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| Sondagens tiveram início neste sábado(16) |
O Departamento de Estradas de Rodagens (DER) iniciou
neste sábado(16) as sondagens geométricas em um novo trecho da
Rio-Santos, na orla do Massaguaçu, em Caraguatatuba, danificado pelas últimas ressacas.
A equipe, contratada pelo DER, começou os trabalhos
de levantamento topográficos e sondagens recentemente e deverá apurar o tamanho
dos danos e as obras indicadas para o local para conter a erosão causada pela
maré.
O trecho está sinalizado com cones e fica bem
próximo ao Km 59,9 da Rio-Santos, onde o DER realiza uma obra de contenção,
orçada em R$ 9 milhões, que deverá ser finalizada até o final de outubro.
As obras no local foram iniciadas em maio. O DER constrói
uma espécie de ‘paredes de pedra’ que tem como objetivo
dissipar a energia das ondas que chegam até a praia e reparo de todas as
drenagens de águas pluviais no trecho para evitar o surgimento de novos pontos
de erosão.
Gastos
Nos últimos anos, o Estado já investiu mais de R$
20 milhões para proteger a pista e o acostamento da Rio-Santos no trecho da
praia do Massaguaçu.
Na obra, no Km 59,9 da Rio-Santos, no Massaguaçu, que
deverá ser finalizada em outubro ou início de novembro deste ano, foram investidos
R$ 9 milhões.
No ano passado, 2020, logo após
ressacas provocarem erosão no canto esquerda da praia, o DER investiu R$ 7,4
milhões em um muro de contenção para proteger a rodovia, o acostamento,
ciclovia e calçada. As obras foram entregues em fevereiro deste ano.
Ou
seja, nos últimos dois anos, o Estado já investiu mais de R$ 16 milhões para proteger
a pista e das erosões provocadas pelo avanço do mar na orla de Massaguaçu. Outros
R$ 4,3 milhões foram investidos pelo Estado, na orla de Massaguaçu, em obras de
contenção feitas entre 2006 e 2011.
A
prefeitura chegou a sugerir o recuo da rodovia, como medida ideal, mas o Estado
optou pelas obras de contenção para conter as forças das ondas e proteger a
rodovia. Os danos causados pelo avanço do mar na orla do Massaguaçu chamaram a
atenção de um grupo de pesquisadores da USP(Universidade de São Paulo) que
visitou o local na sexta(15).
O grupo formado por pesquisadores
da USP e do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) percorreu a orla de
Massaguaçu, emuma visita coordenada pela Profª Dra Célia Regina de Gouveia
Souza, coordenadora da Plataforma de Comunicação de Riscos Costeiros para o
Litoral de São Paulo (Redecost), uma das maiores especialistas em erosão praial
do país.
Segundo ela, a Massaguaçu e,
também, a Mococa, estão entre as praias mais atingidas pelo avanço da maré e
ressacas no Litoral Norte. O grupo fez um reconhecimento dos pontos de erosão
ao longo na orla para avaliar os riscos e medidas que podem ser adotadas para
evitar situações mais graves.
Os pesquisadores alegam que a
situação na Massaguaçu é crítica e a preocupação é que as obras de recuperação
dos trechos já afetados pelas ressacas causem problemas mais sérios.
“Sabemos que a construção da
estrada não foi responsável por essa situação, mas sim um processo natural que
tem aumentado ao longo de 20 anos e agora com mais frequência”, explicou a
Profª Dra Célia Regina de Gouveia Souza.

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