Esportes Radicais
Voo Livre comemora 40 anos no Brasil
Uma das maiores atrações
de Caraguá é o voo livre. Poucos sabem, mas a atividade é praticada por aqui há 38 anos. A cidade tem duas rampas, situadas no alto do Morro
do Santo Antônio, que são bastante procuradas ao longo do ano, por praticantes
de parapente e asa delta de todo o país e, até mesmo, do exterior. Temos uma
associação, a Associação Caraguatatuba de Voo Livre, das mais atuantes. Nossos
atletas estão entre os melhores do Brasil. Promovemos ao longo do ano vários
torneios, entre eles, o Fly Show, com apoio da Associação Comercial e
Empresarial de Caraguá. A assembléia legislativa esta prestes a aprovar um
projeto de lei de 2009, do então deputado Mozzart Russomano, que reconhece a
cidade como a “Capital do Voo Livre no Estado de São Paulo”.
O voo livre teria começado a ser praticado em Caraguá por volta de 1976. Os nossos primeiros "voadores" foram um japonês, de sobrenome Yutaka e, um rapaz conhecido como Felipe, ambos de São José dos Campos. No final da década de 70, voadores de São José dos Campos e Atibaia, utilizavam o morro do Santo Antônio para praticar a atividade. O primeiro "voador" de Caraguá, teria sido o caiçara Caco, hoje, proprietário de uma marina no Camaroeiro. O pessoal utilizava o Morro do Santo Antônio para pular de asa delta. O voo era feito nas proximidades da primeira estátua de Santo Antônio, que ficava mais abaixo e a esquerda da atual. Com o passar dos anos e o aumento do número de praticantes, foram feitas as duas rampas: norte e sul. O paraglider chegou em Caraguá em 1992 pelo voador José Mário de Souza. Ele, que voava de asa delta deste 1986, esteve no Rio de Janeiro, fez um curso e comprou o equipamento para usar em Caraguá. Zá Mário, inclusive, representa Caraguá e o Brasil em vários eventos de voo-livre no exterior. Tenho notado, que a cada dia que passa a asa delta tem perdido espaço para o parapente ou paraglider. Deve ser pela facilidade de transporte ou custo do equipamento, não sei...Também, não tenho idéia do número de praticantes de voo-livre aqui em Caraguá. Nos fins de semana, feriados prolongados e temporada de verão, vejo dezenas de paragliders colorindo o céu de nossa cidade...Nunca tive coragem de voar...Já vi prefeito, padre e muitos comerciantes e amigos, saltarem lá de cima...Deve ser um emoção das mais incríveis...Sei que a decolagem é feita a cerca de 360 metros de altura e, que o voo dura cerca de 20 minutos, até o pouso seguro nas areias da praia central...É preciso ter muita coragem...
O voo livre teria começado a ser praticado em Caraguá por volta de 1976. Os nossos primeiros "voadores" foram um japonês, de sobrenome Yutaka e, um rapaz conhecido como Felipe, ambos de São José dos Campos. No final da década de 70, voadores de São José dos Campos e Atibaia, utilizavam o morro do Santo Antônio para praticar a atividade. O primeiro "voador" de Caraguá, teria sido o caiçara Caco, hoje, proprietário de uma marina no Camaroeiro. O pessoal utilizava o Morro do Santo Antônio para pular de asa delta. O voo era feito nas proximidades da primeira estátua de Santo Antônio, que ficava mais abaixo e a esquerda da atual. Com o passar dos anos e o aumento do número de praticantes, foram feitas as duas rampas: norte e sul. O paraglider chegou em Caraguá em 1992 pelo voador José Mário de Souza. Ele, que voava de asa delta deste 1986, esteve no Rio de Janeiro, fez um curso e comprou o equipamento para usar em Caraguá. Zá Mário, inclusive, representa Caraguá e o Brasil em vários eventos de voo-livre no exterior. Tenho notado, que a cada dia que passa a asa delta tem perdido espaço para o parapente ou paraglider. Deve ser pela facilidade de transporte ou custo do equipamento, não sei...Também, não tenho idéia do número de praticantes de voo-livre aqui em Caraguá. Nos fins de semana, feriados prolongados e temporada de verão, vejo dezenas de paragliders colorindo o céu de nossa cidade...Nunca tive coragem de voar...Já vi prefeito, padre e muitos comerciantes e amigos, saltarem lá de cima...Deve ser um emoção das mais incríveis...Sei que a decolagem é feita a cerca de 360 metros de altura e, que o voo dura cerca de 20 minutos, até o pouso seguro nas areias da praia central...É preciso ter muita coragem...
Como essa
modalidade cresce a cada dia, a prefeitura,
através da Secretaria de Turismo e a Associação Caraguatatuba de Voo Livre, se uniram
para regularizar a atividade em nossa cidade. A preocupação maior é com a
atividade do vôo duplo comercial, aquela em que o turista ou veranista, paga
para voar e ter o vôo registrado em vídeo ou fotos. Cinco pessoas exploram essa
atividade aqui em Caraguá, de maneira ainda amadora. Só para ter uma idéia, no Rio de Janeiro, essa atividade é das mais lucrativas, pois apenas nos fins de semana mais de 800 pessoas participam do voo-duplo. Acontece que inúmeras
outras pessoas e até mesmo agências de fora da cidade também exploram essa
atividade por aqui, de maneira clandestina. A prefeitura quer regularizar
essa atividade, juntamente, com a associação local e também, com assessoria da
ABLV(Associação Brasileira de Voo Livre e da ABP(Associação Brasileira de
Parapente). A associação de Caraguá conseguiu a cópia de um projeto de lei, que
regularizou a atividade(vôo duplo) no Rio de Janeiro. A Prefeitura pensa em fazer o mesmo
por aqui. A idéia é simples: as pessoas que realizam o vôo duplo se regularizam,
pagam uma taxa para a prefeitura(que pode ser revertida para a própria entidade,
fazer a manutenção das rampas ou da área de pouso ou promover eventos) e a atividade será fiscalizadas pela associação( documento para
exercer a atividade e condições dos equipamentos). O importante é que a coisa
está bem encaminhada e conta ainda com o apoio da Associação Comercial e
Empresarial da nossa cidade, cujo presidente, o Roberto das Mercês, tem dedicado
todo apoio a atividade, também considerando –a uma das maiores atrações da
cidade.
Existe preocupação com a pratica da atividade na Praia Martim de Sá. O pessoal salta do Morro do Farol(que fica entre a Prainha e a Martim) e pousa na areia da Martim, oferecendo riscos aos banhistas. Já teve parapente enroscado em coqueiros e, até mesmo, pousos sobre banhistas, sem que ninguém tenha se machucado. O voo de parapente na Martim é preocupante. A associação de Caraguá afirma que é proibido fazer isso lá.
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| Risco aos banhistas na praia Martim de Sá. |
Existe preocupação com a pratica da atividade na Praia Martim de Sá. O pessoal salta do Morro do Farol(que fica entre a Prainha e a Martim) e pousa na areia da Martim, oferecendo riscos aos banhistas. Já teve parapente enroscado em coqueiros e, até mesmo, pousos sobre banhistas, sem que ninguém tenha se machucado. O voo de parapente na Martim é preocupante. A associação de Caraguá afirma que é proibido fazer isso lá.
Na TV
Comentei tudo isso para
lembrar que o vôo livre comemora neste mês 40 anos no Brasil. Em Caraguá a atividade é praticada há 38 anos. Um programa de TV
no Canal Off, o “ A História do Voo Livre”, um especial com dez
episódios foi produzido para comemorar a
data. O primeiro episódio foi ao ar no último dia 20. O diretor do programa
Ricardo Joppert entrevistou mais de 80
pessoas envolvidas com asa delta, parapente e vôo duplo. Foram feitas filmagens
no Rio de Janeiro, Governador Valadares, Brasília, Pico Agudo e Serra da Bocaina.
Nos episódios, que vão ao ar todas as
quintas feiras, as 21 horas, com reprises as sextas feiras as 01:00; aos sábados as 08:30 e
15:30; e , aos domingos, as 22 horas; as segundas as 14:30 ; terça-feira, as 7
horas e 18:30; e as quartas-feiras as 12:30 e 03:00, teremos histórias de
vários pilotos como Pepê, Beto Dourado e Paulinho Platino. .
No Brasil
Segundo informações obtidas no
site da ABVL(Associação Brasileira de Voo Livre) o voo livre chegou ao Brasil
através do francês Stephan Dunoyer de Segonzac que realizou a primeira
decolagem de asa delta no Rio de Janeiro em 1974, segundo consta, feito de um
local entre a Pedra Bonita e a Agulhinha, possivelmente do local onde é hoje a
rampa de São Conrado. O voo foi filmado e está disponível online no youtube.
O voo de Stephan despertou a atenção de muitas pessoas e logo surgiram os
primeiros interessados em aprender a arte de voar. Luiz Cláudio Mattos foi o primeiro piloto
brasileiro de asa delta, ainda em 1974. Já, o parapente, foi logo trazido ao
Brasil, por François Knebel e seu amigo,
Jerome Saunier, em 1987, Os primeiros voos de parapente foram feitos na pedra Bonita, no Rio de Janeiro. Jerome ainda
mora no Brasil, em Canoa Quebrada, e voa até hoje. Os primeiros pilotos
brasileiros de parapente foram Ruy Marra, Bruno Menescal, Daniel Schmidt, Luiz
Otávio Menezes Filho, Patrick Bredel, Antônio Lage e Andréa Lima Duarte.
O primeiro campeonato brasileiro
de vôo livre aconteceu em novembro de 1975. Em Dezembro de 76, foi fundada a
Associação Brasileira de Vôo Livre (ABVL). Uma das conquistas mais importantes foi
o título de campeão mundial de asa delta conquistado por Pepê, o eterno menino
do Rio, no Japão em 1981. Pedro Paulo Guise Carneiro Lopes era um exímio
esportista, além deste título, Pepê conquistou o sexto lugar no Pipe Masters no
Havaí e campeão carioca de hipismo. O atleta faleceu em 1991 também no Japão
onde tentava o bicampeonato de asa delta, quando sofreu um acidente fatal. O 1°
Campeonato Brasileiro de Parapente foi realizado em 1989 na rampa da Serra do
Vulcão, em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e teve como campeão o piloto Bruno
Menescal. Em 1991, o Brasil recebeu um Campeonato Mundial de asa delta pela
primeira vez, na cidade de Governador Valadares em Minas Gerais. O campeão Suchanek Tomas da Tchecoeslováquia,
seguido pelos brasileiros Pepê, que conquistou o segundo lugar, e Coelho Paulo,
que ficou em terceiro. Em 1999, nossa equipe de asa delta sobe novamente ao
lugar mais alto do pódium mundial, agora conquistando o título de Campeão
Mundial por equipes na Itália, quando os brasileiros André Wolf e Pedro Matos
conquistaram o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Os brasileiros
também foram pioneiros em uma grande façanha: pela primeira vez na história 3
pilotos quebraram o recorde mundial de distância voando juntos 461,8 km
partindo da cidade de Quixadá, no Ceará, em 2008. Kamira Pereira, em 2009
também conquistou o recorde mundial feminino de distância voando 324,7 km
partindo da mesma cidade. No dia 15 de outubro de 2013, o piloto Eduardo
Fernandes, o Dudu DF, quebrou o recorde sul-americano de distância em asa delta
voando 576 km a partir de Tacima na Paraíba. Fonte: ABVL(Associação Brasileira
de Voo Livre).




