Saneamento básico
Levantamento comprova que saneamento básico
ainda deixa a desejar no LN.
O Comitê de Bacias
Hidrográficas do Litoral Norte fez um levantamento sobre as condições do saneamento
básico e das águas nas cidades do Litoral Norte. O Comitê, criado em 1997, é
composto por 36 membros da sociedade civil, do Estado e das prefeituras e
realiza um dos trabalhos dos mais sérios.
Com relação ao esgoto
doméstico, o comitê constatou que apesar dos investimentos realizados pela Sabesp,
o Litoral Norte ainda está longe de atingir a média de cobertura dos serviços
de esgotamento sanitário do Estado de São Paulo. Segundo o comitê, apenas 48%
do esgoto produzido pela população do Litoral Norte é coletado, dos quais,
apenas 37% é tratado. Isso significa que apenas menos da metade do que é
produzido é coletado. A situação fica mais complicada nos meses de verão quando
a população da região praticamente triplica.
Segundo o comitê, Caraguatatuba,
maior cidade da região, com mais de 110 mil habitantes, tem 65% de suas
residências atendidas pela coleta e tratamento de esgoto, ou seja, falta ainda
colocar o serviço a disposição de 35% de moradias.
Nas cidades vizinhas a
situação é mais complicada ainda: São Sebastião tem 46% das residências com
esgoto coletado, sendo que, apenas 34% desse total tem esgoto tratado. A cidade
precisa expandir a coleta para as 54% das residências ainda não atendidas pelo
serviço e também, ampliar em 66% o tratamento do esgoto, antes dele ser lançado
nos rios ou no mar.
Em Ubatuba a situação não é diferente,
pelo contrário, é mais complicada ainda. Apenas 37% das residências da cidade
tem coleta de esgoto e desse total, 98% do esgoto é tratado. Ubatuba precisa
ampliar em 63% o número de residências atendidas pela coleta de esgoto e, em
65% as casas com esgoto tratado.
Ilhabela é a cidade com o
menor índice de residências atendidas pela coleta do esgoto doméstico: 23%,
sendo que, em apenas 4% dessas residências o esgoto é coletado e tratado antes
de ser lançado aos rios e ao mar. Ilhabela precisa ampliar em 77% o número de
casas com coleta de esgoto e em 91% o número de residências com esgoto tratado.
A média de cobertura dos
serviços de esgotamento sanitário do Estado de São Paulo está bem acima da
média registrada no Litoral Norte. No Estado, na maioria das cidades, 90% das residências
possuem coleta de esgoto e em 60% delas o esgoto também recebe tratamento antes
de ser lançado em rios ou no mar.
Os dados do Comitê também
demonstram que a maioria dos corpos d’água (rios, córregos...) monitorados apresenta perda de qualidade ao
longo dos últimos anos devido a carga de esgoto sem tratamento despejados
nesses corpos d’água. Segundo o comitê entre os rios mais comprometidos por
recebimento de esgoto estão: Lagoa e Tabatinga, em Caraguá; Acaraú e Tavares,
em Ubatuba; e, Quilombo, em Ilhabela.
Segundo o comitê, todos os
rios deságuam no mar, e carregam consigo todo o esgoto despejado neles. Quando
um rio recebe muito esgoto e chega ao mar, a praia fica imprópria para banho e
recebe uma bandeira vermelha da Cetesb, que significa perda de balneabilidade.
Normalmente, uma praia fica poluída devido a presença de coliformes fecais, que
podem transmitir doenças.
No caso de Caraguá, o prefeito Antônio Carlos da Silva, foi o responsável direto pelos investimentos em saneamento básico no munícipio. No governo Mário Covas, o prefeito chegou a emprestar dinheiro, cerca de R$ 25 milhões, para que a Sabesp agilizasse os investimentos em saneamento básico na cidade. O prefeito conseguiu através do então vice-presidente da Sabesp no Litoral Paulista, Osvaldo Ali e, do então superintendente do Litoral Norte, João Carlos Simões, acelerar muitos investimentos no município. Em Caraguá, falta implantar a rede de coleta e tratamento de esgoto em alguns bairros, entre eles, o Gaivotas. As obras, autorizadas pela Sabesp, ainda não foram iniciadas. O prefeito continua cobrando da Sabesp a continuidade dos investimentos em saneamento no município.
No caso de Caraguá, o prefeito Antônio Carlos da Silva, foi o responsável direto pelos investimentos em saneamento básico no munícipio. No governo Mário Covas, o prefeito chegou a emprestar dinheiro, cerca de R$ 25 milhões, para que a Sabesp agilizasse os investimentos em saneamento básico na cidade. O prefeito conseguiu através do então vice-presidente da Sabesp no Litoral Paulista, Osvaldo Ali e, do então superintendente do Litoral Norte, João Carlos Simões, acelerar muitos investimentos no município. Em Caraguá, falta implantar a rede de coleta e tratamento de esgoto em alguns bairros, entre eles, o Gaivotas. As obras, autorizadas pela Sabesp, ainda não foram iniciadas. O prefeito continua cobrando da Sabesp a continuidade dos investimentos em saneamento no município.












