O caraguatatubense André
Manz, radicado há mais de 30 anos, em Portugal, considerado um dos melhores
produtores de vinho do país, mereceu grande destaque em matéria de autoria de
Giuliana Miranda, na edição desta quinta(7), da Folha.
A Manzwine, de André Manz,
participa da ProWine, maior feira para profissionais de vinhos e destilados, que será
encerrada nesta quinta(7), no Transamérica Expo Center, na capital paulista.
A história do empresário
caraguatatubense abre e ocupa boa parte da reportagem “ Profissionais
brasileiros ganham espaço no mundo dos vinhos em Portugal”. Manz é dono da Manzwine, uma das produtoras de
vinho mais premiadas de Portugal.
Em 2029, em matéria para o portal
Tamoios News, contei a história de Manz, que deixou Caraguatatuba para tentar a
sorte no futebol profissional português e acabou se transformando num dos
empresários mais bem sucedidos na área fitness e na produção de vinhos.
Futebol
André Manz nasceu em
Caraguá. Na adolescência, foi um excelente goleiro. Jogou no E.C. Indaiá e no E.C.
XV de Novembro, na época, time mais tradicional do Litoral Norte. Foi estudar
educação física em Taubaté e lá, acabou jogando profissionalmente pelo E.C. Taubaté.
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| André, em 1986, goleiro do E.C.XV de Novembro |
Encerrada a faculdade, André
decidiu tentar a sorte no futebol português. Foi contratado pelo Ilha da Madeira, mas após uma grave
lesão, André foi obrigado a abandonar o futebol. Ele decidiu permanecer no país
e Iniciou carreira na área Fitness. Criou a empresa André Manz Produções
Culturais e Artísticas. Ganhou destaque na área.
Vinho
Em 2004, André decidiu ir
morar em Cheleiros, a poucos menos de 40 minutos de Lisboa, para fugir da
agitação da grande cidade. Ele percebeu a grande tradição de produzir vinho
naquela região e decidiu comprar um pequeno vinhedo abandonado.
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| Vinícola em Cheleiros, próximo a Lisboa |
Convidou dois enólogos para
verificar e identificar o tipo de uva que tinha no vinhedo que havia comprado.
Os especialistas pesquisaram e descobriram que o vinhedo produzia uma uva
portuguesa abandonada e quase extinta com o nome de “Jampal”.
Os enólogos informaram a André que nenhuma vinícola produzia esse tipo de uva porque era pouco produtiva
e não era rentável. Ele respondeu que não se interessava se a uva era rentável
ou não, porque não queria produzir muito vinho e sim, apenas um bom vinho para
servir aos amigos.
O resultado foi surpreendente. Em 2011, criou a Manzwine e decidiu colocar seu vinho no mercado português. Hoje é dono de uma vinícola premiada e ampliou seus negócios. Dois de seus vinhos estão entre os 50 melhores vinhos de Portugal.
Em Cheleiros, produz os
vinhos Dona Fátima, Pomar do Espírito Santo, Platônico, Manz Rose,entre outros.
Na Região do Douro, produz o vinho Manz Douro (Medalha de Ouro Mundus Vini
2013) e na Península de Setúbal, produz o vinho Contador de Estórias (Eleito um
dos 50 Melhores Vinhos de Portugal).




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