TURISMO
Teleférico pode incrementar turismo de Caraguá.
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| Vista maravilhosa |
Há
muitos anos a gente escuta comentários de que um teleférico poderia incrementar o turismo aqui em Caraguá.
A idéia sempre foi construir um teleférico ligando o morro da praia do Camaroeiro até o alto do Morro do Santo
Antônio, cerca de 334 metros de altura. Apesar de existir, hoje, um acesso asfaltado
até o alto do morro, o teleférico poderia se transformar num grande incremento
turístico, tanto para quem visita a imagem de Santo Antônio; como para os praticantes
de vôo-livre(existem duas rampas no alto do morro);como, também, para quem pretende apenas
apreciar lá de cima o belo visual do nosso litoral. Lá do alto do morro, pode-se
apreciar toda a beleza da baia que compreende o litoral de Caraguá e São Sebastião,
e, ao fundo, Ilhabela. Hoje, o Ministério Público cobra da prefeitura um melhor sinalização do acesso ao alto do morro e inclusive, um maior controle dos veículos que diariamente sobem até lá, levando turistas ou praticantes do vôo-livre. Hoje, além de ser um atrativo turístico, o teleférico também poderia servir de transporte para os desportistas, reduzindo a presença de veículos no alto do morro, colaborando assim para uma melhor preservação ambiental do local.
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| Turistas no Teleférico do Complexo do Alemão. |
Acho que a gente tem que aprofundar mais o assunto e desde
o ano passado, na secretaria de Turismo de Caraguá, venho pesquisando o assunto. Primeiro, conversei com técnicos da
Supervias, do Rio de Janeiro, que operam o sistema de bondinhos do Complexo do
Alemão. O sistema deles, segundo o engenheiro Gustavo Bragança, não seria o
ideal para ser implantado em Caraguá, pois existem várias plataformas de embarque
e desembarque. São seis estações de embarque e desembarque. Durante a semana
são mais de 16 mil pessoas diariamente utilizando o sistema. O custo do bilhete
é de R$ 1 para moradores cadastrados e de R$ 5 para visitantes. Bragança me
sugeriu que entrasse em contato com o engenheiro Evódio João de Souza, do
Parque Unipraias, que administra o teleférico de Camboriú, Santa Catarina.
O
interessante: apesar de ser um sistema de transportes dos moradores que vivem
no alto dos morros, o teleférico acabou se transformando em atração turística.
Segundo a Supervias, que opera o sistema, o teleférico recebe nos fins de semana
cerca de 7 mil turistas. Eles pegam o teleférico em Bonsucesso e vão até o
complexo do Alemão. O passeio dura 16 minutos e custa R$ 10. Para se ter uma
idéia o teleférico recebe nos fins de semana mais turistas do que o Pão de Açúcar
( 6 mil turistas) e o Cristo Redentor(5 mil turistas).
Eu já conhecia o teleférico de Camboriu, Santa
Catarina, administrado pelo Parque Unipraias, mesmo assim, decidi iniciar
conversas com o engenheiro Evódio, como sempre, muito educado e gentil. Foi ele
quem no início dos anos 2000 atendeu um grupo de jornalistas, no qual eu me encontrava, representando o jornal Folha de São Paulo, que
esteve visitando a cidade, a convite da Secretaria de Turismo local. Este ano, Evódio se
colocou a disposição para nos receber lá e avaliar a possibilidade de implantar
aqui em Caraguá um sistema semelhante ao deles. Ficamos, eu e o Cristian,
secretário de Turismo de Caraguá, de ir até lá. Antes, porém, é preciso saber do
prefeito Antonio Carlos se existe vontade política de se implantar um sistema
de teleférico no alto do morro. O prefeito tem tantas coisas ainda para
viabilizar na cidade, não sei se o teleférico seria uma prioridade sua nesse
momento. É preciso saber se não existem problemas ambientais que possam vir a
inviabilizar o projeto,aqui em Caraguá. E, saber, se existem empresas interessadas
em tocar o projeto. Hoje, terceirizar o teleférico para a exploração da iniciativa
privada poderia ser uma boa opção. Tudo depende, no entanto, do aval do
prefeito Antônio Carlos.
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| Teleférico do Unipraias, em Camboriú(SC). |
Lá,
em Camboriú, desde a sua inauguração, em 1999, o Parque Unipraias segue a
tendência do turismo mundial, de reunir várias modalidades de lazer em um só
local. O sistema recebe meio milhão de turistas brasileiros e estrangeiros,
garantindo movimento além do verão. O potencial do empreendimento é reconhecido
em vários prêmios conquistados, inclusive um internacional, conferido pela
Leitner, empresa italiana que fornece o sistema de bondinhos aéreos, uma das
maiores do mundo no segmento. O Parque Unipraias conta com 47 bondinhos aéreos
interligando três estações entre o lado sul da orla de Balneário Camboriú,
subindo até o Morro da Aguada e descendo até a praia de Laranjeiras, sendo o
único do mundo a ligar duas praias. Mas este empreendimento, localizado num dos
destinos turísticos mais procurados de Santa Catarina, oferece mais que essa
viagem nas alturas, com privilegiada vista da Mata Atlântica e do mar em todo o
trajeto. Nos 202.000m² de área total, com área de preservação de 132.000m²,
estão reunidos atrativos para todos os gostos e idades, atendendo tanto o
visitante que procura os cartões-postais para admirar como aquele ávido por aventura
e adrenalina.
Os
bondinhos se deslocam a uma velocidade de 16 Km/h, mantendo uma distância de 97
metros entre eles. Cada cabine tem capacidade para seis passageiros e as 47, ao
total, podem transportar até 282 pessoas simultaneamente ou 800 pessoas por
hora. O trajeto completo, de ida e volta, tem 3250 metros e dura
aproximadamente 30 minutos se for realizado sem paradas. Para garantir esse
passeio só com emoções agradáveis, o Parque Unipraias foi em busca da melhor
tecnologia do mundo em transportes a cabo.
A
construção dos bondinhos foi realizada pela indústria italiana Leitner, uma das
maiores empresas do mundo no setor, responsável por outros grandes
empreendimentos de neve como Alpe di Siusi, na província de Bolzano, na Itália,
além de inúmeros outros nos Alpes franceses. Também está a frente do teleférico
que interligará a periferia de ToungChoung ao centro turístico de Ngong Ping,
em Hong Kong, na China, inaugurado em 2006.
A
operação do teleférico do Parque Unipraias é executada remotamente por um
sistema de computadores, com operadores treinados pela própria Leitner e
capacitados, inclusive, para efetuar qualquer procedimento de emergência no
local. Controladores de velocidade e de direção dos ventos instalados nas
torres de sustentação monitoram as condições externas. Há operadores também em
cada estação, que solicitam via rádio a interrupção do sistema no caso de
portadores de necessidades especiais ou pessoas idosas, com dificuldade para
subir ou descer das cabines. Para o usuário, a comunicação é realizada via
circuito de alto-falantes.
Agora,
mais recentemente, Santos também se interessou em implantar um sistema de
teleféricos ligando seus morros. A idéia é fazer do sistema de transporte dos
moradores do alto dos morros também um atrativo turístico. A questão não é nada
fácil. Na primeira licitação, nenhuma das oito empresas inscritas não comprovou
experiência em projetos de teleféricos. Na segunda licitação, aberta esta
semana, a vencedora foi a Esse Engenharia Consultiva, de Florianópolis(SC), que
será responsável pelo projeto básico do teleférico ligando os morros de Santos.
Das outras três empresas participantes, duas não atenderam as exigências do
edital nas fases de habilitação técnica e financeira. O custo estimado era de
R$ 89.666,66 e a firma habilitada ofereceu R$ 86 mil. A empresa terá 60 dias
para conclusão do projeto básico. Depois, inicia-se a licitação para o projeto executivo,
que determina o conjunto dos elementos necessários à execução completa da obra.
Não foi informado o possível custo total da obra.












