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| Agente aplica inseticida no Condomínio Costa Verde Tabatinga |
O bairro da Tabatinga, um dos mais nobres de
Caraguatatuba, lidera a taxa de infestação do mosquito Aedes aegypti no
município, segundo dados da Secretaria de Saúde de Caraguatatuba.
Na Avaliação de Densidade Larvária (ADL) realizada
durante o mês de setembro, pelos agentes do controle de dengue do Centro de
Controle de Zoonoses (CCZ), a área ‘1’, que corresponde à região do bairro
Tabatinga, na região norte, obteve a taxa 2,33% a mais alta de infestação do
município.
A partir desta segunda-feira(4), a Zoonoses
intensificará as ações na Tabatinga para tentar conter o elevado índice de
infestação do mosquito transmissor da dengue no bairro.
O condomínio Costa Verde Tabatinga, um dos mais
valorizados do litoral paulista, tem intensificado, desde setembro, as ações para combater pernilongos, borrachudos e o mosquito Aedes aegypti.
O combate vem sendo feito com um inseticida
especial que substitui o utilizado no tradicional “fumacê”. Avenidas, ruas e
praças do condomínio vem recebendo a aplicação diária do novo inseticida.
Casos
Caraguatatuba já registrou este ano 69 casos de
dengue em 2021. Segundo a Zoonoses, na avaliação feita em setembro, a terceira
ADL do ano, apontou que a taxa média de infestação do mosquito Aedes
aegypti no município é de 1,7%. Esse número é inferior ao obtido na
avaliação de junho, que foi de 1,8%.
Segundo o Ministério da Saúde, o resultado indica
um estado de alerta. Quando o índice obtido é menor que 1,0% o resultado é
satisfatório; de 1,1% a 3,9% é preciso ficar em estado de alerta; e acima de
4,0% é considerado alto risco.
A Zoonoses já recolheu 328 amostras positivas na
vistoria realizada em 600 quarteirões onde existem 3.300 imóveis. Dos
recipientes onde estavam as amostras coletadas pelos agentes, 45% correspondem
a recipientes passíveis de modificação/alteração, como plásticos, lonas, peças
e sucatas, e 35% são móveis, como vasos de planta, baldes, materiais de
construção, latas e frascos.
O coordenador do controle da dengue, Ricardo
Fernandes, explica que esses recipientes são simples e poderiam ser facilmente
limpos para a eliminação de larvas existentes. Ele reforça que “a ajuda da
população no controle de criadouros é muito importante”.

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