Gente Nossa
Itamaraty
Sérgio Danese é Secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores
Aproveito a participação do “nosso”
embaixador Sérgio Danese no caso da polêmica execução do brasileiro Rodrigo Gularte,
ocorrido ontem, terça-feira (28), na Indonésia, para comentar que estamos muito
felizes de vê-lo ocupando o cargo de secretário-geral do Ministério das
Relações Exteriores. Danese assumiu o cargo no início do ano, indicado pela
presidente Dilma. O embaixador possui parentes, em Caraguá e, também, em Ilhabela.
Como representante maior da diplomacia brasileira ele afirmou que a notícia do
fuzilamento de Gularte foi recebida pelas autoridades brasileiras com “profunda
consternação”.
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| Sérgio diplomata e escritor |
Sérgio tem mais de 35 anos de
carreira. Trabalhou nas embaixadas do México, França (Paris) e Argentina (Buenos
Ayres). Ele é casado com Angela e tem dois filhos: Marcos e Lucas. Além de
atuar na diplomacia também é escritor. A Sombra do Meio dia, A Escola da Liderança e A História
Verdadeira do Pássaro-dodô são alguns de seus livros. Assim como seu irmão
Márcio, Sérgio também curte carros antigos: ele tem uma Mercedes, se não me
falha a memória, ano 78, que sempre lhe acompanhou nas embaixadas onde
trabalhou.
No caso da execução de Rodrigo Gularte, ontem, na
Indonésia, foi Sérgio quem divulgou a nota onde a presidente Dilma considerou “um
fato grave na relação entre os dois países” o fuzilamento do brasileiro.
Sérgio, também, em nome de Dilma, manifestou pesar e prestou solidariedade à
família de Rodrigo Gularte. Ainda de acordo com a nota, para o governo, o fato
aumenta a disposição do Brasil em defender a abolição da pena de morte nos
organismos internacionais.
O corpo de Rodrigo Gularte, de 42 anos, será
enterrado no Brasil. Anteriormente, a intenção da família era cremar o corpo.
Ele foi preso em 2004, em Jacarta, capital da Indonésia, tentando entrar no
país com 6 quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe e condenado à pena
de morte em 2005.
“A execução
de um segundo cidadão brasileiro na Indonésia, após o fuzilamento de Marco
Archer Cardoso Moreira, em 18 de janeiro deste ano, constitui fato grave no
âmbito das relações entre os dois países e fortalece a disposição brasileira de
levar adiante, nos organismos internacionais de direitos humanos, os esforços
pela abolição da pena capital”, conclui a nota.
Segundo Danese, há uma preocupação do governo
brasileiro em conversar com a Indonésia, de modo a evitar que esse tipo de
execução volte a ocorrer. O Brasil também buscará convencer os países que têm
pena de morte que não a apliquem mais.
“Vamos especialmente dirigir esforços nesse âmbito
multilateral e no trabalho de convencimento dos países que ainda aplicam a pena
capital, para que ela possa ser paulatinamente abolida. Há um grande esforço
para que os países decretem, pelo menos, moratórias na aplicação da pena
capital. Ainda que não alterem seus regimes jurídicos, que mais adiante possam
chegar nessa situação ideal da abolição da pena capital", concluiu o
diplomata.
Hollywood
Dr.
Rey nasceu, em Ilhabela, filho de gente muito humilde. Adotado por americanos,
ficou famoso e milionário.
A
vida de Robert Rey, também conhecido como “Dr. Hollywood”, não foi tão fácil
como muitos imaginam. Ele nasceu em Ilhabela, em 1º de outubro de 1961, filho
de uma empregada doméstica. Na ilha teve uma infância muito complicada. Com 12
anos de idade já tinha duas passagens pela polícia, uma delas por roubar uma
loja. A vida de Robert começou a mudar quando seus pais resolveram entregar ele
e mais três irmãos para comunidade religiosa mórmon, através de um
norte-americano. Em entrevista concedida há alguns anos, Robert falou como era
sua vida: “Na minha casa, no Brasil, era tudo muito ruim. Enquanto a maioria
das crianças vai dormir com músicas de criança, eu dormia com meus pais
gritando à noite. O meu último ato em terra brasileira foi roubar uma loja, ali
mesmo na Lapa. Aos 11 anos, eu fazia parte de um grupinho de marginais,
moleques. Se tivesse ficado no Brasil, estaria na cadeia. Graças a Deus e a
essa gente, acabei nos Estados Unidos, onde não faltava comida, não tinha
sujeira nem gritaria. Não era minha família, era um monte de gente estranha,
mas era muito, muito melhor do que a situação em que eu estava antes”.
Realmente,
nos EUA, sua vida mudou para muito melhor. Adotado pelo por uma comunidade
religiosa mórmon e depois pelo engenheiro Robert Miguel Rey, fez boas
faculdades, formou-se médico e passou a ficar milionário e famoso em sua
clínica de cirurgia plástica. Virou apresentador de sucesso na TV norte
americana como Dr. Hollywood, programa retransmitido no Brasil. Veio para o
Brasil em 2008 com o objetivo de reencontrar
seu pai e fazer cirurgias gratuitas em pacientes pobres. Tudo foi filmado pelas
câmeras do seu ‘reality show’. O que deu material suficiente para um episódio
inteiro do programa. Voltou ao Brasil em 2010, e após saber que o pai foi enterrado
em uma vala como indigente. Rey mandou construir uma sepultura melhor. Mora em Beverly
Hills, em Los Angeles, na Califórnia. No ano passado, transferiu residência
para o Brasil, seu sonho: se julgava tão famoso que pretendia tornar-se Presidente da República. Ligado
a igreja evangélica, filiou-se ao partido PSC ( aquele do polêmico deputado Marco Feliciano) e concorreu a uma vaga na Câmara
Federal, mas não foi eleito. O que será que ele prepara para o futuro...



















