sábado, 30 de junho de 2018

De volta ao mar

De volta ao mar

Blitz da Polícia Ambiental “salva” 20 toneladas de peixes
Por Salim Burihan
Na operação conjunta realizada ontem, quinta (28¨), em Ilhabela, pela Polícia Ambiental, IBAMA, Defesa Civil e Parque Estadual da ilha, que teve como objetivo o combate à pesca irregular e predatória, um detalhe importante acabou passando despercebido.
Confira o vídeo da soltura dos peixes:
Tocador de vídeo
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Trata-se da soltura de cerca de 20 toneladas de peixes. O pescado estava recolhido, ainda dentro da água, em um cerco feito pela tripulação do barco Paulo Vitor.
A modalidade de cerco permite a soltura. A atitude da Polícia Ambiental, além de evitar um prejuízo maior a fauna marinha, colaborou e muito para a preservação da espécie.
Quando a fiscalização chegou, os tripulantes faziam a puxada da rede. Os tripulantes foram orientados para abrir o cerco, ou seja, soltar os peixes capturados ilegalmente em área de preservação.
Os peixes retornaram livres ao mar. Foi uma medida muito legal adotada pela fiscalização. Caso o pescado capturado no cerco fosse levado para dentro da embarcação, as multas aplicadas seriam muito maiores.
Durante a abordagem feita nas duas embarcações foram  constatadas diversas irregularidades, como falta de carteira de pescador dos tripulantes, licença e registro de pesca para a embarcação ser engajada nesta atividade, além da proibição de tal prática no local.
As duas embarcações foram apreendidas, ambas registradas no estado do RJ, e duas redes de cerco, utilizadas no crime ambiental.
Embarcações apreendidas pela Polícia Ambiental
Na embarcação “Paulo Vitor” havia uma tonelada de “Tainha”, e os 13 pescadores a bordo foram autuados em R$ 41.400,00 cada.
Na embarcação “Elionai” foi encontrado 500 quilos de pescado. Principalmente, de peixes “Galo” e Espada”.
Todos os 12 pescadores a bordo foram autuados em R$ 21.400,00 cada, totalizando R$ 795.000,00 em multas.
Todos os infratores são de Angra dos Reis/RJ e responderão em liberdade pelo crime ambiental.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone (12)3842-0123

Autoridades monitoram festas funk pelas redes sociais

Caraguatatuba  Polícia

Autoridades “monitoram” festas funk nas redes sociais

Aguilar Júnior se reuniu esta semana com representantes das polícias civil e militar para definir estratégias para reduzir a violência na cidade
Por Salim Burihan
A Prefeitura, bem como, a polícia local, vem utilizado as redes sociais para acompanhar e coibir a realização de “fluxos, rolezinho ou festas funk” na cidade.
Esse monitoramento teria sido iniciado a partir do dia 3 de junho, quando três jovens foram baleados durante uma festa na Praia do Camaroeiro. Os jovens tinha idades entre 15 e 18 anos. O autor dos disparos, segundo consta, continua foragido.
Essa iniciativa fez com que um encontro de jovens programado no bairro do Morro do Algodão fosse cancelado duas semanas atrás.
Através do monitoramento no Facebook e whatsaap, as autoridades ficam sabendo onde e quando serão promovidas as festas funk, se antecipam e inviabilizam o encontro.
Além da polícia, também são acionados, representantes do conselho tutelar, a fiscalização da prefeitura e agentes de trânsito.
Esse monitoramento, segundo o prefeito Aguilar Júnior, tem dado bom resultado. Aguilar Júnior comentou sobre o assunto, em recente reunião com empresários e comerciantes, na sede da ACE(Associação Comercial e Empresarial) de Caraguá.
Aguilar Júnior disse, na ocasião, que a prefeitura tentou colaborar com os jovens, oferecendo palco, música e segurança, para uma reunião dos jovens no espaço do museu, no centro, mas, segundo ele, apenas 50 jovens compareceram.
A prefeitura e a polícia querem coibir o tráfico de drogas e a venda de bebidas alcóolicas à menores de idade.
+ Segurança
Aguilar Júnior esteve reunido na última quinta (28), com secretários, vereadores e representantes das polícias civil e militar. O objetivo do encontro foi estabelecer estratégias para o combate à violência no município.
Delegado seccional Múcio Mattos Monteiro Alvarenga fala durante reunião entre autoridades e o prefeito Aguilar Júnior Fotos-PMC
Segundo ele, “apesar de os índices apontarem uma queda na violência, temos cobrado insistentemente do Estado ações que derrubem ainda mais as estatísticas”.
Para o prefeito, “está faltando ao Estado olhar de forma diferente para o Litoral Norte no que diz respeito à Segurança”.
Aguilar Júnior tem feito a parte dele, investindo em atividade delegada, monitoramento, iluminação pública e oferecendo esportes e cultura aos jovens. O maior problema da cidade seria o efetivo policial, que não tem sido ampliado a cerca de 15 anos.
Presente à reunião, o delegado seccional de polícia do Litoral Norte, Múcio Mattos Monteiro Alvarenga, falou sobre a necessidade de estratégias e da união de todas as forças.
“Segurança não é uma coisa que se busca sozinho. A busca pelas soluções devem ser por meio de ações conjuntas”, comentou Múcio.
Também presente, o Capitão da Polícia Militar, Luiz Fernando Oliveira (Comandante da 2ª Companhia de Caraguatatuba), colocou-se à disposição das autoridades, para o trabalho conjunto.
A assessoria de imprensa da Prefeitura disse que nenhuma ação específica teria sido abordada no encontro, principalmente, com relação ao combate as  festas funk. Segundo a assessoria, a reunião serviu apenas para uma maior integração entre o prefeito e as autoridades civis e militares.

Comunidade Caiçara quer energia elétrica

Comunidade caiçara vive há décadas sem energia elétrica

Comunidade caiçara cobra da prefeitura a instalação de energia elétrica
Por Salim Burihan
É difícil de acreditar, mas é verdade. Existe uma comunidade de caiçaras, muito tradicional em Ubatuba, que até hoje, vive sem energia elétrica.
Imaginem as dificuldades das 30 famílias que vivem no local.  Para manter seus alimentos, dependem da compra de gelo e do isopor. Para ter iluminação, usam velas e lampião a gás.
Os veranistas que possuem casa no local, não sentem tanto os problemas, pois usam geradores e placas de energia solar para garantir a eletricidade e o funcionamento de geladeiras, televisores e até o ar condicionado.
E, tem um detalhe interessante, a menos de 1 quilômetro dessa comunidade, a energia elétrica é abundante em condomínios fechados e super valorizados da Praia da Lagoinha..
A comunidade caiçara procurou o Tamoios News para mostrar o seu drama e é claro, cobrar da prefeitura a instalação de energia elétrica no local.
E, vejam, vocês, o pedido de colaboração, veio através das redes sociais. Uma mensagem, encaminhada pelo Facebook, chegou em nossa redação.
A caiçara Dara Oliveira, nascida e criada no local, reuniu a família em seu post, tipo, “A Ubatuba que eu quero”, para demonstrar toda a sua indignação pela falta de atitude por parte das autoridades locais, cobrando a instalação de energia elétrica no local.
Também, através das redes sociais, a veranista Thais Galbiati, enviou informações sobre os problemas enfrentados pelos caiçaras e moradores da Praia do Peres.
Reivindicação
A comunidade que vive na Praia do Peres, na região Sul de Ubatuba, está cobrando da prefeitura a instalação de energia elétrica no local. Parece mentira, mas não é. Uma comunidade, no estado mais rico da União, até hoje sem contar com energia elétrica.
A reivindicação dos caiçaras é reforçada por veranistas e turistas, que frequentam o local, que possui uma das praias mais belas da cidade.
A comunidade caiçara, que vive na Praia do Peres, há décadas, não conta também com coleta de lixo e manutenção da trilha que dá acesso ao local.
A Praia do Peres fica a 26 quilômetros do centro da cidade e 800 metros da Praia da Lagoinha. O acesso ao Peres é feito de barco ou por uma trilha, que também não conta com a manutenção da prefeitura há muito tempo.
Inconformados coma situação, caiçaras e moradores, querem providências por parte das autoridades locais.
A caiçara Dalva Oliveira, nascida e criada no local, enviou um post pelas redes sociais, reunindo toda a família, para mostrar toda a sua indignação com a falta de energia elétrica no Peres.
Segundo a veranista Thais Galbiati, vivem no local cerca de 30 famílias e a maior prioridade, no momento, é a instalação de energia elétrica.
“O último poste de energia elétrica fica a 800 metros de distância, na Lagoinha. O prolongamento da fiação poderia solucionar o problema dos moradores”, disse Thais.
A situação é bem complicada para as famílias de caiçaras. Para manter os alimentos utilizam isopor com gelo, que é comprado na Praia da Lagoinha. Para iluminar a casa, usam velas e lampião a gás.
A maioria dos veranistas utiliza geradores a diesel para garantir a energia e o funcionamento de geladeiras, eletrodomésticos e televisão. Alguns deles, garantem a energia através placas de energia solar.
Prefeitura-A Prefeitura informou que profissionais da Secretaria Municipal de Serviços de Infraestrutura Pública farão uma visita técnica ao local na próxima semana. Segundo a prefeitura, a proposta é incluir a comunidade no programa federal “Luz para Todos”.

Cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Vale e Litoral Norte, segundo IBGE

  A cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Litoral Norte Paulista e Vale do Paraíba entre 2010 e 2022, se...