
Segundo a ANP, Ubatuba tem a gasolina mais cara da região
A cidade de Ubatuba tem o preço médio do litro da gasolina comum mais caro entre as cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), conforme informa OVale, em sua edição desta terça(26).
Segundo a ANP, na pesquisa realizada na semana passada, ou seja, antes do novo aumento concedido ontem pela Petrobras, o litro da gasolina custava em Ubatuba, em média, R$ 6,17 o litro da comum e R$ 6,23 o litro da gasolina aditivada.
O preço da gasolina em Ubatuba supera os preços cobrados em Taubaté (R$ 6,03 na comum e 6,21 na aditivada) e São José dos Campos (gasolina comum – R$ 5,86/ gasolina aditivada – R$ 5,94) e na outra seis cidades pesquisadas pela ANP.
A pesquisa teria sido realizada pela ANP entre os dias 17 e 23, ou seja, antes do novo reajuste concedido pela Petrobras, ontem, segunda-feira(25), que deve vigorar em toda a região a partir desta terça(26).
Como novo reajuste, o litro da gasolina vendido pela empresa às distribuidoras passará de R$ 2,98 para R$ 3,19, o que representa um aumento de R$ 0,21 ou seja cerca de 7%. O litro do diesel teve um aumento de 9%.
Em Caraguatatuba, nesta terça(26), o preço médio da gasolina varia entre R$ 6,40 e R$ 6,59; o do etanol, de R$ 4,69 a R$ 4,99.
Procurada, a Prefeitura de Ubatuba informou que não irá se manifestar com relação aos preços de combustíveis praticados na cidade, pois não seria de sua competência disciplinar ou fiscalizar os preços. A Associação Comercial de Ubatuba, também, não quis se manifestar sobre o assunto.
Procuramos a presidência do Sincopetro(Sindicato Comércio Varejista Derivados Petróleo Estado São Paulo) para que explicasse por que os preços dos combustíveis são mais caros nas cidades do Litoral Norte. Até o fechamento da matéria não houve retorno. Extraoficialmente, os proprietários de postos alegam que o preço é mais caro na região devido aos gastos com frete e pedágio.
Preço elevado
No ano, a gasolina teve um aumento de 73% e o diesel de 63%. Em entrevista à TV Cultura, José Alberto Gouveia, do Sindicato Comércio Varejista Derivados Petróleo Estado São Paulo, disse que os preços dos combustíveis aumentam devido ao preço do barril de petróleo, hoje, na faixa de 85 dólares o barril e a alta do dólar. Segundo ele, os preços devem continuar aumentando se o preço do barril não diminuir no mercado internacional.
Fiscalização
Os postos de combustíveis do Litoral Norte não são fiscalizados há muito tempo pela ANP. Ficaram de fora novamente na fiscalização que a agência realizou entre 17 e 21 de outubro no estado.
A ANP
fiscalizou 61 postos de combustíveis e sete revendas de GLP, na capital e no
interior do estado. Na capital, parte das fiscalizações ocorreu em parceria com
a Polícia Civil (DPPC) e o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-SP).
No total, nove
postos foram autuados na cidade, sendo três também interditados parcialmente.
Um deles teve oito bicos e um tanque interditados por comercializar gasolina C
comum com teor de etanol anidro de 15% (quando o estabelecido na legislação é
27%) e não ter o equipamento para o teste de quantidade de combustível
fornecido pela bomba (que pode ser exigido pelo consumidor) aferido pelo
Inmetro.
Outro
posto teve quatro bicos e um tanque interditados por comercializar etanol
hidratado combustível fora das especificações da ANP (teor alcoólico abaixo do
especificado). Já o terceiro posto que sofreu interdição, em um bico de etanol,
foi flagrado fornecendo menos combustível do que o registrado na bomba, além de
não atualizar dados cadastrais quanto à bandeira (marca de distribuidora) que
ostenta e não possuir equipamentos para realização de testes de qualidade nos
combustíveis quando solicitado pelo consumidor.
O outros
seis postos foram autuados por motivos diversos: três por não funcionarem no
horário mínimo obrigatório; um por não atualizar dados cadastrais quanto à
bandeira que ostenta; um por não possuir equipamento para medição dos estoques
de combustíveis; e um por não atualizar dados cadastrais da bandeira e não possuir
equipamentos para realização de testes de qualidade.
Houve
ainda autuações e interdições em cidades do interior. Em Araras, um posto foi
autuado e teve dois bicos de gasolina C comum interditados por fornecer menos
combustível do que o indicado na bomba.
No mesmo
município, um posto teve dois bicos e um tanque de gasolina C comum
interditados por comercializar o combustível com teor de etanol anidro de 47%. Em
Cordeirópolis, também houve autuação e interdição de um bico de etanol em um
posto por fornecer combustível em quantidade inferior à marcada na
bomba. No segmento de GLP, apenas uma revenda foi autuada, em
Itapecerica da Serra, por não dispor de balança para pesagem dos recipientes
pelos consumidores.
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