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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Via Orla

Arte


Monumento em homenagem a Nossa Senhora Aparecida é de autoria do ilhabelense Gilmar Pinna.

Estátua de 50 metros de altura será maior que o Cristo Redentor.  


Projeto do monumento(Fotos:Pref. Aparecida)
É de autoria do artista ilhabelense Gilmar Pinna o maior monumento em homenagem a Nossa Senhora de Aparecida. A estátua que tem 50 metros de altura- é maior que o Cristo Redentor, que tem 38 metros de altura, será instalada em uma parque temático de 130 mil metros quadrados, dedicado à padroeira, que contará ainda com restaurantes e outras atrações.

O monumento deve estar pronto em dezembro. Gilmar não cobrou nada pela obra, na qual trabalhou desde o início deste ano.  A obra foi idealizada pelo próprio artista, que afirmou “tratar-se de um presente dele para os devotos da de Nossa Senhora. Posso dizer que, como devoto, sou privilegiado por poder fazer esse trabalho".

A escultura é toda em aço inoxidável e boa parte das peças ( a escultura foi dividida em 20 partes)  chegaram á cidade no  último fim de semana.  A escultura também foi confeccionada para comemorar os 300 anos do encontro da imagem da santa por pescadores no rio Paraíba. A estátua poderá ser avistada da rodovia Presidente Dutra e terá ainda um elevador panorâmico, segundo informou a prefeitura de Aparecida.

Gilmar Pinna é autor ainda de outras 52 peças, que também homenageiam os 300 anos da aparição da santa. As obras estão sendo instaladas nas rotatórias da cidade de Aparecida e foram contratadas pela prefeitura local. As obras “lembram” milagres da santa padroeira e também são feitas de aço inoxidável.

A prefeitura, que não informa quanto está investindo no parque temático, afirma que o local deverá ser um dos locais mais visitados pelos devotos da santa. A cidade de Aparecida recebe em média 12 milhões de devotos por ano. Este ano, devido as comemorações dos 300 anos da aparição da santa, o número de fiéis tem sido muito grande, provocando grandes congestionamentos nos acessos à cidade, nos fins de semana e feriados.

Gilmar Pinna  

Gilmar e o projeto Nossa Senhora em seu ateliê, em Guarulhos.  
Gilmar Pinna pode ser considerado o escultor de maior renome do Litoral Norte. Nascido e criado em Ilhabela, Gilmar descobriu sua vocação para a escultura, aos 10 anos de idade, quando fazia escultura nas areias da praia da ilha. Aos 12 anos venceu um concurso de escultura de areia regional.

Na década de 70, incentivado pelo pintor e desenhista Fernando Odriozola, começou a participar de mostras e concursos de artes. Em 1976, fez sua primeira mostra individual, em São Paulo. A partir daí, suas obras passaram a ser vistas e apreciadas  no Brasil e no exterior, como Itália, Suiça, Espanha e Portugal.  Seu nome sua arte, passaram a ficar reconhecidos mundialmente.

Uma de suas últimas obras,  “Paixão” instalada em abril numa das praias da ilha é das mais visitadas pelos turistas que circulam por Ilhabela. Gilmar é o embaixador cultural de Ilhabela. Ele morou muitos anos em Chicago(EUA), mantém seu ateliê na cidade de Guarulhos, mais suas grande paixão é mesmo Ilhabela. Comenta-se que quem visita a ilha e não tira uma foto ou uma selfie com as obras de Gilmar é a mesma coisa que ir a Roma e não ver o Papa.   


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Via Orla

Cidades

Pesquisa nacional avalia gastos do Legislativo Municipal.

Em 218 cidades, gastos das Câmaras Municipais superam 80% da receita municipal.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil com apoio do Sebrae realizou uma pesquisa sobre gastos legislativos municipais. A pesquisa foi publicada o mês passado com informações bastante interessantes.

A pesquisa apurou que no Brasil, apenas nas 3.761 Câmaras Municipais pesquisadas, gastou-se R$ 11.573.816.197,92 com o legislativo municipal no ano passado. O estado de São Paulo, onde foram pesquisados 551, dos 645 municípios, as despesas com as Câmaras Municipais, em 2016, foi de R$ 2.901.064.858,45.

As despesas legislativas municipais têm os limites estabelecidos pela Constituição - que usa para a base de cálculo a soma das receitas tributárias e das transferências constitucionais (da União). Então, quando levado em conta o orçamento total (que inclui os repasses da União), o gasto porcentual com o Legislativo passa a ser de 5% (cidades com até 100 mil habitantes podem gastar até 7%).

Dos 5.569 municípios brasileiros, um total de 1.807(32%) não apresentou os valores de suas receitas ou das despesas, por isso, o estudo foi feito com informações de 3.762 municípios (68%). O levantamento considerou apenas os gastos com as Câmaras Municipais, vinculadas às prefeituras. As despesas são classificadas por função e subfunção, que são categorias pré-definidas.

As despesas para operação das Câmaras Legislativas Municipais são subfunções: Ação Legislativa: despesas com remuneração, encargos, benefícios, capacitação de pessoal; com aquisição e manutenção de instalações, veículos, máquinas, equipamentos, acervo técnico, realização / participação de eventos; manutenção de convênios; divulgação de atos oficiais e administrativos etc.; e, Controle Externo: despesas com fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.  

Principais conclusões:
* Nas três últimas eleições, o número de vereadores eleitos teve um aumento de 6.140 (equivalente a 11,8%). No período, o número de vereadores eleitos passou de 51.802 para 57.942, enquanto a população brasileira aumentou 7,2%.
·        Os pequenos municípios apresentam receitas próprias per capita equivalentes a 23% da receita própria média per capita dos grandes municípios. Apesar disto, os pequenos municípios possuem uma despesa legislativa média (também per capita) equivalente a 70% maior que a dos grandes municípios.
·        A rubrica mais representativa das despesas legislativas municipais é referente ao pagamento dos vereadores. Na amostragem realizada com 71 municípios de todos os portes e regiões brasileiras, foi constatado que o pagamento de subsídios e encargos aproxima dos 60% das despesas legislativas declaradas pelos municípios de pequeno porte.
·        As despesas legislativas municipais têm os limites estabelecidos pela Constituição Federal (art. 29-a), que utiliza para base de cálculo a somatória das receitas tributárias e das transferências constitucionais. Caso os percentuais definidos na Constituição fossem aplicados exclusivamente às receitas próprias dos municípios (incluindo receitas tributárias e outras), poderia ser viabilizada uma economia anual de R$ 7,662 bilhões considerando a amostra deste estudo de 3.762 municípios. Considerando o total de 5.569 municípios, a economia potencial superior os R$ 10 bilhões (Interpolação direta leva a R$ 11,343 bilhões).
·        707 municípios (19% daqueles que apresentaram as contas anuais) gastam mais a título de despesas legislativas do que conseguem gerar a título de receitas próprias (receitas geradas pelo próprio município, incluindo IPTU, IBTI, ISS, Taxas, Contribuição de Melhoria, Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública. Receitas Patrimonial, Agropecuária, Industrial, de Serviços, Outras Receitas Correntes, Receitas Correntes Intra-orçamentárias);
·        218 municípios gastam mais de 80% das receitas próprias com as Câmaras Municipais;
·        22 municípios tiveram despesas com as Câmaras Municipais superiores aos limites estabelecidos pela Constituição Federal, no artigo 29-a. Deste total, 16 municípios têm menos de 20.000 habitantes;
·        Os gastos com vereadores (subsídios + encargos), tomando-se por base a amostra selecionada, representam em média 38,7% das despesas legislativas considerando-se todos os portes dos municípios e chegam a super 59% nos municípios com até 50.000 habitantes.

Avaliações


Após avaliar o estudo, o presidente da CACB, George Pinheiro, afirmou que: "Se as despesas legislativas estivessem vinculadas somente às receitas próprias a economia global seria de cerca de R$ 10 bilhões". Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, é preciso mudar essa lei que vincula os gastos do Legislativo. "Além disso sou a favor que municípios menores possam ter vereadores voluntários. Trabalhadores, representantes da sociedade que pudessem se reunir para fiscalizar e propor ideias ao Executivo" disse.


Via Orla

Educação

               Fim do contraturno gera polêmica em Ubatuba


Felipinho, campeão de surfe, em Trestles, Califórnia. 
Na mesma semana em que o ubatubense Felipe Toledo conquistou mais uma etapa do mundial de surfe, na praia de Trestles, na Califórnia (EUA), a prefeitura de Ubatuba anunciou o fim do contraturno – atividades extracurriculares oferecidas aos alunos da rede municipal de Educação fora do horário escolar.

Dez atividades foram canceladas, entre elas, o surfe, uma das mais procuradas e de onde surgiram grandes nomes deste esporte, entre eles, o próprio Felipinho Toledo. A maioria deles, despontou no surfe, após passarem por escolinhas mantidas pela prefeitura.

Segundo a prefeitura, a suspensão das atividades- futsal, tênis de mesa, dança, vôlei, atletismo, futebol, surfe, natação, judô e basquete ocorre devido a necessidade de cortar gastos. A Secretaria de Educação vem enfrentando muitas dificuldades financeiras desde o início deste ano.

Segundo a prefeitura, as atividades do contraturno devem retornar em 2018, com algumas alterações. Caso isso venha a ocorrer, as atividades do contraturno serão desenvolvidas pela Secretaria de Esportes e não mais, pela Secretaria de Educação.   

Nas redes sociais, a decisão da prefeitura, recebeu muitas reclamações. O ex-prefeito Mauricio Moromizato, defensor do contraturno nas escolas municipais de Ubatuba, foi um dos primeiros a se manifestar. Ele lamentou a decisão tomada pelo atual prefeito Délcio Sato.


Muitos pais também reclamaram do fim das atividades do contraturno.  Algumas crianças, que participavam das atividades, chegaram a chorar quando foram informadas de que as aulas seriam suspensas. Pais e alunos terão que ter um pouco de paciência. O próprio prefeito Sato, informou através das redes sociais, que as atividades do contra turno vão retornar em 2018. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Via Orla

Turismo

 Mais cidades têm adotado o turismo para promover o    desenvolvimento.

    Ubatuba e São Sebastião estão na categoria “A” do turismo brasileiro.


O Ministério do Turismo atualizou ontem, quarta-feira, o novo Mapa do Turismo Brasileiro. Um total de 3.285 municípios, distribuídos em 328 regiões turísticas foi catalogado no novo mapa de 2017. Em 2016, tinham sido catalogados  2.175 municípios.

A região com maior número de municípios turísticos é a Sudeste, com 1.138; o Nordeste tem 758 municípios e, o Norte, 259. Segundo o Ministério do Turismo, o crescimento do número de municípios turísticos está relacionado ao número de cidades interessadas em trabalhar o turismo como principal atividade econômica. 

O mapa serve como base para o planejamento e a execução de políticas públicas para o setor. A novidade deste ano é que o mapa apresenta uma nova categorização das cidades turísticas, feita com base no fluxo turístico e o número de empreendimentos regulares cadastrados.  Na verdade, o ministério utilizou como parâmetro os municípios com maior fluxo turístico e maior número de empregos e estabelecimentos no setor de hospedagem.

Segundo o ministério, dentre as atividades características do turismo, o setor de hospedagem é o mais adequado, porque quase a totalidade dos que utilizam um hotel, por exemplo, são turistas. Quando se trabalha com outras atividades, como restaurantes ou aluguel de veículos, a utilização por residentes é muito elevada, não retratando uma correspondência mais direta com o turismo. Por isso, o trabalho só considerou o setor de hospedagem, até mesmo porque era a melhor informação disponível.

Categorias

O mapa divulgado ontem, divide os 2.175 municípios em cinco grupos, de acordo com a classificação deles. Um total de 51 municípios está na classificação A, entre eles, Ubatuba e São Sebastião; outros 155 na categoria B, entre eles,  Ilhabela e Caraguá. Na categoria C estão 424 municípios;  na D, 1.219 municípios;  e, na E, 326 municípios. Segundo o ministério, os municípios incluídos na categoria A, poderão ser priorizados pelo governo.

Pela avaliação feita pelo ministério, entende-se que, Ubatuba e São Sebastião, incluídos na categoria A, possuem maior número de hotéis, movimentam um número maior de turistas e geram mais emprego no setor. No caso de Ilhabela e Caraguá, tudo indica que essas cidades movimentam mais veranistas e geram menos emprego no setor turístico. No caso específico de Caraguá, deve ter sido considerado, que a cidade possui um número reduzido de hotéis e pousadas, se comparado com as demais cidades da região.   


Os municípios incluídos nas categorias A,B e C  concentram 93% do fluxo de turistas doméstico e 100% do fluxo de turismo internacional. Para serem incluídos no mapa os municípios precisam cumprir algumas regras, entre elas, ter órgão responsável pela pasta do turismo e destinar recursos para o setor.  

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Via Orla

Meio Ambiente

        Alcatrazes, finalmente, poderá ser visitada.


A notícia dada hoje, em São Sebastião, pelos ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e da Defesa, Raul Jungmann, de que a partir do ano que vem, os turistas poderão conhecer o Arquipélago de Alcatrazes deve ser muito comemorada por todos.
Foi uma “luta” e tanto por parte dos ambientalistas e de jornalistas para que isso fosse possível. Foram mais de 25 anos de muita pressão, por parte de ambientalistas e jornalistas, para que o arquipélago deixasse de servir como palco dos exercícios de tiro por parte da Marinha.
Desde a década de 80 a Marinha praticava tiros no arquipélago. Segundo os pesquisadores e ambientalistas essas manobras prejudicavam e, muito, a fauna e flora local. Alcatrazes, sempre foi considerado um santuário ecológico da maior importância.
Alcatrazes fica a cerca de 45 quilômetros de São Sebastião. Formada por cinco ilhas maiores, sendo a principal denominada Ilha de Alcatrazes, possui, além desta, as Ilha da Sapata, do Paredão, do Porto ou do Farol e do Sul, além de quatro ilhas menores (ilhotas não nominadas), cinco lajes conhecidas como: Dupla, Singela, do Paredão, do Farol e Negra, além de dois parcéis (Nordeste e Sudeste).
Reconhecido como patrimônio natural, o arquipélago tem sítios arqueológicos rodeados de Mata Atlântica e campos rupestres, onde foram encontradas 320 espécies de flora. Lá estão grandes ninhais raros como os de fragatas, atobás e gaivotões. Entre 259 espécies de peixes estão a garoupa e o tubarão-martelo. Podem ser vistas ainda a tartaruga-de-pente e a tartaruga-verde, ambas ameaçadas de extinção, além de baleias e golfinhos.
A “briga” entre Marinha, Ambientalistas e Jornalistas pelo fim dos tiros no arquipélago foi intensa. Tudo foi iniciado pela Sociedade Brasileira de Defesa do Litoral e pelo Projeto Alcatrazes. A atuação de pesquisadores e ambientalistas foi de grande importância.
Destacamos, entre eles, nomes como Fábio Pires de Campos, Adriana Matoso, Emília Morais Profeta, Judith Cortesão, Antonio Carlos D`Àvila,  Rosely Sanches, Alcides Mendes Jr. , Rubens Junqueira Vilela, Roberto Bandeira, Antonio Teleginski, Paulo César Bossiani, Rubens Born, Antonio Carlos Alves de Oliveira e Fábio Feldmann.
Esses “caras” junto com jornalistas como Priscila Siqueira, Raquel Salgado, Zé Valpereiro, entre outros, colaboram para que Alcatrazes deixasse de ser apenas um “alvo”  para exercícios de tiros e se transformasse num local de preservação ambiental. Temos muito que agradecer à todos eles. Se não fosse a luta deles, Alcatrazes permaneceria aos cuidados da Marinha, com uso exclusivo para seus exercícios de tiro.
A pressão dos ambientalistas conseguiu finalmente acabar com o fim dos tiros no arquipélago em junho de 2013. Em agosto de 2016, transformou-se em Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes. De lá para cá, foram definidos os critérios para o Plano de Manejo e o Plano de Uso Público.
 E, entre o fim deste ano e o início de janeiro de 2018, durante o verão, turistas poderão conhecer visitar o local. O anúncio foi feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com o instituto, os turistas poderão mergulhar e fazer passeios de barco na região. No entanto, não poderão desembarcar em terra firme por questões de segurança e para preservação ambiental. Excelente notícia para todos nós.



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Via Orla

Cidades

Pesquisa em Caraguá pode beneficiar o turismo regional.

Show em Caraguá.
A Prefeitura de Caraguá iniciou uma pesquisa pública para saber se a população aprova o gasto do dinheiro público em shows durante a alta temporada. Segundo a prefeitura foram gastos em média R$ 2 milhões, anualmente, com os shows promovidos nos últimos cinco anos. Não sei qual é o objetivo da prefeitura com a pesquisa, mas ela é importante para que o município defina que tipo de turismo a cidade pretende oferecer aos seus visitantes. E, o resultado da pesquisa, pode ser muito útil para as demais cidades da região.
Tivemos um feriado prolongado e não tivemos grandes shows. As cidades ficaram lotadas de turistas. O tempo bom, atraiu milhares de pessoas para cá. Elas foram atraídas pelo tempo bom. Com relação aos shows de verão, são várias as opiniões. Muitos consideram os shows importantes porque divulgam a cidade na mídia e movimenta o comércio localizado próximo a praça de eventos do centro. Muitos, também, são contra, por entender que os shows não atraem turistas, mais apenas veranistas e moradores locais e das cidades vizinhas. É complicado. Uma coisa a gente sabe, com show ou sem show a cidade fica lotada na temporada de verão. Sempre foi assim.
A pesquisa feita em Caraguá é importante também para as demais cidades da região. É nesse momento, com novos prefeitos, que o turismo regional deve ser discutido e aprofundado. É claro, que os maiores atrativos das cidades da região, são as praias, suas belezas naturais, a gastronomia e atrativos culturais. Também, é claro, o que agrada os turistas: a limpeza da cidade, a segurança pública, a sinalização, praias despoluídas e o sol.
Músicos e artistas locais
Praia Prumirim, foto Guilherme Andrade. 
O ideal seria a prefeitura de Caraguá e, também, as demais da região, deixarem de investir em grandes shows na próxima temporada. Seria um teste. Ao invés de artistas famosos, investir nos músicos locais e, incrementar as ações esportivas e culturais, com exposições de artes plásticas, de artesanato, de orquídeas, eventos gastronômicos, mostra de fotos, entre outras. O custo deverá ser bem menor. O número de turistas deverá ser bem maior na próxima temporada. Isso vem ocorrendo ano a ano, a partir das obras de melhorias na rodovia dos Tamoios.
As atrações oferecidas por cada uma das cidades, define o perfil do turista de cada uma delas. Shows populares, atraem um público mais popular, nem sempre, de turistas. . Atrativos culturais e esportivos atraem um tipo de público mais diferenciado e, agrada os turistas. Uma coisa vem me chamando atenção faz tempo: Caraguá tem a melhor infraestrutura da região e é elogiada por todos, mais o turismo cresce cada vez mais é em Ubatuba, por causa das atrações naturais: praias, cachoeiras e mata atlântica.


Estradas
Rio-Santos mais uma vez complica vida de veranistas e turistas.

Uma viagem entre Ubatuba e Caraguá chegou a demorar mais quatro horas, no sábado; e, mais de oito horas, no domingo. Esses congestionamentos na Rio-Santos está\ prejudicando em muito o turismo e a economia de Caraguá. Caraguá vive uma situação complicada. Antes, os turistas optavam em investir e se alojar na cidade pela facilidade de acesso as demais cidades e também, pelo fato do preço cobrado nos hotéis ser bem mais em conta, que os praticados nas cidades vizinhas. Nos últimos anos, isso mudou. Os  congestionamentos registrados na rodovia Rio-Santos fez o turista deixar a cidade. O turista que antes, optava em ficar em Caraguá, está preferindo pagar mais caro e se hospedar em hotéis das cidades vizinhas. Eles preferem gastar mais do que perder horas e horas, debaixo de sol forte e calor, na Rio-Santos, ao se deslocarem de Caraguá para as praias de Ubatuba e São Sebastião.

Cachoeira da Toca. Foto: Frederic Jean. 
Enquanto o Estado não investir na duplicação da rodovia Rio-Santos, Caraguá será muito prejudicada em termos turísticos, principalmente, nos feriados prolongados e temporada de verão. Nesses períodos do ano, uma viagem entre Ubatuba e Caraguá, de 55 quilômetros, chega a durar até oito horas. Essa situação caótica no trânsito da Rio-Santos pode afetar ainda mais o mercado imobiliário em Caraguá. Quem vive nas grandes cidades, convive com trânsito todos os dias. Essas pessoas não querem nem saber de congestionamento a beira mar. Pergunte a esses turistas aonde eles gostariam de ter uma imóvel a beira mar: em Caraguá, Ubatuba, São Sebastião ou Ilhabela.
O turismo é o caminho para o fortalecimento das cidades de nossa região. Se bem planejado e elaborado o turismo pode gerar renda e muitos empregos. No país, o turismo responde por 3,7% do PIB(Produto Interno Bruto) e gera algo em torno de 7,5 milhões de empregos diretos e indiretos. É preciso profissionalizar cada vez mais o turismo regional, investir em divulgação e, é claro, na qualificação e capacitação dos empregados do setor. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Via Orla

Gente
        Filho de pescador administra a ilha mais badalada do país.
Márcio Tenório, ao fundo, a Praia da Fome, onde viveu. 

O blog fará uma série para contar a história dos atuais prefeitos do Litoral Norte. Eles podem ser conhecidos em suas cidades, mais pouco, muito pouco, fora delas. E, pode-se descobrir histórias, dados e fatos interessantes. Os quatro prefeitos administram uma das regiões mais belas e vistadas do litoral brasileiro. Vale a pena mostrar, quem são eles, de onde vieram e qual foi a trajetória política de cada um deles. O importante é contar fatos até então desconhecidos pela maioria dos internautas. 

Começamos com a história de Márcio Batista Tenório, caiçara de Ilhabela, é uma história muito interessante. Filho de pescador, ele tinha um sonho, o de ser o prefeito de sua cidade. Trabalhou, ele mesmo, como pescador, até os 13 anos de idade, ajudando o pai. Como morava em uma praia isolada da ilha, em sua infância não pôde frequentar a escola. Isso marcou muito a sua vida. Adolescente, deixou a pesca e  fez de tudo para ajudar a família, todo tipo de trabalho que surgia, como servente, balconista, entre outras atividades. Quem vive na ilha, sabe de sua história. Quem é de outra região, vai ficar sabendo um pouco mais. É uma história de superação e muito legal. E, o filho de pescador, conseguiu realizar seu sonho, se tornou o prefeito de Ilhabela, a ilha mais badalada e charmosa do país. 
Márcio Tenório, 46 anos, filho do pescador Manoel Tenório e da caseira Elza Gomes Batista Tenório, é o prefeito de Ilhabela, município com cerca de 35 mil habitantes e um orçamento estimado em R$ 500 milhões, decorrente do repasse de royalties do pré-sal pela Petrobras. Para ver concretizado seu sonho, de ser prefeito da cidade onde nasceu, ele teve que batalhar e muito. Não foi nada fácil. 
Márcio Tenório, que nasceu na Praia da Fome, em Ilhabela, vem de uma família de 6 irmãos. E, também foi pescador. Começou a trabalhar com 5 anos, ajudando o pai, seu  Manoel, na pesca de camarão. Ficou trabalhando na pesca na pesca até os 13 anos. Em seguida, trabalhou como servente de pedreiro, mestre de obra, auxiliar de limpeza de campings, balconista e caixa de supermercado.
Como morava na Praia da Fome, um local isolado, cujo acesso só era possível de barco, Márcio não tinha como frequentar a escola. É interessante destacar, que a praia onde ele morou, foi no passado, um local onde os escravos, que vinham da Africa, ficavam alojados, para se alimentarem e recuperarem suas forças, antes de serem levados para serem vendidos aos senhores de engenhos. Por isso, a praia, tem o nome de Praia da Fome. É uma praia das mais lindas da ilha.

Por não ter tido a oportunidade de estudar, na infância, devido a dificuldade de acesso a escola, Márcio, hoje, abriga uma sobrinha em sua casa, justamente para que ela possa estudar. Em suas conversas, até hoje, o prefeito lamenta não ter podido estudar desde cedo, devido as dificuldades de acesso a escola pública, quando vivia na Praia da Fome. É, por isso, também, que ele, como prefeito, se preocupa tanto em melhorar as condições de vida daqueles, que vivem nas comunidades isoladas da ilha.    

Tenório passou a se dedicar muito aos estudos, a partir dos 13 anos. Ele sempre trabalhou em Ilhabela. Aos 18 anos, em 1989, prestou concurso público na prefeitura local e foi aprovado para o cargo de servente. Aproveitou para concluir o primeiro grau. Decidiu fazer novo concurso público, passou novamente,  desta vez, para o cargo de escriturário.
Aprovado, foi trabalhar como encarregado na Secretaria de Saúde. Nesta área, a saúde, começou a se destacar, logo depois, atuando no setor administrativo. Ganhou tanta experiência nesta área, que em 2009, foi convidado para ser o interventor do Hospital de Clínicas de São Sebastião, um dos mais importantes do Litoral Norte.
Como interventor fez um excelente trabalho, mas deixou o cargo em abril de 2012, para retornar à prefeitura de Ilhabela, já com o intuito de disputar as eleições daquele ano, como candidato a prefeito. Em julho de 2-12, afastou se da prefeitura e saiu candidato a prefeito pelo PSC. Sua primeira disputa eleitoral não foi nada fácil.

Márcio Tenório enfrentou o prefeito Toninho Colucci(PPS), que era candidato a reeleição. Colucci se reelegeu. Márcio Tenório ficou em segundo lugar, obtendo 18,70% dos votos. Márcio reassumiu seu cargo na prefeitura ilhabelense, onde em 2013, se licenciou para trabalhar novamente, em São Sebastião, desta vez, como assessor da Secretaria de Saúde.

Com a intensão de voltar a disputar as eleições em sua cidade, em julho de 2015, deixou a prefeitura de São Sebastião para retornar à Ilhabela. Na ilha, foi trabalhar como assessor da Secretaria de Assuntos Jurídicos. Em 2016, se afastou da prefeitura, para concorrer às eleições municipais. Desta vez, pelo PMDB. Foi uma campanha duríssima, onde percorreu todos os bairros e comunidades da ilha.

Usou em sua campanha o slogan de um governo participativo. E, se elegeu, derrotando outro seis candidatos, entre eles, a candidata Lídia (PPS),  apoiada pelo então prefeito Colucci. Márcio Tenório foi eleito com 7.917 votos(44,16% dos votos). E, logo ao assumir, se comprometeu em fazer um governo participativo, ouvindo e consultando a comunidade local sobre os caminhos de sua administração.  


Tenório com Júlia e as filhas Ana e Manuela.
Márcio, que tem 46 anos, é casado há 20 anos com Julia Carmina de Almeida Tenório, com quem tem duas filhas, Ana Julia e Manuela. Ele sempre quis ser prefeito da cidade, para, segundo ele, poder atender as necessidades da população em todas as áreas. Ele tem uma história na cidade, conhece bem a realidade e quer, como prefeito, transformar a vida da população ilhabelense.

É um prefeito simples. E, corintiano roxo. Atende todos com muito carinho na prefeitura. Só viaja, quando tem compromissos inadiáveis na capital. Não é muito chegado a projetos faraônicos, apesar do farto orçamento municipal. Prioriza investimentos que possam melhorar as condições de vida da população ilhabelense. Márcio concentra seus investimentos nas áreas da saúde, educação, habitação, saneamento básico, turismo e na geração de emprego e renda.

Tenório com Alckmin.
 Quer saneamento e melhora na travessia da balsa. 

Os dois problemas mais difíceis, que vem enfrentando: necessidade de mais investimentos no saneamento básico, por parte da Sabesp e a travessia da balsa São Sebastião/Ilhabela.  Para resolver a questão do saneamento, Márcio, segundo informações, pensa até mesmo em cancelar o contrato com a Sabesp. Já, a questão da travessia, por mais que faça cobranças, tudo depende do Estado, que administra o serviço de balas.   

Com relação, ao saneamento básico, ele promete investir 10% dos recursos proveniente dos royalties , para garantir coleta e tratamento de esgoto e levar água encanada aos bairros ainda não atendidos pela Sabesp. Márcio, segundo informações, sonha em modernizar o serviço de travessia de balsas. O atual sistema, mantido pelo estado, tem trazido muitos problemas para moradores, veranistas e turistas de Ilhabela. O prefeito tem ainda muito tempo pela frente. Com certeza, vai encontrar alternativas para resolver ou amenizar esses problemas.