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| Obra concluída em fevereiro deste ano já teve trecho destruído pelo mar |
O mar continua implacável na orla do Massaguaçu, região sul de Caraguatatuba. Os caiçaras sempre alertaram: "o mar está ocupando o espaço que lhe pertencia". Recentemente, o avanço da maré já destruiu parte de uma obra concluída pelo estado em fevereiro deste ano, orçada em R$ 7,4 milhões. Atualmente, o estado investe R$ 9 milhões para conter outra erosão na orla do Massaguaçu.
A obra realizada e concluída em
fevereiro deste ano: reconformação e
aumento da extensão do enroncamento não aderente – pedras de grandes dimensões
(matacões) formando uma espécie de ‘paredes de pedra’ que tem como objetivo
dissipar a energia das ondas que chegam até a praia.
“As paredes de pedra” parece que não estão
conseguindo suportar o avanço do mar no local. Esta semana, no trecho
recuperado, abriu-se uma cratera, que destruiu parte do que foi construído e
entregue no início do ano. Tudo indica que a erosão teria sido provocada pelas
ressacas que atingem a praia de Massaguaçu. O trecho erudido foi sinalizado,
mas ainda não se sabe o que será feito no local.
Não é a primeira vez, que uma obra
feita pelo estado no Massaguaçu terá que ser refeita. Em 2006, uma obra com o
mesmo objetivo construída na divisa com a praia do Capricórnio precisou ser refeita.
O muro de contenção, avaliado em R$ 1,3 milhões, foi destruído pela força da
maré. O estado refez a obra.
Em 2011, o estado investiu R$ 3
milhões, para construir uma proteção de talude para impedir que o mar
continuasse atingindo a orla e ameaçando o acostamento e a Rodovia Rio-Santos.
No ano passado, 2020, o estado investiu R$ 7,4 milhões, a obra foi entregue no início deste ano e já apresenta novas erosões, como relatamos. Atualmente, o Estado investe cerca de R$ 9 milhões para recuperar os estragos feitos pela maré num outro trecho da praia. A obra deve ser entregue até o final do ano. O trecho foi afetado por uma forte ressaca ocorrida em abril deste ano que destruiu o calçadão, ciclovia, o acostamento e ameaçava a rodovia.
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| Ressacas de abril destruíram ciclovia, calçadão, acostamento e ameaçava estrada |
Há mais de 15 anos, o avanço do mar na
praia de Massaguaçu já destruiu dois quiosques, o trevo de acesso a bairro dos
Tourinhos, parte do calçadão, parte da ciclovia, um deck feito pela prefeitura
ao longo da orla e até de trechos de acostamento da rodovia Rio-Santos.
Alternativas
Para moradores e, até especialistas, o
estado estaria “jogando dinheiro fora” ao insistir em obras rígidas ao longo da
orla do Massaguaçu. Existiriam alternativas
mais eficazes e de menor custo para conter a erosão provocada pelo mar ao longo
da orla do Massaguaçu.
A doutora Célia Regina Gouveia de
Souza, do Instituto Geológico, e uma das maiores especialistas em erosão praial-
estudo e avalia as erosões ocorridas nas praias paulistas desde 1962, garante
que obras rígidas, de concreto, jamais foram soluções corretas para resolver o
problema causado pelo avanço do mar no Massaguaçu.
“O mar procura espaços livres para
avançar sobre o continente. A solução no Massaguaçu, seria recuar a rodovia
para dentro do continente. Existe espaço para isso ser feito”, destacou. A
medida, também, já foi defendida por técnicos da prefeitura da cidade.
O secretário de Obras, Leandro Borella,
chegou a sugerir ao estado o recuo da rodovia, mas não foi atendido. Outro secretário
municipal, Marcel Georgeti, quando ocupava a secretaria de Meio Ambiente, havia
sugerido o recuo da estrada e a implantação de um enrocamento e arrecifes
naturais, que reduziriam a força das ondas em direção ao continente, minimizando
o impacto sobre a orla e a rodovia Rio Santos. O estado descartou as sugestões.


Queria entender porque o "Estado" não aceita a sugestão da Dra. Célia Regina ???
ResponderExcluirÉ o melhor à ser feito !
🌊🌊💸💸🌊🌊💸💸 Alguém deve tá ganhando com isso.
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