segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Via Orla

Comportamento

Homofobia na Campanha da Coca Cola, um preconceito absurdo, sem limites...

           Alguns consumidores relutam em comprar coca em lata com  imagem de Pabllo Vittar.

Campanha de Verão da Coca Cola. 
Vi uma postagem nas redes sociais e me surpreendi. E, ela não saiu da minha cabeça, o fim de semana que passou. Fiquei muito surpreso com o grande  preconceito dos brasileiros.  A postagem foi feita pelo Luiz Abreu, o Luizinho da Máxima. Segundo ele, um consumidor devolveu um fardo de coca cola em lata num supermercado bastante conhecido da cidade, após ter pago, apenas  pelo fato das latas conterem a imagem do cantor Pabllo Vittar.

Como todos sabem, a Coca Cola faz uma promoção com vários cantores, onde os consumidores escolhem o melhor deles no site da empresa. A campanha de verão da Coca Cola teve inicio em dezembro, com estampas de Anitta, Luan Santana, Ludmila, Pabllo Vittar, Projota, Simone e Simaria, Thiaguinho e Valesca. As fotos foram produzidas pelo renomado Bob Wolfenson. Os fãs e consumidores vão escolher três artistas que vão formar uma parceria(feat), gravar um videoclipe e se apresentarem em um show especial no final da campanha de verão.

Segundo o Luisinho, que assistiu a cena da devolução, a atendente do supermercado, teria ficado sem saber como proceder. Afinal, o produto não estava avariado e nem vencido. O pior, o mesmo episódio ocorreu em outro supermercado, conforme relatou a caixa Daniela Cardoso. Segundo postagem dela na rede, o consumidor se preparava para pagar pelas cocas em lata, quando percebeu que elas continham a imagem do Pablo Vittar, pediu para a caixa aguardar ( a fila era muito grande), que ele iria trocar por outras latas, com imagem de outros cantores. A coisa é bem séria. Preconceito enorme,  irracional e irresponsável. ..

A postagem do Luizinho teve 150 acessos e 35 comentários, todos, recriminando a atitude do consumidor, que trocou o fardo de coca em latas por terem a imagem de Pabllo estampada nelas.  Não podia ser diferente. “Senti vontade de vomitar”, afirmou Luizinho em seu post. Segundo ele, que a biba não canta bem, ok, mas achar que tomar uma coca com a imagem dele e um problema é o fim”. A internauta e trans Alice Dolfini postou nas redes sociais que "que já viu a mesma cena, infelizmente".  

Vejam, isso ocorreu em Caraguá, imaginem pelo resto do Brasil. Pode estar ocorrendo centenas ou milhares de casos, ou seja, consumidores desinformados e até ignorantes, devolvendo o fardo de coca em latas apenas por que elas contém a estampada da imagem do cantor que é um dos grandes sucessos do país. A drag queen Pabllo Vittar é um fenômeno musical e um dos símbolos mais fortes do movimento LGBT. Apesar disso, enfrenta muito preconceito, infelizmente...Se canta bem ou mal é outra questão. Venceu na música, depois de muita luta. É uma guerreira...que incomoda muita gente  pelo seu sucesso fulminante. 

Pabllo, sucesso nacional.
O surgimento de nomes fortes no cenário musical – além de Pabllo, artistas como Lia Clark, Rico Dalasam, MC Linn da Quebrada, Liniker, entre outros - faz com que a comunidade LGBT ganhe mais visibilidade e representatividade na cultura nacional, gostem ou não da voz ou do estilo. O  movimento LGBT, apesar das dificuldades e do preconceito, avança.


Em recente entrevista, Pabllo comentou que “além do preconceito de quem está fora, a própria comunidade ainda está em evolução internamente” e que, “Não é de se estranhar que a socialização, independente do gênero e orientação sexual, reforce estereótipos e imaginários preconceituosos, que são difíceis de romper – até mesmo por quem é vítima deles”. Esse nosso Brasil é bem complicado...Haja preconceito...Parabéns Coca Cola pela iniciativa de incluir uma cantora drag queen, o Pabllo Vittar nessa campanha de verão,  juntos vamos aos poucos rompendo e eliminando esse tipo de preconceito...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Via Orla

Comércio

        Sávio Luiz dos Santos assume ACE de Caraguá

                     Diretoria quer ampliar associados e melhorar qualidade do turismo  

Posse da nova diretoria da ACE
O comerciante Sávio Luiz dos Santos, de 57 anos, assumiu hoje, segunda-feira, a ACE(Associação Comercial e Empresarial) de Caraguatatuba. Sávio é proprietário da Sorveteria Sérgio, uma das mais tradicionais de Caraguá e há vinte anos integra os quadros da ACE. Entre as principais propostas do novo presidente estão a retomada de campanhas da entidade e a ampliação do quadro de associados.
Sávio é o 20º comerciante a assumir a presidência da entidade que existe há 53 anos. 

Sávio apresentou os integrantes de sua diretoria e conselho. Segundo ele, uma das principais metas é aumentar o número de associados, hoje, em torno de 900. “Vamos procurar os pequenos e médios comerciantes para que eles se associem e ajudem a fortalecer ainda mais nossa entidade”, disse. Caraguá têm cerca de 12 mil comércios estabelecidos na cidade.  

A ACE é considerada uma das mais estruturadas da região, com sede própria com 500 m2, auditório para 150 pessoas e uma sede social com 4.300 m2 no Pontal Santa Marina. A ACE oferece inúmeros serviços de apoio ao comércio e sua sede fica na Rua São Sebastião, nº 19, no bairro do Sumaré, em Caraguá.  O telefone para informações é 3897-8822.

Sávio tem como vice-presidentes, Ari Carlos Barbosa(Quiosque Canto Bravo) e Leandro Borella(Topcon Engenharia; como secretários, Lucas Gallina(Madereira Getuba) e Dimas Noronha(DN Contábil); como tesoureiros, Eduardo Yoshimoto (Papelaria Eduardo) e Alexandre Stringari (Bela Vista Parque); como diretor de patrimônio, Toninho Barbosa(Auto Posto Asa Delta); e, como diretor do SCPC, Hallan Valente(Casa do Eletricista).  

Qualidade do Turismo

Sávio, Toninho Barbosa e Ari. 
A queda na qualidade do turismo na cidade foi um dos principais temas abordados na entrevista coletiva concedida por Sávio e pelo vice-presidente Ari Barbosa. “Sentimos que houve uma queda na qualidade do nosso turismo e queremos através da ACE buscar recuperar o turismo de melhor qualidade”, afirmou Sávio.

“Todos (os comerciantes) estão percebendo que a qualidade do turismo de Caraguá está caindo muito. Todas as nossas entidades, entre elas, a ACE, a Associação de Engenheiros, hoteleiros, temos que discutir qual caminho( que tipo de turismo) queremos para Caraguá. Do jeito que está indo nós vamos matar a galinha dos ovos de ouro, que é o nosso turismo”, comentou Ari Barbosa.


O assunto também foi pauta de conversas entre comerciantes após a solenidade de posse da nova diretoria. “A classe média que sempre nos prestigiou, praticamente, fugiu de Caraguá”, entende Mário Garcia(Tapera Branca). Segundo ele, Caraguá a cidade vive de “turistas de um dia”, pessoas que vem para curtir os shows, dorme no carro e depois vai embora. Segundo Mário a temporada foi “atípica”, muito chuvosa e de grande movimentação no comércio até o dia 8 de janeiro. 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Via Orla

Turismo
Um programa diferente no fim de semana: curtir o "Ano novo Guarani"
Um programa diferente para que está ou pretende estar no Litoral Norte no próximo fim de semana: conhecer a festa do "Ano Novo Guarani". O evento acontece no sábado (20/01) na Reserva Indígena Rio Silveiras, localizada na Costa Sul de São Sebastião, no bairro de Boracéia. A programação do “Ano Novo Guarani”, começa a partir das 9 horas e a entrada é gratuita. A festa é apoiada pela Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Turismo (SETUR) e juntamente com a Fundação Educacional e Cultural de São Sebastião Deodato Santana (FUNDASS) e se estenderá até a segunda-feira. 
As comemorações do "Ano Novo Guarani" é muito tradicional entre os indígenas. Segundo o cacique guarani Zeramiri, a festa do ano novo para a tribo “é um tempo de agradecimento a Deus por tudo e hora de pedir a Ele mais proteção”, disse. A festa é aberta aos visitantes e têm como atrações:  apresentação do coral Guarani, dança dos guerreiros Xondaro, competição de arco e flecha, visita a trilha da Cachoeira e apresentações culturais. Os interessados em participarem das comemorações devem marcar a visita através dos telefones (11) 94231-7570 ou (13) 3317-4889. Durante as comemorações os guaranis haverá a venda de artesanatos e de palmito juçara e pupunha. 
A aldeia foi demarcada em 1987 e aguarda o processo de ampliação de suas terras desde 2010. No início eram 944 hectares, com a ampliação os guaranis deverão ocupar 8.500 hectares. Vivem no local cerca de 120 família,algo em torno de 400 índios. Os guaranis mantém suas tradições e costumes, mas possuem celulares, assistem tv, dirigem carros e  alguns frequentam faculdade. Vivem do cultivo do palmito, da produção artesanal e da venda de plantas ornamentais como bromélias e orquídeas.   


Via Orla



Polícia


Bandidos arrombam cofre do Banco do Brasil em Caraguá.

Bandidos arrombaram a agência do Banco do Brasil, localizada na praça Cândido Mota, em Caraguá, na madrugada desta sexta-feira. Levaram todo o dinheiro do cofre da agência. Foi uma ação bem planejada e, até agora, sem nenhuma pista deixada pelos bandidos. 

Segundo informações obtidas no local, os bandidos entraram na agência pela porta da frente, desligaram os fios do monitoramento das câmeras e entraram no interior da agência, que fica na principal praça da cidade. 

Lá dentro, utilizaram uma lixadeira elétrica para arrombar o cofre. Teriam utilizado mais de dez discos de lixa. Fugiram levando todo o dinheiro do cofre. Ninguém, viu ou percebeu nada de anormal. O arrombamento teria sido descoberto na manhã desta sexta, quando as funcionárias da limpeza chegaram ao local. 

As polícia civil e militar estiveram na agência durante boa parte da manhã. Segundo adiantaram, os bandidos não deixaram nenhuma pista e fizeram um serviço "limpo". Os bandidos teriam utilizados luvas para evitar deixar impressões digitais durante a ação. 

Segundo informações extra-oficiais, o alarme da agência teria sido acionado por volta das 23h30, mas ninguém teria checado o que estaria havendo. Moradores do bairro não perceberam nada de estranho na madrugada. 

Gerente disse que "limparam" o cofre. 
O gerente do banco, Kawê Sakai, disse apenas que "limparam" o cofre da agência. Ele disse que não poderia dar informações sobre o arrombamento e de quanto teria sido levado. Segundo ele, a Superintendência do Banco do Brasil iria emitir uma nota sobre o ocorrido. 

Suspeita-se que os bandidos levaram em torno de R$ 700 mil. A polícia tentar encontrar pista dos bandidos que agiram no arrombamento do banco. A polícia técnica esteve durante um bom tempo no interior da agência. Os técnicos evitaram dar detalhes sobre as investigações. 

A agência permanece fechada. Os clientes estão sendo orientados a utilizarem os serviços da agência do BB, localizada na avenida Altino Arantes, ou caixas eletrônicos. Foi até agora a ação mais ousada praticada por bandidos na atual temporada de verão.
    

.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Via Orla

Economia

Caraguá tem a gasolina mais cara do Estado de São Paulo.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) realiza há cada 15 dias um levantamento de preços do valor do litro da gasolina em 99 cidades do estado de São Paulo(no país são pesquisados 891 municípios). Segundo a ANP, através de seu Sistema de Levantamento de Preços, Caraguá tem o litro de gasolina mais caro entre as 99 cidades pesquisadas no estado de São Paulo: R$ 4,28.

A última pesquisa foi feita entre os dias 7 e 13 deste mês e divulgada hoje no site da ANP. Foram pesquisados nove postos em Caraguá. O preço médio do litro de gasolina na cidade é de R$ 4,28. Segundo a ANP, o preço mínimo cobrado na cidade é de R$ 4,18 e o preço máximo, R$ 4,29. Os postos de combustíveis da cidade pagam nas distribuidoras de R$ 3,54 a R$ 3,56 pelo litro da gasolina.

É o preço mais caro praticado nas cidades do Litoral Paulista. Em Guarujá, o preço médio é de R$ 4,13; em Santos, de R$ 4,18; e, na Praia Grande, R$ 3,94. No levantamento da ANP não constam os preços praticados em São Sebastião e Ilhabela. É que a ANP faz um rodizio quinzenalmente entre as cidades pesquisadas.  

Em Ubatuba, o preço médio cobrado nos postos é de R$ 4,18. Em Ubatuba o preço pode variar entre R$ 3,94 a R$ 4,29. Os nove postos pesquisados na cidade ubatubense pagam nas distribuidoras o preço médio de R$ 3,65 pelo litro da gasolina, ou seja, bem mais que o valor pago às distribuidoras pelos postos de Caraguá e, mesmo assim, vendem o litro de gasolina mais barato.  

Segundo justificativa dada pelos donos de postos de gasolina de Caraguá, o preço da gasolina é mais caro na cidade devido ao valor do frete cobrado no transporte do combustível entre as distribuidoras e os postos do litoral. Essa justificativa é muito antiga e não agrada aos consumidores. Como citei acima, os postos de Ubatuba pagam bem mais caro pelo litro da gasolina nas distribuidoras e vendem mais barato.

Em Ubatuba, a rede Sete Estrelas, que tem postos no Itaguá e no Lázaro, oferece o litro de gasolina mais barato da região, R$ 3,99. O preço do litro do álcool  é de R$ 2,99. Muitos moradores da região Norte de Caraguá tem ido até o Lázaro para abastecer seus veículos, principalmente, quem mora na Tabatinga, Mocóca e Massaguaçu. 

Muita gente também tem aproveitado para abastecer nas cidades do Vale do Paraíba onde o preço da gasolina é bem mais em conta.  Em São José dos Campos o preço médio é de R$ 3,89; em Taubaté, de R$ 3,91; e, em Jacareí, de R$ 3,96. Hoje, em reportagem na TV Vanguarda, o repórter “orientou” os turistas que abasteçam seus veículos nas cidades do Vale do Paraíba, onde o litro da gasolina é mais barato,  antes de descerem a serra em direção à Caraguatatuba, cidade que tem o preço da gasolina mais caro do Estado de São Paulo.  


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Via Orla

Cidades

Aguilar Jr. desapropria por R$ 12 milhões área na orla que vai abrigar a nova sede da prefeitura.


área em frente a orla central
O prefeito de Caraguá desapropriou uma área de 6 mil metros quadrados na orla central da cidade onde deverá ser construída a nova sede da Prefeitura. A prefeitura pagou R$ 12 milhões pela desapropriação do terreno, um dos poucos ainda vagos na orla central da cidade. A área pertencia a dois empresários de Caraguá, que atuam nos ramos de alimentação e da construção civil. 

O terreno desapropriado fica entre as ruas São José dos Campos e Caçapava, bem em frente para a praia do centro.  Hoje, no local, está alojado um circo. A informação inicial era de que no local seria construída apenas a sede da prefeitura, mas segundo a Comunicação da prefeitura, o terreno também deverá alojar a sede do legislativo.

A decisão do prefeito Aguilar Jr. em desapropriar o terreno na região central para construir a nova sede da prefeitura surpreende muita gente. A expectativa era de que a nova sede seria construída na região Sul do município, devido ao seu grande desenvolvimento populacional e comercial. Lá estão instalados, por exemplo, o shopping e o hospital regional, prédio em fase de conclusão.

 Algumas pessoas consultadas sobre o assunto, afirmaram que, quando a prefeitura e a câmara estiverem alojadas no local, poderá haver aumento no fluxo do trânsito  devido a maior circulação de veículos e falta de espaço para estacionamentos dos carros.

Praça

Uma outra área ainda disponível na orla de Caraguá, que fica em frente a praia do Indaiá, que pertencia a família de Carlos de Almeida Rodrigues, também foi desapropriada pela prefeitura, em 2016, na gestão do prefeito Antonio Carlos da Silva. A Prefeitura desapropriou a área de 11 mil metros quadrados por R$ 11 milhões. A Prefeitura pretendia construir uma praça no local. O terreno permanece sem qualquer ocupação. No fim de ano, foi até utilizado por terceiros, como estacionamento pago.  

Antes da prefeitura desapropriar o local, a Rede de Hotéis Ibis, pertencente à empresa francesa Accor, que tem 1.000 hotéis espalhados por 61 países, tentou implantar uma de suas unidades em Caraguá, mas não teria havido acordo financeiro com os donos da área. Em seguida, a prefeitura desapropriou a área onde pretendia construir a "Praça da Paz". 



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Via Orla


Justiça
Obras do novo fórum de Caraguá continuam paradas. 

      Secretaria da Justiça informa que nova licitação foi feita e aguarda a homologação


Obras abandonadas há três anos. 
As obras do novo fórum de Caraguá estão paralisadas e abandonadas desde 2014. A prefeitura cedeu uma área de 8 mim metros quadrados para a execução da obra. O novo prédio deverá ter 5 mil metros quadrados de construção, mas até agora, não saiu do papel. A obra foi iniciada e paralisada. O que se vê hoje no terreno é apenas um amontado de entulhos. O prédio antigo do fórum está totalmente ultrapassado e sem as mínimas condições de atender as autoridades do judiciário, do Ministério Público, advogados, servidores da justiça e a população. 
Em 2014, o Estado, através da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, liberou R$ 14 milhões para a obra, que deveria ser executada em 18 meses. A construção foi iniciada e paralisada alguns meses porque a empresa contratada teria descumprido o cronograma físico e financeiro do projeto. A empresa contratada, inicialmente, fez apenas a fundição, nada mais. Tá tudo lá abandonado. 
Em 2016, houve contatos para a retomada da obra que previa um prédio com três pavimentos com elevador e deve abrigar quase todos os setores, com exceção do Anexo Fiscal e do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania). Tudo ficou nas promessas. O secretário de Justiça e Defesa da Cidadania, Márcio Fernando Elias Rosa, em fevereiro do ano passado, garantiu ao juiz diretor do Fórum de Caraguá, João Mário Estevam da Silva, que as obras seriam retomadas no segundo semestre daquele ano.  De novo nada foi feito, tá tudo lá abandonado. 

Nova licitação: A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania informou, ontem, através do seu coordenador de Comunicação, José Francisco Pacóla, que já foi realizada uma nova licitação para as obras do fórum de Caraguatatuba. A licitação, segundo Pacóla, encontra-se em fase de homologação. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Via Orla

Cidades


    Prefeitura irá investigar sites de locação de imóveis temporários.


Sato: medidas amargas, mas necessárias
O prefeito de Ubatuba, Délcio Sato, concedeu, hoje, uma entrevista ao repórter Leonardo Rodrigues, do Portal Tamoios News, onde esclareceu duas medidas polêmicas aprovadas, recentemente, pela câmara de vereadores: a taxação de aluguel temporário e a taxa de proteção ambiental. 

Sato explicou que são medidas amargas, mas necessárias para o desenvolvimento de Ubatuba. Segundo ele, a taxação do aluguel temporário tem como objetivo trazer para a formalidade uma prática que existe informalmente há muitos anos, o aluguel de casas ou apartamentos para temporada. 

O prefeito explicou que os proprietários de casas ou apartamentos com mais de três cômodos terão que se regularizar junto a prefeitura para poderem fazer a locação desses imóveis. Segundo ele, a prefeitura irá cobrar 2% do valor da locação. A medida, segundo ele, visa regularizar uma atividade há muito informal. 

"Não queremos prejudicar ninguém, apenas fazer com que a atividade torne-se formal e gere recursos para a prefeitura" afirmou. Segundo ele, serão investigados os sites de locação temporária, para convocar os responsáveis a comparecerem na prefeitura e regulamentarem suas atividades. 

Informações dadas pela prefeitura, garantem que existem na cidade cerca de 45 mil leitos "locados" informalmente. Essas locações, além de não gerar nenhum recursos para a prefeitura, também, são consideradas como uma concorrência desleal aos hoteleiros. que pagam seus impostos e geram empregos. 

Ambiental

Sato também deu detalhes da cobrança da taxa de preservação ambiental, que ainda não entrou em vigor no município. Segundo ele, a cobrança da taxa tem como objetivo preservar as características ambientais de seu município. 

Segundo ele, há cada ano aumenta o número de pessoas no município. "Na virada do ano, a coleta de lixo foi 50% maior que a registrada no mesmo período no ano passado. Temos que investir na preservação para preservarmos a cidade para as futuras gerações", afirmou. 

Sato disse que não haverá cobrança para placas de carros de Ubatuba, Caraguá, São Sebastião e Ilhabela. Contou que ainda está sendo definida como será feita a cobrança de carros de outras cidades, cujos proprietários, possuam casa de veraneio na cidade. 
"Talvez, possamos isentá-los da cobrança, desde que, estejam em dia com o IPTU", adiantou.

Ele relatou ainda que está sendo avaliado como será feita a cobrança dos carros que utilizam Ubatuba apenas de passagem, em direção ao Litoral Fluminense ou as demais cidades do Litoral Norte. "Haverá um tempo de permanência de tolerância para esses veículos. Estamos definindo como será feita a fiscalização(câmeras de vídeo) e a cobrança da taxa ambiental, que pode ser eletrônica ou via internet", detalhou.     

Via Orla

Cidades
        Ubatuba vai taxar aluguel temporário
Projeto polêmico é considerado importante para o desenvolvimento da hotelaria. 
casa de aluguel temporário em Ubatuba.
Uma matéria publicada ontem pelo Estadão está repercutindo muito no Litoral Norte. Segundo o jornal, a prefeitura de Ubatuba pretende taxar os proprietários de residências que alugam seus imóveis na temporada. O projeto foi aprovado pela câmara de vereadores e, está agora, sendo regulamentado pela prefeitura. 
A regulamentação está a cargo do Conselho Municipal de Turismo(Comtur) e de representantes do setor hoteleiro. Em Ubatuba, para que os proprietários de imóveis possam realizar a locação, na modalidade Bed and Breakfast (cama e café da manhã), deverão constituir empresa jurídica, obter o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), licença de saneamento, cadastro no Ministério do Turismo, cumprir posturas do Corpo de Bombeiros, cumprir as exigências da Lei Geral de Turismo, de manipulação de alimentos (para quem oferece café da manhã), seguro de responsabilidade civil, entre outras exigências. A prefeitura está utilizando como base a Lei Geral do Turismo, Lei do Inquilinato e Código Tributário Nacional.
Bischof: mais segurança para quem vai alugar.
Ubatuba tem 16 mil leitos legalizados, entre hotéis, pousadas e hostel e cerca de 45 mil leitos informais, casas, chalés  e apartamentos alugados por temporada. A ideia da prefeitura é acabar com a concorrência desleal com a rede hoteleira e é claro, gerar arrecadação para o município. O secretário de Turismo, Luiz Bischof, garante que com o cadastramento e regulamentação dos imóveis temporários, haverá mais segurança para aqueles que alugam imóveis na cidade nos feriados e temporada de verão. Ele também explica que a prefeitura passará a obter ganhos com a cobrança de taxas e tributos.
Galo: concorrência desleal com a hotelaria. 
Hugo Galo, presidente do Ubatuba Convention & Visitors Bureau, fala que a informalidade é injusta com o setor hoteleiro, pois ocorre sem qualquer taxação e pagamento de impostos. Segundo Galo, alguns locadores chegaram a se enriquecer com o negócio e que a maioria dos s dos proprietários de casas são de outras cidades, faturam com os aluguéis. " Não deixam nada para Ubatuba, além de competir com a rede hoteleira formal, que gera empregos e tributos. A ilegalidade prejudica todos", afirmou Galo. 
Ubatuba, sem querer, acabou mexendo num grande vespeiro, que irá repercutir e muito em Caraguá, São Sebastião e Ilhabela. Se o projeto é constitucional ou não, vamos aguardar. Há muitos anos, o aluguel temporário, vem prejudicando o desenvolvimento do setor hoteleiro. Alguma coisa precisava ser feita, e, Ubatuba fez. Uma das cidades mais prejudicada é Caraguatatuba. Têm poucos hotéis e o aluguel temporário, sempre intenso na cidade, afastava o interesse de investimentos neste setor. 
Para piorar, Caraguá, têm 60 colônias de férias, liberadas pelo governo do Estado, na década de 70. São administradas por sindicatos. Há alguns anos, boa parte delas, acabaram se transformando em "hotéis", sem atender as mesmas regras e obrigações do setor hoteleiro. Muitos sindicatos, responsáveis pelas colônias, vivem, hoje, do turismo. As colônias fazem concorrência desleal aos hoteleiros. É preciso regulamentar essas colônias, obrigando-as as seguirem as mesmas normas e regulamentos do setor hoteleiro. Isso deve gerar tributos para a prefeitura. Não sei se essas colônias são isentas do IPTU. Se atuam no ramo hoteleiro não deveriam ser isentas.  
O projeto de Ubatuba busca reduzir a deslealdade praticada contra o setor hoteleiro, que gera empregos e renda às prefeituras. Li, na reportagem do Estadão, que a medida deverá prejudicar aposentados que dependem do aluguel temporário para sobreviver. Isso será simples de resolver. Se a pessoa tem um único imóvel, faz-se o cadastro e libera a locação sem taxas. Agora, que tem muitos imóveis para locação temporária, transformou-os em "negócio", esses tem que ser taxados pois trata-se de comércio. 
A pressão da prefeitura de Ubatuba sobre quem explora comercialmente imóvel temporário, deverá beneficiar que procura imóvel para alugar em definitivo. A medida deverá reduzir os valores cobrados nos imóveis em definitivo e ampliar a oferta de casas e apartamentos. Ubatuba tomou uma decisão importante, basta apenas, regulamentá-la corretamente, para que não haja questionamentos jurídicos. Ubatuba deu um importante passo para valorização de seu turismo. A questão é polêmica e vai gerar muita discussão. O importante é buscar medidas que valorizem o turismo, a principal fonte de renda e empregos de nossa região.     


Praia do Cedro em Ubatuba Foto: Bruna Tiussu/Estadão



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Via Orla

Transportes
Aquabus permanece sem uso em Ilhabela
           Embarcações poderiam estar sendo utilizadas no transporte de passageiros.
foto:Tamoios News
O Aquabus- lancha de transporte de passageiros, que deveria se transformar numa ótima opção para o transporte de moradores e turistas em Ilhabela continua parado em terra firme, sem uso, há quase três anos. Em Búzios e na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, as prefeituras utilizam barcos de pescadores ou escunas para fazerem o transporte de passageiros entre as praias. Ilhabela têm três embarcações modernas, com capacidade para transportar 60 passageiros, cada uma delas, mas continuam sem uso, armazenadas em terra firme. 
O ex-prefeito Toninho Colucci foi quem investiu R$ 4,5 milhões na compra de três embarcações. A ideia do ex-prefeito era utilizar o aquabus no transporte de turistas entre praias e bairros situados a beira mar da ilha. Essas lanchas seriam utilizadas, também, no transporte público, transportando moradores e turistas.
A ideia era realmente interessante. O transporte náutico poderia ser uma ótima opção para moradores e turistas, Ilhabela enfrenta muitos problemas com o excesso de veículos, Os congestionamentos são constantes. O trânsito fica muito complicado. A ilha também tem pouco espaço para estacionamento de veículos, na região central e nas praias. É comum ver carros estacionados sob as calçadas ou as margens de ruas e da única rodovia que corta a ilha.  
Colucci deixou a prefeitura sem colocar o aquabus em operação. Segundo consta, faltavam piers para que as embarcações pudessem atracar. Os píeres foram iniciados, mas as lanchas adquiridas continuaram paradas. As embarcações permaneceram "fundeadas" nas águas do Saco do Indaiá. 
O prefeito Márcio Tenório assumiu e o aquabus continuou parado. Tenório chegou a conversar com a Dersa e com o seu colega de São Sebastião, Felipe Augusto, sobre a possibilidade de utilizar as embarcações na travessia de passageiros entre São Sebastião e Ilhabela.
A ideia de Tenório era utilizar as embarcações para agilizar o transporte de passageiros entre o continente e o arquipélago.  Essa conversa ocorreu em março do ano passado e até agora, nada. A prefeitura de Ilhabela está gastando mais de   R$ 70 mil para manter as três embarcações em terra firme, em uma marina de Caraguá. As embarcações foram retiradas do mar e levadas para a marina para evitar danos.
Conversei, recentemente, com Tenório e Colucci sobre o aquabus. Tenório argumentou que o aquabus se tornou “um grande abacaxi” para a sua gestão. Segundo ele, o caso das embarcações está sob os cuidados do secretário de Administração, Osvaldo Julião.   
Segundo Tenório, as embarcações foram levadas para Caraguá para manutenção, uma vez que elas ficaram ”boiando” por mais de três anos nas águas do Saco do Indaiá.  “Futuramente, vamos colocar as embarcações para servir a população para fazer valer o investimento de quase R$ 5 milhões feito pelo poder público.
O ex-prefeito Colucci afirmou que o aquabus ainda não foi colocado em operação por “pura politicagem” da atual gestão. “ Não existe vontade da atual gestão em colocar o projeto em prática. Simples assim...”, comentou. Segundo ele, sua gestão aumentou de dois para oito piers públicos no arquipélago para agilizar o uso do aquabus. Ele disse ainda que tentou licitar o serviço, mas que ocorreram várias impugnações.     

Via Orla

Transportes
Aquabus permanece sem uso em Ilhabela
           Embarcações poderiam estar sendo utilizadas no transporte de passageiros.
foto:Tamoios News
O Aquabus- lancha de transporte de passageiros, que deveria se transformar numa ótima opção para o transporte de moradores e turistas em Ilhabela continua parado em terra firme, sem uso, há quase três anos. Em Búzios e na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, as prefeituras utilizam barcos de pescadores ou escunas para fazerem o transporte de passageiros entre as praias. Ilhabela têm três embarcações modernas, com capacidade para transportar 60 passageiros, cada uma delas, mas continuam sem uso, armazenadas em terra firme. 
O ex-prefeito Toninho Colucci foi quem investiu R$ 4,5 milhões na compra de três embarcações. A ideia do ex-prefeito era utilizar o aquabus no transporte de turistas entre praias e bairros situados a beira mar da ilha. Essas lanchas seriam utilizadas, também, no transporte público, transportando moradores e turistas.
A ideia era realmente interessante. O transporte náutico poderia ser uma ótima opção para moradores e turistas, Ilhabela enfrenta muitos problemas com o excesso de veículos, Os congestionamentos são constantes. O trânsito fica muito complicado. A ilha também tem pouco espaço para estacionamento de veículos, na região central e nas praias. É comum ver carros estacionados sob as calçadas ou as margens de ruas e da única rodovia que corta a ilha.  
Colucci deixou a prefeitura sem colocar o aquabus em operação. Segundo consta, faltavam piers para que as embarcações pudessem atracar. Os píeres foram iniciados, mas as lanchas adquiridas continuaram paradas. As embarcações permaneceram "fundeadas" nas águas do Saco do Indaiá. 
O prefeito Márcio Tenório assumiu e o aquabus continuou parado. Tenório chegou a conversar com a Dersa e com o seu colega de São Sebastião, Felipe Augusto, sobre a possibilidade de utilizar as embarcações na travessia de passageiros entre São Sebastião e Ilhabela.
A ideia de Tenório era utilizar as embarcações para agilizar o transporte de passageiros entre o continente e o arquipélago.  Essa conversa ocorreu em março do ano passado e até agora, nada. A prefeitura de Ilhabela está gastando mais de   R$ 70 mil para manter as três embarcações em terra firme, em uma marina de Caraguá. As embarcações foram retiradas do mar e levadas para a marina para evitar danos.
Conversei, recentemente, com Tenório e Colucci sobre o aquabus. Tenório argumentou que o aquabus se tornou “um grande abacaxi” para a sua gestão. Segundo ele, o caso das embarcações está sob os cuidados do secretário de Administração, Osvaldo Julião.   
Segundo Tenório, as embarcações foram levadas para Caraguá para manutenção, uma vez que elas ficaram ”boiando” por mais de três anos nas águas do Saco do Indaiá.  “Futuramente, vamos colocar as embarcações para servir a população para fazer valer o investimento de quase R$ 5 milhões feito pelo poder público.
O ex-prefeito Colucci afirmou que o aquabus ainda não foi colocado em operação por “pura politicagem” da atual gestão. “ Não existe vontade da atual gestão em colocar o projeto em prática. Simples assim...”, comentou. Segundo ele, sua gestão aumentou de dois para oito piers públicos no arquipélago para agilizar o uso do aquabus. Ele disse ainda que tentou licitar o serviço, mas que ocorreram várias impugnações.     

Via Orla

Transportes
Aquabus permanece sem uso em Ilhabela
           Embarcações poderiam estar sendo utilizadas no transporte de passageiros.
foto:Tamoios News
O Aquabus- lancha de transporte de passageiros, que deveria se transformar numa ótima opção para o transporte de moradores e turistas em Ilhabela continua parado em terra firme, sem uso, há quase três anos. Em Búzios e na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, as prefeituras utilizam barcos de pescadores ou escunas para fazerem o transporte de passageiros entre as praias. Ilhabela têm três embarcações modernas, com capacidade para transportar 60 passageiros, cada uma delas, mas continuam sem uso, armazenadas em terra firme. 
O ex-prefeito Toninho Colucci foi quem investiu R$ 4,5 milhões na compra de três embarcações. A ideia do ex-prefeito era utilizar o aquabus no transporte de turistas entre praias e bairros situados a beira mar da ilha. Essas lanchas seriam utilizadas, também, no transporte público, transportando moradores e turistas.
A ideia era realmente interessante. O transporte náutico poderia ser uma ótima opção para moradores e turistas, Ilhabela enfrenta muitos problemas com o excesso de veículos, Os congestionamentos são constantes. O trânsito fica muito complicado. A ilha também tem pouco espaço para estacionamento de veículos, na região central e nas praias. É comum ver carros estacionados sob as calçadas ou as margens de ruas e da única rodovia que corta a ilha.  
Colucci deixou a prefeitura sem colocar o aquabus em operação. Segundo consta, faltavam piers para que as embarcações pudessem atracar. Os píeres foram iniciados, mas as lanchas adquiridas continuaram paradas. As embarcações permaneceram "fundeadas" nas águas do Saco do Indaiá. 
O prefeito Márcio Tenório assumiu e o aquabus continuou parado. Tenório chegou a conversar com a Dersa e com o seu colega de São Sebastião, Felipe Augusto, sobre a possibilidade de utilizar as embarcações na travessia de passageiros entre São Sebastião e Ilhabela.
A ideia de Tenório era utilizar as embarcações para agilizar o transporte de passageiros entre o continente e o arquipélago.  Essa conversa ocorreu em março do ano passado e até agora, nada. A prefeitura de Ilhabela está gastando mais de   R$ 70 mil para manter as três embarcações em terra firme, em uma marina de Caraguá. As embarcações foram retiradas do mar e levadas para a marina para evitar danos.
Conversei, recentemente, com Tenório e Colucci sobre o aquabus. Tenório argumentou que o aquabus se tornou “um grande abacaxi” para a sua gestão. Segundo ele, o caso das embarcações está sob os cuidados do secretário de Administração, Osvaldo Julião.   
Segundo Tenório, as embarcações foram levadas para Caraguá para manutenção, uma vez que elas ficaram ”boiando” por mais de três anos nas águas do Saco do Indaiá.  “Futuramente, vamos colocar as embarcações para servir a população para fazer valer o investimento de quase R$ 5 milhões feito pelo poder público.
O ex-prefeito Colucci afirmou que o aquabus ainda não foi colocado em operação por “pura politicagem” da atual gestão. “ Não existe vontade da atual gestão em colocar o projeto em prática. Simples assim...”, comentou. Segundo ele, sua gestão aumentou de dois para oito piers públicos no arquipélago para agilizar o uso do aquabus. Ele disse ainda que tentou licitar o serviço, mas que ocorreram várias impugnações.     

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Via Orla

Vida Animal
Cidades litorâneas estão liberando praias exclusivas para animais de estimação.   
        Prefeituras do LN devem rever leis e liberar praia para pets.
A proibição da presença de animais nas praias do Litoral Norte (e no Brasil) tem gerado muita polêmica e com razão. No Brasil é mais fácil proibir do que disciplinar e fiscalizar. Pesquisando na internet vi que existem várias praias onde os animais são permitidos, desde que, respeitem as normas. No mundo, vários países estão criando suas “dogs beachs” com muito sucesso. As prefeituras do Litoral Norte poderiam seguir o mesmo caminho, liberando praias(ou parte delas) exclusivas para animais.    
Nossas leis municipais, que proíbem animais na praia, são bastante antigas, algumas delas de até trinta anos atrás e, ultrapassadas. No entanto, não se nota nenhuma iniciativa por parte dos vereadores e das prefeituras, no sentido de buscar uma alternativa para liberar a presença de animais em algumas de nossas praias ou em parte delas. As multas são muito elevadas: em Ubatuba, a multa varia de R$ 220 a R$ 1,6 mil; em São Sebastião, pode chegar a R$ 600; em Caraguá, pode chegar a R$ 3.350; e, em Ilhabela, até R% 1.485,50.
Apesar das multas elevadas, nossas praias recebem centenas de animais no dia a dia. Não tenho notado fiscalização por parte das prefeituras. Não conheço ninguém que tenha sito autuado. A cada dia, cresce a presença de animais nas praias. Os donos sabem que seus animais não oferecem riscos. São, na maioria, animais vacinados e bem tratados. Os animais errantes (abandonados) é que podem levar riscos à saúde das pessoas. Animais abandonados são de responsabilidade do setor de zoonose das prefeituras. Oferecem riscos por onde circulam, nas praias, praças ou nas ruas.
As prefeituras do Litoral Norte tem que entender que proibir a presença dos animais nas praias não é, hoje, a melhor solução. No mundo inteiro existem 130 milhões de animais de estimação. O Brasil ocupa o quarto lugar em população de animais de estimação. Temos, hoje, uma população animal estimada em 60 milhões de animais (de estimação). O número de animais de estimação que convivem com as famílias supera a de criança até doze anos. Segundo dados do IBGE de cada cem famílias, 44 criam animais e só 36 têm crianças até doze anos de idade.
E se em casa eles estão tomando o lugar que antes era das crianças, nas cidades estão ganhando espaços criados especialmente para eles. Muitas cidades, criam áreas ou parques exclusivo para cães. Algumas cidades litorâneas estão liberando uma praia exclusiva para animais. Os estudiosos garantem que animal de estimação ajuda muita gente a enfrentar a solidão e também, na cura das doenças do corpo e da alma. Por sua vez, os animais também precisam de lazer e de espaço para brincar e relaxar.
Se os donos cuidam devidamente de seus animais, que riscos eles podem oferecer ao banhista? Os donos de animais que conheço garantem que seus animais são devidamente vacinados e que quando circulam com seus animais fazem questão de recolher as fezes ( que podem transmitir doenças) e manter seus bichos nas guias, em locais de grande movimentação, por motivo de segurança. Quem não possui animal de estimação não gosta de ver animais nas praias e reclamam da falta de fiscalização e de consciência dos donos.
Seria interessante se as prefeituras instalassem um ponto de fiscalização nas praias, onde fosse checada a carteirinha de vacinação e origem de cada animal de estimação. As prefeituras não possuem estrutura para isso, então, é mais fácil proibir a entrada dos animais nas praias. Se a prefeitura liberasse uma praia ou parte dela para animais, essa fiscalização ficaria mais fácil.
O veterinário Henrique Konno, da Pet Caiçara, de Caraguá, explica que, animais de estimação devidamente vacinados e bem cuidados, não oferecem riscos aos banhistas, principalmente, evitando o xixi e as fezes na areia da praia. Segundo ele, se as prefeitura pudessem fazer esse controle ( checar as carteirinhas de vacinação e origem) os animais poderiam ficar na praia, sem qualquer risco para os banhistas.  
Algumas cidades estão buscando alternativas para permitir animais nas praias e com isso agradar aos donos. Isso já é bastante comum no exterior. Li, na internet, no portal umCOMO, que em 22 praias brasileiras é permitida a presença de animais: quatro no Guarujá; quatro em São Sebastião; doze no Rio de Janeiro, Angra e Búzios; e duas em Fernando de Noronha. Não posso confirmar, pois em São Sebastião, existe lei e multa. Em Santos, por exemplo, modificaram uma lei de 1968, que proibia animais nas praias. Agora, cães e gatos podem ir à praia, desde que, no colo dos donos. Se o bicho escapar do colo e for flagrado na areia, o dono paga uma multa de R$ 50. Hoje, várias cidades brasileiras, analisam a possibilidade de liberar uma praia exclusiva para os pets.   

Dog Beach
Dog Beach em Peniche, Portugal. 
Quando trabalhei na Folha, fiz várias reportagens sobre uma iniciativa de moradores de Ilhabela que queriam implantar na ilha, uma praia exclusiva para animais. Se não me falhe a memória, a ideia era transformar uma praia próxima ao ferry boat em espaço exclusivo para animais. O assunto retornou com tudo em 2011, desta vez, por iniciativa da prefeitura local. Acho que a proposta acabou sendo esquecida e engavetada, mesmo sendo uma ótima atração para a Ilha.
Praias exclusivas para pets surgem a cada dia no mundo todo. Conhecida como “dog beach”. Existem na Califórnia. Huntington Dog Beach, cidade do sul da Califórnia, a 64 km de Los Angeles, é das mais frequentadas por animais. A praia tem 2 km de extensão e permite a entrada de animais sem coleira e fica aberta, diariamente, das 5h às 22h. A praia oferece todo o cuidado possível para os animais, como barreira que impede o animal de ir para a encosta, distribuição de saquinhos para coleta das fezes e até um local exclusivo para descarte dos dejetos.

No ano passado, duas cidades litorâneas portuguesas- Peniche e Viana do Castelo, também criaram dog beachs. A criação dessas praias foi feita através de leis municipais. É claro que essas praias exclusivas para animais possuem orientação, divulgação e normas. Os animais tem que estar bem de saúde; com guias, animais mais ferozes; não podem defecar na água; e, as fezes na areia devem ser coletadas e descartadas em locais exclusivos. 

Cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Vale e Litoral Norte, segundo IBGE

  A cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Litoral Norte Paulista e Vale do Paraíba entre 2010 e 2022, se...