sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Via Orla.

Eleições

Juiz proíbe saques acima de 
R$ 100 até fim das eleições

1.      

Li no site da Conjur(www.conjur.com.br), em matéria de Sérgio Rodas, que um juiz do Maranhão, proibiu, de ofício, saques acima de R$ 100 até o fim das eleições municipais, em quatro cidades do Estado. O juiz proibiu ainda estabelecimentos comerciais dessas cidades de atuarem no dia da eleição como “bancos” efetuando saques e transferências seus clientes através de cartão de crédito ou débito. Justificativa: receio de que candidatos a prefeito e vereador dos municípios de sua região utilizem saques em bancos e comércios (uso do cartão de crédito)  e desviem dinheiro público para compras de votos.  

O juiz responsável por essas medidas foi Marcelo Santana Farias, Titular da 74ª Zona Eleitoral do Maranhão. O juiz foi mais rígido ainda: colocou um limite diário de R$ 100 para saques em dinheiro por pessoa em bancos até o fechamento das urnas no próximo domingo (2/10). Ele argumentou que as eleições nessas quatro cidades corriam riscos. E, com base no artigo 301 do Código de Processo Civil, que faculta ao juiz a decretação de “qualquer medida idônea para asseguração do direito”,  determinou o imediato bloqueio das contas dos municípios até as 17h do domingo.
A multa para descumprimento é de R$ 1 milhão. Ele também proibiu saques acima de R$ 100 e transações bancárias por estabelecimentos comerciais, sob pena de R$ 200 mil por cada operação feita. Segundo ele, caso haja necessidade de uso de alguma verba para cumprir “obrigação urgentíssima, que não possa esperar até as 17h, do dia 2 de outubro”, o juiz poderá autorizá-la mediante solicitação, a qual poderá ser feita por telefone. Mas isso só ocorrerá se ficar comprovado que o caso exige solução naquele momento, como em questões de saúde.


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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Via Orla

Cidades

Estudo inédito aponta Caraguá como a melhor em qualidade de vida no Litoral Norte.
Um estudo inédito avaliando a qualidade de vida nos municípios brasileiros apontou a cidade de Caraguá como a melhor do Litoral Norte em infraestrutura urbana. O estudo sobre o Índice de Bem-Estar Urbano dos Municípios Brasileiros(Ibeu-Municipal)) foi feito em 5.565 municípios brasileiros pelo Observatório das Metrópoles, que reúne 159 pesquisadores e 59 instituições universitárias, governamentais e não-governamentais do país. O trabalho foi coordenado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O estudo mostra a realidade dos municípios brasileiros a partir da análise de cinco áreas: mobilidade (deslocamento casa-trabalho), meio ambiente urbano (árvores, esgoto e lixo ao redor das casas), habitação (adensamento e condições das moradias), serviços coletivos (água, esgoto, energia e lixo) e infraestrutura (iluminação, pavimentação, calçada e acessibilidade).
O estudo foi feito com base nos dados coletados do Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os pesquisadores deram notas de 0 a 1 para cada quesito, e depois tiraram a média geral da cidade. Quanto mais perto de 1, melhores são as condições urbanas.
Caraguá obteve nota 0,788, a melhor classificada na região do Litoral Norte. São Sebastião obteve nota 0,755, ficando em segundo lugar. Ubatuba ficou em terceiro, com nota 0,745; e, Ilhabela, em quarto com nota 0,712. .
A pesquisa nacional apontou que o principal problema dos municípios é de infraestrutura, seguido do atendimento de serviços coletivos. Nas cidades maiores, os problemas de mobilidade agravam mais ainda as condições de bem-estar. Outro grande desafio são os serviços coletivos urbanos, ruins e muito ruins em 50% dos municípios brasileiros, apontou o estudo.
A pesquisa sobre qualidade de vida realizada pelo Observatório das Metrópoles é das mais válidas, mas é uma pena que tenha utilizado dados do censo de 2010, totalmente defasado da atual realidade dos municípios do Litoral Norte. Se fosse utilizados dados mais atualizados, cidades como Caraguá, por exemplo, poderia obter melhores notas e classificadas entre as melhores do país.


Via Orla

CIDADES

Ilhabela inicia estudos para municipalizar a travessia de balsa.


A travessia de balsa entre São Sebastião e Ilhabela virou uma grande dor de cabeça para moradores, comerciantes, veranistas e turistas. Filas, longa espera, prejuízo no abastecimento do comércio local e muita, muita reclamação. Isso vem ocorrendo há pelo menos cinco anos. Tá difícil a situação. Tá complicada e ameaça cada vez mais o turismo e o abastecimento da cidade. A prefeitura quer municipalizar o serviço. 

A travessia de balsa de São Sebastião para Ilhabela funciona 24h com tempo de percurso médio de 20 minutos para atravessar 2,4 quilômetros entre o continente e a ilha. O sistema funciona com três a seis balsas com capacidade de 40 a 70 veículos. Das 6 da manhã até a meia-noite as balsas saem a cada 30 minutos; da meia-noite a 6 da manhã, de hora em hora. O serviço de hora marcada é muito mais caro, mesmo assim, também vem enfrentando dificuldades.

Caos

O problema é antigo e tem ganhado cada vez mais destaque na mídia nacional. Em dezembro de 2013, por exemplo, a Folha informou que os turistas e veranistas que deixavam a capital para curtir a virada do ano na ilha passavam mais tempo na fila de espera da balsa do que na viagem entre São Paulo e São Sebastião. Naquele dia, 27 de dezembro de 2013, o tempo de espera na travessia era de 6 horas. A viagem entre a capital e São Sebastião durou cerca de 3 horas.

Mais recentemente, no dia 22 de agosto deste ano, o portal G-1, noticiou que o serviço de balsa entre São Sebastião e Ilhabela ficou interrompido por 16 horas devido ao mau tempo. Tem sido comum a travessia ser interrompida port causa de ventos fortes, maré alta, neblina e fortes chuvas. Temendo a perda de turistas vários hotéis e pousadas de Ilhabela tem orientado seus clientes sobre o melhor dia e horário para se fazer a travessia.

Parece que finalmente as autoridades ilhabelenses decidiram se unir e cobrar a melhoria da travessia, que é de responsabilidade da Dersa, desde 1989. As autoridades entenderam que a travessia, do jeito que está, não pode continuar. Se permanecer do jeito que está será um caos total. Ilhabela poderá perder milhares de visitantes e o comércio local, corre sério risco de ficar sem abastecimento caso a travessia fique suspensa por mais de 24 horas.

Municipalizar

A semana passada o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ilhabela (ACEI), Wilson Santos e o prefeito Toninho Colucci cobraram do Estado melhorias urgentes no serviço de travessia por balsas. O temor é que possa ocorrer um verdadeiro caos na temporada de verão, quando em média a ilha recebe de 20 a 30 mil veículos.
Colucci e Santos estiveram reunidos em São Paulo com o secretário de Transportes, Alberto José Macedo Filho, para pedir a antecipação do retorno da balsa FB-25 para novembro deste ano, já que a sua reforma está prevista para ser concluída em janeiro de 2017 e ainda a colocação de mais duas embarcações para suprir as necessidades.
Segundo declarou a imprensa, Wilson Santos, “o serviço já está ruim no período de baixa. Na alta temporada, teríamos um caos”. Ele criticou o serviço: “algumas balsas levam até 40 minutos para realizar a travessia, há falta de manutenção e o tempo de espera chega a três horas em plena baixa temporada. Há desabastecimento no comércio, pois fornecedores se recusam a ficar horas na fila e isso vai se agravar na temporada”.
Colucci disse que a Prefeitura vai iniciar estudos, com apoio da Associação Comercial, para municipalização total ou parcial da travessia. Segundo ele, a Secretaria dos Transportes, Prefeitura e Associação Comercial vão fazer um estudo de viabilidade técnica, financeira e jurídica para uma possível municipalização parcial ou total do sistema de travessia de passageiros e cargas. A municipalização ou a terceirização do serviço pode ser a melhor alternativa para moradores, veranistas e turistas de Ilhabela.



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Via Orla

Economia

   Sorvete é atração turística e gera emprego e renda

Comemorou-se na última sexta-feira, dia 23, o Dia Nacional do Sorvete. A data coincide com a fundação da ABIS(Associação Brasileira das Industrias de Sorvete) criada em 2002. Um dia que deveria ser muito comemorado pelas nossas prefeituras e também pelas associações comerciais. É que, ao longo dos anos, os sorvetes artesanais produzidos na nossa região, de excelente qualidade e sabor, se transformaram em uma das maiores atrações turísticas do Litoral Norte. Assim como temos festival do camarão, do marisco, da sardinha, poderíamos ter o festival do sorvete. Por que não? O sorvete, gente, além de ser atração turística, gera empregos e muita renda. O Brasil ocupa a 12 ª colocação no ranking mundial, com uma média de consumo anual de cerca de seis litros por pessoa. A Nova Zelândia lidera o ranking mundial, com o consumo anual de 26 litros por pessoa. Nossas sorveterias sempre fizeram muito sucesso.

Sylvio


Já contei a história de nossas mais antigas e tradicionais sorveterias na Folha, na década de 90. Em Caraguá, a produção de sorvete natural começou com a família Miscocci, na década de 50. Na década de 60, surgiu o sorvete Silvio, produzido pelo casal Sylvio Luiz dos Santos e Severina Garrido dos Santos. A sorveteria, que hoje, tem mais de 50 anos e permanece no mesmo local, sempre foi considerado um ponto turístico. Afinal, como diziam (e ainda dizem os turistas) os veranistas: “quem visitasse Caraguá e não tomasse um sorvete na sorveteria Sylvio era a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa”. A qualidade dos sorvetes e o atendimento dedicado aos clientes sempre cativou moradores, veranistas e turistas. O sucesso da sorveteria tornou seu Sylvio ainda mais popular na cidade. Foi candidato a prefeito e se elegeu, derrotando Antonio Augusto Mateus. Ao assumir a prefeitura, deixou a sorveteria  aos cuidados de dona Severina e dos filhos.
 
dona Severina
Em 1970 decidiu vender o estabelecimento para Getúlio Navarro Magalhães. Cinco anos depois, em 1975, Sylvio abriu a Sorveteria Sérgio, no mesmo local e com o mesmo sucesso. A cada início de temporada de verão lançava produtos novos e assim continua sendo feito até hoje. Sylvio faleceu em 1989, aos 71 anos; sua esposa, dona Severina faleceu em 99, aos 70 anos. A sorveteria ficou aos cuidados do Sávio e de sua esposa Silvana. Ao longo dos anos surgiram outros sorvetes famosos como o Rocha, produzido pelo Ademar Rocha, o Mau; o Aldo, produzido pelo Geraldinho Nascimento: o Wilson; e, mais recentemente, a Gelateria Artgiana Dama Bersani, do casal Nivaldo e Vânia Garrido, na praia de Massaguaçu. As sorveterias continuam atraindo e cativando veranistas e turistas.  

Mercado Nacional 

A qualidade e sabor dos sorvetes artesanais produzidos no Litoral Norte sempre se destacaram aos longos dos últimos 50 anos. Em São Sebastião, Ubatuba e Ilhabela, as sorveterias Rocha e Rochinha continuam um grande sucesso e foram criadas pela mesma família. Tudo começou no final da década de 40, quando José Rocha Medeiros, mais conhecido como Seu Zeca, criou a Sorveteria Rocha e transformou seu picolé de coco num dos mais famosos da região. Em 1964, o patriarca dos Rocha passou a loja para seu irmão, João, que tinha sete filhos. Os filhos assumiram a casa; Em 1981, um dos filhos de João, Rodolfo, decidiu abrir com a mulher outra sorveteria e nasceu a Sorvetes Rochinha. As duas sorveterias se expandiram pela cidade e região.

A Rochinha, no entanto, em 2012 foi vendida para um grupo de empresários interessados em conquistar com a marca- bastante conhecida entre os veranistas e turistas, o mercado nacional e internacional. Foram investidos R$ 8 milhões numa nova fábrica em São José dos Campos. De lá, o sorvete abasteceria o mercado de São Paulo e o exterior: Portugal, Estados Unidos e Emirados Árabes. Em 2012, com os novos investimentos a empresa faturou R$ 11 milhões com a produção de 70 mil picolés por dia e 2 mil litros de sorvete de massa. A Rochinha deixou de ser artesanal para disputar o mercado nacional e internacional.


sábado, 24 de setembro de 2016

Via Orla

Gente

Orquidário Municipal terá o nome do Dr. Keiiti Nakamura.

Keiiti com o neto Fernando. Foto Erika Nakamura

Muito legal a iniciativa do prefeito Antonio Carlos em homenagear o médico Keiitii Nakamura, um dos mais tradicionais de Caraguá, concedendo seu nome para a nova sede da Associação Orquidófila do Litoral Norte, localizada no bairro da Ponte Seca. A inauguração será na próxima terça-feira, às 11 horas. Dr. Keiiti é uma das pessoas mais queridas de Caraguatatuba. Foi um dos primeiros médicos da cidade na década de 60, juntamente com Dr. José Bourabeby, prestava atendimento na Santa Casa da cidade(Casa de Saúde Stela Maris). Keiiti Nakamura veio para Caraguatatuba em dezembro de 1964. Trabalhou na Casa de Saúde Stella Maris por 20 anos como Diretor Clínico e atuando como Generalista. Foi fundador do Centro Médico São Camilo, pertencendo ao corpo clínico e diretoria. Recebeu o Título de Cidadão Caraguatatubense em outubro de 2001, pelos relevantes trabalhos prestados ao município. Espírito Humanitário: No ano de 1967, no mês de março, quando uma catástrofe atingiu a cidade, Dr Keiiti passou vários dias, quase sem dormir, atendendo as famílias desabrigadas. Foi também o médico de centenas de famílias caiçaras, sempre atencioso e carinhoso. Em Caraguá, sempre gostou de jogar futebol com os amigos nas manhãs de domingo, no campo do XV e de pescar. 
Keiiti com as filhas, ainda crianças, Ilka e Erika. Foto: arquivo de Erika Nakamura. 

E, Keiiti, sempre teve uma grande paixão: cultivar orquídeas. Cultivar orquídeas junto com sua mulher Inês sempre foi um grande prazer. Ele aprendeu tudo sobre orquídeas com o seu pai Keigiro Nakamura. Keiiti foi um dos incentivadores do desenvolvimento do cultivo dessa espécie em Caraguá e no Litoral Norte. Em 1977 (em 8 de outubro) ajudou a fundar, juntamente com outras 20 pessoas, a Associação Orquidófila do Litoral Norte, uma das mais respeitadas do estado de São Paulo. Outra pessoa com grande participação na associação foi dona Vera Gonzales, falecida no ano passado. Nos últimos anos, mesmo adoentado, Dr. Keiiti nunca deixou de participar e prestigiar as exposições promovidas em Caraguá. A indicação de seu nome para a nova sede do orquidário municipal foi mais do que merecido, um reconhecimento do povo caraguatatubense à um de seus médicos mais queridos e respeitados.

Orquídea.  

A orquídea é uma das principais atrações turísticas de Caraguá e da região. As exposições feitas em nossa região, sempre atraem milhares de visitantes todos os anos A orquídea é a planta mais perfeita das flores do reino vegetal. Sabe-se que existem mais de 35 mil espécies nativas. No Litoral Norte - na Mata Atlântica, foi catalogado o maior número de variedades do mundo. A planta símbolo do Litoral Norte é a Cattleya Intermédia, orquídea mais comum da região, tanto que é considerada a planta símbolo da Associação de Orquidófilos do Litoral Norte (AOLN).

Segundo dados do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a família das orquídeas possui mais de vinte mil espécies distribuídas em quase todas as partes do planeta. Porém a maioria das espécies é encontrada nas áreas tropicais. O Brasil é um dos países mais ricos em orquídeas, comparável somente à Colômbia e ao Equador. Estudos recentes registram cerca de duas mil e trezentas espécies para o território brasileiro.
Orquidário

O Orquidário Municipal Dr. Keiiti Nakamura fica no bairro da Ponte Seca. O orquidário é composto por uma área 102 m², possui banheiro e almoxarifado. O orquidário fica no Centro Integrado de Ações Sociais e Culturais – CIASC, espaço que conta com atendimento da Defesa Civil, oficinas de esporte e cidadania, além de serviço socioassistencial. Ali também funcionam as oficinas da Fundacc de dança, artesanato, teatro, folclore e artes plásticas.

O primeiro secretário da Associação Orquidófila do Litoral Norte, Maurício Abe, considera justa e merecida a homenagem ao Dr. Keiiti Nakamura. “O Dr. Keiiti sempre se dedicou às causas da Associação, principalmente lutar por uma sede, já que não tínhamos um espaço para realizar nossos trabalhos. Agora com o orquidário poderemos fazer reuniões e eventos de comemorações da cidade, como exposições e encontros”, disse.         
Orquidário Municipal: Avenida José Benedito de Faria, 488 – Ponte Seca.
Horário de funcionamento: das 9h às 17h. 
Informações: 3883-2841.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Via Orla

Alerta

Jovens estão sequestrando animais e cobrando resgate em Caraguá.

Vítimas são idosos que saem para passear com seus animais na orla da Martim de Sá, Prainha e Indaiá.


Um novo tipo de sequestro têm sido registrado em Caraguá. Trata-se de sequestro de cães de raça. Já foram registrados casos na Martim de Sá, Prainha e Indaiá. Tudo indica que essas ocorrências não tenham sido registradas na polícia. Os donos dos animais, com medo de ameaças ou de terem seus animais mortos pelos sequestradores, não procuraram a polícia para registrar boletim de ocorrência.

O sequestro de animais ocorre em plena luz do dia. É praticado por jovens de bicicleta, que moram em bairros periféricos, como o Olaria e Tinga, por exemplo. As vítimas são pessoas de idade, normalmente, aposentados. Os “sequestradores” ficam de olho nessas pessoas que saem com seus animais de estimação para passear, presos as suas coleiras, onde normalmente constam o telefone ou endereço da família. Os donos fazem a identificação na coleira para que em caso de sumiço ou fuga do animal, ele seja facilmente localizado e devolvido.

Após levarem o animal, normalmente, cães de raça e de estimação, os “sequestradores” ligam para o dono, exigindo o valor do resgate, que em alguns casos, chegam a mais de R$ 1.000,00. Os donos aceitam pagar o resgate em troca da liberdade do animal. Os sequestradores fazem ameaça, tipo, se não pagar o animal será morto. Como se trata de animal de estimação, quase um membro da família, o dono aceita o pagamento do resgate.

A orientação dos sequestradores para o dono do animal sequestrado: não avisar a polícia, caso contrário, o animal será morto e o dono poderá sofrer ameaças, uma vez que eles sabem o telefone e o endereço da família. O pagamento do resgate é feito da seguinte maneira: o dono leva o valor pedido em dinheiro e coloca em uma caixa de correios de uma casa de veraneio. Quando faz o pagamento fica sabendo onde está seu animal. Normalmente, o animal é encontrado em outra casa de veraneio ou terreno baldio, no mesmo bairro.

A vítima

O blog conseguiu entrevistar uma aposentada que teve seu animal, um poodle, sequestrado duas vezes, no bairro Martim de Sá. O nome dela será mantido em sigilo. Ela teme sofrer ameaças. O primeiro sequestro do animal dela ocorreu num sábado à tarde, por volta das 14 horas, na Martim de Sá. Ela passeava com seu animal preso a coleira, quando dois jovens se aproximaram de bicicleta e, outros dois, pela calçada. Um dos jovens agarrou a coleira e tentou levar o animal. A aposentada segurou firme, tentando impedir que o animal fosse levado. O outro jovem ajudou a puxar a coleira. A aposentada caiu no chão, mas não soltou o animal. Os outros dois jovens, que estavam de bicicleta, foram ajudar os amigos, passando com as bikes sobre a aposentada.

Machucada e ferida, a aposentada, já sem forças, soltou a coleira. A aposentada foi socorrida e encaminhada à santa casa. Ele teve o braço quebrado, durante a queda. Passado alguns dias, um dos “sequestradores” ligou para a residência dela. Informou que estava com o seu Poodle e que para ela ter o animal de volta teria que pagar R$ 1.000,00. Orientou a aposentada para que ela não procurasse a polícia, caso contrário jamais voltaria a ver o seu animal.

Ela contou que tinha grande amor pelo Poodle e decidiu pagar o resgate para ter o animal de volta. E, seguiu as orientações dos “sequestradores”. Pegou o dinheiro, em espécie, e foi até o local indicado, uma casa de veraneio na Martim de Sá. Colocou o dinheiro na caixa do correios e recebeu a informação de que o animal estava em uma casa próxima. Foi até lá e o seu Poodle estava amarrado junto ao muro. Segundo ela, haviam outros dois cães amarrados junto com o dela, sinal de que os sequestradores teriam feito outras vítimas.

A aposentada disse suspeitar que os “sequestradores” ficam na orla, na Martim de Sá, Prainha e Indaiá, de olho nas pessoas que passeiam com seus animais de estimação. Segundo ela, os “sequestradores” sabem o horário normalmente que essas pessoas saem para passear com seus animais e se os animais possuem identificação de seus donos em suas coleiras. Ela suspeita que os “sequestradores” preferem agir com as pessoas mais idosas, porque, isso facilita, em caso de reação. E, que também, as pessoas mais idosas têm mais carinho e amor pelos animais de estimação, que muitas vezes, são seus únicos companheiros.

A aposentada afirmou que havia contado o caso do sequestro apenas para sua família, que reside em outra cidade, mas que, agora, decidiu contar o seu caso, para que sirva de alerta para as pessoas que saem com seus animais para passear. Segundo ela, foi a segunda vez que seu animal foi sequestrado. Ela suspeita que seu animal tenha sido levado às duas vezes pelos mesmos sequestradores. Fica o alerta.

Drogas

Casos de sequestros de animais de raça têm ocorrido em várias cidades brasileiras. ONGs de proteção animal suspeitam da existência de quadrilhas especializadas. Em algumas cidades como Blumenau(SC) a polícia local suspeita de que os animais sequestrados estão sendo trocados por drogas ou o dinheiro do sequestro utilizado para a compra de drogas. Na cidade de São Paulo, animais de raça estariam sendo sequestrados para serem vendidos em feiras clandestinas nos bairros. A polícia dessas cidades reclama que sem registro da ocorrência fica difícil apurar o número de casos ( de sequestros de animais) e a identificação dos sequestradores.  

A onda de sequestros também preocupa associações e ONGs de proteção a animais, que não tem dúvidas que os sequestros de animais estão atrelados a outros crimes. “Os animais estão virando moeda para o tráfico. O problema é que na nossa legislação o animal é tratado como um bem móvel e o policial não vai sair para uma investigação exclusivamente por isso", disse o advogado da Associação Protetora de Animais de Blumenau (Aprablu). O sequestro de animais de estimação configura maus tratos e, segundo a lei nº9605/98, a pena para quem comete esse tipo de crime é três meses a um ano de detenção. Além de afastar o animal das pessoas de sua confiança, se para efetuar tal prática houve invasão de propriedade ou furto, a pena é ampliada.

Dicas

Quem convive com cães ou gatos tem grande estima pelo animal, que na maioria das vezes acaba se tornando um membro da família. O sequestro de animais domésticos sempre foi uma triste realidade. Os casos vêm sendo noticiados com maior frequência e acontecendo em todo o país. Os animais podem ser levados por descuido de seus tutores ou até pela má fé de algumas pessoas..
O maior alvo da ação criminosa são cães ou gatos de raça, principalmente os de pequeno porte, mas também há relatos de sequestro de cães de médio e grande porte. E o destino desses animais é somente para fins comerciais. Os animais não castrados são explorados em fábricas de filhotes clandestinas, e aqueles que não procriam, acabam em lojas e pet shops onde são vendidos, geralmente muito distante de onde foram sequestrados.
Ainda há relatos de ocorrências de sequestro de animais dentro de seus próprios quintais, na “segurança” de seus lares. Mas o que fazer para não ser vítima dessa covardia? Veja a seguir algumas dicas simples, mas que podem ajudar a garantir a segurança de seu animal. As dicas são dadas pela Anda(Agência de Notícias de Direitos Animais).
1. Não deixe o animal andando livremente em praças ou parques sem supervisão; também não permita “voltinhas” na rua;
2. Caso precise entrar em um estabelecimento que não permite animais, como farmácias, mercados e padarias, não deixe seu animal amarrado e sozinho nos locais públicos;
3. Não permita que seu animal fique sozinho dentro do carro. Além de descuido, o ato se classifica como maus-tratos, pois os cães sentem muito mais calor do que os humanos e podem até morrer sufocados no interior do veículo;
4. Evite caminhar com o animal em ruas isoladas e fique sempre atento a sua volta. Já houveram casos de sequestros de animais acontecerem à mão armada na presença dos tutores;
5. Caso os muros e grades de sua residência sejam mais baixos, não deixe que o animal permaneça exposto por muito tempo no local;

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Via Orla

Cinema

Domingos Montagner viveu nas telas o papel de um dos integrantes da família Trombini.

Domingos Montagner, o diretor Stefano e o ator Caio Castro durante as gravações em Caraguá. 

A morte do ator Domingos Montagner, aos 54 anos, ontem, gerou uma comoção nacional. O ator era muito respeitado e admirado. Era um baita profissional e um cara muito legal e carinhoso na opinião de seus colegas de cinema e TV.

Domingos Montagner esteve em nossa região em 2013. Gravou cenas em Ubatuba e Caraguá do filme A Grande Vitória, que tinha ainda como atores Caio Castro, Sabrina Dato, Moacir Franco, Tato Gabos Mendes, entre outros. O filme, dirigido por Stefano Capuzzi e produzido por Fernando Meirelles, se baseou no livro Aprendiz de Samurai, escrito por Max Trombini, em 2011.

O filme conta justamente a estória de Max Trombini, um garoto rejeitado pelo pai, que foi criado pela mãe e o avô, em Ubatuba. Revoltado, o menino se envolveu em muitas confusões. Através do judô e do professor Josino, papel vivido por Tato Gabos Mendes, o menino se restabeleceu emocionalmente e construiu brilhante carreira nas artes marciais.

No filme, Domingo Montagner, interpreta o personagem César, pai de Max, que na vida real é o empresário ubatubense Milton Trombini, irmão do ex-prefeito de Caraguá, Sidney Trombini. O papel de Max é feito por Caio Castro. Domingos esteve gravando suas cenas, em Caraguá, no parque dos Trombinis.


Domingos, durante as gravações, foi super atencioso com todos. Um ator sem nenhuma frescura e carinhoso com todos que procuravam conversar ou tirar fotos com ele. O filme estreou em 2014 e, recentemente, foi exibido na TV Globo.   

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Via Orla

Avaliação

As prefeituras do Litoral Norte no Ranking da Folha.

A Folha de São Paulo em conjunto com o Datafolha lançou em agosto o Ranking de Eficiência dos Municípios. Até então, a avaliação dos municípios brasileiros vinha sendo feita pela Firjam (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). Toda avaliação feita por órgãos ou entidades idôneas é importante para os cidadãos brasileiros. A avaliação é fundamental para que o cidadão acompanhe como anda a administração e principalmente, como as prefeituras utilizam o dinheiro do contribuinte.

A Folha deveria ter feito sua análise com base em números mais recentes, dados dos anos 2014 e 2015. A maioria das avaliações foi feita com base em dados dos anos 2010(Educação, Saneamento e IDHM) e 2013 (Saúde). A realidade de nossos municípios, hoje, pode ser bem diferente. Entendo que, caso a folha fizesse sua avaliação com números mais atuais os municípios do Litoral Norte poderiam obter melhores índices que os divulgados no ranking deste ano. 

A pesquisa da Folha, iniciada em ano eleitoral, busca justamente isto, mostrar quais prefeituras entregam mais serviços básicos à população utilizando menor volume de recursos financeiros. O Ranking da Folha leva em conta indicadores de saúde, educação e saneamento para calcular a eficiência da gestão. A Folha pesquisou 5,281 municípios. A pesquisa comprovou que numa escala de 0 a 1, apenas 24% dos municípios pesquisados ultrapassaram a 0,50 e foram considerados Eficientes.

No primeiro Ranking de Eficiência dos Municípios- a Folha pretende fazer o ranking anualmente- o primeiro lugar nacional ficou com o município de Cachoeira da Prata(MG), uma cidade com apenas 3.727 habitantes, que obteve índice de 0,656 considerado o mais eficiente do país. O município que obteve o melhor índice em São Paulo foi Águas de São Pedro com o índice de 0,633.

Litoral Norte

Ubatuba foi o único município da região considerado Eficiente.

O ranking da Folha avaliou os municípios do Litoral Norte de maneira surpreendente. O município de Ubatuba foi o único considerado Eficiente com índice de 0,522. Ilhabela ficou em segundo lugar na região, com índice de 0,498, avaliado como Alguma Eficiência. Caraguá ficou em terceiro lugar com o índice de 0,489, também avaliado como Alguma Eficiência. São Sebastião ficou bem abaixo dos demais, com índice de 0,450, avaliado como Pouca Eficiência.  

No item saneamento básico, por exemplo, o ranking avalia a situação dos municípios da região em 2010, época em que, Ubatuba contava com 73% de atendimento em água; 100% em coleta de lixo; e, 27% de esgoto coletado e tratado. Ilhabela apresentava, na época, 81% de atendimento de água; 99% de coleta de lixo; e, apenas 7% de moradias com coleta e tratamento de esgoto. Caraguá, no mesmo período, apresentava 96% de atendimento em água; 99% em atendimento de coleta de lixo: e, 56% de moradias com coleta e tratamento de esgoto. São Sebastião tinha 70% de atendimento em água; 100% de atendimento em lixo; e, 52% de moradias com esgoto coletado e tratado. Os números atuais de esgoto em Ilhabela e Caraguá são bem maiores.

Com relação a Educação as avaliações foram feitas com base em dados de  2010. Na avaliação de educação para crianças de 0 a 3 anos a situação ficou assim: Caraguá tinha 41% de suas crianças atendidas; São Sebastião, 39%; Ilhabela, 36%; e, Ubatuba, 35%. Na educação para crianças de 4 a 5 anos; São Sebastião e Ilhabela ficaram com 95% de atendimento; Caraguá com 94%; e, Ubatuba, com 92%.

Com relação aos investimentos: Caraguá investiu 36% em Educação, 21% em Saúde e 3% repassados ao Legislativo. São Sebastião investiu 24% em Educação, 23% em Saúde e 3% de repasses ao legislativo. Ilhabela investiu 25% em Educação, 24% na Saúde e repassou 4% ao legislativo. Ubatuba investiu 33% em Educação, 24% em Saúde e 4% repassou ao Legislativo. O orçamento das cidades da região, em 2013, foi de R$ 575,6 milhões em São Sebastião; de R$ 435,4 milhões em Caraguá; de R$ 174,2 milhões em Ilhabela; e, de R$ 223,5 milhões em Ubatuba.


Via Orla

O que rola por aí...


Eleições 2016


Tá um corre corre danado. Faltam poucos dias das eleições, todos os candidatos à prefeito estão se mobilizando para conquistar os votos dos indecisos. Em Caraguá, tudo indica, que a disputa está polarizada entre o engenheiro Gilson Mendes(PSDB) e Aguilar Jr(PMDB). Os demais candidatos pouco aparecem, entre eles, Zé Ernesto, Nivaldo, Álvaro e Thifâny. Todo mundo tem comentado que a campanha deste ano está “estranha”, sem aquele envolvimento das eleições passadas. É nítido o crescimento do engenheiro Gilson Mendes, candidato que deverá suceder o prefeito Antonio Carlos. Gilson, um técnico que participa pela primeira vez de uma eleição, caiu nas graças dos eleitores que não o conheciam anteriormente. Quem teve a oportunidade de conhecer o candidato Gilson, nas suas reuniões políticas, ficou com boa impressão. É uma pessoa das mais preparadas para assumir a prefeitura. Segundo consta, estaria liderando as pesquisas, graças aos seus conhecimentos da cidade e, principalmente, do apoio do prefeito Antonio Carlos. Gilson trabalha há muitos anos na prefeitura, conhece a cidade como poucos. Foi também o responsável pela maioria das obras executadas pelo prefeito Antonio Carlos. Além disso, conta com a alta aprovação do prefeito, hoje, em torno de 95% de aprovação; com o trabalho de seu candidato a vice, o Baduquinha, um dos vereadores mais queridos da cidade; e, com vários candidatos a vereador bem votados nas eleições passadas. A soma de tudo isso é altamente positiva. Por outro lado, o seu adversário o Aguilar Jr tenta colar sua candidatura na imagem do pai, o ex-prefeito José Pereira Aguilar, impedido de concorrer esse ano por ser ficha suja. Muita gente ainda desconhece que o candidato é o filho e, não, o pai. Todo o material de campanha de Aguilar Jr foi feito justamente para confundir os eleitores. O candidato, no entanto, é o filho e não, o pai. Comparando o potencial dois candidatos Gilson Mendes e Aguilar Jr , o candidato do PSDB (Gilson) leva grande vantagem, justamente, por ser técnico e ter tido importante participação nos mandatos do prefeito Antonio Carlos. Aguilar Jr, por sua vez, teve passagem na prefeitura como chefe de gabinete do pai e, saiu antes do final do mandato dele, sendo substituído. É jovem e pode ter chances no futuro. Hoje, no entanto, não estaria ainda preparado para assumir a prefeitura e, se vier a assumir, quem governará será o pai, o ex-prefeito Aguilar. Gilson eleito, teremos, após 30 anos, o retorno de um caraguatatubense a frente da prefeitura. A última vez que um caraguatatubense esteve à frente da prefeitura foi em 1982, com o também engenheiro Jair Nunes de Souza, por sinal primo do Gilson. E, também, poderemos ter pela primeira vez, após muitos anos, um servidor público eleito prefeito. Bom sinal para os servidores municipais. Com relação aos candidatos a vereador, o desespero é maior ainda. Os candidatos estão feito loucos a caça de votos. Nunca vi tamanho desespero. Alguns nomes tem se sobressaído na atual campanha, entre eles, Celsinho Pereira, Aurimar, Vilma, Tato Aguilar, Sérginho...O eleitor tá muito indeciso em quem votar para vereador. Muitos deles vai decidir na “boca” da urna. No momento do voto.  Vamos acompanhando para ver o que vai dar...


Violência


O Jornal O Vale publica uma matéria preocupante nesta quinta-feira: Número de homicídios e latrocínios no Vale do Paraíba entre 2012 e 2016 é o maior no interior paulista. É bom lembrar que o Litoral Norte faz parte desta da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Segundo o jornal, nos últimos cinco anos, a violência causou a morte de 1.905 pessoas na RMVale, a região mais violenta de São Paulo. Esses são números oficiais, presentes nas estatísticas do governo do Estado, e eles incluem vítimas de homicídio e latrocínio (o crime de roubo seguido de morte).
Entre os meses janeiro de 2012 e julho de 2016, as cidades do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte tiveram 1.809 homicídios e 96 latrocínios. São José registrou 389 vítimas nesse período e Taubaté outras 247. O Vale é a região que lidera o ranking de assassinatos no interior (em números absolutos) e no Estado (na proporção entre o índice de assassinatos e a população dos municípios).
No período entre os anos de 2012 e 2016, segundo os dados, a vice-líder de violência no interior paulista foi a região de Campinas, com 1.550 vítimas -- 355 a menos do que a RMVale. Há ainda as áreas de Ribeirão Preto (1.407 mortes), Bauru (763), São José do Rio Preto (474), Baixada Santista (1.174), Piracicaba (1.454) e Presidente Prudente (286), além de Araçatuba (367) e Sorocaba (1.261).
Em 2016, entre janeiro e julho, a região já registra 234 homicídios e 18 latrocínios -- o índice de roubos seguidos de morte no ano, mesmo com apenas sete meses contabilizados, já é superior ao total que foi assinalado em 2015, 2014 e 2013. Já no caso dos assassinatos, a RMVale é a única a ultrapassar a marca de 200 vítimas. Na taxa de homicídio por cada 100 mil habitantes, usada para comparação de municípios com tamanho diferente, o Vale teve um índice de 16,72 (entre os meses de julho de 2015 e junho de 2016). A taxa é o dobro da registrada na capital (8,07) e ainda na Grande São Paulo (9,65). Esses números são muito preocupantes e devem ser avaliados pelo governo do Estado e pelos nossos prefeitos.

Educação

O Estadão também publicou uma matéria muito preocupante nesta quinta-feira. O jornal informa que 75% dos jovens entre 20 e 24 anos não estão estudando: O porcentual é apontado na versão mais recente do relatório "Education At a Glance", da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), que traz um estudo comparativo sobre índices educacionais entre 41 países.
Embora seja um dado preocupante, a pesquisa mostra que mais da metade desses jovens estão trabalhando e 57% já concluíram o ensino médio (50%) ou superior (7%). O detalhamento dos dados brasileiros comparados aos dos demais países - 34 membros da OCDE e 7 parceiros da organização - será feito nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação (Inep/MEC).
Quando se analisa uma faixa maior de idade, entre 15 e 29 anos, o relatório conclui que 20% dos brasileiros fazem parte da chamada "geração nem-nem", expressão que designa aqueles que não trabalham nem estudam. O índice é maior que a média registrada pela OCDE em 2014, que ficou em 15%.
Segundo jornal, a situação do Brasil perante os "concorrentes" também tem pontos positivos. Ao passo que, entre 2005 e 2013, a proporção de gastos públicos para a educação diminuiu em mais de dois terços dos países analisados, no Brasil ocorreu o contrário. A média da OCDE é de 11%, mas o Brasil superou esse índice ao dedicar pelo menos 16% do gasto público total ao setor, ficando atrás apenas de México e Nova Zelândia nesses investimentos.

Meio Ambiente

Segundo informações divulgadas, ontem, pela agência espacial americana (Nasa), o mês de agosto foi o mais quente dos últimos 136 anos. Segundo a Nasa, uma tendência que vem se repetindo mês a mês, ano a ano, como um sinal inequívoco do aquecimento global provocado por ações dos seres humanos. Em relação ao período de base (valor da temperatura média entre 1951 e 1980) para agosto, a temperatura média da Terra no mês passado foi 0,98°C mais quente. Foi ainda 0,16°C mais alta que o agosto mais quente registrado até então, o de 2014. 
Desde outubro de 2015 que a temperatura vem quebrando recordes sucessivos no monitoramento que começou a ser feito em 1880. Mantendo o ritmo pelos próximos meses, 2016 deverá ser o novo ano mais quente da história, superando 2015, que, por sua vez, bateu 2014. "Ressaltamos que as tendências de longo prazo são as mais importantes para a compreensão das mudanças em curso que estão afetando nosso planeta", afirmou Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa.


sábado, 10 de setembro de 2016

Via Orla

Polícia

Evento lembra 15 anos da morte do prefeito de Campinas. Chacina em Caraguá pode ter sido queima de arquivo.


Hoje, sábado, dia 10, foi realizado em Campinas, um evento para relembrar os 15 anos do assassinato do prefeito da cidade, Antônio da Costa Santos, o Toninho. O prefeito foi assassinado na noite de 10 de setembro de 2001, após oito meses de governo, quando retornava do Shopping Iguatemi. Toninho foi morto com três tiros. Até hoje, a morte do prefeito ainda não foi esclarecida. E, uma chacina ocorrida em Caraguá, pode ter sido uma queima de arquivo, que prejudicou de vez o esclarecimento do caso.  

Uma ação realizada pela polícia de Campinas, em Caraguá, pode ter prejudicado as investigações. Cinco policiais civis de Campinas estiveram em Caraguá, em outubro de 2001, sem informar a polícia local, invadiram um condomínio na Praia Martim de Sá e mataram quatro homens, dois deles suspeitos de participação na morte do prefeito de Campinas (SP).

A ação dos policiais de Campinas foi considerada fora dos padrões normais. Os policiais de Campinas foram indiciados e julgados pela justiça. De acordo com as investigações, os policiais teriam trocados tiros com os homens que estavam numa da casa do condomínio, foram mortos Valmir Conti, Anderson José Bastos, Fábio Soares Menegrone e Alessandro Renato Pereira Carvalho.

No boletim de ocorrência registrado em Caraguatatuba na época, participaram da ação o delegado Marcos Antonio Manfrim, o agente Alcir Biazon Júnior, o carcereiro Fábio Nunes Arruda Campos e o investigador Nelson Costa. No processo consta também o nome de Sandro José da Costa, outro agente da Polícia Civil. Todos os envolvidos foram denunciados e levados a julgamento. A morte do prefeito,no entanto, continua um mistério.   

A chacina de Caraguatatuba
Uma reportagem publicada na revista Caros Amigos, ano VII, número 78 / setembro 2003 detalha a ação dos policiais de Campinas, em Caraguá. Às 4 e meia da manhã do dia 2 de outubro de 2001, o delegado do 4o Distrito Policial de Campinas, Marcos Antônio Manfrin, os investigadores Rogério Diniz, Nelson da Costa e Alcir Biazon Jr. e os carcereiros Fábio Arruda Campos e Sandro José da Costa invadiram o condomínio Maré Mansa, em Caraguatatuba, onde mataram quatro rapazes que dormiam em um dos apartamentos, Fábio Soares Menengrone, de 22 anos, Alessandro Renato Pereira de Carvalho, 23 anos – ambos sem antecedentes criminais –, e os dois procurados,Valmir e Anzo. Os corpos foram alvejados por dezoito tiros, no rosto, na cabeça e no tórax. Depois de ouvir os disparos, o porteiro e o zelador viram os policiais retirando dois corpos do apartamento – depois reconhecidos por fotografia pelo zelador como os de Anzo e Valmir – e colocando-os no porta-malas do Passat que as próprias vítimas usavam.
Pouco depois, acionada por um vizinho, chegou a Polícia Militar, que chamou uma ambulância para transportar os corpos de Fábio e Alessandro. Flagrados pela PM, os policiais de Campinas tiveram de retirar os corpos de Valmir e Anzo do porta-malas do Passat e comparecer à delegacia para registrar o BO. Se a PM não tivesse chegado, é provável que ninguém tomasse conhecimento das circunstâncias em que foram mortos os dois acusados pelo assassinato do prefeito, até porque os policiais não apresentaram nenhum documento que os identificasse ao porteiro, assustado demais para exigi-lo.
Na delegacia, Manfrin disse que os quatro mortos haviam recebido os policiais a bala e, ao justificar por que estava tão longe de sua área de atuação sem avisar a polícia de Caraguatatuba, afirmou que Anzo e Valmir estavam envolvidos no seqüestro de Eduardo Ragazzi, que ainda se encontrava no cativeiro, e no assassinato do prefeito de Campinas. Disse ainda que havia apreendido a arma que matou o prefeito no apartamento das vítimas – uma pistola Glock 9 milímetros –, que entregou ao delegado de Caraguatatuba junto com as armas que teriam sido disparadas pelos policiais na ocorrência. A perícia das armas dos policiais mostrou que os projéteis que mataram os rapazes não haviam sido disparados por essas armas que Manfrin entregou. A pistola 9 milímetros, enviada para o Instituto de Criminalística de Campinas, também não era a que matou o prefeito.
Quinze dias depois do crime, descobriu-se que a presença do carcereiro Sandro José da Costa na chacina fora omitida por Manfrin. A participação do investigador Rogério Salum Diniz também foi omitida pelo delegado de Campinas e descobriu-se ainda, mais tarde, que uma escuta telefônica feita pelos policiais da Delegacia Anti-Seqüestros flagrou Rogério passando informações que recebia do investigador Eudes Trevisan, da Anti-Seqüestros, para Andinho.


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Via Orla.


Violência


   Bandidos assaltam casa do líder do prefeito em Caraguá.


Dois homens armados com revólveres assaltaram no início da tarde desta quinta-feira a casa do vereador Celso Pereira(PSDB), líder do prefeito Antonio Carlos na Câmara Municipal. Os bandidos entraram na residência no bairro do Massaguaçu, renderam várias pessoas, entre elas, a mulher do vereador, o cantor Zirinho da Bahia e pessoas que trabalhavam na campanha eleitoral. Os bandidos amarraram as vítimas e levaram todas elas para a cozinha da residência. Os bandidos queriam dinheiro de qualquer maneira. Permaneceram por cerca de 15 minutos no interior da residência e fugiram em seguida levando dois notebooks e sete celulares. Segundo informações, as vítimas passaram momentos de muito pânico sob ameaça de revólveres. O filho mais velho do vereador estava na parte de cima do sobrado. Segundo consta, um terceiro integrante da quadrilha permaneceu às margens da rodovia Rio-Santos, observando a movimentação de pessoas. O vereador Celso Pereira não se encontrava em casa no momento do assalto. A polícia já está investigando o caso. Câmara de vigilância de residências vizinhas podem ter registrado o momento da entrada e saída dos bandidos da residência.   

Via Orla

Educação/ Ideb

Caraguá é a melhor classificada na avaliação do Ideb.


A cidade de Caraguá foi a melhor classificada na região na avaliação do Ideb(Índice de Desenvolvimento de Educação Básica 2015) feito pelo Ministério da Educação. Caraguá superou a meta prevista pelo MEC no ensino fundamental de 1º ao 5º ano, de 5,2 e também no ensino fundamental do 6º ao 9º ano, de 4,7. Caraguá obteve 6,2 na avaliação do 1º ao 5º e 5,2 na avaliação do 6º ao 9º ano. Para os primeiros anos do ensino fundamental os quatro municípios superaram a meta prevista pelo MEC. Caraguá ficou em primeiro lugar na região com 6,2; Ilhabla em segundo lugar com 5,9; São Sebastião em terceiro lugar com 5,7; e, Ubatuba em quarto lugar com 5,6. Na avaliação dos anos finais (do 6º ao 9º ano), apenas Caraguá e Ilhabela atingiram a meta. Caraguá obteve 5,2; e, Ilhabela obteve 4,9. São Sebastião e Ubatuba, ambas com avaliação 4,6, não atingiram a meta estabelecida pelo MEC. O Ideb é obtido através de dois critérios rendimento escolar(taxa de aprovação, reprovação e abandono) e médias de desempenho na Prova Brasil. Para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.  

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Via Orla

O que rola por aí...

Servidor

O candidato Gilson Mendes(PSDB), de Caraguá, pode ser o primeiro servidor público a ocupar a prefeitura de Caraguá- se eleito for em outubro, após 27 anos. Gilson, que é engenheiro, é servidor público desde 1990, apesar de trabalhar na prefeitura desde 1980. Isso será uma conquista e tanto para os servidores municipais. O último candidato eleito, que trabalhou na prefeitura- não se sabe se como servidor ou contratado, foi o médico José Bourabeby, em 1989. Caso Bourabeby  não tivesse sido servidor,mas apenas tenha sido contratado pela  prefeitura, Gilson Mendes pode ser o primeiro servidor público a ser eleito prefeito nos últimos 50 anos em Caraguá. Em suas reuniões, Gilson tem falado com carinho sobre os servidores públicos. O interessante é que se eleito for, Gilson também será, após 35 anos, o primeiro candidato de família caiçara a ocupar a prefeitura. O último caiçara eleito em Caraguá foi o também engenheiro Jair Nunes de Souza em 1981.

Temer I

O presidente Temer pode estar, indiretamente, envolvido nas eleições de Ilhabela. Lá a disputa está bem acirrada e segundo consta, polarizada entre a professora Lidia Sarmento(PPS) e o Márcio Tenório(PMDB). Segundo informações, a ficha de filiação de Tenório no PMDB teria sido assinada pelo atual presidente. Ainda,segundo consta, o compadre e homem de confiança de Temer, o advogado José Yunes, pessoas da mais influentes na política nacional e um dos veranistas mais antigos de Ilhabela, estaria apoiando Tenório. Lidia é apoiada pelo atual prefeito Toninho Colucci.

Temer II

Estudantes de Caraguá realizaram na última sexta-feira uma manifestação na cidade contra o atual presidente. Segundo consta, cerca de 60 estudantes e representantes de partidos de oposição participaram da manifestação pacífica. Os manifestantes gritaram palavras de ordem, interditaram por alguns minutos o tráfego na avenida da  praia e seguiram com faixas e cartazes pela avenida Anchieta e calçadão. Segundo consta, foi a primeira manifestação oficial ocorrida na região contra Temer.  

Iluminação

Foi interessante a matéria de Ricardo Hiar publicada na folha, de segunda-feira, sobre a instalação de painéis solares para a comunidade isolada da praia do Bonete. Com a energia gerada pelos painéis, os moradores poderão usar geladeiras e ter iluminação em suas casas. Cada uma das 180 famílias beneficiadas pelos painéis vai pagar cerca de R$ 38 por mês. Os painéis foram instalados pelo governo federal, através do Programa Luz Para Todos, idealizado pelo ex-presidente Dilma, quando ainda era ministra do então presidente Lula. O programa de painéis solares poderia ser estendido às demais comunidades isoladas do Litoral Norte.

Internacional

O festival de Jazz de Ilhabela, que acontece em outubro, ganha conatação cada vez mais internacional. Tudo indica que a ideia do Colucci é justamente essa: fazer do jazz uma atração internacional para com isso divulgar a ilha também mundo afora. No festival deste ano, uma das atrações internacionais será nada menos que Stanley Jordan, guitarrista norte-americano de renome internacional, que se apresentará no dia 13 de outubro, com entrada grátis. Ouras atrações internacionais do festival: Cesar Camargo Mariano, atualmente, radicado nos EUA; o camaronês Richard Bona, o trombonista Raul de Souza, o pianista Nelson Ayres, e Ed Motta, que se apresentará com o Baile do Almeidinha. Consta ainda na programação Vanessa Moreno e Fi Maróstica, Edu Ribeiro Quarteto, o grupo Vento em Madeira, Ricardo Herz Trio e a cantora Monica Salmaso com o grupo Sujeito a Guincho. O festival de Ilhabela vai de 12 a 15 de outubro, na vila.

Teste
tente: que carro é este? 

Uma montadora de veículos utilizou mais uma vez nossa região para fazer testes com um de seus novos modelos. Oito veículos, todos eles, inteiramente camuflados, circulam pela rodovia Rio-Santos, na manhã desta terça-feira. Os carros chamaram a atenção. Não continham logomarca e deixou todos curiosos. Pelo modelo, pode-se tratar do novo ASX, da Mitsubish. Vamos aguardar... 

Meio Ambiente
Novo Zoneamento Ecológico-Econômico amplia áreas de proteção e prevê proibição de novos condomínios.

O Instituto Conservação Costeira me encaminhou um release sobre uma reunião do Grupo Setorial do Gerenciamento Costeiro, ocorrida estes dias. Segundo consta, foram aprovadas várias medidas para preservar o meio ambiente regional. Somente na Costa Sul de São Sebastião, serão 6,1 milhões de metros quadrados protegidos. Após as discussões do Grupo Setorial de Coordenação do Gerenciamento Costeiro, realizado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente, teria sido aprovado a proposta técnica de revisão do zoneamento ecológico-econômico do Litoral Norte. Veja:

O grupo, órgão colegiado composto por representantes do Estado, prefeituras e sociedade civil dos municípios de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, aprovou os novos mapas que vão compor a proposta de revisão do ZEE-Litoral Norte. O trabalho é resultado de seis anos de discussões técnicas sobre os ajustes necessários para garantir o desenvolvimento sustentável da região. Agora, a proposta será submetida a consultas públicas e deliberação final do Conselho Estadual do Meio Ambiente.

A revisão técnica do zoneamento buscou encontrar respostas para as diferentes demandas dos atores sociais em torno das questões de desenvolvimento socioeconômico e conservação ambiental. Teve como resultado um olhar especial para questões como a preservação das unidades de conservação, o respeito às comunidades tradicionais, a proteção e manejo dos recursos marinhos, a sustentabilidade das atividades do setor náutico.

Pressão imobiliária

Segundo a procuradora da República Maria Rezende Capucci, as quatro prefeituras tentaram aprovar áreas para a construção de condomínios, mas as administrações municipais desistiram após pressão de entidades da sociedade civil, como o Instituto Conservação Costeira (ICC), Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Ilhabela Sustentável (IIS) e o Ilhabela Convention & Visitors Bureau de Ilhabela.

“O governo do Estado votou a nosso favor e a pressão imobiliária acabou sendo deixada de lado”, comemorou a presidente do ICC, Fernanda Carbonelli. “Nesta fase final em que os mapas foram apresentados, houve muitas divergências e intensa participação destas organizações não-governamentais, uma vez que as propostas municipais apresentavam forte indução ao crescimento industrial e urbano nos quatro municípios, o que foi prontamente recusado pela sociedade civil, em conjunto com os representantes do Governo do Estado e dos ministérios públicos Federal e Estadual, com base em coerência e critérios técnicos que norteiam este processo de revisão do zoneamento ecológico econômico, em bases sustentáveis para a região”, explica Fernanda.

O promotor Tadeu Salgado Ivahy Badaró Junior, do Grupo Especial de Defesa do Meio Ambiente do Litoral Norte (Gaema/LN), do Ministério Público do Estado de São Paulo, afirmou que, de todos os atores, “os representantes da sociedade civil de Ilhabela e São Sebastião foram os que melhor assimilaram a ideia de que a região possui um patrimônio ecológico e cultural de valor inestimável, pautando suas propostas a partir dessa premissa”.

De acordo com ele, o processo tem caminhado para uma construção consensual nesse sentido. “A melhor forma de administrar os conflitos é não perder de vista que este é um processo que deve fortalecer o princípio republicano, segundo o qual o interesse público, de todos, deve se sobrepor aos interesses particulares, ainda que legítimos. Não se pode incorrer, neste sentido, em soluções imediatistas. É fundamental, ainda, que o aspecto técnico e científico das discussões seja valorizado”, avalia Bardaró.

A Amab (Associação de Moradores e Amigos de Bairros do Sul de Ilhabela) também comemorou as propostas apresentadas. Segundo a gestora ambiental e representante da entidade, Gilda Nunes, houve uma “evolução muito grande” em relação ao mapa de 2013, que à época, permitiria a urbanização da Praia do Bonete, onde vive uma comunidade tradicional caiçara, assim como a Praia de Castelhanos. “Naquela época, havia um grupo que defendia o crescimento a qualquer custo. Agora, tudo o que a sociedade pediu nas reuniões, foi acatado. Em geral, foi muito bom para as cidades. Somente Caraguatatuba que vai transformar a Fazenda Serramar em Z5, o que permitirá a industrialização do lugar”, destaca.

Ainda segundo a gestora, que também é representante do IIS (Instituto Ilhabela Sustentável), o caso de Ilhabela é mais fácil, pois 85% de seu território já é área de Parque, portanto, há apenas 7% de áreas ocupáveis, na parte mais urbanizada da ilha. “Somente no Canal de São Sebastião que houve uma previsão de crescimento, tornando-se Z4”. Para a procuradora da República Maria Capucci, a proposta também irá beneficiar as comunidades tradicionais caiçaras, as reservas indígenas e as áreas quilombolas da região.

O secretário municipal do Meio Ambiente da Prefeitura de São Sebastião, Eduardo Hipolito do Rego, fundador do Gerco, também comemorou as conquistas. Participando ativamente desde 1998, como membro da sociedade civil ou como representante da prefeitura, ele lembra que, desde então, ocorreram diversas reuniões para se chegar a um contexto final. “De lá para cá, foram muitas puxadas de tapete, interferência dos governos municipais e estadual. Teve uma época que o processo parou, depois deu continuidade, mas em geral, o resultado foi super positivo”, avalia.


Segundo ele, todo o processo necessitava de uma atualização, já que desde 2004, a região do litoral norte recebeu grandes investimentos em obras de grande porte, como a duplicação da Rodovia dos Tamoios, Pré-Sal, obras dos contornos da Tamoios, discussões acerca da ampliação do porto, entre outros empreendimentos. “O texto atualizado corrigiu alguns erros, até porque as obras chegaram mas o nosso território manteve-se estático”.

O secretário lamentou apenas o fato de a maricultura não recebido o devido espaço no novo mapa. “É uma cultura nova, que gera empregos, mas não teve seu devido reconhecimento. São Sebastião e Ubatuba já trabalham neste setor, mas o litoral norte em uma imensidão de mar para que esta cultura pudesse ser mais explorada, mas infelizmente não foi possível mostrar sua importância”, lamentou.
“Foi importante chegarmos a bom termo, conciliando as diversas visões sobre o desenvolvimento sustentável da região para os próximos dez anos”, aponta Eduardo Trani, coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente.

O Gerenciamento Costeiro e a ZEE

O Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro foi instituído pela Lei Federal nº 7.661/88, como parte integrante da Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA (Lei nº 6.938/1981) e da Política Nacional de Recursos do Mar – PNRM (Decreto nº 5.377/2005), com o objetivo de orientar a utilização racional dos recursos, de forma a melhorar a qualidade de vida de sua população e a proteção do seu patrimônio natural, histórico, étnico e cultural.

O Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro, instituído pela Lei nº 10.019/98, estabeleceu objetivos, diretrizes, metas e instrumentos para sua elaboração, aprovação e execução, com a finalidade de disciplinar e racionalizar a utilização dos recursos naturais. A lei estadual definiu a tipologia das zonas, os seus usos permitidos, as atividades proibidas e as penalidades a serem aplicadas no caso de infrações.
O gerenciamento costeiro objetiva promover a descentralização e a regionalização das decisões e ações necessárias, conduzindo o desenvolvimento socioeconômico para a sua sustentabilidade ambiental. O zoneamento tem a função de estabelecer um pacto socioeconômico e ecológico, definindo as áreas que devem ser preferencialmente ocupadas, protegidas ou recuperadas na região, considerando o patrimônio cultural e natural existente, bem como as potenciais oportunidades regionais para o desenvolvimento.

“A atuação do governo do Estado veio ao encontro do ‘grito’ da sociedade civil e movimentos ambientalistas, alinhando as propostas de forma a salvaguardar as riquezas do Litoral Norte. A conquista da mudança de zoneamento na Praia da Baleia, e demais praias como Maresias, Juquehy, Barra do Sahy, e Camburi trarão maior proteção a Mata Atlantica”, afirma a presidente do ICC, Fernanda Carbonelli.

Segundo ela, na Praia da Baleia, a votação capitaneada pelo instituto conquistou um feito histórico, que é modificar de zona urbana que permite condomínios e empreendimentos, para zona de proteção. A mudança de zoneamento permitiu a proteção de diversos trechos e todo o fundo da Baleia, com presença de ecossistemas importantíssimos, fauna e flora ameaçadas de extinção. A medida protegerá grande parte dos remanescentes e maciços florestais que ainda restam na região, inclusive no entorno da APA (Área de Proteção Ambiental) Baleia/Sahy, que convive com a iminência de invasões. E proibiu o avanço da especulação imobiliária. Somente na região sul de São Sebastião, a área protegida e já ampliada mede cerca de 6,1 milhões de metros quadrados preservados.


Cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Vale e Litoral Norte, segundo IBGE

  A cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Litoral Norte Paulista e Vale do Paraíba entre 2010 e 2022, se...