quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Ufólogos avaliam OVNI que "explodiu" em Ubatuba

Explosão de OVNI em 1957, nas Toninhas, será um dos temas do encontro 

 

A cidade de Ubatuba vai sediar no dia 23, sábado, um encontro sobre ufologia. Trata-se do I EXPOVNI DAS TONINHAS - (Exposição de OVNIs das Toninhas). O encontro terá 11h30 de duração e para participar basta doar 1 quilo de alimento, que será destinado para a APEAU (Associação de Pais Espectro Autista de Ubatuba). 

Uma das atrações do evento será o ufólogo, Edison Boaventura, que vai dar informações e esclarecimentos sobre a explosão de um OVNI(Objeto Voador Não Identificado) na praia das Toninhas em 1957, estudados por pesquisadores brasileiros, norte-americanos, franceses e argentinos. Será exibido um documentário sobre o caso, produzido por Arthur Gregório Boaventura. 

O evento terá início às 8h30, ao lado do riozinho, no meio da praia e além de palestras e documentários, haverá limpeza da praia, plantio de árvore e uma vigília na praia. Todos os participantes devem respeitar os protocolos sanitário, como uso de máscaras, álcool gel e distanciamento social. 

OVNI em Ubatuba   

Vídeo explica detalhes da explosão de OVNI em Ubatuba:


 

O caso da aparição e explosão de um OVNI em Ubatuba é considerado um dos clássicos da ufologia brasileira. O caso ocorreu em 7 de setembro de 1957 e acabou ganhando repercussão nacional e internacional. 

Naquele 7 de setembro de 1957, vários banhistas observaram um OVNI descer rapidamente dos céus, manobrar sobre a praia das Toninhas e posteriormente explodir, liberando diversos fragmentos de metal. 

Os fragmentos foram coletados e enviados para análise em laboratórios especializados. Três amostras dos fragmentos chegaram às mãos do ufólogo Olavo Fontes, renomado investigador de OVNI, que os encaminhou para o Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério da Agricultura, sob responsabilidade de Luiza Maria Barbosa. 

Os exames foram realizados através de espectrografia, que indicaram alta concentração de magnésio (99,99%), e ausência de outros elementos na amostra. Em 1970, em novos testes realizados, demonstraram que o material sofreu uma “fusão solidificada unidirecional”, uma espécie de fusão a frio, técnica impossível para a época. 

Os testes provaram também que o que caiu na Praia das Toninhas em 1957, não foi um meteorito, pois as amostras também foram submetidas a análise por especialistas, que disseram que meteoritos que já caíram na terra, tem no máximo 26% de magnésio.

O caso foi avaliado pela Organização de Pesquisa de Fenômeno Aéreo de Tucson, Arizona (EUA), que recebeu amostras do material coletado em Ubatuba. 

Em 27 de fevereiro de 1958, o ufólogo Olavo Fontes, detalhou através de uma carta que foi visitado por dois homens que mostraram credenciais indicando serem eles do Serviço Secreto da Marinha, depois que ele enviou amostras de um material proveniente de um suposto UFO que havia explodido em Ubatuba para serem analisados na Universidade do Arizona. Estes homens disseram que ele sabia coisas as quais não lhe era permitido saber, e que a posse dos fragmentos de metal poderia ser perigosa para ele. 

Quase cinco décadas depois, o ufólogo Edison Boaventura Jr recebeu uma carta contendo quatro fragmentos do OVNI acidentado em 1957. Ela foi enviada a ele por um homem que disse ser filho de um militar envolvido no caso. Curioso para saber se o material realmente tinha relação com os fragmentos de Ubatuba, ele e o colega Josef David S. Prado, presidente da Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas, enviaram as peças para o Laboratório de Caracterização Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP), a fim de comprovar a natureza dos destroços. 

Ao serem examinados, ficou constatado que os materiais tinham 99,3% de pureza no magnésio. Algo impossível de ser achado no nosso planeta. Os fragmentos avaliados foram os mesmos recolhidos por turistas e pescadores na praia de Toninhas, em 1957.

 


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