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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Via Orla

Carnaval


     Relembrando o carnaval de antigamente.


O carnaval vai agitar o Litoral Norte a partir de sexta-feira. As quatro cidades vão oferecer muitas opções aos moradores e visitantes. Bailes populares, desfile de blocos e escolas, banho da Dorotéia (Ilhabela) e o carnamar (São Sebastião. Esperamos que todos, moradores e turistas, aproveitem os quatro dias de folia com muita alegria e descontração.

A gente que mora aqui na região há muito tempo, aproveita para relembrar personagens marcantes do carnaval de Caraguá. Um passado, não muito distante, mas que deixa muitas saudades. Todos lembram do Mestre Dionizio, da escola de samba Tubarão e do maestro Pedrinho, também personagens inesquecíveis.  Todos os anos faço questão de destacar duas pessoas que “transformaram” o carnaval de Caraguá: Conceição Aparecida do Nascimento, a “Tainha” e Francisco Vilegas, o “Chico Tanque”.
Tainha, no interior da concha. 

Conceição Aparecida do Nascimento, conhecida na década de sessenta, como “Tainha”. Era a principal atração do desfile de carnaval da cidade na década de 60 quando vários carros alegóricos preparados pelos moradores desfilavam pelas ruas principais da cidade. O carro, no qual Tainha desfilava, era o mais aguardado pelos moradores e turistas. Era uma concha, idêntica da logomarca da Shell, que abria e fechava ao longo do desfile. No interior da concha ficava Tainha, aos 22 anos de idade, bonita, morena, de corpo exuberante, trajando um biquíni, fazia o público delirar.

Conceição, era filha de seu Lino e dona Bertulina, caiçaras de Ubatuba, que residiam em Caraguá, no bairro do Estrela D’Alva. Estudou no Grupo Escolar de Caraguatatuba e no Colégio Thomas Ribeiro de Lima.  Conceição participava de desfile de modas e era uma das moças mais lindas da cidade. Ela lembra que o convite para desfilar na concha partiu do então prefeito, Geraldo Nogueira da Silva, o Boneca. Conceição desfilou na concha nos carnavais de 1967 e 1968, quando tinha 22 anos de idade.
Em 1969 casou-se com o italiano Antonio Cataldo e foi morar na capital paulista. Lá teve dois filhos: Karina e Giuseph. Em 1975 mudou-se para São José dos Campos e montou a Doceria Antoniella, que tornou-se uma das mais famosas do Vale do Paraíba. A Antoniella ficava ali na Praça da Preguiça, na região central de São José. As pessoas que a encontravam a reconheciam do carnaval de Caraguá. Em 1993 vendeu a doceria e foi trabalhar como corretora de imóveis. Depois de 15 anos na área decidiu parar de trabalhar. Conceição lembra com muito carinho do carnaval de antigamente: “Era muito legal, muito família...Desfilar na concha era ótimo...Depois do desfile a gente ia para o clube XV pular carnaval...Foi um período muito bom...”.
Chico Tanque.


O Francisco Viegas, o Chico Tanque, foi outro personagem inesquecível do nosso carnaval. Foi ele um dos responsáveis pelo surgimento do bloco das piranhas que agita o carnaval da cidade, aos sábados, quando os homens saem fantasiados de mulher. Chico é lembrado por todos os moradores mais antigos. Chico era o símbolo da alegria do nosso carnaval. Ele, que morreu em 2010, foi um dos maiores incentivadores do carnaval de rua de Caraguá. No início da década de 60, Chico e seu inseparável amigo Marron, se fantasiavam de mulher e ficavam na esquina das ruas Santa Cruz e Altino Arantes, ponto de encontro dos moradores e turistas, na época, “brincando com todo mundo”. Dessa iniciativa dos dois viria a surgir em 1976 o “Bloco das Piranhas”, hoje, um dos grandes atrativos do carnaval de rua de Caraguá. Bons tempos...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Via Orla

Esporte

Igor disputa torneios da ATP na Turquia


O tenista caraguatatubense Igor Marcondes, 19 anos, que ocupa a 677ª posição no ranking da ATP, embarcou ontem para a Turquia onde irá disputar torneios, em Antalya. Os torneios contam pontos para a ATP.  Os torneios contam pontos para o ranking da ATP. Igor representa a Academia Afini Tennis, de São José dos Campos. Outros cinco atletas da academia também vão participar dos torneios na Turquia: Gustavo Cruz, Alexandre Giroto, Antonio Prummer, Chales Fisher e Felipe Meligeni.  

Comércio

Associação Comercial de Caraguá finaliza sede social


A Associação Comercial e Empresarial de Caraguá(ACE) finaliza a construção de sua sede social, um antigo sonho de seus diretores e associados. Após construir sua sede própria, na administração Paulo Bijos, a entidade atualmente sob a presidência de Sthênio Pierrotti, conclui as obras da sua sede social, que fica no bairro Pontal Santa Marina. 
Em uma área de 4.300 metros quadrados, doada pela prefeitura em 1988, a atual diretoria investe R$ 350 mil em sua sede social, que com 423 metros de área construída, contará com um salão para realização de eventos, bar, banheiros, depósito, escritório, play ground e amplo estacionamento privativo.
Segundo Sthênio, o espaço destinado aos associados, também poderá ser locado para empresas e entidades, para a realização de festas e eventos sociais. O atual presidente da ACE, entidade que tem cerca de 1200 associados, atualmente, disse acreditar, que as obras devem ser finalizadas no mês de março. 

Projeto

Vereador quer incentivo municipal à cerveja artesanal

Um projeto de lei de autoria do vereador Luisinho da Ilha(PSB) que dispõe sobre a regulamentação e incentivo de microcervejarias artesanais no âmbito do município de Ilhabela” deu entrada na câmara da Ilha recentemente. O vereador acredita que a instalação de cervejarias artesanais na ilha deverá  gerar benefícios sociais e fiscais interessantes, além de ser um grande atrativo turístico.

Segundo o vereador, o mercado de cervejaria artesanal vem crescendo e muito no país. O Brasil é o 3º maior mercado consumidor de cerveja do mundo, atrás apenas dos EUA e da China. Atualmente, existem mais de  350 microcervejarias no país.  A expectativa é que, em 20 anos, serão mais de 2.500 microcervejarias.  Ilhabela por suas características naturais e geográficas cria excelentes oportunidades para o turismo e atividades de baixo impacto. Além das praias, cachoeiras, segurança e boa rede hoteleira o município tem tudo para se desenvolver como polo gastronômico e gourmet que, aliado a crescente “indústria do casamento” deverá alavancar um turismo mais sofisticado e rentável.

Segundo o vereador, a cerveja artesanal, pela qualidade e potencial de sofisticação tem tudo para se aliar a esse novo polo de desenvolvimento sustentável e gerando empregos e impostos dentro do próprio município. A alta qualidade da água permite a produção de diversos estilos de cervejas e a produção artesanal, em muito pouco tempo desenvolverá cervejas com insumos Caiçaras e culturalmente identificados com a região. Para o vereador, com todas essas qualificações, Ilhabela não pode ficar fora desse processo de desenvolvimento.

Cooperativa

Sicredi cresce no Litoral Norte

A Cooperativa Sicredi, fundada em 1983 no Paraná, que  instalou suas unidades no Litoral Norte, apresentou um balanço do ano de 2016, recentemente, aos seus clientes e associados de Caraguá. A Sicredi faz tudo o que um banco normal faz, mas com a vantagem de oferecer taxas menores e atendimento privilegiado aos clientes. No Litoral Note a cooperativa tem unidades em Caraguá e Ubatuba. A Sicredi fechou 2016 com 95.644 associados, em suas unidades do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Segurança

Caraguá conta com 16 câmeras para monitoramento

A Prefeitura de Caraguá inaugurou hoje, sexta-feira, o sistema de monitoramento por câmeras da cidade. Serão 16 câmeras que vão monitorar a região central durante o carnaval. Segundo a prefeitura, o sistema garantirá mais segurança aos moradores e turistas. A prefeitura também instalará radares inteligentes nos pontos de entrada da cidade. Uma licitação foi aberta para a compra do equipamento. O centro de monitoramento foi instalado na sede da Secretaria de Trânsito.




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Via Orla

Cidades

Justiça bloqueia bens da União do Litoral de São Sebastião

O juiz de São Sebastião, Guilherme Kirschner, decretou a indisponibilidade dos bens da viação União do Litoral Transporte e Turismo, proprietária do ônibus que sofreu acidente em julho do ano passado na rodovia Mogi Bertioga, resultando na morte de 16 estudantes de São Sebastião.
A sentença foi divulgada nesta quinta-feira, dia 23. Nela o juiz explicou que a medida visa garantir “eventuais obrigações indenizatórias” às famílias das vítimas. A decisão do juiz foi dada num processo de indenização movido contra a empresa pela família do estudante Aldo Carvalho de Souza, de 26 anos, morto no acidente. A família cobra indenização no valor de R$ 1,5 milhão.
Em sua decisão, o juiz fixou uma pensão alimentícia de R$ 624 mensais, mas ainda não se manifestou com relação à indenização reivindicada. . O estudante morto no acidente deixou dois filhos pequenos. Outras 12 famílias entraram com ações contra a União do Litoral. A União do Litoral informou ao Estadão desconhecer a decisão do juiz Kirschner  que bloqueou os bens da empresa.      

O acidente ocorreu no dia 8 de junho, no Km 84 da rodovia Mogi-Bertioga. Dos 46 ocupantes do ônibus, 18 morreram, entre eles, o motorista e 17 pessoas ficaram feridas.  A proprietária da empresa Daniela Carvalho e o gerente de manutenção, Adriano do Vale, foram indiciados pela polícia pelas mortes dos 16 estudantes. Os dois apresentaram defesas no inquérito.  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Via Orla

Turismo


É preciso transformar o surfe em atrativo turístico internacional


               Ubatuba e São Sebastião possuem amplas condições para sediar eventos mundiais.




Os jovens prefeitos de Ubatuba, Sato e de São Sebastião, Felipe Augusto tem nas mãos uma excelente opção ara incrementar na região o turismo internacional: o surfe. As duas cidades possuem os surfistas mais badalados da atualidade e as melhores praias para a prática do esporte. É só buscarem bons patrocinadores.

Ubatuba já foi a “Capital do Surfe”, mas acabou perdendo o título para São Sebastião e para a badalada praia de Maresias, que nos últimos anos passou a sediar os principais eventos nacionais e internacionais. As duas cidades também possuem os surfistas mais badalados da atualidade: Gabriel Medina e Felipe Toledo.

O surfe que era considerado um esporte marginal nas décadas de 70 e 80 passou a ser um dos esportes de maior destaque e visibilidade. Um esporte que pode garantir um excelente futuro para nossos jovens. Segundo a revista Stab Magazine, em 2016, Medina, de 22 anos,foi o segundo surfista mais bem pago do mundo, com um total de R$ 17,5 milhões recebidos entre os valores pagos pelas etapas disputadas no mundial e verba de patrocínios. Felipe de Toledo, de 21 anos, faturou R$ 5,5 milhões.

No embalo de Medina e Toledo, centenas de jovens do Litoral Norte se empenham na prática do surfe. É só percorrer praias como Itamambuca, Grande, Felíx, Maresias, Baleias, Pauba, Camburi, as mais procuradas pelos surfistas ou qualquer outra praia de nossa região. O surfe tornou-se em uma ótima opção para “subir na vida”, para a moaioria de nossos jovens. E, com toda razão.

Agora, o surfe, também no embalo de Medina e Toledo, pode ser o caminho para transformar o turismo internacional no Litoral Norte. Como jornalista cobri inúmeros eventos de surfe internacional, em Ubatuba 4 Maresias, na década de 80. Naquela época, não tínhamos surfistas com os título de Medina e Toledo. Tínhamos surfistas experientes como Ricardo Toledo, Picuruta Salazar, Rico, mas nenhum deles com título de campeão mundial.

Com o passar dos anos, fomos perdendo espaço nas etapas do mundial, transferidas para o Rio de Janeiro, Santa Catarina...Agora é a hora de recuperarmos nossa importância, não apenas nas disputas, mais também na realização dos eventos internacionais.
 
Prefeito Felipe Augusto, Cardim, Reinaldinho e Fontes. 
O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, já deu o primeiro passo. Em recente encontro com Xandi Fontes,  diretor geral da América Latina da WSL-World Surf League, o prefeito se interessou em realizar uma das etapas classificatórias da WQL em Maresias, possivelmente, no final do ano. Fontes e o prefeito buscam patrocinadores para a concretização da etapa em São Sebastião.


O prefeito de Ubatuba, Satpo, também deveria correr atrás. Poderia manter contatos com Ricardo Toledo e outros surfistas da “velha guarda”, para que eles façam a intermediação com os dirigentes da World Surf League e tentem recolocar Ubatuba no lugar dde destaque que sempre teve no surf brasileiro e internacional. Quem vai ganhar com isso será a região como um todo, hoteleiros, comerciantes, surfistas talentodos e nossa população que terá mais opções de emprego. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Via Orla

Estradas

A beleza das quaresmeiras na rodovia dos Tamoios.
Os arcos de bambu, cortados pela concessionária, tinham sido plantados em 1968, para impedir deslizamento das encostas e interdição da estrada.
 
Quaresmeiras.
Que trafega pela rodovia dos Tamoios, principalmente, em seu trecho de serra, não deixa de admirar as quaresmeiras. As árvores de cores rosa, roxo e branco, garantem um charme especial à viagem, seja ela, de ida ou de volta. É uma pena que faltam locais para que os motoristas, principalmente, turistas, possam dar um tempo na viagem e encostar o carro, com segurança, para admirar essa beleza ou até mesmo, fotografar.
A Tamoios, principal acesso entre o Vale e o Litoral Norte, perdeu recentemente uma de suas principais atrações, os arcos de bambu, no trecho entre os quilômetros 70 e 71. Uma atração natural que encantava à todos. Os arcos foram retirados para que a empresa Consórcio Tamoios pudesse instalar a rede de energia naquele trecho. Uma pena.
Aí, florescem as quaresmeiras, também conhecidas como manacá-da-serra. Normalmente, elas florescem durante a quaresma, por isso, são conhecidas como quaresmeiras. Um espetáculo a parte. O colorido das árvores transforma a Serra do Mar num belo jardim suspenso. Aproveitem para curtir essa beleza, ela vai durar pouco tempo. Elas, as quaresmeiras, podem ser vistas em todo o trecho de serra que vai do quilômetro 68 ao 80, no sentido de quem desce a serra em direção à Caraguá.
A quaresmeira é uma árvore nativa da Mata Atlântica, presente na Serra do Mar. Sua semente tem um milímetro. A semente se espalha facilmente com o vento, por isso, não é uma espécie em extinção. A árvore pode atingir até 12 metros de altura. Pôde durar 20 anos. Suas flores, com cinco pétalas e estames longos e paletas arroxeadas costuma atrair borboletas.

Arcos de Bambu
Os arcos de bambu, antes do  corte pela concessionária.

Muita gente ficou muito triste com o corte dos arcos de bambu, pela Concessionária Tamoios, que administra a rodovia. Não era para menos, os arcos no quilômetro 71 era de uma beleza natural incomum. Quem trafegava por ali, se sentia “num paraíso”. A empresa cortou os arcos para poder passar a fiação que garantiu a iluminação da estrada, no trecho de serra. A empresa poderia ter buscado outra solução e mantido os arcos. Fazer o que?
O que poucos sabem é que os bambus, que deram origem aos arcos, foram plantados naquele trecho em 1968,  com um único objetivo: conter a erosão da estrada. Todos devem se recordar que em março de 1967 a serra praticamente veio abaixo, durante fortes chuvas que atingiram a região por cerca de um mês.
A catástrofe de Caraguá, quando as encostas deslizaram em direção a cidade, não apenas destruiu boa parte da estrada, bem como, parte do município, onde mais de 200 pessoas perderam a vida. Os mais antigos jamais vão se esquecer dessa catástrofe de março de 67.
Seu Pico, 84 anos, lembra plantio dos bambus. 
Pois bem, logo após a estrada ser recuperada, um grupo de 14 homens do DER(Departamento de Estrada de Rodagem), liderados pelo senhor Luiz José dos Santos, o conhecido “Pico” e sob orientações do engenheiro Luciano Rodrigues da Cunha, fizeram o plantio de bambus naquele trecho da rodovia, para impedir, que com as chuvas  houvessem deslizamento ou erosão na rodovia.
“A orientação do Dr. Luciano era para plantar as mudas de bambu nos dois trechos da estrada. Trabalhamos cerca de dois meses no plantio. O objetivo era evitar que ocorressem deslizamento e a interrupção da estrada”, contou Pico. Ele trabalhou no DER por 38 anos e, se aposentou em 1996.

Segundo ele, o bambu foi plantado nos trechos dos Kms 69, 70 e 71. Ele disse que foi a melhor solução encontrada, na época, para conter os deslizamentos e erosões, bastante comuns, em épocas de fortes chuvas. Foi uma solução ecológica e simples. O bambuzal, plantado por seu Pico e seus homens, evitou deslizamentos e erosões naquele trecho da estrada e, mais tarde, os arcos se transforam num dos atrativos turísticos da rodovia dos Tamoios. Caso a empresa não faça mais o corte dos bambus, os arcos poderão reaparecer.  Tomara... 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Via Orla

Esportes

              XV comemora 83 anos de história.

Clube vai disputar categorias Sub do campeonato paulista.

Uniforme do XC nas categorias Sub.

O E.C.XV de Novembro, um dos clubes mais tradicionais do Litoral Norte, comemora 83 anos neste sábado, 18. E, com uma boa notícia, o clube irá disputar as categorias de base do campeonato paulista de futebol, as categorias Sub 11, 13, 15, 17 e 20.

O presidente do clube, o médico Pedro Norberto, tentava com apoio de políticos e investidores incluir o clube na divisão B do campeonato paulista. Não conseguiu. Eu, particularmente, achava e acho essa iniciativa totalmente descabida. Financeiramente, a cidade não tem como arcar com as despesas de um clube da região no futebol profissional.

Basta ver o que vem ocorrendo nas cidades do interior. Clubes como o São José, de São José dos Campos, a capital do Vale ou o Guarani, de Campinas, mal conseguem sobreviver. Caraguá, não tem empresas de grande porte e a prefeitura, não pode investir dinheiro no futebol profissional. Como o clube iria sobreviver disputando a série B? Das rendas?. Difícil.

Pedro Norberto acabou colhendo o caminho mais legal. Disputar as categorias Sub onde poderão ser revelados futuros craques do nosso futebol. Nas categorias Sub a prefeitura poderá colaborar cedendo seus profissionais da Secretaria de Esportes, Saúde e Educação e, até, ceder o transporte e alimentação para os jogos fora da cidade. Aí sim, o clube poderá ter papel importante na formação e encaminhamento de nossos jovens atletas para um futuro melhor.

Aniversário
XV, o "Leão do Litoral Norte"
      
O E.C.XV de Novembro foi criado em 18 de fevereiro de 1934. Comemora 83 anos, neste sábado. Foi o segundo clube de futebol fundado em Caraguá. O primeiro clube da cidade foi o Anhimbu Futebol Clube, criado pelos funcionários da empresa de madeiras J. Charvolins, mais tarde conhecida como Fazenda dos Ingleses.

Nas décadas de 50, 60 e 70, o clube foi um dos mais fortes do esporte amador do Litoral e Vale do Paraíba. Ainda amador, o clube revelou craques como Carolino Garrido, Benedito Lippi (Didi), Irineu Mendes de Souza, Durval, Ciro, Tuta, Silvio Luís dos Santos, Heraldo, Mão de Onça, Aluisio Passos, Bolero, Zé Pinto, Edmir, Beta Messino, Nilson Amaral, Rubinho, Batata, Sandro, entre tantos outros.

Vários deles estiveram no futebol profissional como Tito (São José e Santo André), Toninho Passaguá (Ponte Preta), Chiquito (Guarani), André Mans (Ilha da Madeira), Glauco (Portugal). Outros craques como Edmir e Beta estiveram no Fluminense (RJ) e não permaneceram por causa da saudade da família. Nilson Amaral fugiu da concentração do Palmeiras.

No futebol amador, partidas envolvendo adversários de São Sebastião eram consideradas “clássicos regionais”, com casa cheia e muitas discussões. Clássicos locais, envolvendo o E. C. Indaiá, também movimentavam a cidade e principalmente o meio futebolístico local.

Nas décadas de 70 e 80, muitos craques desfilaram suas habilidades pela Toca do Leão, estádio quinzistas localizado no sopé do Morro do Tatu: Careca, Muricy, Serginho Chulapa, Casagrande, Pita, Gilberto Sorriso, Tatá, Rafael... Craques mais antigos também jogaram lá: Canhoteiro, Dino Sani, Doval, Coutinho, Mengálvio e o inesquecível Garrincha, já em final de carreira.

O clube teve uma vida social muito ativa. Em sua sede, na época, construída na rua Santa Cruz, eram promovidos bailes e noite de carnavais com orquestras famosas. Aos domingos, aconteciam às domingueiras, única opção de lazer para os jovens na época. Na sede podia-se jogar bilhar, pingue-pongue, xadrez, dama e praticar judô. Mais tarde, a sede foi vendida e o dinheiro aplicado no estádio de futebol.

Futebol Profissional



O sonho de disputar o futebol profissional acabou levando o clube à falência. A cidade, nas décadas de 80 e 90, não tinha condições de garantir o clube financeiramente. O XV vivia de ajuda da prefeitura e alguns comerciantes. O sonho do futebol profissional teve início em 1987, quando o clube chegou a disputar a terceira divisão do futebol paulista.

O clube chegaria à segunda divisão apenas em 1991, depois de um ótimo trabalho realizado pelo técnico Carlos Alberto (ex-meia do São Paulo F.C). O XV mudou de presidente, de técnicos e durante seis anos permaneceu disputando o profissional, sem chegar a lugar algum.

Pessoas sérias, como Zé Comidinha, Silvio Delgado Barbosa, Belenzinho, Wilson Rangel se envolveram de corpo e alma com o clube, mas não havia recursos financeiros suficientes para montar um bom time e trabalhar. O clube dependia de muita gente e principalmente de ajuda da prefeitura para disputar os campeonatos.

Apenas em 97 surgiu a chance de entrar na divisão A-3, uma antes da divisão principal do campeonato paulista. Mas, uma virada de mesa política impediu o clube de chegar à A-3. O então presidente da Federação Paulista de Futebol, João Atala, alegou que o XC não possuía estádio adequado para sediar jogos da A-3 e a vaga ficou com o Rio Preto, na época presidido pelo deputado estadual Wadi Delapria. Uma bela puxada de tapete e o XV viu seu sonho chegar ao fim.

O clube permaneceu disputando o profissional até 2003. O presidente do clube Pedro Norberto dos Santos decidiu tirar o time do profissional, pois não havia recursos próprios para arcar com as despesas.
Apesar das dificuldades, o clube mantém seu estádio e o campo de futebol. Ali, desenvolve projetos sociais, em parceria com o Módulo, através da qual conquistaram prêmios nacionais e estaduais, entre eles o Futbolando e o Camisa XV, que envolvem cerca de 75 crianças e jovens da cidade. Parte das estruturas, como a quadra poliesportiva, foi repassada à prefeitura. Parabéns XV.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Via Orla

Polícia

    TV mostra a triste realidade da polícia civil na região.

A TV Vanguarda apresentou ontem um reportagem no Link Vanguarda na qual mostrou a triste realidade da polícia civil no Vale e Litoral Norte. Segundo a reportagem, por sinal, excelente, a situação da polícia civil é de total abandono em nossa região, apesar dos esforços dos delegados, escrivães e investigadores que atuam por aqui.

A situação é grave. Basta lembrar que no ano passado o Vale e Litoral Norte foi a região mais violenta do estado contabilizando 454 mortes. Um número de mortes 12% superior ao registrado no ano anterior, 2015, quando 405 pessoas foram mortas por criminosos na região. A reportagem ouviu várias autoridades sobre a falta de estrutura da polícia civil e o aumento da criminalidade.

No Litoral Norte, segundo o delegado seccional Múcio Mattos, a polícia civil está fazendo plantão em Caraguá, durante a noite e fins de semana, para atender as demais delegacias de Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião. Sem policiais suficientes para as quatro cidades o jeito foi apelar para a tecnologia. Em Caraguá, a noite e nos fins de semana, a delegada de plantão usa uma webcan(computador e microfone) para atender a distância as ocorrências registradas nas demais cidades.

A falta de policiais é evidente. O juiz corregedor da Polícia Civil, em São José dos Campos, Carlos Gutemberg, disse que a polícia civil está em “estado de abandono” e que, enfraquecida resulta no aumento da insegurança e no aumento da criminalidade. Segundo ele, sem investigadores fica muito difícil para a polícia esclarecer os crimes. Gutemberg disse ainda que os prédios da s delegacias também enfrentam problemas, dificultando o trabalho dos policiais.

O ouvidor da Secretaria de Segurança Pública, Júlio César Fernandes, entende que a falta de policiais tem resultado no aumento da violência no Vale e Litoral Norte. E que, isto não poderia acontecer no estado mais forte da confederação e numa região rica como o vale e o Litoral Norte. Segundo ele, o Estado está faltando com sua obrigação. “É uma pena reconhecer isso”, finalizou.

O diretor da Policia Civil no Vale e Litoral Norte, Celso José da Silva, disse que a polícia civil estaria precisando de mais delegados, escrivães e investigadores. Ele esqueceu de falar da polícia técnica, que no Litoral Norte tem uma única equipe para atender toda a região.  Silva afirmou que seria necessário aumentar o efetivo da civil em 30%. Hoje, cerca de 1300 policiais civis trabalham na região do Vale e Litoral Norte, composta por 39 municípios.   


Pelos cálculos, seriam necessários mais 400 homens para reforçar a polícia civil na região. A Vanguarda tentou uma entrevista com o secretário de Segurança do Estado, mas não conseguiu. A Vanguarda recebeu apenas uma nota, na qual foi informada, que entre 2011 e 2017, o Estado colocou mais 155 policiais na região e, que 476 novos agentes estão se preparando para prestar serviços nas delegacias do estado de São Paulo. A nota não detalhou quantos desses novos agentes serão enviados para a região do Vale e Litoral Norte. Como se vê a polícia civil e os moradores do Vale e Litoral Norte estão mesmo em situação de “abandono”.