sábado, 16 de outubro de 2021

DER inicia estudos para nova obra de contenção na Massaguaçu

Sondagens tiveram início neste sábado(16)

 

O Departamento de Estradas de Rodagens (DER) iniciou neste sábado(16) as sondagens geométricas em um novo trecho da Rio-Santos, na orla do Massaguaçu, em Caraguatatuba, danificado pelas últimas ressacas.

A equipe, contratada pelo DER, começou os trabalhos de levantamento topográficos e sondagens recentemente e deverá apurar o tamanho dos danos e as obras indicadas para o local para conter a erosão causada pela maré.

O trecho está sinalizado com cones e fica bem próximo ao Km 59,9 da Rio-Santos, onde o DER realiza uma obra de contenção, orçada em R$ 9 milhões, que deverá ser finalizada até o final de outubro.  

As obras no local foram iniciadas em maio. O DER constrói uma espécie de ‘paredes de pedra’ que tem como objetivo dissipar a energia das ondas que chegam até a praia e reparo de todas as drenagens de águas pluviais no trecho para evitar o surgimento de novos pontos de erosão.

Gastos

Nos últimos anos, o Estado já investiu mais de R$ 20 milhões para proteger a pista e o acostamento da Rio-Santos no trecho da praia do Massaguaçu.

Na obra, no Km 59,9 da Rio-Santos, no Massaguaçu, que deverá ser finalizada em outubro ou início de novembro deste ano, foram investidos R$ 9 milhões.

No ano passado, 2020, logo após ressacas provocarem erosão no canto esquerda da praia, o DER investiu R$ 7,4 milhões em um muro de contenção para proteger a rodovia, o acostamento, ciclovia e calçada. As obras foram entregues em fevereiro deste ano.  

Ou seja, nos últimos dois anos, o Estado já investiu mais de R$ 16 milhões para proteger a pista e das erosões provocadas pelo avanço do mar na orla de Massaguaçu. Outros R$ 4,3 milhões foram investidos pelo Estado, na orla de Massaguaçu, em obras de contenção feitas entre 2006 e 2011.

A prefeitura chegou a sugerir o recuo da rodovia, como medida ideal, mas o Estado optou pelas obras de contenção para conter as forças das ondas e proteger a rodovia. Os danos causados pelo avanço do mar na orla do Massaguaçu chamaram a atenção de um grupo de pesquisadores da USP(Universidade de São Paulo) que visitou o local na sexta(15).

O grupo formado por pesquisadores da USP e do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) percorreu a orla de Massaguaçu, emuma visita coordenada pela Profª Dra Célia Regina de Gouveia Souza, coordenadora da Plataforma de Comunicação de Riscos Costeiros para o Litoral de São Paulo (Redecost), uma das maiores especialistas em erosão praial do país.

Segundo ela, a Massaguaçu e, também, a Mococa, estão entre as praias mais atingidas pelo avanço da maré e ressacas no Litoral Norte. O grupo fez um reconhecimento dos pontos de erosão ao longo na orla para avaliar os riscos e medidas que podem ser adotadas para evitar situações mais graves.

Os pesquisadores alegam que a situação na Massaguaçu é crítica e a preocupação é que as obras de recuperação dos trechos já afetados pelas ressacas causem problemas mais sérios.

“Sabemos que a construção da estrada não foi responsável por essa situação, mas sim um processo natural que tem aumentado ao longo de 20 anos e agora com mais frequência”, explicou a Profª Dra Célia Regina de Gouveia Souza.


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