segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Via Orla

Memória

Lei impediu Caraguá de ter o primeiro cassino do Litoral Norte.

Deputado Diógenes Ribeiro de Lima.
No início da década de 40, Caraguá iria sediar o primeiro cassino do Litoral Paulista. A ideia era transformar o cassino num dos principais atrativos da cidade. Tudo estava bem encaminhado. O cassino seria construído no alto do Morro do Camaroeiro, com esplendorosa vista para a baia de Caraguatatuba. O projeto estava sendo viabilizado pelo então deputado Diógenes Ribeiro de Lima, que frequentava a cidade, onde mantinha casa de veraneio e dominava a política local. A ideia de Diógenes era incentivar o turismo na cidade e com isso, gerar emprego e renda.
Diógenes achava que o cassino seria importante para transformar a cidade, pois deveria atrair turistas de várias partes do país. Naquela época, existiam setenta cassinos no Brasil, que geravam empregos para mais de 40 mil pessoas. A implantação de cassinos tinha levado muito desenvolvimento a cidades como Petrópolis, Poços de Caldas, entre outras. Diógenes acreditava que o cassino seria de grande importância para o desenvolvimento de Caraguá.
O projeto tinha sido discutido como os interventores do estado (pessoas nomeadas pelo governo federal para governar o estado), Fernando de Souza Costa e posteriormente, José Carlos de Macedo Soares. Diógenes também vinha discutindo o projeto com o então prefeito da cidade, Joaquim Evilásio do Amaral, que teria ficado encantado com a ideia. Caraguá era uma cidade sem grande movimentação turística e sua economia dependia da venda do peixe e da Fazenda dos Ingleses.
Construção das antigas muretas de pedra ao longo da orla
Consta que, por causa da possível implantação do cassino, Diógenes teria obtido recursos do estado para construir as muretas ao longo da praia do centro e iniciado o decreto lei, que transformaria em 1947, Caraguá em estância balneária, para com isso, a cidade pudesse receber os recursos do estado e também, poder sediar o cassino, que na época só era permitido em cidade turística. O projeto do cassino,no alto do Camaroeiro, entusiasmou o então deputado.
Tudo ia muito bem. Acontece que, um decreto do então presidente Eurico Gaspar Dutra, em abril de 1946, proibiu os jogos de azar no país, segundo consta, por pressão de sua mulher e, da igreja católica, que era contra os jogos de azar. O projeto do cassino foi por água abaixo. Diógenes,no entanto, continuou exercendo seu poder político em prol da cidade, que adorava.
Diógenes Ribeiro de Lima foi professor e um dos políticos mais envolvidos com Caraguatatuba. Como deputado, ajudou e muito Caraguatatuba. Não é a toa que seu nome foi concedido a uma das principais praças de nossa a cidade, a praça da Secretaria de Turismo, em frente a praia central. Diógenes nasceu em São Paulo, em 12 de abril de 1896. Formou-se professor pela Escola Normal Caetano de Campos, em 1916. Em 1920, pegou um barco, em Santos, para vir até Caraguá, na época, não havia acesso por terra até a cidade Foi dar aulas nas Escolas Reunidas de Caraguatatuba (onde hoje funciona o Museu Adaly Coelho Passos). Em nossa cidade, namorou a professora Alice Leite. Casou com ela, tendo como padrinhos Teotino Tibiriça Pimenta e Luiz Passos Júnior. Foi proprietário de uma casa na avenida Arthur Costa Filho, que foi demolida e, atualmente, serve como estacionamento.

Como professor trabalhou também nas cidades de Monte Azul e Bariri. Formou-se advogado em 1924 pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP). Publicou vários trabalhos jurídicos. Atuou ainda, como suplente de juiz federal em São Paulo (1925), juiz de Paz e delegado de polícia(1924 e 1925) e como membro do Congresso do Ministério Público. 

Vida Política

Diógenes foi vereador em São Paulo por dois mandatos, de 1926 a 1930. Participou da Revolução de 1932, como subcomandante do Batalhão Bahia. Elegeu-se deputado estadual em 1935, quando participou da Constituição de 1935. Como deputado foi um dos políticos que mais ajudou Caraguatatuba. Foi graças a ele que a cidade melhorou e muito a sua infraestrutura física. Poucos sabem, a tradicional mureta da avenida da praia do centro foi feita por iniciativa de Diógenes; em 2000, a mureta antiga foi demolida e substituída por outra. Como deputado ele transformou a cidade, de fato, em uma estância balneária, através do decreto-lei nº 38, de 30 de dezembro de 1947.
Por iniciativa de Diógenes, em 1948, um decreto do governador Adhemar de Barros, ampliou o território de Caraguá em direção à região sul. O limite de Caraguá, com São Sebastião, era o rio Juqueriquere, com o decreto do governador, o limite entre as duas cidades passou a ser o rio Pereque-Mirim. Diógenes era um apaixonado pela cidade e como político procurava defender ao máximo dos interesses do município. Ele foi presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, entre março de 1951 e março de 1952. Ele faleceu em 1º de outubro de 1954, em plena campanha eleitoral, mesmo assim, o povo da região foi fiel a ele: mesmo morto foi o deputado mais votado em Caraguá e cidades da região.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Via Orla.

Memória

Jânio Quadros tentou construir uma hidrelétrica em Caraguá.
Jânio queria hidrelétrica em Caraguá. 

Jânio Quadros quando governador de São Paulo tentou construir uma hidrelétrica em Caraguatatuba. Essa história encontrei, recentemente, ao ler o livro A história das barragens no Brasil, publicado pelo Comitê Brasileiro de Barragens, em 2013. O interesse de Jânio Quadros, quando governador de São Paulo, em construir uma hidrelétrica em Caraguatatuba acabou não sendo concretizado por questões técnicas. O governo federal pretendia construir Furnas e dependia do apoio dos governadores de Minas e São Paulo. Jânio, na época, apoiaria Furnas, desde que, fossem construídas duas usinas no estado: as de Caraguatatuba e a Urubupungá.  

O livro conta as histórias das barragens e das hidrelétricas no país. Lembra que a produção de energia elétrica no país até pouco depois da II Grande Guerra Mundial, era praticamente só gerada por empresas privadas, a maioria delas nacionais, mas as duas maiores eram de capital canadense (Light) e americano (AMFORP American Foreign Power).

 E que, havia também inúmeros pequenos autoprodutores rurais. Relata que o cenário começou a se tornar crítico a partir do Código de Águas que, tendo sido adotado em 1934, criou desequilíbrio econômico nos contratos de concessão de fornecimento de energia elétrica, tirando o incentivo da iniciativa privada em promover acréscimos de investimento de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Nessa época o País começou a deixar de ser apenas essencialmente rural para iniciar a industrialização que, por sua vez, gerou crescente aceleração urbana que passou a pressionar por demanda de energia elétrica. Com as restrições tarifárias, as companhias de energia elétrica passaram a enfrentar problemas no atendimento da crescente demanda, fazendo com que, já nos anos 40, alguns estados como São Paulo e Minas Gerais principalmente, começassem a criar empresas estatais de energia elétrica.

 A situação da Light, por exemplo, a maior concessionária do País na época, evidenciava esse cenário. Apesar de procurar aumentar sua oferta de energia elétrica, essa oferta era inferior à demanda que crescia acima da capacidade de investimento da concessionária.  Desse modo, estimuladas pela própria Light e com perspectivas de racionamentos, as indústrias passaram largamente a instalar grupos geradores Diesel.

Só em São Paulo, em 1954, havia cerca de 100 MW instalados pela indústria em grupos Diesel que representavam quase 20% da capacidade instalada da São Paulo Light. As sinalizações de déficit passaram a ser evidentes, sendo agravadas pela inexistência de interligação dos sistemas das concessionárias. Mesmo na Light, os sistemas do Rio de Janeiro e de São Paulo eram em frequências diferentes. Havia apenas uma pequena conversora de muito baixa capacidade entre os dois sistemas.
 Nos anos cinquenta, o governo federal que havia criado a CHESF para explorar o potencial do rio São Francisco em Paulo Afonso, foi seguido pelas fundações da CEMIG (1951), COPEL (1953), USELPA (1953), EFE (1954), CHERP (1955) e Escelsa (1956). 

No início do governo Kubitschek, em 1956, ficou claro que a diferença entre a capacidade em construção e a demanda projetada exigia o início, em muito curto prazo, de obra que acrescentasse cerca de 1000 MW na Região Sudeste. A solução estava no local recém descoberto pela CEMIG, em reconhecimento do potencial do rio Grande entre a hidroelétrica de Itutinga e o remanso do reservatório de Peixoto. O local foi identificado por Francisco Noronha e Anton Rydland em viagem exploratória sugerida por John Cotrim, então diretor técnico da CEMIG.  No local havia as corredeiras de Furnas que se situavam em vale apertado de encostas íngremes. Os dois engenheiros pernoitaram na fazenda e receberam de Mendes Júnior indicações sobre o local das corredeiras. Este se mostrou excepcional para uma grande usina com grande reservatório de regularização. Os estudos iniciais mostraram que a capacidade instalada seria quase um terço da capacidade instalada nacional. O vulto das obras que seriam necessárias para erguer uma das maiores hidroelétricas do mundo na época era muito superior à capacidade das empresas.

Furnas

O mercado a atender era primeiramente São Paulo que se encontrava em situação mais crítica e depois os demais estados da Região Sudeste. Esses aspectos fizeram com que ficasse claro que a empresa a ser constituída deveria ser federal. Lucas Lopes, então presidente do BNDE, e John Cotrim, de diretor técnico da CEMIG para presidente de Furnas, selecionaram os principais membros da nova empresa, sem influências políticas e procurando não sacrificar a CEMIG, em cumprimento à promessa feita ao professor Cândido Holanda, sucessor de Lucas Lopes na presidência da CEMIG.

A primeira oposição a Furnas veio do governo de Minas Gerais, à época exercido por Bias Fortes. Ele queria garantir que a usina de Três Marias fosse feita antes de Furnas para ter certeza de que seria concluída. Além disso, ele era contra grandes áreas alagadas em Minas para gerar energia para outros estados: costumava dizer que queriam “fazer de Minas a caixa d’água do Brasil”. Ele temia que o governo federal não tivesse recursos para as duas obras simultaneamente e criou toda sorte de obstáculos para atrasar o início de Furnas até que Três Marias estivesse em construção e em estágio irreversível. Lucas Lopes articulou um esquema de participação da Comissão do Vale do São Francisco em Três Marias, o que foi um presente do governo federal para a CEMIG. A Comissão pagaria pelo reservatório e pela barragem, enquanto que a CEMIG apenas aportaria recursos para a construção da casa de força situada ao pé da barragem. Isso tinha justificativa uma vez que Três Marias era um empreendimento de finalidades múltiplas.

Caraguatatuba

As negociações políticas com São Paulo foram mais fáceis, mas também tiveram seu preço. Quando tudo estava pronto para a fundação da empresa, o governador Jânio Quadros disse que só autorizaria a participação de São Paulo na empresa se Lucas Lopes fosse falar com ele pessoalmente. Lopes e Cotrim foram a São Paulo e, depois de serem mostrados os benefícios para o estado que seriam trazidos por Furnas, Jânio disse que só entraria no projeto se houvesse garantias que o governo federal investisse também nos projetos do estado que eram os aproveitamentos hidroelétricos de Urubupungá e Caraguatatuba. Lucas Lopes teve que concordar. O aproveitamento de Urubupungá foi feito, tendo resultando nas usinas de Jupiá e Ilha Solteira.

 Conta o livro que a barragem e hidrelétrica de Caraguatatuba não saiu do papel por ser derivação de descargas da bacia do rio Paraíba do Sul para o oceano, com graves impactos para as regiões do Vale do Paraíba. Jânio teria aceitado a justificativa.  Anos mais tarde, os Penidos, proprietários da Fazenda Serramar, obtiveram uma licença federal para a construção de uma hidrelétrica nos fundos da área da fazenda. O projeto, no entanto, não avançou. Não se tem informações se o projeto era o mesmo pretendido por Jânio Quadros na década de 50.  

Paraibuna

No início da década de 70 surgiram os primeiros estudos para a construção da barragem de Paraibuna. A Usina Hidrelétrica de Paraibuna foi construída em 1978. A usina tem potência total de 85 MW e duas unidades geradoras de energia com turbinas tipo Francis. A área total do reservatório é de 224 Km2, composta por dois reservatórios o de Paraibuna(177 km2) e reservatório de Paraitinga(47 km2). As duas barragens estão entre as mais altas do país com 104 metros de altura. A principal finalidade da Usina de Paraibuna é regular a vazão do rio Paraíba do Sul responsável pelo fornecimento de água em várias cidades do Vale do Paraíba e do estado do Rio de Janeiro.    
Estudos feitos pela CESP (Companhia Energética de São Paulo) detalhou que, entre os anos de 70 e 80, durante o enchimento do reservatório da hidrelétrica de Paraibuna foram inundadas terras dos municípios de Natividade da Serra, Paraibuna e Redenção da Serra. Natividade perdeu cerca de 14% (120km²) de sua área e 31,36% de sua população. Paraibuna perdeu 9% (70km²) de seu território. Já Redenção da Serra perdeu 6% (20km²) de sua área e 23,06% de sua população. A perda maior foi na área rural onde Natividade perdeu 41,84% de moradores e Redenção, 29,53%. A represa tem um perímetro de 770 km.

Curiosidade

Os primeiros watts/hora (W/h) de energia hidrelétrica gerados na América Latina foram possíveis graças às águas do Rio Paraibuna, que atravessa a Zona da Mata mineira e deságua no litoral fluminense. Em 5 de setembro de 1889, há mais de 127 anos, quando as turbinas importadas dos Estados Unidos giravam pela primeira vez na Usina de Marmelos, em Juiz de Fora, ocorreu de forma inédita no país a transformação da energia mecânica em elétrica.

A iniciativa da construção da primeira usina hidrelétrica do continente foi do industrial mineiro Bernardo Mascarenhas, que, com objetivo de ampliar sua produção de tecidos, buscou por vários anos uma forma mais moderna e prática de movimentar os teares de sua empresa têxtil. Em 1878, depois de visitar a Exposição Universal de Paris, onde se encontrou com empresários de outros países e ficou conhecendo pesquisas e novidades tecnológicas desenvolvidas no exterior, Mascarenhas resolveu apostar na energia dos rios com forma de gerar energia.


Mas o industrial mineiro tinha pretensões que ultrapassavam as paredes de sua fábrica de tecidos e, assim que retornou da Europa, firmou contrato com a Prefeitura de Juiz de Fora para mudar o fornecimento de luz na cidade, passando da iluminação a gás para a elétrica. Com a concessão garantida pela prefeitura, Mascarenhas criou a Companhia Mineira de Eletricidade (CME) de Juiz de Fora, que passou a fornecer energia elétrica para a cidade e lugarejos da região. Aos poucos a demanda pela nova invenção ganhou ruas e praças do lugar, até chegar às moradias nos primeiros anos do século 20. A companhia existiu até 1980, quando foi incorporada pela Cemig. Em 1983, a Usina de Marmelos se transformou em Espaço Cultural e Museu, após seu tombamento, no mesmo ano, pelo Patrimônio Histórico Artístico e Cultural.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Via Orla

Política

Transição, em Caraguá, terá início dia 3 de novembro.

 
Prefeito Antonio Carlos da Silva. Foto: Jornal O Vale. 

A transição, em Caraguá, terá início no dia 3 de novembro. Um decreto definirá seis integrantes do governo Antonio Carlos que discutirá as questões da prefeitura com outros seis integrantes da equipe do prefeito eleito Aguilar Jr. Cada equipe terá um coordenador. Os nomes dos integrantes de cada equipe não foram divulgados, O prefeito Antonio Carlos informou que tudo será feito de maneira transparente e, se possível, com acompanhamento da imprensa. Antonio Carlos gostaria que toda a transição fosse divulgada pelas rádios locais. Segundo ele, seria uma maneira de prestar contas à população da situação em que entregará a prefeitura ao novo prefeito. Antonio Carlos informou ainda, que algumas obras não serão concluídas até o final do ano, mas que deixará em caixa, o dinheiro necessário para a conclusão delas. A programação de verão, com shows e eventos, tradicional na cidade, ficará a cargo da equipe do novo prefeito. Todos os eventos turísticos programados até o dia 31 de dezembro serão mantidos. Uma transição tranquila permitirá ao novo prefeito Aguilar Jr administrar a cidade a partir de 1º de janeiro, período em que, o município deverá receber cerca de 300 mil pessoas. Nesta época, os serviços de saúde, coleta de lixo e segurança pública são praticamente triplicados para que não haja transtornos para moradores, veranistas e turistas. Apesar da crise que assola o país, a prefeitura de Caraguá é uma das poucas a manter uma situação financeira estável. Hoje, a prefeitura teria em caixa R$ 102 milhões, sendo cerca de R$ 40 milhões para novos investimentos. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Via Orla

Memória

     A morte de Ulysses Guimarães há 24 anos.
Ulysses na capa da Folha de 14/10/92

No último dia 6, o Dr. Ulysses Guimarães comemoraria 100 anos de idade se vivo fosse. No último dia 12 completou-se 24 anos do seu desaparecimento no mar de Angra dos Reis, após um acidente de helicóptero. Fui um dos primeiros jornalistas a chegar ao local do acidente, próximo ao Condomínio Laranjeiras. Após o acidente,  passei muitos meses na busca de seus restos mortais entre as praias de Paraty e Ubatuba.

Ulysses Guimarães gostava no Litoral Norte. Durante muitos anos, na década de 60 e 70, manteve uma casa de veraneio na praia das Cigarras, em São Sebastião.  Era uma casa simples, mais ficava próxima a praia e ao Clube das Cigarras, onde no verão, Dr. Ulysses se reunia com políticos, entre eles, Franco Montoro, seu grande amigo. Severo Gomes tinha casa de veraneio em Ubatuba. 

O acidente com Ulysses Guimarães, ocorrido no dia 12 de outubro de 1992 pegou todo mundo de surpresa. Ulysses havia passado o feriado em Angra dos Reis acompanhado de sua esposa dona Mora, do ex-senador Severo Gomes e de sua mulher Henriqueta. O acidente como helicóptero teria sido provocado por um forte temporal, com ventos de até 90 Kms, entre Paraty e Ubatuba.

Na manhã do dia 13 recebi uma ligação do então editor da Folha Vale, Emerson Figueiredo, pedindo que eu fosse até Paraty para acompanhar as buscas. A Folha tinha repórteres em Angra e Paraty, mas como eu conhecia bem a região, teria que me deslocar até lá. Os destroços da aeronave não tinham sido localizados, até então e, as autoridades não tinha informações sobre o local exato do acidente.

No caminho, lembrei de ir até a Praia do Sono, através do Condomínio Laranjeiras. Como repórter tinha viajado várias vezes por aquela região- entre a costa norte de Ubatuba e Paraty para cobrir acidentes com aeronaves, de embarcações e principalmente, para entrevistar “caiçaras” que estavam sendo expulsos de suas áreas por empresas imobiliárias multinacionais.

Quando cheguei ao condomínio Laranjeiras vi uma movimentação muito grande de bombeiros e aeronaves, aviões e helicópteros da Marinha e Força Aérea. Um dos caiçaras me falou que o helicóptero de um político muito conhecido tinha sofrido uma queda nas proximidades da Praia dos Antigos. Segundo apurou as autoridades, o helicóptero esquilo, de prefixo PT-HMK, teria se chocado contra o mar, devido aos fortes ventos e falta de visibilidade.


Foto da retirada de um dos corpos. 
Quando entrei no condomínio vi que era o primeiro repórter a chegar ao local, os demais se concentravam em Angra e Paraty. Logo depois, dois corpos foram retirados do mar, um deles, do ex-senador Severo Gomes. A foto que fiz foi capa da Folha do dia seguinte. Quando liguei para  o editor explicando que estava no local e tinha feito as fotos, recebi a “missão” de viajar até a cidade de São José- onde ficava a redação da Folha Vale, para revelar o filme. Foi um corre corre danado,mas valeu a pena.

No dia seguinte retornei ao Condomínio Laranjeiras. Foram localizados outros corpos, entre eles, do piloto Jorge Comeratto e de uma mulher, cuja identificação só ocorreria depois de alguns dias. O impacto violento da aeronave com o mar fez com que os corpos ficassem mutilados. Destroços da aeronave foram encontrados em várias partes.


Voltei várias vezes para o Condomínio Laranjeiras e para as praias daquela região, sempre em busca da localização do corpo do Dr. Ulysses. Todas as vezes que os pescadores localizavam um corpo em suas redes de pesca ou um corpo aparecesse nas praias ou boiando no mar, lá estava eu. O corpo de Ulysses Guimarães nunca foi localizado. Coisas do destino. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Via Orla

Polícia

Crime em condomínio mais badalado do LN permanece sem solução.

Condomínio Costa Verde Tabatinga.
Há dez anos Ingrid Cardoso Esteves Nunes, uma bela jovem, de 22 anos, foi morta brutalmente, no interior do Condomínio Costa Verde Tabatinga, um dos empreendimentos fechados mais valorizados e badalados do país. Até hoje, a morte de Ingrid não foi esclarecida pela polícia. Vários delegados atuaram no caso, mas a polícia não conseguiu chegar ao criminoso.

O Condomínio Costa Verde Tabatinga é um condomínio de alto padrão e foi construído em 1982 por empresários italianos e gregos. Foi um dos primeiros construídos no país semelhante aos padrões italianos e franceses. Um condomínio para poucos afortunados. Casas que custam a partir de R$ 3 milhões, com segurança 24 horas, seja por câmeras ou por guardas.

Possuem imóveis no condomínio gente importante da área empresarial, política, esporte e das artes. Uma das pioneiras foi Hebe Camargo. Pilotos como Rubem Barrichelo e Felipe Giafone possuem casa no local. Jogadores badalados como Paulo Henrique Ganso, Juninho Paulista e Leandro também. O ex-jogador e o atual diretor da CBF, Edu Gaspar e o empresário J. Havilla também possuem casa no local. Vivem no condômino muito mais gente famosa. Outros tantos, frequentam o Hotel Tabatinga que fica no interior do condomínio.

Crime

Ingrid foi morta no dia 4 de abril de 2006. Foi o primeiro homicídio registrado no local. A jovem foi encontrada morta no interior de uma mansão, localizada na avenida Atlântica, a mais valorizada do condomínio. Ingrid e o marido eram caseiros da residência. O corpo foi encontrado pelo marido, Ubiraneide Moreira, que fazia reforma em outra residência do condomínio, no momento em que a mulher foi assassinada, por volta das 15 horas daquele dia. Foi um crime brutal.

A jovem, segundo apurou a polícia técnica, teria sido agredida, violentada sexualmente e morreu asfixiada. O quarto onde a jovem foi morta foi totalmente revirado, talvez, numa possível luta entre ela e seu agressor. Foram investigadas mais de 30 pessoas, entre caseiros, pedreiros, jardineiros e pessoas que naquele dia fizeram algum tipo de entrega no condomínio, como por exemplo, floriculturas e supermercados. A polícia fez exame de DNA em algumas pessoas. O marido dela, também considerado, como  suspeito, negou o crime e deixou a cidade, alguns meses depois do crime.


Na época, duas delegadas investigaram o crime, Elizabeth Maluf e Arlete Neves. Para ambas, havia suspeita de crime passional. Nenhuma das duas conseguiu esclarecer o caso e identificar o autor do crime. Segundo consta, o crime continua sendo investigado pela polícia de Caraguá. A mansão onde ocorreu o crime foi demolida e outra foi construída no local. O condomínio, desde então, reforçou a segurança e restringe ainda a presença de pessoas estranhas no local. O crime, no entanto, permanece sem solução. Será que um dia a polícia irá identificar o autor do crime? 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Via Orla

Eleições 2016

Juiz indefere ação proposta pelo PSDB

O juiz eleitoral de Caraguá, Gilberto Alaby Soubihe Filho, julgou improcente a ação de investigação judicial eleitoral proposta pelo PSDB contra Aguilar. Jr ,  prefeito eleito em 2 de outubro pelo PMDB. Na ação, o PSDB  alegava que Aguilar Jr. teria violado o Código Eleitoral durante a campanha, ao prometer aos moradores dos condomínios Perequê e Jetuba  cancelar a cobrança da taxa de condomínio caso fosse eleito.

Após receber parecer de Aguilar Jr e do Ministério Público. o juiz eleitoral entendeu que a promessa feita aos moradores por Aguilar Jr constitui programa de governo exeqüível e lícita. Segundo ele, existe, em  tese, a possibilidade de incluir a isenção de taxas de condomínio em benefícios às pessoas ou famílias car.entes ou aos desempregados, com base na Lei Municipal n. 1094/2004.  " Extrai-se, portanto, que a proposta de governo em questão, hipoteticamente, pode ser executada", diz o juiz em sua decisão. O juiz enfatizou ainda que " promessas genéricas de campanha eleitoral não constituem compra de votos".

Para o juiz a proposta de governo representada pela isenção de taxa de condomínio para a população carente dos conjuntos habitacionais do Perequê e  Jetuba está de acordo com o ordenamento jurídico bem como não gerou desequilíbrio eleitoral. 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Via Orla

Estradas

               A curva mais perigosa da Tamoios

A concessionária Tamoios iniciou as obras para “alargar” a curva que fica no quilômetro 72,6, no trecho de serra da rodovia dos Tamoios. O “alargamento” da curva, segundo consta, estaria previsto no contrato de concessão da rodovia e obteve licença ambiental da Cetesb. A pista passará de 11 para 14 metros de largura, com isso, será aprimorada a geometria da curva e se aumentará a segurança viária no trecho. A obra deverá durar 60 dias, período em que, no local, haverá operação Pare e Siga, de segunda a sexta-feira, das 7 às 18 horas.   
Estadão alertava os riscos na curva. 
É interessante. Esta curva continua sendo um dos locais mais problemáticos da rodovia dos Tamoios. Em março de 1990 fiz uma matéria para o jornal Estadão falando justamente sobre essa curva. Fiz um levantamento nos boletins de ocorrências da Polícia Rodoviária e constatei que a curva do quilômetro 72,6 era o trecho de maior número de acidentes nas estradas da região. O título da matéria: Curva é o perigo da Tamoios.
Naquela época, aquela curva registrava em média 90 acidentes ao longo do ano(dados checados em 1989). Na época, a polícia rodoviária explicava que a curva tinha 90 graus à direita e surpreendia sempre quem estava descendo a serra em direção ao litoral. Um engenheiro, com experiência em estradas, afirmava que havia um erro técnico no traçado da curva. O DER, por sua vez, argumentava que não e, que, os acidentes estariam sendo provocados em grande número devido à imprudência dos motoristas e a presença de óleo na pista inclinada.
O fato é que, antes da reportagem feita no Estadão, a policia rodoviária já havia reduzido a velocidade no trecho para 40 quilômetros, instalado placas de contagem regressiva num trecho de 400 metros antes da curva e iria implantar um canteiro central para impedir que os carros que desciam a serra se chocassem com os que subiam a serra. Naquele primeiro semestre de 1990 a curva do Km 72,6 registrou 73 acidentes.
Com a publicação da reportagem, seguida de um artigo(Opinião), que cobrava obras necessárias naquele trecho, o DER fez novas intervenções no local, uma delas, foi justamente, o alargamento da curva e alterações em sua geometria. Segundo havia me alertado um engenheiro, todo carro que descia a serra naquele trecho era “lançado” em direção a pista contrária por um possível defeito na geometria da curva. Ou seja, os acidentes não ocorriam por culpa dos motoristas ou, muito menos, pela possível presença de óleo na pista.

O tempo foi passando. A rodovia foi duplicada no trecho de planalto e inicia-se a duplicação do trecho de serra, mas a curva do Km 72,6 continua sendo um problema de difícil solução para o Estado e agora, para a Concessionária Tamoios. Será que houve mesmo erro na construção daquele trecho? Não sei atualmente qual a incidência de acidentes no trecho. De qualquer maneira, se será feita melhorias no local, é sinal de que os acidentes continuam ocorrendo naquela curva. Ou, aquela curva acentuada tem dificultado e muito a manobra dos caminhões e carretas que se destinam ao porto de São Sebastião. É interessante destacar que logo, logo mais, aquela pista, será destinada apenas para quem subir a serra em direção ao planalto. A descida da serra será feita por outra pista, com túneis e considerada uma das obras mais modernas da engenharia brasileira.       

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Via Orla

Mundo animal

Cidades trocam fogos de artifício por show pirotécnico silencioso para proteger animais.



Foto: site TheGreenestPost. 

Tenho acompanhado muito este assunto, principalmente, pelas redes sociais. Não se trata de coisa de ambientalista radical, muito pelo contrário, trata-se em respeitar e proteger nossos animais. Poucos sabem, mas o estrondo dos morteiros (bombas) que lançam os fogos de artifícios a até 100, 200 metros de altura, atingem cerca de 125 decibéis, barulho ensurdecedor equiparado ao de um avião a jato. Esse barulho, provocado pelas bombas ou morteiros, causa danos em animais como gatos, cães e pássaros, além de provocar medo e pânico neles, sejam esses animais de estimação ou selvagens.

Quem tem animal em casa sabe do que estou falando. Em época de jogos, por exemplo, quando soltam rojões os animais ficam tensos e correm em busca de um lugar seguro. É plenamente justificável: a audição de gatos e cachorros é seis vezes mais aguçada que a humana. Quando surge algum foguetório esses animais ficam trêmulos, nervosos e fogem na procura de um local mais seguro. Os pássaros, por exemplo, podem ter parada cardiorespiratória por causa do elevado ruído das bombas e foguetes.

Muita gente trata de proteger seus animais durante as festas de fim de ano, jogos decisivos do campeonato brasileiro, copa do mundo e festas juninas e julinas. É recomendado que, para proteger esses animais, eles sejam levados para o interior das casas e que se feche portas e janelas. No caso dos pássaros, recomenda-se que se cubra a gaiola com “abafar” o barulho dos fogos. A coisa é séria, bem séria...

No mundo todo e até mesmo aqui no Brasil e no nosso Litoral Norte, Ubatuba, por exemplo, já aprovou a lei municipal em março deste ano; Ilhabela também deve votar lei parecida. Várias cidades brasileiras fizeram leis proibindo os fogos tradicionais e substituindo-os por fogos de artifício silencioso, que produzem a mesma beleza pirotécnica no céu, sem agredir os animais. Existem empresas especializadas neste tipo de show pirotécnico. Não sei se o custo é maior ou menor que o cobrado pelas empresas que fazem o tradicional espetáculo pirotécnico com mosteiros e bombas. Mudar é preciso.


Pesquisando nas redes sociais li que a pequena cidade de Collecchio, na província de Parma, na Itália, foi uma das primeiras em optar em fogos de artifício sem barulho. Essa cidadezinha começou a trocar o barulho dos fogos por fogos silencioso no ano passado na sua mais tradicional festa a “ Settember Collecchiese”. E, foi um sucesso. Ao trocar o barulho doso fogos pelo show pirotécnico silencioso a cidadezinha ganhou fama e sucesso pois fez tudo isso para preservar seus animais. Legal. Collecchio tem outro exemplo sensacional, que também ganhou o respeito e admiração de muita gente: a prefeitura não corta as suas árvores, mas as troca de lugar. Lá, se a árvore tá em risco de queda ou condenada, faz se a sua retirada e, replanta em outro local.  

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Via Orla

Turismo

Temporada de verão promete ser das melhores no Litoral Norte.


Uma pesquisa feita pela Fecomércio, do Rio de Janeiro, publicada nesta sexta-feira,  na Folha, é bem interessante para os comerciantes do Litoral Norte.  O título da matéria, publicada no caderno Mercado foi a seguinte: Brasileiro opta por viagens de lazer para perto e por carro. Segundo a pesquisa, os turistas brasileiros estão optando em viajar de carro e para lugares turísticos em seus próprios estados. A pesquisa é bem interessante e antecipa como deve se comportar o turista no verão 2016/2017. Vejam: em 2015 um total de 18% optou em viajar a lazer de avião; este ano, caiu para 13%.

Dos 51% que preferiram fazer turismo de carro e não de avião, 63% deles optaram em viajar a turismo para cidades de seus estados. Outros 37% viajaram a lazer para outros estados; e, apenas 4% escolheram em fazer turismo em outros países. Se por um lado, a pesquisa gera grande expectativa para o comércio do Litoral Norte de uma maneira geral, o resultado não é muito favorável para a rede hoteleira. Segundo a pesquisa, 66% dos turistas que vão fazer turismo de carro pretendem se alojar em casa de amigos ou parentes.


A crise tem feito muita gente trocar o avião pelo carro e tudo indica na temporada de verão milhares de pessoas vão optar em curtir a temporada nas cidades aqui de nossa região. Temos praias e mais praias maravilhosas e nosso comércio evoluiu e muito. Se não houver abuso nos preços praticados pela hotelaria tudo indica que o verão que se aproxima será de muita gente e de muito lucro para o comércio. Apesar da pesquisa da Fecomércio não ser muito favorável para a rede hoteleira, temos certeza, de que os hotéis e pousadas do Litoral Norte, também terão movimento acima do esperado na temporada que já se aproxima.  

Via Orla

Exposição

"Maria Mãe de Todos" no Museu de Arte Sacra de São Sebastião


Passou batido na matéria de ontem sobre as ótimas opções promovidas neste fim de semana a exposição “Maria Mãe de Todos”, que acontece no Museu de Arte Sacra de São Sebastião. A exposição do ceramista Carlo Cury intitulada "Maria Mãe de Todos", foi aberta na última quarta-feira, data em que se comemora o Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, celebrado em todo o país.

Carlo Cury é ceramista, arquiteto e artista plástico natural da cidade de Piraju (SP), que vive em Caraguatatuba, onde mantém um ateliê e produz suas peças exclusivas, inspiradas em pesquisas da cultura dos povos nativos, no meio ambiente e na religiosidade.
Idealizador de diversos projetos, entre eles "Ceres" (deusa grega da agricultura), que trata do respeito à natureza. Deste projeto saíram obras em técnica mista sobre tela, que alcançaram projeção internacional, sendo dez delas parte do acervo da Fundação Mokiti Okada, em Lisboa, Portugal.
A partir de 2000, passou a lecionar arte em escolas de São Paulo e idealizou o "Projeto Olhares Poéticos Sobre o Meio Ambiente", que leva educação gratuita de arte a alunos da rede pública de ensino, inclusive em Caraguatatuba.
Em 2011, descobriu a cerâmica como um rico caminho para criar mecanismos visuais nos quais pôde aprofundar seus diálogos com o tridimensional.
Integrante da Rota da Cerâmica de Caraguatatuba, é também um dos fundadores do Grupo Ubuntu Caraguá-Ceramistas que, desde 2012, reúne artistas plásticos nas linguagens bi e tridimensionais. Este grupo desenvolve projetos coletivos como o "Projeto Origens" e o "Projeto Imagens de Devoção".
Além da paixão pelo Litoral Norte de São Paulo, Carlo Cury tem realizado pesquisas sobre cerâmica de povos nativos no Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Tocantins e São Paulo, além de alguns países da América do Sul e Central, visitando museus de arqueologia, institutos de pesquisas e aldeias indígenas.
Serviço: O Museu de Arte Sacra fica na rua Sebastião Silvestre Neves s/nº, no Centro Histórico da cidade. A visitação segue até o dia 31 de janeiro de 2017, de terça-feira a sábado, das 9h às 12h e das 14h às 17h.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Via Orla


Turismo

Jazz, Orquídeas, Teatro e Ufologia, Litoral com boas opções para o fim de semana.
Praia Martim de Sá, Caraguá. 

Tudo indica que, finalmente, deveremos ter um fim de semana de muito sol. Quem descer a serra em direção ás cidades do Litoral Norte poderá curtir uma praia, o mar e pegar aquele bronzeado. Além disso, gente, tem atrativos muito legais na região. Confira:   
Orquídeas
A Associação Orquidófila do Litoral Norte - AOLN realizará de 14 a 16 de outubro a 38ª Exposição de Orquídeas, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo de Caraguá. A exposição é um dos eventos do calendário municipal e costuma atrair turistas e moradores, pela beleza e variedade das espécies apresentadas. Estarão participando produtores e colecionadores de São José dos Campos, Pindamonhangaba, Itapecerica da Serra, Santo Antônio do Pinhal, Guarujá, Ubatuba, Ilhabela, São Sebastião e Caraguá. Serão expostos cerca de 500 vasos. Exemplares estarão a venda por preços que variam de R$ 20 a R$ 180,00. A exposição será realizada no Teatro Mario Covas, na sexta, dia 14, das 18h às 20h; sábado, 15, das 9h às 20h e domingo; 16, das 9h às 15h. O teatro fica na Av. Goiás, nº 187 – Indaiá. 
Jazz

O 4º Festival Ilhabela In Jazz já agita a ilha desde quarta-feira. O shows começam a parir das 20 horas e a entrada é franca. Uma arena montada na Praça das Bandeiras, na Vila – Centro histórico da cidade, recebe nesta quinta,  às 20h – Vento em Madeira (com participação de Mônica Salmaso); 21h30 – Raul de Souza Quinteto; e, as 23h – Stanley Jordan Trio. Na sexta tem 20h – Ricardo Herz Trio; 21h30 – Mônica Salmaso + Sujeito a Guincho; e, às 23h – Richard Bona Mandekan Cubano. No sábado: 20h – Nelson Ayres Big Band 21h30 – Vanessa Moreno &FíMaróstica; e, às 23h – Hamilton de Holanda e o Baile do Almeidinha, com participação especial do cantor Ed Motta.

Teatro 

Em Caraguá, começa nesta sexta-feira, o 10º Litoral Encena – Mostra Nacional de Teatro de Rua, Teatro de Bonecos, Circo e Dança de Caraguatatuba. A abertura oficial contará com um grande cortejo que sairá às 20h da Praça Diógenes Ribeiro de Lima (antiga Praça da Setur) e percorerrá as principais ruas do Centro de Caraguá com destino à Praça Dr. Cândido Motta.
O cortejo será acompanhado pelos Bonecos Gigantes da Mantiqueira, de Caçapava, da FAMCAL – Fanfarra Municipal Comunidade Alaor (da EMEF Professor Alaor Xavier Junqueira, do bairro Travessão) e da Banda Municipal Carlos Gomes. Logo após a cerimônia de abertura, às 21h, o público poderá prestigiar a primeira apresentação da mostra: “Belelê Balaio”, da renomada Cia. Teatral de 4 no Ato, do Rio de Janeiro.
A peça conta a história de Maria Muxibenta, que quer casar suas três filhas: Maria com Graça, Maria sem Graça e a Virgem Maria. Para isso, além de bonitos, os pretendentes precisam ser muito ricos. E daí começa uma grande confusão. É dessa maneira que essa comédia em cordel baseada na obra do folclorista Câmara Cascudo encanta e arranca risadas do público de todas as idades. A classificação é livre.

FET – Festival Estudantil de Teatro

Os espetáculos do 9º FET – Festival Estudantil de Teatro, de Caraguá, também integram a programação do Litoral Encena.Entre os dias 17 e 21/10, o público poderá prestigiar as peças “Cordéis”, da Cia. Liber Patter; “[Entre]”, do grupo Teatro Laboratório Fêgo Camargo; “Anjo Negro”, do grupo Filosofia de Coxia; e “Meu pé de laranja lima”, do Grupo de Teatro JN.

 Confira abaixo a programação do fim de semana do 10º Litoral Encena em Caraguatatuba:

Dia 14/10 – Sexta: 20h – Grande cortejo pelas ruas de Caraguá; 20h30 – Abertura Solene Praça Dr. Cândido Motta; 21h – Belelê Balaio Praça Dr. Cândido Motta
Dia 15/10 – Sábado: 15h – Guerra Santa, Praça Dr. Cândido Motta; 21h – Peripécias sem fim de Bibelô, Florisbina e Pirulin, Praça Dr. Cândido Motta
Dia 16/10 – Domingo: 21h – Um dia de Pic e Nic, Praça Dr. Cândido Motta

Ufologia

No sábado, dia 15, em São Sebastião – SP, a Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas (BURN) e a Prefeitura de São Sebastião (SP), realizam o “1º Encontro Ufológico de São Sebastião”. O evento, livre para todas as idades, tem como objetivo levar à população de São Sebastião e cidades vizinhas a realidade do estudo dos Objetos Voadores Não Identificados, os famosos OVNIs.
As palestras abordarão a ufologia de forma objetiva, com foco em casuística e abordagem científica do fenômeno OVNI, proporcionando aso participantes embasamento suficiente para ao final do dia terem a certeza de que o fenômeno OVNI é indiscutivelmente, físico, real e reconhecido pelas forças armadas brasileiras. O evento acontece das 14 às 18 horas no  Teatro Municipal de São Sebastião, com entrada franca, os organizadores pedem um quilo de arroz ou feijão que será doado as entidades assistenciais.

Palestras:

Tema: O que é Ufologia?

Palestrante: Josef David Simão do Prado. Quem é: Pesquisador de ufologia desde 1998, fundador e atual Presidente da Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas (BURN). Responsável pelo site www.portalburn.com.br e pelo canal PortalBURN no YouTube. Com mais de 20 anos de experiência da área de TI, hoje atuando como Analista de Segurança da Informação, utiliza seus conhecimentos de Tecnologia da Informação para realizar análises levar a ufologia de forma descomplicada para a população. Participou de vários programas de televisão e rádio, bem como palestras, eventos e congressos ufológicos. Como pesquisador, adota a linha científica de investigação do fenômeno OVNI.

Tema: OVNIs em ação no Litoral Paulista

O litoral paulista, incluindo a região de São Sebastião, é rico na casuítica ufológica. Conheça os casos mais famosos e outros nem tanto. Você sabia que um OVNI explodiu na região de Ubatuba na década de 50? A equipe BURN recebeu do filho de um ex-militar fragmentos que podem ter sido deste OVNI, e você vai conhecer os detalhes!

Palestrante: Edison Boaventura Jr. Quem é: Pesquisador há 33 anos, fundador e atual presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá e diretor de pesquisa de campo da BURN. Possui diversos trabalhos publicados em livros, revistas, jornais e periódicos de vários países. Realizou e participou de vários congressos nacionais e internacionais, participando também de vários programas de televisão e rádio. Apresenta o programa “Enigmas e Mistérios em 11 Minutos” no Youtube. Como pesquisador adota a linha científica de investigação, tendo investigado centenas de casos de abdução, pousos e contatos com OVNIS, principalmente no Litoral Paulista. Participou intensamente da investigação do “Caso Varginha”, em Minas Gerais. Viajou para vários países para investigar o fenômeno, como por exemplo, Egito, Grécia, Turquia, Israel, Inglaterra, França, México, Peru, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai, Emirados Árabes e Japão. Atualmente vem desenvolvendo levantamentos sobre a atuação de militares brasileiros em pesquisas relacionadas com o Fenômeno OVNI. É o pesquisador brasileiro que possui a maior quantidade de documentos oficiais sobre este assunto.

Tema: Arte Ufológica, montagens e fraudes

Diariamente fotos e videos intrigantes surgem na Internet, mas quais desses são obras e arte e quais são fraudes? Qual a diferença entre essas duas criações? Nesta palestra serão apresentados uma serie de trabalhos de arte inspirados na ufologia e discutido os limites da criação num mundo onde muitas vezes, nada é o que parece ser. De Orson Wells aos tempos dos supercomputadores, veremos que não existem limites para a credulidade humana, a síndrome do agente Mulder: “Eu quero acreditar”

Palestrante: Philipe Kling David. Quem é: Artista multidisciplinar que trabalha na indústria de publicidade e entretenimento. Formado em Psicologia com mais de 20 anos de experiência em design. Ele trabalhou com desenvolvimento de arte para jogos de PC, Playstation e Xbox, além de miniaturas e jogos de mesa, também fazendo ilustração para a publicidade, educação e pesquisas ergonômicas para clientes no Brasil e no exterior. Philipe K. David é conhecido principalmente por seu uso extensivo de trabalho hiper-media em seu website, Mundo Gump alternando entre a fotografia, literatura, pintura, escultura e vídeo. Ele tem feito demonstrações ao vivo, palestras e reuniões on-line para falar sobre seu trabalho e dar tutoriais na Internet.

Esporte

Em Caraguá, no Massaguaçu, acontece no sábado, a partir das 20 horas, a 5ª Etapa da Corrida e Caminhada Adrena Run. Ao todo, 750 atletas se inscreveram para a 5ª etapa. A corrida terá percursos de 12 Km e 6 Km de distância no Massaguaçu, além da prova kids e 3 km de caminhada. Atletas de ambos os sexos disputam nas categorias 16 a 19 anos, 20 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 49 anos, 50 a 59 anos e acima de 60 anos. As crianças e jovens competem nas categorias 1 a 3 anos, 4 a 7 anos, 8 a 10 anos, 11 a 13 anos e de 14 a 15 anos, com trajetos de 50m, 100m, 300m, 500m e 800m, respectivamente. O percurso da caminhada é composto por 3 Km de distância.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Via Orla

Cinema

     O sucesso do jovem cineasta caraguatatubense

 
Vinícius Silva. 
O site Assiste Brasil incluiu o curta metragem do caraguatatubense Vinícius Silva, de 25 anos, entre os dez mais importantes filmes que discutem o racismo no Brasil. O curta chama-se “Deus” e foi produzido como Trabalho de Conclusão de Curso(TCC) de Cinema, da Universidade Federal de Pelotas(RS) contando ainda com as participações de Débora Mitie(fotografia) e Huli Bálasze(montagem). O curta tem sido elogiado por inúmeros sites e revistas especializados em cinema e artes visuais.

Antes de falar do filme, tenho que falar do Vinícius. Filho de família humilde, sua mãe foi cuidadora do seu Carlos, pai do prefeito Antonio Carlos e, trabalhou comigo na Secretaria de Comunicação de Caraguá, antes de entrar na Universidade Federal de Pelotas (RS), onde foi cursar cinema. O sucesso de Vinicius me deixa muito orgulhoso. Vinícius foi aluno de escola pública e chegou a universidade após obter nota alta no Sisu(Sistema de Seleção Unificada). Vinícius é o primeiro membro da família prestes a completar o curso superior.

Pelas redes sociais ele me informava como andava as coisas na universidade e, principalmente, do curta metragem que iria produzir. Havia prometido para ele que iria escrever sobre o assunto no blog. E, faço isso hoje com muito orgulho. É claro, aproveitando algumas de suas entrevistas já publicadas.
O curta Deus foi inspirado na música Mãe, do cantor Emicida,especialmente, no trecho da letra que diz: "Desafia, vai dar mó treta quando disser que vi Deus. Ele era uma mulher preta". 


"Deus". 

É isso mesmo. No filme, Deus é uma mulher negra, da periferia. Vinícius adaptou o roteiro na realidade que viveu na infância e parte da adolescência na capital paulista e se inspirou no dia a dia de uma de suas tias. Roseli, a protagonista, trabalha em uma empresa de mangueiras e mora com o filho Breno na Cohab, no bairro de Arthur Alvim, zona leste da cidade de São Paulo. Sua rotina lavando roupas, buscando o menino na escola e assistindo Faustão no domingo à noite desperta no espectador um longo renque de reflexões acerca da consciência social quando deságua na arte.

Com um olhar cuidadoso e tão próximo que Vinícius narra a vida da própria tia, que, de cara, topou o convite para ser retratada. "As cenas eram gravadas de acordo com o que foi investigado no dia a dia da família, como acordar às 4h para limpar a casa", justifica Vinícius. "Eu morava em frente a uma praça onde brincávamos e, do nada, tínhamos de correr, pois começava um tiroteio por conta de acertos entre os bandidos da área", relembra.

As questões de classe e gênero abordadas no filme surgiram naturalmente. "Ser negro e de periferia não permite que eu faça só cinema sem me importar com alguma questão social. Não sou contra quem faz arte pela arte, eu só não consigo", detalha o jovem cineasta. "Temos de quebrar estereótipos que são criados pela mídia e até mesmo pelo cinema de arte, que por muitas vezes representa a vida das mulheres periféricas num puro sofrimento. Mas a vida na periferia não é só sofrimento", pontua Vinícius. "DEUS não é um filme sobre sofrimento. Ele é duro, mas tem momentos felizes", finaliza o diretor.

Segundo Vinícius o cinema veio como opção para fazer algo transformador. "Parte da minha educação veio do hip-hop. O rap orientou muito meu estilo de vida. Só que eu não tinha aptidão pra fazer rap, mas tinha com audiovisual", conta. A decisão de fazer o curta foi o momento em que ele escutou "Mãe", do último disco do rapper Emicida, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa... (2015). Uma breve apresentação do projeto chegou até a produtora do músico, que prontamente liberou a faixa para servir de trilha sonora para DEUS.


Segundo ele, com a grana curta e os equipamentos cedidos pela faculdade, o jeito foi pensar numa maneira de viabilizar o curta-metragem. A equipe lançou um financiamento coletivo pelas redes sociais para arrecadar cerca de R$ 15 mil.  Segundo ele, não foi nada fácil. "Estamos pagando parcelas até hoje. Essa grana seria uma forma de tentar ser mais profissional, trabalhar e, no mínimo, não ter prejuízo.". Valeu Vinícius. Assista ao vídeo https://www.youtube.com/watch?v=dVXAhSKNfo4

Cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Vale e Litoral Norte, segundo IBGE

  A cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Litoral Norte Paulista e Vale do Paraíba entre 2010 e 2022, se...