco, muito pouco poderá realizar sem aumentar a receita da prefeitura. Não basta apenas boa vontade e capacidade. Tem que ter dinheiro em caixa para melhorar as condições da cidade e de sua população. Sato tem corrido para Brasília e São Paulo em busca de recursos. O jovem prefeito sabe que sem aumentar a arrecadação pouco poderá fazer.

Comentei aqui, no post anterior, que Ubatuba, apesar de ter a maior taxa territorial da região, com 712 quilômetros quadrados e, de ser a segunda cidade mais populosa do Litoral Norte, com cerca de 87 mil habitantes, é a cidade com menor orçamento do Litoral Norte: R$ 280 milhões. Confiram os orçamentos das demais cidades da região: Caraguá R$ 548 milhões; São Sebastião, R$ 620 milhões; e, Ilhabela R$ 468,6 milhões. Vejam: Ilhabela tem 33 mil habitantes. A ilha também cobra taxa ambiental. São Sebastião terá mais de R$ 700 milhões de orçamento em 2018. 

O orçamento das cidades do Litoral Norte é engordado pelos royalties do pré- sal, repassados pelo governo federal.  Neste item, Ubatuba também fica muito atrás das demais cidades. Vejam: em 2016, Ilhabela recebeu R$ 215,6 milhões; São Sebastião, R$ 66,6 milhões; e, Caraguá, R$ 59 milhões.  No mesmo período, Ubatuba recebeu algo em torno de R$ 500 mil reais. Sato tenta ampliar os recursos provenientes do pré-sal, mais é muito difícil.

É bom explicar que, o desenvolvimento foi maior nas cidades vizinhas, graças às verbas generosas obtidas por elas a partir da década de 90. Caraguá, por exemplo, recebeu no início dos anos 2000 cerca de R$ 68 milhões de indenização do Estado. Com esse dinheiro, o então prefeito Antonio Carlos, fez inúmeros investimentos no município. São Sebastião e Ilhabela que recebiam verbas da Petrobras, ficaram ainda mais ricas, com os recursos oriundos do pré-sal, assim como, Caraguá.

Uma das cidades mais lindas do país. 
Por isso, Ubatuba foi ficando para trás, no que se refere a infraestrutura. Foi falta de dinheiro e não, por falta de capacidade dos prefeitos que administraram a cidade. O orçamento de R$ 280 milhões dá para fazer o básico: Educação, Saúde e o pagamento dos servidores. Não sobra dinheiro para infraestrutura e, principalmente, para incrementar o turismo local, a grande fonte de renda do município. Ubatuba é dos municípios mais visitados do estado e do país, graças as suas belezas naturais, tradições culturais e as práticas esportivas, entre elas, o surfe. É um dos lugares mais belos do mundo.
Taxa de Turismo

Como Sato poderia arranjar recursos para investir no município? Uma das alternativas seria implantar a taxa de turismo, cobrada já há muitos anos em Fernando de Noronha (Pernambuco) e em Jericoacara (Ceará), desde o último dia 21. Em Fernando de Noronha, a taxa diária paga pelos turistas é de R$ 68,74. Em Jericoacara, a prefeitura cobra R$ 5,00 por dia dos turistas. Outras cidades brasileiras também fazem esse tipo de cobrança(taxa de turismo).

Tudo bem que a cidade de Ubatuba já cobra para estacionar em várias praias. A gente sabe que brasileiro não gosta de “taxa”. Todos sabem, no entanto, que no mundo inteiro é assim, principalmente, com relação ao turismo. Se o dinheiro arrecadado for bem utilizado, será muito legal para Ubatuba e sua população. Ruim mesmo, é pagar pedágio para ir para a praia e ainda ser multado por radares escondidos as margens da rodovia. Não é?  

Exemplo

A cobrança da taxa de turismo em Jericoacara começou ser feita na última quinta-feira, dia 21. Jericoacara era uma vila de pescadores que em 1991 transformou-se em município. Fica a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza, tem apenas 17 mil habitantes e vive e depende do turismo, inclusive, internacional. Suas praias são maravilhosas e dois esportes são atrações: o windsurf e o kitesurf. A cidade tem apenas três ruas comerciais e mais de 170 hotéis e pousadas.

A cidade é famosa no mundo inteiro, assim como Ubatuba. O jornal norte-americano elegeu a cidade entre os dez lugares mais lindos. Em pesquisa feita pela Travelers em todo o mundo a cidade ficou em terceiro lugar. Recentemente, a TripAdvisor apontou Jericoacara com um dos melhores destinos da América Latina. Jericoacara foi cenário do filme “A Ostra e o Vento”, de Walter Lima Jr, em 1997.


A prefeitura local pretende utilizar a arrecadação com a taxa de turismo sustentável para a manutenção das condições ambientais e ecológicas, investir em infraestrutura física e proteção do patrimônio natural. A prefeitura de Jericoacara vai isentar da cobrança os deficientes físicos, idosos acima de 60 anos, crianças até 12 anos e residentes.   

sábado, 23 de setembro de 2017

Via Orla

Gente

      Sato: Um ex-líder estudantil que governa a bela Ubatuba

Délcio José Sato, 48 anos,  é o prefeito de uma das cidades mais bonitas e visitadas do país, Ubatuba. Para a família ele é apenas o “Dedé”, apelido carinhoso. Entre os atuais prefeitos do Litoral Norte pode-se dizer, sem medo de errar, que ele é um dos mais preparados para o cargo que ocupa. Mais é, também, o prefeito que enfrenta o maior problema: falta de recursos para poder transformar a cidade, como ela merece e ele quer. 

A população de Ubatuba terá que ter um pouco de paciência com o prefeito eleito. Ele tem feito muitas melhorias nos bairros, mais precisa de mais tempo e, principalmente, mais recursos para poder realizar tudo aquilo que pretende fazer para atender os anseios dos ubatubenses. A crise financeira pela qual passa o país prejudica, mas não desanima Sato, que enfrenta um déficit de R$ 23 milhões na prefeitura.

Sato lutou muito para chegar onde chegou. Conhece bem como funciona uma
Sato com a mulher Sandra e o filho Gabriel. 
prefeitura e tem um ótimo relacionamento político. É um sujeito simples, dedicado à família. É corintiano e adora tocar violão e cantar MPB e sertanejo. Nas festas que frequenta como prefeito, faz questão de pegar o violão e cantar. Apesar de "correr" 
atrás de recursos, em São Paulo ou Brasília, gosta mesmo é de circular pelos bairros e conferir as melhorias feitas pela prefeitura.
Orçamento

Ubatuba, apesar de ter a maior taxa territorial da região, com 712 quilômetros quadrados e, de ser a segunda cidade mais populosa do Litoral Norte, com cerca de 87 mil habitantes, é a cidade com menor orçamento do Litoral Norte: R$ 280 milhões. Confiram os orçamentos das demais cidades da região: Caraguá R$ 548 milhões; São Sebastião, R$ 620 milhões; e, Ilhabela R$ 468,6 milhões.

O orçamento das cidades do Litoral Norte é engordado pelos royalties do pré- sal, repassados pelo governo federal.  Neste item, Ubatuba também fica muito atrás das demais cidades. Vejam: em 2016, Ilhabela recebeu R$ 215,6 milhões; São Sebastião, R$ 66,6 milhões; e, Caraguá, R$ 59 milhões.  No mesmo período, Ubatuba recebeu algo em torno de R$ 300 mil reais. Sato tenta ampliar os recursos provenientes do pré-sal.

História

Sato é filho do mecânico e pescador Sehe Sato e de dona Giorgina, que trabalhou muitos anos como merendeira em escolas públicas. Nasceu em Caraguá, em 12 de maio de 1970. Um dos três irmãos, Alexandre, já faleceu, os outros dois são: o feirante Beto e o escriturário César. Sato é o caçula. Ele é casado com Sandra e tem um filho: Gabriel.

Sato, aos 13 anos, guarda mirim. 
Sato começou a trabalhar aos 12 anos de idade. Aos 13 anos foi guarda mirim em Caraguá, época em que conheceu sua esposa Sandra. Em 1986 foi trabalhar na Sudelpa(Superintendência do Desenvolvimento do Litoral Paulista). Em 1987 trabalhou no Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração). Em 1988 serviu o Exército. Em 1991 foi trabalhar na Assembleia Legislativa assessorando o deputado Arnaldo Jardim. 

Em 1992 assume gerência de uma empresa privada e dois anos depois inicia sua militância política como Presidente do Diretório Estudantil e em 1996 é eleito Presidente da Associação Ecológica do Litoral Norte. Em 1997 começa a trabalhar na Prefeitura de Ubatuba como chefe de gabinete. Em 1999 forma-se em direito pela Univap, de São José dos Campos. Assume a Chefia de Gabinete da Prefeitura de Ubatuba, administrada por Zizinho Vigneron. Foi professor universitário em Caraguá.

Sato, no Exército. 
Em 2000, Sato disputou sua primeira eleição em Ubatuba, concorreu ao cargo de vereador pelo PPS, obteve 445 votos, foi o 17º mais votado mais não se elegeu. Zizinho Vigneron, que tentava a reeleição, acabou sendo derrotado pelo professor Paulo Ramos.  

Em 2005 retorna a chefia de gabinete da Prefeitura de Ubatuba, administrada por Eduardo César. Deixou a prefeitura para disputar a sucessão de Eduardo, acabou não se elegendo, obtendo 8.121 votos pelo PSB(17,99% dos votos válidos). No ano passado, saiu candidato pelo PSD e venceu as eleições com 14.243 votos ( 36,41% dos votos válidos).

Sato espelha-se muito em políticos como Franco Montoro, Chopin Tavares de Lima e Mário Covas. O ex-prefeito de Caraguá, Antonio Carlos, que apoiou sua candidatura, é sempre consultado por ele, antes de tomar decisões importantes. Ele conta ainda com apoio e orientação de dois ex-prefeitos de sua cidade: Zizinho Vigneron e Pedro Paulo.

Sato, tão logo foi eleito, começou a peregrinar por São Paulo e Brasília em busca de apoio e verbas. Faz isso, quase que semanalmente. O prefeito, logo que assumiu, enfrentou muitas dificuldades devido à escassez do dinheiro na Prefeitura. Ele sabe que para mudar Ubatuba precisa aumentar e melhorar a arrecadação. Cercou-se de bons profissionais e quer melhorar a saúde, educação, cultura e a infraestrutura da cidade.

Sato sabe que o turismo pode ser a grande fonte de renda e de geração de empregos em sua cidade. O turismo é o futuro, não só de Ubatuba, como também das demais cidades da região. Tem tido um ótimo relacionamento com os demais prefeitos, todos eles, interessados em transformar o turismo no carro chefe da região. Sato quer apenas um pouco de paciência e compreensão dos moradores para poder administrar uma das cidades mais belas e visitadas do país. Boa sorte.  (fotos:arquivo da família).  




sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Via Orla

Turismo Saboroso


Sorvete artesanal do Litoral Norte, além de delicioso, é atração turística.


sorvete artesanal do Litoral Norte
Neste sábado, dia 23, comemora-se o Dia Nacional do Sorvete. A data foi escolhida por ser o dia da fundação da ABIS(Associação Brasileira das Industrias de Sorvete), criada em 2002. Aqui, no Litoral Norte, nossos sorvetes artesanais superam em venda os sorvetes industriais e geram emprego e renda.

Os sorvetes artesanais produzidos em nossa região, além de deliciosos, são considerados uma das nossas principais atrações turísticas. Poderíamos promover um festival regional do sorvete, assim como, temos os festivais do camarão, da tainha e mexilhão. As prefeituras poderiam avaliar essa sugestão.

O sorvete, gente, além de ser atração turística, gera empregos e muita renda. O Brasil ocupa a 12 ª colocação no ranking mundial, com uma média de consumo anual de cerca de seis litros por pessoa. A Nova Zelândia lidera o ranking mundial, com o consumo anual de 26 litros por pessoa. Nossas sorveterias sempre fizeram muito sucesso. Hoje, tem sorveterias nossas que se transformaram em franquia e distribuem seus produtos no exterior.

História

Sylvio Luiz, um dos pioneiros em Caraguá. 
Em Caraguá, a produção de sorvete natural começou com a família Miscocci, na década de 50. Na década de 60, surgiu o sorvete Silvio, produzido pelo casal Sylvio Luiz dos Santos e Severina Garrido dos Santos. A sorveteria, que hoje, tem mais de 50 anos e permanece no mesmo local, sempre foi considerado um ponto turístico. Afinal, como diziam (e ainda dizem os turistas) os veranistas: “quem visitasse Caraguá e não tomasse um sorvete na sorveteria Silvio era a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa”. A qualidade dos sorvetes e o atendimento dedicado aos clientes sempre cativou moradores, veranistas e turistas. O sucesso da sorveteria tornou seu Sylvio ainda mais popular na cidade. Foi candidato a prefeito e se elegeu, derrotando Antonio Augusto Mateus. Ao assumir a prefeitura, deixou a sorveteria  aos cuidados de dona Severina e dos filhos.


Em 1970, Sylvio decidiu vender o estabelecimento para Getúlio Navarro Magalhães. Cinco anos depois, em 1975, Sylvio abriu a Sorveteria Sérgio, no mesmo local e com o mesmo sucesso. A cada início de temporada de verão lançava produtos novos e isso continua sendo feito até hoje. Sylvio faleceu em 1989, aos 71 anos; sua esposa, dona Severina faleceu em 99, aos 70 anos. A sorveteria ficou aos cuidados do Sávio e de sua esposa Silvana.

Dama Bersani, em Caraguá. 
Ao longo dos anos surgiram outros sorvetes famosos na cidade, como o Sorvete Rocha, produzido pelo Ademar Rocha, o Mau; o Sorvetes Aldo, produzido pelo Geraldinho Nascimento;  o Sorvete Wilson; e, mais recentemente, a Gelateria Artgiana Dama Bersani, do casal Nivaldo e Vânia Garrido, na praia de Massaguaçu, uma das mais conceituadas.  As sorveterias continuam atraindo e cativando veranistas e turistas.

A qualidade e sabor dos sorvetes artesanais produzidos no Litoral Norte sempre se destacaram aos longos dos últimos 50 anos. Em São Sebastião, Ubatuba e Ilhabela, as sorveterias Rocha e Rochinha continuam um grande sucesso e foram criadas pela mesma família. Tudo começou no final da década de 40, quando José Rocha Medeiros, mais conhecido como Seu Zeca, criou a Sorveteria Rocha e transformou seu picolé de coco num dos mais famosos da região. Em 1964, o patriarca dos Rocha passou a loja para seu irmão, João, que tinha sete filhos. Os filhos assumiram a casa; Em 1981, um dos filhos de João, Rodolfo, decidiu abrir com a mulher outra sorveteria e nasceu a Sorvetes Rochinha. As duas sorveterias se expandiram pela cidade e região.

Internacional

A Rochinha, no entanto, em 2012, foi vendida para um grupo de empresários interessados em conquistar com a marca- bastante conhecida entre os veranistas e turistas, o mercado nacional e internacional. Foram investidos R$ 8 milhões numa nova fábrica em São José dos Campos. De lá, o sorvete abasteceria o mercado de São Paulo e o exterior: Portugal, Estados Unidos e Emirados Árabes. Em 2012, com os novos investimentos a empresa faturou R$ 11 milhões com a produção de 70 mil picolés por dia e 2 mil litros de sorvete de massa. A Rochinha deixou de ser artesanal para disputar o mercado nacional e internacional.




quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Via Orla

Memória


   Ubatuba relembra a história do Shindo Renmei

  Em 1945, 155 japoneses da associação Shindo Renmei ficaram presos na ilha.

História fez sucesso nos cinemas do Japão
No sábado, dia 23, será realizada uma homenagem aos imigrantes japoneses, que estiveram presos na Ilha Anchieta, em Ubatuba. A solenidade é organizada pela Associação Pró-Resgate Histórico da Ilha Anchieta e Filhos da Ilha, com apoio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social(Bunkyo) e Prefeitura local.

Um dos sobreviventes dos 1551 japoneses, que estiveram presos na Ilha Anchieta, em 1945, Tokuishi Shidaka, de 94 anos, estará presente à cerimônia, que irá ocorrer entre 13 e 16 horas. Shidaka pertenceu a associação Shindo Renmei, cuja história foi relata em livro do escritor Fernando Morais e, no filme “Corações Sujos”, dirigido por Vicente Amorim, em 2012.
Tanto o livro como o filme, relatam a prisão e confinamento no presídio de Ilha Anchieta, em 1945, de um grupo de 155 imigrantes japoneses, que pertenciam a uma associação secreta conhecida como Shindo Renmei, que significava “Liga do Caminho dos Súditos”.

 A associação tinha como objetivo de manter a tradição nipônica e a organização das colônias japonesas espalhadas pelo interior de São Paulo e demais estados do pais. Durante a segunda guerra os membros do Shindo Renmei viviam na clandestinidade porque os imigrantes japoneses foram proibidos pelo governo brasileiro de manter suas tradições, cultura, língua e atividades sociais, esportivas e políticas.

 Foi proibido também, o uso do rádio, pois o a colônia fazia oposição aos aliados, apoiados pelo Brasil na guerra. Com o fim da guerra em 1945, iniciou-se um ciclo de conflitos e mortes na comunidade japonesa que vivia no país. Os membros do Shindo Renmei não acreditavam e, tão pouco, aceitavam a derrota do Japão na guerra. Para eles, as notícias da derrota eram duvidosas, uma vez que o Brasil apoiava os aliados.

 Para eles, as notícias divulgadas no Brasil, sobre o fim da guerra e derrota do Japão, não passava de uma manobra para que os orientais perdessem sua organização e força. A organização utilizou de ampla propaganda para tentar garantir a  honra à pátria. Utilizaram recursos como montagens fotográficas, falsos jornais internacionais e até moedas falsas dos países “derrotados” com emissão no Japão. 

 Uma parcela da comunidade japonesa, chamada na época de “corações sujos” ou “derrotistas” por acreditar na derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial passou a ser perseguida pela organização Shindo Renmei. Com o crescimento do conflito e morte dos “derrotistas”, o governo brasileiro resolveu intervir prendendo na Ilha Anchieta ou deportando para o Japão, os integrantes da organização.  
  
Essa história considerada um dos episódios mais marcantes na história do presídio da Ilha Anchieta, em Ubatuba, foi levado para as telas do cinema em 2012, inclusive, no Japão. No Brasil, o filme Corações Sujos, baseado em livro de Fernando Morais e dirigido por Vicente Amorim, foi estrelado por Edu Moscovi e Tsyoshi Ihana(Cartas de Iwo Jima).

Presídio.

Ruínas do presídio. 
O presídio da Ilha Anchieta começou a ser construído em 1902, quando foram desapropriadas cerca de 412 famílias de colonos e caiçaras que habitavam o local. Mas em 1914 a Colônia Penal foi extinta, sendo os detentos transferidos para Taubaté. Em 1928 o presídio volta a funcionar, desta vez sendo destinado principalmente a presos políticos. Pouco depois a ilha, que se chamava na época Ilha dos Porcos, foi rebatizada como Ilha Anchieta em homenagem ao jesuíta. No ano de 1942, com aproximadamente 273 detentos, a Colônia Penal passa a ser denominada como Instituto Correcional da Ilha Anchieta, passando a receber como residentes também soldados e suas famílias. A desativação do presídio ocorreu após a sangrenta rebelião de junho de 1952. Hoje é um dos locais mais visitados do Litoral Norte. 

Via Orla

Polícia

Ministério Público cobra ressarcimento de policiais de São Sebastião.

Deu no G1, portal de notícias da Globo. O Ministério Público entrou com uma ação  na Justiça para cobrar de 10 policiais de São Sebastião o ressarcimento de R$ 252,8 mil aos cofres públicos. Além da multa, a promotoria de São Sebastião quer que os policiais percam os cargos. Os dez policiais foram condenados por colaborar com o tráfico.

A ação em São Sebastião, foi assinada por cinco promotores - elas foram criadas respectivamente em abril e setembro de 2016. Ambas estão na fase de instrução. Os policiais foram monitorados, por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, por seis meses.

De acordo com a ação, dez policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do 1º DP de São Sebastião, também monitorados por escutas telefônicas, foram flagrados colaborando com o tráfico de drogas e envolvidos com uma facção criminosa.

"Conclui-se que ocorreu um dano moral, precisamente na medida em que as condutas dos requeridos, praticadas no exercício das funções dos seus cargos públicos, ou em razão deles, atentou contra o patrimônio social, atingindo toda a sociedade", dizem os promotores na ação contra os policiais do litoral norte.

Apesar da condenação, os policiais presos em 2015, respondem em liberdade e seguem atuando na polícia desde o mês de julho.

Avaliação

Em entrevista concedida ao G1, a Ouvidoria da Policia do Estado de São Paulo acredita que as ações podem ajudar a reduzir os impactos causados pela ação de policiais corruptos.
“O Ministério Público está agindo de modo que o Estado não tenha perdas e ele tem toda legitimidade para isso porque ele é o fiscal da lei e da polícia”, afirmou ao G1, ouvidor Júlio César Fernandes Neves.

Outro lado

O G1 entrou em contato com os advogados que defendem os policiais sebastianenses. O advogado Luiz Souza Padilla, representante dos policiais João Batista Barros, Luís Carlos Pinho dos Santos e Márcio Ricardo Santana, alega que no processo criminal os clientes dele ofereceram a quebra de sigilo bancário e fiscal, mas que não quiseram.

“Já poderiam ter visto no outro processo que os meus clientes não causaram prejuízo ao Estado. Erros podem acontecer, eu não acho que aconteceu, mas pode acontecer e isso é um risco do Estado como um todo e não exclusivamente ed quem está exercendo a função. Não é problema de oito policiais, mas sim de todos”, afirmou.

Já o advogado Evandro da Silva Ferreira, que advoga para o policial Marcos Roberto Rodrigues Silva, afirma que a ação é equivocada. “Não concordamos porque o Ministério Público não tem nenhuma prova. Ele trabalha com suposições, mas não tem provas contra nenhum dos policiais. Meu cliente é um policial de baixo escalão que não tinha conhecimento de nada que ocorria”, afirmou.

O advogado Lucas Alcipretes, que advogada para os policiais Antônio Angrisani Araújo, Zueber Pasqualino Grieco, Antônio Carlos Teixeira Sant’ana.
"O MP não tem absolutamente prova alguma, ele entrou com ação falando que tinha prova e não conseguiu provar nada em em relação aos meus clientes. Eu acredito que a ação penal [condenação] a gente cocnsegue resolver e essa seja julgada improcedente", afirmou.

A advogada do policial Rodrigo Espinha, Thais Petinelli Fernandes, foi procurada pela reportagem, que aguarda um posicionamento. O G1 não conseguiu contato com a defesa dos policiais Marco Antônio Freitas Santana e Bruno Veiga Melo de Britto. 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Via Orla

Arte


Monumento em homenagem a Nossa Senhora Aparecida é de autoria do ilhabelense Gilmar Pinna.

Estátua de 50 metros de altura será maior que o Cristo Redentor.  


Projeto do monumento(Fotos:Pref. Aparecida)
É de autoria do artista ilhabelense Gilmar Pinna o maior monumento em homenagem a Nossa Senhora de Aparecida. A estátua que tem 50 metros de altura- é maior que o Cristo Redentor, que tem 38 metros de altura, será instalada em uma parque temático de 130 mil metros quadrados, dedicado à padroeira, que contará ainda com restaurantes e outras atrações.

O monumento deve estar pronto em dezembro. Gilmar não cobrou nada pela obra, na qual trabalhou desde o início deste ano.  A obra foi idealizada pelo próprio artista, que afirmou “tratar-se de um presente dele para os devotos da de Nossa Senhora. Posso dizer que, como devoto, sou privilegiado por poder fazer esse trabalho".

A escultura é toda em aço inoxidável e boa parte das peças ( a escultura foi dividida em 20 partes)  chegaram á cidade no  último fim de semana.  A escultura também foi confeccionada para comemorar os 300 anos do encontro da imagem da santa por pescadores no rio Paraíba. A estátua poderá ser avistada da rodovia Presidente Dutra e terá ainda um elevador panorâmico, segundo informou a prefeitura de Aparecida.

Gilmar Pinna é autor ainda de outras 52 peças, que também homenageiam os 300 anos da aparição da santa. As obras estão sendo instaladas nas rotatórias da cidade de Aparecida e foram contratadas pela prefeitura local. As obras “lembram” milagres da santa padroeira e também são feitas de aço inoxidável.

A prefeitura, que não informa quanto está investindo no parque temático, afirma que o local deverá ser um dos locais mais visitados pelos devotos da santa. A cidade de Aparecida recebe em média 12 milhões de devotos por ano. Este ano, devido as comemorações dos 300 anos da aparição da santa, o número de fiéis tem sido muito grande, provocando grandes congestionamentos nos acessos à cidade, nos fins de semana e feriados.

Gilmar Pinna  

Gilmar e o projeto Nossa Senhora em seu ateliê, em Guarulhos.  
Gilmar Pinna pode ser considerado o escultor de maior renome do Litoral Norte. Nascido e criado em Ilhabela, Gilmar descobriu sua vocação para a escultura, aos 10 anos de idade, quando fazia escultura nas areias da praia da ilha. Aos 12 anos venceu um concurso de escultura de areia regional.

Na década de 70, incentivado pelo pintor e desenhista Fernando Odriozola, começou a participar de mostras e concursos de artes. Em 1976, fez sua primeira mostra individual, em São Paulo. A partir daí, suas obras passaram a ser vistas e apreciadas  no Brasil e no exterior, como Itália, Suiça, Espanha e Portugal.  Seu nome sua arte, passaram a ficar reconhecidos mundialmente.

Uma de suas últimas obras,  “Paixão” instalada em abril numa das praias da ilha é das mais visitadas pelos turistas que circulam por Ilhabela. Gilmar é o embaixador cultural de Ilhabela. Ele morou muitos anos em Chicago(EUA), mantém seu ateliê na cidade de Guarulhos, mais suas grande paixão é mesmo Ilhabela. Comenta-se que quem visita a ilha e não tira uma foto ou uma selfie com as obras de Gilmar é a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa.   


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Via Orla

Cidades

Pesquisa nacional avalia gastos do Legislativo Municipal.

Em 218 cidades, gastos das Câmaras Municipais superam 80% da receita municipal.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil com apoio do Sebrae realizou uma pesquisa sobre gastos legislativos municipais. A pesquisa foi publicada o mês passado com informações bastante interessantes.

A pesquisa apurou que no Brasil, apenas nas 3.761 Câmaras Municipais pesquisadas, gastou-se R$ 11.573.816.197,92 com o legislativo municipal no ano passado. O estado de São Paulo, onde foram pesquisados 551, dos 645 municípios, as despesas com as Câmaras Municipais, em 2016, foi de R$ 2.901.064.858,45.

As despesas legislativas municipais têm os limites estabelecidos pela Constituição - que usa para a base de cálculo a soma das receitas tributárias e das transferências constitucionais (da União). Então, quando levado em conta o orçamento total (que inclui os repasses da União), o gasto porcentual com o Legislativo passa a ser de 5% (cidades com até 100 mil habitantes podem gastar até 7%).

Dos 5.569 municípios brasileiros, um total de 1.807(32%) não apresentou os valores de suas receitas ou das despesas, por isso, o estudo foi feito com informações de 3.762 municípios (68%). O levantamento considerou apenas os gastos com as Câmaras Municipais, vinculadas às prefeituras. As despesas são classificadas por função e subfunção, que são categorias pré-definidas.

As despesas para operação das Câmaras Legislativas Municipais são subfunções: Ação Legislativa: despesas com remuneração, encargos, benefícios, capacitação de pessoal; com aquisição e manutenção de instalações, veículos, máquinas, equipamentos, acervo técnico, realização / participação de eventos; manutenção de convênios; divulgação de atos oficiais e administrativos etc.; e, Controle Externo: despesas com fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.  

Principais conclusões:
* Nas três últimas eleições, o número de vereadores eleitos teve um aumento de 6.140 (equivalente a 11,8%). No período, o número de vereadores eleitos passou de 51.802 para 57.942, enquanto a população brasileira aumentou 7,2%.
·        Os pequenos municípios apresentam receitas próprias per capita equivalentes a 23% da receita própria média per capita dos grandes municípios. Apesar disto, os pequenos municípios possuem uma despesa legislativa média (também per capita) equivalente a 70% maior que a dos grandes municípios.
·        A rubrica mais representativa das despesas legislativas municipais é referente ao pagamento dos vereadores. Na amostragem realizada com 71 municípios de todos os portes e regiões brasileiras, foi constatado que o pagamento de subsídios e encargos aproxima dos 60% das despesas legislativas declaradas pelos municípios de pequeno porte.
·        As despesas legislativas municipais têm os limites estabelecidos pela Constituição Federal (art. 29-a), que utiliza para base de cálculo a somatória das receitas tributárias e das transferências constitucionais. Caso os percentuais definidos na Constituição fossem aplicados exclusivamente às receitas próprias dos municípios (incluindo receitas tributárias e outras), poderia ser viabilizada uma economia anual de R$ 7,662 bilhões considerando a amostra deste estudo de 3.762 municípios. Considerando o total de 5.569 municípios, a economia potencial superior os R$ 10 bilhões (Interpolação direta leva a R$ 11,343 bilhões).
·        707 municípios (19% daqueles que apresentaram as contas anuais) gastam mais a título de despesas legislativas do que conseguem gerar a título de receitas próprias (receitas geradas pelo próprio município, incluindo IPTU, IBTI, ISS, Taxas, Contribuição de Melhoria, Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública. Receitas Patrimonial, Agropecuária, Industrial, de Serviços, Outras Receitas Correntes, Receitas Correntes Intra-orçamentárias);
·        218 municípios gastam mais de 80% das receitas próprias com as Câmaras Municipais;
·        22 municípios tiveram despesas com as Câmaras Municipais superiores aos limites estabelecidos pela Constituição Federal, no artigo 29-a. Deste total, 16 municípios têm menos de 20.000 habitantes;
·        Os gastos com vereadores (subsídios + encargos), tomando-se por base a amostra selecionada, representam em média 38,7% das despesas legislativas considerando-se todos os portes dos municípios e chegam a super 59% nos municípios com até 50.000 habitantes.

Avaliações


Após avaliar o estudo, o presidente da CACB, George Pinheiro, afirmou que: "Se as despesas legislativas estivessem vinculadas somente às receitas próprias a economia global seria de cerca de R$ 10 bilhões". Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, é preciso mudar essa lei que vincula os gastos do Legislativo. "Além disso sou a favor que municípios menores possam ter vereadores voluntários. Trabalhadores, representantes da sociedade que pudessem se reunir para fiscalizar e propor ideias ao Executivo" disse.


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