Mídia
Jornal Imprensa Livre parou de circular
O Imprensa Livre completou 28 anos de
existência. Lembro quando o Marjan e o Lourival estiveram reunidos comigo em
Caraguá para conversarmos sobre a transformação do jornal em um diário regional.
Até aquela época o jornal circulava uma vez por semana. Os dois foram
responsáveis pelo lançamento diário do Imprensa Livre. Eu entendia que o
mercado publicitário não colaboraria para cobrir os custos do jornal. Hoje,
então, com a internet, a situação ficou muito mais difícil. Em agosto do ano
passado o Cláudio do Prado esteve no Restaurante Valentin. Conversamos sobre o
futuro do jornal e sobre os desafios que iria enfrentar. Cláudio chegou com uma
visão moderna e cheio de expectativas. O problema, parece, que é falta de
dinheiro. A última edição impressa do jornal foi lançada no dia 14 de março e, até agora, nenhuma outra edição foi lançada.
O jornal poderia se manter na
internet, com um edição virtual. Tudo indica que esse pode ser um futuro
promissor para o Imprensa Livre, mas até mesmo, a edição virtual foi suspensa.
Acho que os empresários do jornal, Emídio Mendes e seu filho André, não estão
conseguindo recuperar os investimentos feitos no jornal e, diante da crise, que
enfrentamos, estariam com muitas dificuldades para manter o Imprensa Livre.
Comenta-se, ainda, que o pessoal da redação estaria em greve. Pode ser que
diante da dificuldade financeira o jornal deixou de pagar seus funcionários. Tá
difícil...
Mídia II
Ana Maria Braga batiza neta em Capela de Barra do
Sahy
Ganhou um espaço danado na mídia brasileira, a presença da apresentadora Ana Maria Braga, domingo, em São
Sebastião. Ela esteve em Barra do Sahy para batizar sua neta Maria, filha de Mariana.
Mariana, filha de Ana Maria( de seu primeiro casamento), também havia sido
batizada na capela, há 32 anos. Ana Maria casou-se com Eduardo de Carvalho na
década de 80 quando trabalhava como assessora de imprensa e na editora Abril.
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| Ana com o ex-marido Eduardo, a neta Maria e a filha Marina. Fotos: G-1 |
Com o economista Eduardo, ex-presidente do Banespa e do Banco Auxiliar, a
jornalista teve dois filhos, a Mariana e
Pedro Maffei. Ana depois casou-se mais duas vezes, com seu ex-segurança Carlos
Madrulha(1997) e depois com Marcelo Frisoni(2007). O batizado da neta foi
destaque na edição de ontem (segunda-feira) do programa Mais Você, comandado
por ela.
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| Capela do Sahy |
A capelinha de Barra do Sahy é um encanto, como as outras existentes nas
praias de Boiçucanga, Toque Toque Grande e Toque Toque Pequeno. A capelinha
fica na margem esquerda do rio Sahy, por isso, é comum muita gente chegar de
barco para visitar o local. Uma passarela cruza o rio para dar acesso à capela.
A capelinha tem cerca de 100 anos. Na sacristia, tem um oratório de 1920. Os
caiçaras da região, no passado, aproveitavam as missas para promoverem baile ao
som de viola e cavaquinho. A capela era o ponto de encontro dos caiçaras aos
domingos. A capelinha tem duas datas muito comemoradas: as festas de Nossa
Senhora Sant’ Ana (26 de julho) e de Mãe Peregrina(dia 18 de outubro). As
missas acontecem aos domingos. Às 8 horas.
A capela de Barra do Sahy
segue o mesmo padrão das existentes em outras praias da cidade, como Boiçucanga,
Toque Toque Grande e Toque Toque Pequeno. São similares também as existentes em
algumas praia de Ilhabela. As capelas foram muitos importantes no passado,
quando as comunidades caiçaras viviam isoladas e praticavam apenas a economia
de subsistência. Naquele período, praticamente inexistia turismo na região.
Cada uma delas tem suas peculiaridades, histórias e valor cultural. Vale a pena
visitar essas capelas...
Mídia III
Revista científica
internacional destaca trabalho desenvolvido pelo Inpe em Caraguá
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| Catástrofe que atingiu Caraguá em 1967. |
A importante revista cientifica Natural Hazards and Earth System
Sciences(Riscos Naturaios e Ciência do Sistema Terrestre) publicou artigo
destacando o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores Inpe( Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais desenvolveram uma metodologia para mapear áreas
suscetíveis a deslizamentos de terra em municípios brasileiros, entre eles,
Caraguá, a partir de dados e softwares de domínio público.
Desenvolvida no âmbito do Projeto Temático “Assessment of impacts
and vulnerability to climate change in Brazil and strategies for adaptation
option”, realizado com apoio da FAPESP, a metodologia foi descrita em um artigo
publicado na revista. “A ideia de usar dados e softwares livres foi para
possibilitar que a metodologia possa ser utilizada de forma prática e confiável
por gestores públicos de municípios brasileiros que ainda não possuem
mapeamentos de áreas suscetíveis a deslizamentos de terra e que muitas vezes
sofrem com esse tipo de problema”, disse Pedro Ivo Camarinha, doutorando no
Inpe e um dos autores da metodologia, à Agência FAPESP.
A metodologia utiliza um sistema de processamento de informações
georreferenciadas chamado Spring, desenvolvido pelo Inpe e disponibilizado
gratuitamente na internet, além de um banco de dados geomorfométricos do
Brasil, denominado Topodata, também criado pelo Inpe a partir de dados da
missão Shuttle Radar Topography Mission (SRTM). Realizada em fevereiro de 2000
pelo ônibus espacial Endeavour, da agência espacial americana (Nasa), a SRTM
teve o objetivo de obter a mais completa base de dados topográficos digitais e
de alta resolução da Terra por meio de um sistema de radar.
“O Topodata conseguiu melhorar a resolução dos dados de topografia
fornecidos pela SRTM – que era de 90 metros – para toda a América do Sul e,
especialmente para o Brasil, oferecendo ao usuário uma série de dados
topográficos com resolução espacial de 30 metros”, disse Camarinha. “Isso
colabora para elaboração de mapas de suscetibilidade a deslizamentos de terra
de municípios brasileiros com resolução aceitável”, avaliou.
Serra do Mar
A fim de avaliar sua confiabilidade, a metodologia foi usada
inicialmente para estimar a suscetibilidade e riscos de deslizamento de terra
nos municípios de Caraguatatuba, Ubatuba, Santos e Cubatão, situados na região
da Serra do Mar, no litoral paulista. De importância estratégica para a
economia do estado e do país em razão de concentrar portos, estradas, oleodutos
e gaseodutos, além de serem centros turísticos, os quatro municípios registram
frequentemente desastres naturais envolvendo deslizamentos de terra devido,
entre outros fatores, às características geofísicas e ao crescimento
populacional desordenado, que levou à ocupação de áreas próximas a encostas e
morros.
Por essas razões, essas quatro cidades têm sido consideradas
prioritárias nos mapeamentos de áreas de risco de deslizamentos feitos pelo
Serviço Geológico do Brasil (CPRM) – o órgão oficial de assessoramento dos
municípios e da Defesa Civil na gestão de riscos de desastres naturais. “Os
municípios de Caraguatatuba, Ubatuba, Santos e Cubatão já contam com um
mapeamento de áreas suscetíveis a deslizamentos de terra, elaborado pelo CPRM,
devido a seus históricos de desastres naturais relacionados a esse tipo de
processo geológico”, disse Camarinha.
Ao comparar o levantamento de suscetibilidade a deslizamento de terra
feito com a metodologia desenvolvida pelo Inpe com o levantamento de áreas de
risco de deslizamento realizado pelo CPRM nesses quatro municípios, os
pesquisadores constataram que a metodologia é bastante eficiente. Além de áreas
de risco de deslizamentos de terra já identificadas pelo CPRM em campo, a
metodologia indicou que há regiões com suscetibilidade alta e muito alta nos
quatro municípios situadas, em sua maioria, em áreas de expansão urbana. “A
metodologia que desenvolvemos foi capaz de identificar com considerável
precisão onde estão localizadas as áreas de risco de deslizamento de terra nos quatro
municípios analisados”, afirmou Camarinha.
“Ela pode ser usada tanto em cidades
que já possuem mapeamento de suscetibilidade a deslizamento de terra para
reforçar e nortear as análises feitas in loco pelo
CPRM, como também por municípios que ainda não têm esse tipo de levantamento”,
afirmou.
Levantamento nacional
De acordo com a The International Emergency Disasters Database (EM-DAT)
– uma base de dados de desastres ocorridos em todo o mundo desde 1900 –, no
período de 1900 a 2013 foram registrados 150 grandes desastres naturais no
Brasil, que afetaram 71 milhões de pessoas, causaram mais de 10 mil mortes e
perdas estimadas em US$ 16 bilhões.
Devido ao aumento da frequência e intensidade de desastres naturais
relacionados a deslizamentos de terra nas cidades brasileiras nas últimas duas
décadas – especialmente nas regiões Sudeste e Sul do país –, o CPRM começou a
realizar a partir de 2013, por solicitação do governo federal, um mapeamento de
suscetibilidade, perigo e risco em 821 municípios considerados prioritários por
registrarem o maior número de ocorrências.
O trabalho vem avançando nos últimos anos, mas ainda há uma série de
municípios prioritários que ainda não possuem esse tipo de mapeamento, apontou
Camarinha. “Além desses municípios considerados prioritários, há uma série de
outros onde também ocorrem deslizamentos de terra, mas com menor frequência e
intensidade”, afirmou. “Para esses casos, a metodologia que desenvolvemos pode
auxiliar a Defesa Civil e secretarias municipais que tratam de riscos de
desastres naturais a fazer um planejamento urbano melhor, como também
identificar áreas de risco a deslizamentos de terra”, avaliou
Além de Caraguatatuba, Ubatuba, Santos e Cubatão, após ser validada, a
metodologia também foi usada para avaliar a suscetibilidade a deslizamento de
terra em cerca de outros 60 municípios paulistas, situados na Baixada Santista,
Litoral Norte, região metropolitana de Campinas, Serra da Mantiqueira e no Vale
do Paraíba. Os pesquisadores também estão avaliando a possibilidade de adaptar
a metodologia para analisar áreas de risco suscetíveis à inundação, que
representa o tipo de desastre natural mais frequente (58% do total) e que causa
maior número de óbitos no Brasil, seguido por deslizamentos de terra (15,6%),
segundo o Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, elaborado pelo Centro
Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (Ceped) da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC). Fonte: Jornal do Brasil














