segunda-feira, 31 de agosto de 2020

A história do primeiro campeão de surf do Litoral Norte

 

Ricardo Toledo e Filipinho Toledo em Ubatuba


O colega Fábio Maradei escreveu uma matéria muito legal sobre Ricardo Toledo, um dos maiores nomes do surf ubatubense e pai do surfista profissional, Filipe Toledo. Como jornalista pela Folha e ValeParaibano (atual O Vale) fiz a cobertura de muitos campeonatos em Ubatuba e pude acompanhar de perto o auge de Ricardinho Toledo e, também, os passos iniciais de seu filho Filipinho no surf. O próprio Maradei encontrou recentemente em seu arquivo, uma matéria minha falando sobre Ricardinho na disputa do Sundek. Mais tarde, pude ver Filipinho, ainda criança surfando na Praia Grande sob o olhar atento do avô João. Ricardinho foi o primeiro surfista da região a conquistar o título brasileiro. Foi três vezes campeão nacional de surfe. Pode-se dizer, sem medo de errar, que Ricardinho foi o mais importante nome do surfe do Litoral Norte antes de surgirem Gabriel Medina, bi-campeão mundial e Filipinho Toledo, classificado entre os cinco melhores surfistas da atualidade. É importantíssima a matéria do Maradei. Resgata a história de um campeão, que após "se aposentar", tornou-se técnico de um futuro campeão. Confira:          


Ricardinho Toledo, três vezes campeão brasileiro


Ricardo Toledo, a história de um campeão de surf

Por Fábio Maradei

 

O surf sempre esteve envolvido em sua vida. Primeiro como competidor de altíssimo nível, depois como professor de escolinha, pai de atletas e técnico entre os melhores da elite mundial. Ricardo Toledo pode se orgulhar de uma carreira totalmente feita no esporte que escolheu ainda aos 5 anos de idade.

 

Nascido em 28 de abril de 1968, Ricardinho é um dos nomes que marcaram história no surf. É casado com Mari há 32 anos, tem quatro filhos, Matheus, Filipe, Davi e Sofia e dois netos, Mahina e Koa, filhos de Filipinho e Ananda. Nasceu em Taubaté, no Vale do Paraíba, mas fez toda a sua vida e carreira em Ubatuba, no litoral norte paulista, e atualmente mora em San Clemente, Califórnia/EUA.



Ricardinho, a esposa Mari, filhos e netos, em San Clemente, na Califórnia



 

“O surf é a minha vida. Faço isso desde pequeno, me tornei atleta profissional, pai de família como surfista, fiz universidade por causa do surf, para atuar na área e pelos benefícios que me traria como pessoa e profissional. Criei meus filhos, minha família com o surf. E hoje o Filipe se tornou um atleta de alto rendimento e o acompanho. É a minha vida, é tudo”, sintetiza.

 

Como atleta, Ricardinho fez história com três títulos brasileiros profissionais, o primeiro ainda com 17 anos, em 1985, e os outros dois já valendo pela Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp), em 1991 e 95, coincidentemente nos anos de nascimento de seus filhos mais velhos, Matheus e Filipe.

 

Ficou conhecido por seu surf agressivo, radical, com manobras fortes. Além dos títulos nacionais,colecionou muitas conquistas, como duas vitórias no Circuito Mundial, ambas em 1995. “Os principais momentos foram os títulos brasileiros. O primeiro título com 17 anos foi realmente um marco na carreira e depois os dois brasileiros, porque foram nos anos dos nascimentos dos meus filhos”, ressalta.

 

“Meus principais rivais na época eram Dadá Figueiredo e Tinguinha Lima, que tinham surf mais

progressivo e queria vencer. Tinha o Jojó de Olivença, que era bem constante”, recorda Ricardinho, que entre suas lembranças tem a viagem para a Indonésia, quando era garoto.

 

“Foi marcante, por eu ser muito novo e com experiências bizarras. Entre elas, ter ficado no aeroporto de Cingapura três dias esperando meu voo e sem dinheiro para comer”, conta.



Ricardinho é o treinador de Filipinho



 

Ao se aposentar como profissional, seguiu competindo e foi campeão paulista open, master e de longboard. Também representou o Brasil no Mundial Master da International Surfing Association (ISA), em 2008, no Peru, sendo medalha de prata, atrás apenas do tetracampeão mundial da categoria, Juan Ashton, de Porto Rico.

 

Fora da vida de competidor, foi instrutor da exemplar escola de surf da Prefeitura de Ubatuba, na Praia Grande, mesmo lugar onde ele aprendeu a surfar aos 5 anos de idade “com uma prancha emprestada de um amigo do meu pai, o Fabio Madueño”, recorda.

 

Atuou no projeto de 2000 a 2010, ajudando a revelar grandes talentos. Paralelamente ao trabalho, cursou Educação Física na Faculdade Módulo, em Caraguatatuba, de 2004 a 2007, já pensando na carreira de treinador, unindo o conhecimento do curso à sua experiência nas ondas.

 

“Sem dúvida alguma, coloquei muito do que aprendi como profissional de Educação Física como técnico do Filipe”, ressalta Ricardinho, referindo-se ao filho, top 4 do Championship Tour (CT) e segundo brasileiro com mais vitórias na elite do surf mundial, oito até agora, que ele acompanha oficialmente como treinador desde que Filipinho iniciou a trajetória como profissional aos 15 anos.

 

PERFIL - JOÃO RICARDO DE CASTRO TOLEDO

Nascido em 28 de abril de 1968, em Taubaté/SP

Casado com Mari há 32 anos

Pai de Matheus, Filipe, Davi e Sofia

Avô de Mahina e Koa

Campeão brasileiro profissional em 1985, 91 e 95 (as 2 últimas pela Abrasp)

Vice-campeão mundial master pela ISA em 2008, no Peru

Formado em Educação Física pela Faculdade Módulo - 2004 a 2007

Caraguatatuba teve apenas uma prefeita nos quase 100 anos da sua história política

 




Caraguatatuba não elege uma prefeita há cerca de 50 anos. Nas eleições de 2020, pelo menos até o momento, não apareceu nenhuma pré-candidata. Entre os 30 prefeitos eleitos desde 1923, apenas uma prefeita governou a cidade. A última prefeita eleita foi Tereza Cury Nogueira, em 1972. 

 

A cidade nunca elegeu, também, uma mulher para presidir o legislativo. Entre as mulheres que estiveram no executivo, apenas Benedita Pinto Ferreira, foi eleita vice-prefeita em chapa encabeçada por Boneca em 1963. Na década de 60, dona Benedita e Durvalina Bueno eram comerciantes influentes na política local.


Tereza Cury, ao lado do marido Boneca, em evento na sede do Clube XV de Novembro


 

A eleição de Tereza Cury foi das mais interessantes. Casada com “Boneca”, foi indicada candidata uma semana antes das eleições. “Boneca” era o candidato, mas foi impedido de disputar as eleições pela justiça.

 

Tereza ganhou, mas quem exerceu o cargo de fato foi seu marido, “Boneca”, então chefe de gabinete.  Na época, disputaram  a eleição a Arena e o MDB. A cidade tinha 5.703 eleitores.

 

Dos 4.744 eleitores que compareceram às urnas, a maioria, 4.541 votou na Arena; 79 eleitores votaram em branco e outros 124 anularam o voto. Terezinha Cury Nogueira ficou a frente do executivo caraguatatubense de 73 a 76. Desde então, nenhuma outra mulher foi eleita prefeita.

 

Legislativo

 

Na história do legislativo caraguatatubense consta que em 29 legislaturas, desde 1923 ( em uma delas, em 1938, Getúlio Vargas extinguiu as Câmaras Municipais), em apenas quatro delas, mulheres tiveram a oportunidade de compor o legislativo local.

 

A primeira mulher a ocupar um cargo no legislativo caraguatatubense foi Leonor Soalheiro Teixeira. Ela era suplente e assumiu o cargo após o presidente da Câmara, Marcelo Passos, cassar sete vereadores que se rebelarem contra a prorrogação do seu mandato, decisão que não tinha amparo legal.

 

Por cerca de meio século, de 1950 a 2000, nenhuma mulher foi eleita vereadora. Em 2001, quatro delas foram eleitas: Dalva Santana, Leonor Diniz, Madalena Fachini e Vera Peixoto.

 

Nas eleições de 2004, novamente, nenhuma mulher eleita. Em 2008, foram eleitas Silmara Mattiazo e Vilma Teixeira. Nas eleições de 2012, Vilma Teixeira foi reeleita. 


Em 2016, a cidade tinha 84.624 eleitores, 52% do eleitorado era de mulheres, mas apenas duas delas foram eleitas: Salete Paes (PTB) e Vilma Teixeira (MDB).





Vilma Teixeira é considerada a mulher mais importante na história do legislativo local. É, até agora, a única mulher a cumprir três mandatos seguidos. Técnica de enfermagem e servidora pública, ela elegeu-se vereadora em 2008 (1.589 votos) e reelegeu-se em 2012 (1.089 votos) e 2016 (1.350 votos). Vilma tem sua base eleitoral concentrada na região sul. Este ano, em novembro, tentará o quarto mandato. 




 

 


 

 

 

Praia, sol, aglomeração e a Covid

 

Prainha, em Caraguá, aglomerações. Foto:Helena Ribas

 

 

Praias abarrotadas, aglomerações e a maioria dos banhistas, sem máscara. O domingo foi assim em todo o Litoral Norte.Tudo indica que a partir de setembro haverá uma invasão ainda maior de turistas na região. O movimento nas praias e nas estradas de acesso até a região foi dos maiores no fim de semana. 

 

A situação é preocupante. As prefeituras não fiscalizam mais as praias. Isso seria importante para se evitar aglomerações e o risco de transmissão do novo coronavírus. Também, não se vê carro de som orientando os banhistas sobre os riscos das aglomerações.

 

É evidente, que não se quer impedir as pessoas de irem à praia, mas sim, conscientizá-las. Aglomerações são perigosas em qualquer lugar. O excesso de banhistas nas praias centrais de Caraguatatuba, por exemplo, fez muitos banhistas procurarem praias mais distantes.


Capricórnio, em Caraguá, esteve cheia no domingo


 

Praias como o Capricórnio e a Massaguaçu, praias de tombo e perigosas para o banho de mar, vem registrado a presença de um grande número de banhistas. Isso tem ocorrido todos os fins de semana. Nessas praias, muita gente tem evitado a aglomeração, ficando até no gramado, mas muitas famílias se concentram debaixo de alguns guarda-sóis. O risco é grande.

 

A necessidade de “quebrar” o ritmo da quarentena, faz com que muita gente de fora da região procurem às praias do Litoral Norte. A expectativa é que o turismo regional deverá ser intensificado a partir de setembro. O Litoral Norte é o lugar preferido daqueles que vivem no Vale do Paraíba, interior, capital e sul de Minas.

 

A invasão de visitantes, incrementando o turismo, gerando renda e empregos, é incentivada pelas prefeituras, que flexibilizam cada vez mais. A responsabilidade, no entanto, é grande. Cabe às prefeituras tentarem conscientizar e disciplinar o uso comum das praias neste período de pandemia.

 

Talvez, colocando faixas orientando o espaçamento na areia e nos quiosques a beira mar, como ocorre em restaurantes e bares; colocando a guarda civil municipal ou agentes de trânsito e, até mesmo, fiscais percorrendo e orientando os banhistas nas praias.

 

Alguma medida precisa ser adotada pelas prefeituras. Os números de casos e de mortes ainda preocupam, aqui e no Vale do Paraíba. No Litoral Norte, são 5.678 casos e 155 mortes. No Vale do Paraíba, são quase 33 mil casos e mil mortes pela Covid-19. No estado de São Paulo, são  quase 30 mil mortes e 804 mil casos confirmados.

domingo, 30 de agosto de 2020

Astronauta da Nasa posta no twitter imagens do Litoral Norte feitas do espaço

 




O astronauta americano Christopher Cassid, da Nasa, postou na última quinta-feira(27), no twitter, imagens do Litoral Norte feitas do espaço. Chris, como ele é conhecido, aproveitou para mandar uma mensagem ao pessoal de São Paulo: "Hello to all of friends in São Paulo!". Antes de virar astronauta, Chris foi por 11 anos membro da SEALs , grupo de elite da Marinha americana.

Chris participa da Expedição 63 que é a 63ª e atual missão de longa duração para a Estação Espacial Internacional, iniciada dia 17 de abril de 2020 com o desacoplamento da Soyuz MS-15 e continuará até o desacoplamento da Soyuz MS-16..

A expedição conta com a participação de Chris e os engenheiros russos  Anatoli Ivanishin e Ivan Vagner. A expedição recebeu a tripulação do Crew Dragon Demo-2 no dia 31 de maio de 2020, a primeira missão tripulada da SpaceX. Os dois tripulantes, Douglas Hurley e Robert Behnken deverão ficar na ISS por dois ou três meses (como parte da Expedição 63[4]), ajudando nas pesquisas realizadas na estação e várias caminhadas espaciais.


Conheça um pouco desse astronauta, que se encantou com as imagens do Litoral Norte vistas do espaço, fez as fotos e postou no seu twitter. 


 


 

Christopher J. Cassidy foi selecionado como astronauta pela NASA em 2004 e é um veterano de dois voos espaciais, STS-127 e Expedição 35. Durante o STS-127, Cassidy serviu como Especialista em Missão e foi a 500ª pessoa na história a voar para dentro espaço. Esta missão entregou a Instalação Exposta do Módulo Experimental Japonês (JEM-EF) e a Seção Exposta do Módulo Experimental de Logística (ELM-ES) para a estação. Para a Expedição 35, Cassidy e o astronauta Luca Parmitano da Agência Espacial Europeia (ESA) tiveram sua caminhada espacial não planejada para substituir uma caixa do controlador de bomba interrompida quando Parmitano teve vazamento de água de resfriamento em seu capacete. Cassidy, um SEAL da Marinha dos EUA, foi enviado duas vezes para o Mediterrâneo e duas para o Afeganistão. Ele foi agraciado com a Estrela de Bronze com 'V' de combate e Citação de Unidade Presidencial por liderar uma operação de nove dias na Caverna Zharwar Kili, na fronteira Afeganistão / Paquistão. Cassidy está servindo atualmente como comandante a bordo da ISS como parte da missão da Expedição 63.

 

Dados pessoais:


Nasceu em 1970 em Salem, Massachusetts. Considera York, Maine, como sua cidade natal. Casado com a ex-Peggy Yancer, Elyria, Ohio. Eles têm cinco filhos entre os dois. Os interesses recreativos incluem viagens, ciclismo, acampamento, esqui na neve, levantamento de peso, corrida, basquete, imóveis e reforma da casa. 

Educação:


Graduado pela York High School, York, Maine; se formou na Naval Academy Prep School, Newport, Rhode Island, 1989; recebeu um Bacharel em Ciências em Matemática, US Naval Academy, 1993; recebeu um Master of Science in Ocean Engineering, Massachusetts Institute of Technology, 2000, Honorary PHD da Husson University, 2015.

 

Experiência militar:


Onze anos como membro da equipe SEALs da Marinha dos EUA. Ele fez quatro deslocamentos de seis meses: dois para o Afeganistão e dois para o Mediterrâneo. Cassidy serviu como Oficial Executivo e Oficial de Operações da Equipe Especial do Barco Vinte em Norfolk, Virgínia, e comandante do pelotão SEAL na Equipe SEAL TRÊS em Coronado, Califórnia. Ele foi implantado na região do Afeganistão duas semanas depois de 11 de setembro de 2001, serviu como comandante da força de assalto terrestre em missões de combate internacionais e apenas dos EUA no Afeganistão, e liderou dois meses de embarque em desacordo no Golfo Arábico Norte. Ele foi comandante do pelotão do SEAL Delivery Vehicle (SDV) na equipe DOIS do SDV em Norfolk. Ele acumulou mais de 200 horas debaixo d'água como piloto / navegador / comandante de missão de um SDV submersível inundado por dois homens, que é lançado e recuperado de um submarino de navio host. Ele também serviu como comandante de pelotão de abrigo de convés seco na SEAL Delivery Team TWO em Norfolk. Cassidy se ofereceu para completar um remo de caiaque beneficente de uma semana de duração de 180 milhas de Norfolk a Washington, DC para arrecadar dinheiro e conscientizar a Fundação Guerreiro de Operações Especiais. Ele alcançou o posto de Capitão em 2014.

 

Experiência NASA:


Cassidy foi selecionado como astronauta pela NASA em maio de 2004. Em fevereiro de 2006, ele concluiu o treinamento Astronaut Candidate (ASCAN). De 2006 a 2008, ele serviu como comunicador de cápsula (CAPCOM) no Centro de controle da missão. De 2009 a 2011, Cassidy foi designado como astronauta de apoio na Tripulação de Fechamento do Ônibus Espacial encarregada de amarrar a tripulação e fechar e selar a escotilha de acesso para o vôo. De 2014 a 2015, ele atuou como chefe da filial de Atividade Extraveicular (EVA) e em 2015 foi designado Vice-Chefe do Escritório do Astronauta. Depois de servir quatro meses como deputado, Cassidy se tornou o 14º Astronauta Chefe da NASA em julho de 2015, onde era responsável por atribuições de voo, preparação de missão e suporte em órbita de tripulações dos EUA, bem como organizar o apoio do escritório de astronautas para futuros veículos de lançamento.

 

Experiência de voo espacial:


STS ‐ 127 (15 de julho a 31 de julho de 2009). Cassidy serviu como Especialista da Missão a bordo do Endeavour para esta missão de montagem 2J / A da Estação Espacial Internacional. Cassidy foi a 500ª pessoa na história a voar para o espaço. A tripulação entregou o Módulo Experimental Japonês - Instalação Exposta (JEM-EF) e a Seção Exposta do Módulo de Logística Experimental (ELM-ES) para a estação. Eles concluíram a construção do KIBO JEM, instalaram experimentos científicos em suas instalações expostas e entregaram peças sobressalentes críticas e baterias de reposição.

Expedição 35 (28 de março a 10 de setembro de 2013). Cassidy serviu como Engenheiro de Voo e voou para a estação a bordo do Soyuz TMA-08M (designação dos EUA: 34S), que foi lançado do Baikonur Commodore no Cazaquistão. Os três tripulantes foram os primeiros a concluir uma atracação acelerada à estação - em vez de levar o padrão de dois dias para o encontro e atracar, eles chegaram ao complexo orbital em seis horas.

Cassidy completou um total de seis caminhadas espaciais, mas duas foram dignas de nota. Em 11 de maio de 2013, Cassidy e Thomas Marshburn realizaram uma caminhada espacial não planejada para substituir uma caixa controladora de bomba suspeita de ser a fonte de um vazamento de refrigerante de amônia, e em 16 de julho de 2013, ele e Luca Parmitano tiveram sua caminhada espacial interrompida quando Parmitano água de resfriamento vazando em seu capacete cobrindo seu rosto com água. No geral, Cassidy acumulou 31 horas, 14 minutos de caminhada no espaço e 182 dias no espaço.

Cassidy está servindo atualmente como Comandante a bordo da Estação Espacial Internacional, que foi lançada em 9 de abril de 2020, como parte da missão da Expedição 63.

 

Prêmios / honras:


Graduado com honra em Demolição Submarina Básica / SEAL (BUD / S) Classe 192; recebeu a Estrela de Bronze com 'V' de combate e Menção de Unidade Presidencial por liderar uma operação de nove dias no complexo da caverna Zharwar Kili, na fronteira Afeganistão / Paquistão; palestrante convidado no Seminário de Liderança de Combate da Academia Naval dos EUA, 2003 e 2004; recebeu uma segunda Estrela de Bronze por serviço de liderança em combate no Afeganistão, 2004; Recebeu a medalha de conquista excepcional da NASA. Finalizador no triatlo do Ironman World Championship em Kona, Havaí, 2014.

 

Organizações:


US Naval Academy Alumni Association; Associação de Alumni do Instituto de Tecnologia de Massachusetts; Ordem Fraternal da Equipe de Demolição Submarina (UDT) / Associação da Equipe Mar, Ar e Terra (SEAL)..  

sábado, 29 de agosto de 2020

A morte de Saccomani e a tristeza do menino de Caraguá, por ele revelado

 

Arnaldo Saccomani e Gui Martinez



Faleceu na quinta-feira (27), o produtor musical Arnaldo Saccomani, aos 71 anos, vítima de insuficiência renal. O compositor deixou a esposa Vera e duas filhas.  Saccomani esteve nos créditos de discos de músicos famosos como Mutantes, Rita Lee e Tim Maia, entre outros.

 

Saccomani era um descobridor de talentos na música brasileira. Trata-se de uma grande perda, principalmente, para o garoto revelação de Caraguatatuba, Gui Martinez, que vinha recebendo do produtor musical muita atenção nos últimos anos.

 

O produtor via um futuro muito promissor para Gui Martinez. Com o seu apoio e orientação, Gui gravou nove 
trilhas sonoras para três  novelas do SBT. Saccomani abriu as portas para o garoto participar de grandes shows, entre eles, o do cantor Daniel em homenagem a Nossa Senhora Aparecida  e programas e série de televisão.

 

Gui e seu pai, Israel Martinez, ficaram arrasados com a notícia da morte de Saccomani. Pai e filho fizeram questão de agradecer  tudo que o produtor musical fez. “Gratidão sem limites”, disse Gui. Vídeo abaixo mostra o primeiro encontro entre Saccomani, Israel e Gui Martinez:




 

Israel Martinez disse que Saccomani foi um “pai” para seu filho. “Foram nove trilhas para novelas, entre outras, participações de Saccomani. Apesar da gente saber que ele não estava bem já há algum tempo, meu filho está arrasado com a morte dele”, comentou Israel.

 

Guilherme Martinez, de 13 anos, começou a cantar com o pai quando tinha 3 anos de idade. De lá para cá, foram mais de 300 shows, alguns dividindo o palco com cantores famosos, entre eles, Wesley Safadão, Luan Santana e Daniel.

 

O menino já participou de mais de 40 programas de televisão, entre eles, “The Voice Kids Brasil” e “Super Chefinho”, ambos na TV Globo.  Gui é uma fera. Deve estrear nos próximos dias uma série pela Netflix, chamada “Caminhos da Fama”, produzida pela NR Filmes, com direção de Eddie Coelho.




 

É uma série infanto-juvenil, uma espécie de escola de talentos, onde Gui Martinez fará o papel de “Will”. Foi sua primeira experiência como ator e acabou se saindo muito bem, segundo os produtores da série.  

Cetesb divulga balneabilidade das praias durante a pandemia

 

 


 

A Cetesb(Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) publicou na quinta-feira(27) primeiro boletim com a avaliação da balneabilidade das praias do Litoral Norte durante a pandemia do novo coronavírus. O monitoramento das praias tinha sido suspenso em 15 de março devido à Covid-19.

 

O boletim, no entanto, divulga apenas a balneabilidade em 19 praias de Ubatuba e Caraguatatuba. Antes da pandemia, a agência monitorava 193 pontos no Litoral Norte, sendo 78 pontos em Ubatuba; 20, em Caraguatatuba; 42, em São Sebastião; e, 44, em Ilhabela.




 

Na retomada do monitoramento, a partir do dia 27 de julho, foram avaliadas 12 praias de Ubatuba e sete em Caraguatatuba. As praias de São Sebastião e Ilhabela ficaram de fora do monitoramento ou não tiveram seus resultados divulgados pela Cetesb. A informação é que a partir de setembro a agência deve divulgar boletins incluindo todos os municípios da região.

 

O monitoramento feito em praias de Ubatuba e Caraguatatuba apontou que todas as praias analisadas estão em boas condições de uso. Segundo o boletim da agência, apenas o rio Itamambuca, em Ubatuba, está poluído.

 

Segundo a Cetesb, inicialmente foram selecionadas praias com alta frequência de banhistas nos municípios em que a prática de esporte aquático e o banho de mar já estão liberados.  

 

Na última avaliação, em 15 de março, 19 locais estavam poluídos. Em São Sebastião, dez praias; em Ilhabela, quatro; três, em Ubatuba; e, em Caraguatatuba, a Lagoa Azul e o Porto Novo. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Turismo precisa de critérios regionais durante a pandemia


Praia da Baleia, em São Sebastião. Foto: Tripadvisor


 

O Litoral Norte vai aos poucos retornando a sua realidade, apesar dos números ainda preocupantes de casos e de mortes pelo novo coronavírus. A região registra 5.545 casos e 145 mortes de Covid-19.

 

A flexibilização adotada pelas prefeituras tem como objetivo retomar as atividades econômicas, desde que, todos cumpram os protocolos de saúde, como uso de máscaras, álcool Gel e sem aglomerações.

 

Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e até a vizinha Paraty devem continuar recebendo turistas provenientes do Vale do Paraíba, grande São Paulo, capital, interior do estado e do sul de Minas. Em setembro, o fluxo de turistas deverá ser intensificado na região.

 

Com a retomada gradual das atividades econômicas, as prefeituras procuram incrementar o turismo, mesmo em plena pandemia, que é o grande gerador de renda e empregos na região. Não se pode, no entanto, “baixar à guarda” é preciso manter a fiscalização e, principalmente, estabelecer um critério único e regional para o funcionamento e capacidade de restaurante, hotel, pousada e bar, além, do uso das praias.

 

Nos últimos três anos os gestores municipais investiram e incentivaram o turismo regional. Uma medida correta e fundamental para o desenvolvimento do turismo regional. Na pandemia, acabaram se esquecendo disso. Cada prefeitura definiu critérios diferentes para as atividades turísticas, mesmo estando todas elas classificadas na Fase 3- Amarela, do Plano São Paulo definido pelo Estado.

 

Por exemplo, cada cidade definiu uma capacidade diferente para hotéis e pousadas. Em São Sebastião, os estabelecimentos (hotéis e pousadas) podem usufruir 100% da capacidade. Em Ilhabela, 70%; em Caraguatatuba, 60%; e, em Ubatuba, apenas 50%. Isso não se justifica.  

 

Com relação aos bares e restaurantes, também, não existe uma padronização. Em Ilhabela é permitido o funcionamento até às 22 horas, com apresentação de música ao vivo, mesas externas, mas com capacidade de apenas 40%. Em Ubatuba, a capacidade é de 30%. Em São Sebastião, a capacidade é de 50%.

 

Em Ubatuba, as praias estão liberadas de segunda até quinta para esportes individuais, mas tem banhistas todos os dias. Em Caraguá, as praias permanecem liberadas, mas sem uso de cadeiras e guarda-sóis. São Sebastião, a prefeitura já liberou tudo. Em Ilhabela, também.


Salas de cinema no Shopping Serramar permanecem fechadas. Foto: Serramar Shopping

Outro dado interessante: a prefeitura de Ubatuba liberou o funcionamento dos cinemas da cidade, apenas por seis horas diárias e com 40% da capacidade. Em Caraguatatuba, as quatro salas de cinema do Shopping Serramar permanecem fechadas. A direção aguarda um parecer da prefeitura local para reabrir as salas, adotando todos os protocolos recomendados pelo Ministério da saúde.


Paraty





Lá, em Paraty, a prefeitura liberou o funcionamento dos hotéis e pousadas com 50% da capacidade; bares e restaurantes podem funcionar de segunda até sábado até às 22 horas, mas sem mesas externas; quiosques estão liberados de segunda até sábado até às 19 horas; os passeios às ilhas e cachoeiras foram liberados com vans e barcos com capacidade de até 50%. Paraty tem 931 casos confirmados e 31 mortes pela Covid-19.     

Cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Vale e Litoral Norte, segundo IBGE

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