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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Via Orla

Tragédia

Uma foto para ficar na história do fotojornalismo.

   Nelsinho Almeida captou, num clique, o sentimento de nós todos.
Menino Richard, fotografado por Nelson Almeida(AFP)

A foto, acima, feita pela fotógrafo Nelson Almeida, da Agência France-Presse (AFP), foi publicada na capa dos principais jornais nacionais e internacionais. Na foto, está o garoto de 7 anos, Richard Ferreira do Nascimento, sentado, cabisbaixo e triste, nas arquibancadas da Arena Condá, em Chapecó. Nelsinho teve uma sensibilidade incrível. Essa foto demonstra o sentimento de todos nós com relação a tragédia que atingiu o time da Chapecoense e todo o mundo do futebol.

Trabalhei com o Nelsinho de Almeida, no antigo Jornal ValeParaibano. Fizemos muitas reportagens juntos, principalmente, nas temporadas de verão e nas coberturas do derramamento de petróleo pelos navios da Petrobras, aqui em nossa região. Nelsinho, tem casa de veraneio em Caraguá. Conhecendo seu trabalho profissional, sugeri, na época, final da década de 80, que ele fosse trabalhar em jornais da capital. Nelsinho foi mais longe, cobriu os principais fatos nacionais e copas do mundo. Gosta de cobrir futebol.

O menino Richard, personagem principal da foto de Nelsinho, segundo jornais de Santa Catarina, não sabia do acidente com o time, até chegar ao estádio, levado pela mãe. O menino ficou chateado e triste ao saber que era verdade o acidente e, isolou-se na arquibancada. Aí, apareceu o Nelsinho de Almeida. Ele, o fotógrafo, contou que precisava fazer umas fotos rapidamente para encaminhar para AFP.

Nelsinho contou aos jornais que ficou surpreso com a repercussão que a foto teve, pois foi um flagrante simples. “Estava na Arena Condá andando pelas arquibancadas e fotografando a reação das pessoas, quando vi esse menino num lugar da arquibancada mais vazio. Fiquei observando o menino por um tempo e fiz uma foto. Ele notou a minha presença e ficou me olhando. Disfarcei, virei de costas como se fosse embora, e voltei a olhar pra ele e nesse momento ele estava de cabeça baixa, pensativo. Fiz dois disparos e saí para outro lugar , disse o fotógrafo.

A mãe de Richard, dona Maristela, não imaginava que naquele momento a dor de Richard viraria um dos símbolos de uma das maiores tragédias do futebol mundial. Logo após, Nelsinho distribuir a foto pela agência, o flagrante do menino triste na arquibancada espalhou-se pelas redações mundo afora. Era a foto da capa dos jornais. No Brasil, O Globo abriu-a no alto da primeira página. Os diários esportivos AS, de Madrid, e A Bola, de Portugal, ocuparam a capa inteira com a dor de Richard. A imagem também ilustrou a capa do requintado português Público em suas edições para as cidades de Lisboa e do Porto.
Nelsinho não considera a foto especial porque é tecnicamente simples, segundo ele. Mas entende a beleza da imagem de captar o garoto descalço e Comar desolado. Garante que ainda assim, jamais imaginaria a repercussão que o deixou satisfeito por ter feito um bom trabalho.

Segundo ele, aquele clique do menino na arquibancada, acabou se tornando uma foto marcante.  "Acabou se tornando uma foto marcante. Estou há 30 anos na profissão, tenho muitas fotos que gosto. Mas essa teve uma repercussão por conta das redes sociais. Talvez se tivessem as redes sociais lá atrás as outras teriam também. Mas foi legal. Me ligaram até de Portugal porque a foto foi capa de um jornal lá".

"Eu tirei uma foto do menino, mas ele percebeu e ficou olhando. Aí disfarcei, virei de costas. É bem comum usar essa tática para pegar uma foto espontânea. Aí a gente disfarça, finge que não está olhando, vira de costas. Eu fiz isso e na hora que voltei para focalizá-lo, ele já tinha voltado a fazer o que estava fazendo. Fiz duas, três fotos A gente aponta a câmera e quer uma foto espontânea. Não pode ser posada e nem pedir para a pessoa fingir que está triste porque é antiético".

Nelson nem chegou a perceber a situação. "Eu cheguei no estádio com um pouco de pressa de produzir um material para enviar logo. Eu vi que as pessoas estavam todas muito juntas na torcida. Estava um burburinho de um lado. Então fui para o fundo e me chamou a atenção o garoto sozinho. Eu fiz e saí, enviei da própria câmera".

O fotógrafo não considera a foto especial porque é tecnicamente simples. Mas entende a beleza da imagem de captar o garoto descalço e com ar desolado. 
Ainda assim jamais imaginaria a repercussão que o deixou satisfeito por ter feito um bom trabalho.


 "Acabou se tornando uma foto marcante. Estou há 30 anos na profissão, tenho muitas fotos que gosto. Mas essa teve uma repercussão por conta das redes sociais. Talvez se tivessem as redes sociais lá atrás as outras teriam também. Mas foi legal. Me ligaram até de Portugal porque a foto foi capa de um jornal lá", contou em suas muitas entrevistas concedidas a partir da publicação da foto do menino. .

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Via Orla

Cinema
Documentário santista sobre início do surf ganha prêmio internacional
Réplica da Prancha pioneira no surf (foto Júnior Faria-divulgação)
Um curta-metragem realizado pelos alunos de jornalismo da Universidade Santa Cecília, de Santos, foi premiado na categoria Melhor Documentário Nacional, no Mimpi- 5º Festival Internacional de Surf e Skate, no Rio de Janeiro, na semana passada. O interessante é que o filme tinha sido realizado como  Trabalho de Conclusão de Curso (TCC),da universidade. Uma bela sacada dos futuros jornalistas. Parabéns pelo prêmio.  
O filme, de 15 minutos, “Tábua Santista”, é dirigido por Júnior Faria e Roberta Caprile, e  conta a história da primeira prancha de surf construída no Brasil. A prancha foi criada por Thomas Rittscher, na metade da década de 30, a partir de um protótipo publicado numa revista norte-americana, em 1933.
O curta metragem conta as estórias do engenheiro Soren Knudsen, que concebeu a ideia de reconstruir a prancha, Fábio Fornasaro, marceneiro que a construiu, e Alexandre Wolthers, surfista que a colocou na água. Um projeto que durou mais de um ano e meio. 
O documentário curta-metragem Tábua Santista conta com depoimentos de surfistas, historiadores e jornalistas especializados, que remontam a história e a importância da prancha havaiana construída em 1935 pelo americano, Thomas Rittscher, no quintal de sua casa em Santos.
O roteiro foi escrito em torno uma réplica da primeira prancha feita por três amigos santistas, 80 anos depois que os irmãos Rittscher surfaram pela primeira vez na Cidade, marcando o nascimento do esporte no Brasil. 

O diretor do curta Júnior Faria competiu dos 10 aos 25 anos. Chegou ao top 50 do mundo. Hoje, é freesurfer profissional e sempre que pode está em North Shore, no Havaí. A outra diretora do curta, Roberta Caprile nunca pegou onda. 

Ficha técnica: Direção e Roteiro: Junior Faria / Roberta Caprile
Direção de Fotografia: Caio Faria
Imagens: Alexsandra Izar / Caio Faria /Caroline Oliveira
Imagens Aéreas: Alexandre Valdivia
Trilha Sonora: Dudu Golzi / Caio Bosco
Montagem, Edição e Finalização: Caio Faria / Junior Faria / Roberta Caprile
Animação: Victor Deluke
Produção Executiva: Faria FilmesProdução: Alexsandra Izar / Caroline Oliveira / Jheniffer Adorno / Luciana Novais / Roberta Caprile

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Via Orla

Cidades

SAMU há seis anos prestando bom serviço no Litoral Norte

O SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – foi criado pelo governo federal e tem o apoio dos municípios da região. Um serviço que completou seis anos no último dia 22, com bons resultados e, o elogio de todos, de quem precisou e também, de quem nunca precisou de seu atendimento. Eu, particularmente, já precisei do Samu e também, presenciei vários atendimentos, todos, rápidos e com um profissionalismo acima do exigido.
Aqui, no Litoral Norte, o Samu dispõe de 11 viaturas, com técnico de enfermagem e motoristas e três unidades avançadas, com médico, enfermeiro e condutor. São 171 profissionais: 69 em São Sebastião, 40 em Ubatuba, 40 em Caraguá e 22 em Ilhabela.
A sede do Samu fica em São Sebastião. Lá, a prefeitura, investe 334 mil mensais no serviço, outros R$ 133,5 mil são repassados pelo governo federal. Nas demais cidades da região as prefeituras investem R$ 180 mil mensais. O Samu atende pelo 192, 24 horas por dia. Um atendimento que tem salvado a vida de muita gente.

Segundo o coordenador geral André Luís da Silva Leandro,o Samu faz 39 mil atendimentos/ano na região. São atendidos em média, cerca de 3 acidentes de trânsito/dia nas cidades do Litoral Norte. Nos feriados prolongados e na temporada de verão, um dos maiores problemas enfrentado pelos profissionais do Samu é o congestionamento no trânsito, mesmo assim, eles conseguem chegar e atender as vítimas que necessitam de socorro. Parabéns ao pessoal do Samu.   

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Via Orla

Transporte Público

Polêmica: Câmara quer aprovar serviço de mototaxi em Caraguá.

Os taxistas de Caraguá estão se mobilizando contra um projeto de lei, que está em discussão na Câmara, para instituir o serviço de mototaxi na cidade. O serviço de mototaxi tem gerado muita polêmica em todo o país e, aqui, não deverá ser diferente. Diferente o serviço de motoboy- que trata-se de um serviço comum, comercial, o mototaxi é considerado um serviço público, uma vez que trata-se de transporte de pessoas e, que exige, permissão ou concessão pela municipalidade. Trata-se de uma atividade ainda não regulamentada em vários estados, inclusive, em São Paulo.

O serviço de mototaxi teve início na década de 90 nos morros do Rio de Janeiro, onde era evidente a ineficiência do transporte público. Era e é, impossível, que ônibus trafeguem pelas ruelas e escadarias das favelas. Aí surgiu o serviço de mototaxi, que posteriormente, a partir do ano 2000 se expandiu nas regiões do Norte dopais, também, graças a ineficiência do transporte público. Hoje, diante da crise que assola o país, a atividade de mototaxistas é encarada como uma solução para criar empregos para muita gente desempregada, devido a crise que assola o país. Em Caraguá, não seria diferente. Todo cuidado, no entanto, é pouco. Não podemos colocar em risco a nossa população. O transporte por motos é considerado muito inseguro e precisa de um amplo debate.

Os 61 taxistas da cidade são contra a criação da atividade de mototaxista. Os taxistas temem uma concorrência desleal. Investiram em novos veículos e tem prestado um excelente serviço à nossa comunidade. A Praiamar Transportes também pode vir a ser prejudicada. Acredito que se o serviço for implantado, a empresa será a mais afetada. Os taxistas insistem que o serviço de mototaxi é inseguro para a população. Explicam que nos últimos 10 anos cresceu 263,5% os acidentes envolvendo motociclistas.

Como disse o assunto é bastante polêmico. Pesquisando na internet vi que em vários estados a atividade mototaxista vem sendo questionada pelo Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público. No último dia 27 de outubro, o TJ do Rio Grande do Norte, cancelou a criação da atividade de mototaxi na cidade de Caicó. O motivo: o município não poderia ter liberado a lei que seria de competência da União ou do Estado, por tratar-se de concessão de transporte público. Também, recentemente, o Ministério Público da Bahia, cancelou a atividade de mototaxi em Salvador.

Por outro lado, a cidade de Siqueira Campos, no Paraná, vai instituir a atividade a partir de janeiro de 2017. As exigências são muitas: controle de velocidade por GPS, Touca higiênica para o passageiro, DPVAT para cobrir despesas com acidentes, roupa especial para mototaxista e passageiro, tempo mínimo de atividade, preferência para pessoas com mais idade, candidato não pode ter cometido infração no trânsito nos últimos doze meses, motos com menos de 5 anos de uso e antecedentes criminais. Lá, cidade com 20.303 habitantes, ficou definido que serão liberadas apenas 25 licenças para mototaxistas, ou seja, 4 mototaxi para cada 3 mil habitantes.

Além do problema da segurança- o risco de sofrer acidente com moto é muito maior do que sofrer acidente com carros e, os ferimentos serem mais graves, outra questão que deve ser avaliada é a fiscalização. Quem cuidará da fiscalização? A Polícia Rodoviária, a Polícia Militar ou a Ditran? Em Catanduva, interior de São Paulo, uma blitz feita pela PM,no dia 28 de outubro,  constatou que 52% dos mototaxistas estavam em situação irregular. Dos 21 mototaxistas parados na blitz, onze tiveram suas motos apreendidas. Os passageiros tiveram que buscar outro tipo de transporte para chegarem em suas casas ou ao trabalho.

É evidente, que os vereadores sofrerão pressão dos dois lados: taxistas e mototaxistas. O importante, no entanto, é que haja bonsenso de ambas as partes. Os vereadores devem consultar a população e, principalmente, as autoridades, entre elas, o Ministério Público. A hora não é de fazer politicagem ou média com possíveis eleitores. Trata-se de transporte público, atividade comercial, que para ser liberada, necessita da manifestação de vários órgãos. Tudo isso para garantir segurança para a população.


sábado, 19 de novembro de 2016

Via Orla.

Poluição

Por que tantas praias impróprias para banho em Caraguá?.

 
Tabatinga, imprópria para banho. 
O boletim de balneabilidade das praias divulgado pela Cetesb está semana, informa que oito das 13 praias monitoradas pela empresa, em Caraguá, estão impróprias para banho. Em Ubatuba, das 29 praias monitoradas, apenas quatro estão impróprias; em São Sebastião, das 26 praias avaliadas semanalmente, seis foram classificadas como impróprias; e, em Ilhabela, das 18 avaliadas, apenas duas estão inadequadas para banho. A poluição é provocada pela presença de esgoto,coliformes fecais. 
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Segundo a Cetesb, existem dois fatores principais que influem na balneabilidade, o número de pessoas que encontra-se no litoral e as chuvas. No verão observa sempre uma piora das condições sanitárias das águas pelo fato de haver mais gente na praia e portanto uma maior quantidade de esgotos sendo gerada. O verão é também a época do ano mais chuvosa, o que contribui negativamente para as condições de balneabilidade uma vez que maior volume da água dos rios chega ao mar. Tudo indica que a poluição será maior ainda durante o verão que se aproxima, principalmente, se tivermos muita chuva.  

A Cetesb explica: cabe lembrar que, em sua grande maioria, os municípios litorâneos estão desprovidos de sistemas adequados para coleta, tratamento e disposição final dos esgotos. A presença de cursos de água afluindo diretamente a uma determinada praia (e provavelmente tendo recebido águas de córregos onde acorre o lançamento de esgotos) é mais um indicativo das más condições de balneabilidade de uma praia. As chuvas também contribuem para a deterioração da qualidade das águas das praias, pois nesses episódios recebem uma grande quantidade de esgotos, lixo e outros detritos, carregados através de galerias de águas pluviais, córregos e canais de drenagem. Assim, há um aumento considerável na densidade de bactérias nas águas litorâneas.

O que chama a atenção é o grande número de praias poluídas em Caraguá, quase 60% das praias monitoradas pela Cetesb, semanalmente. Estão impróprias em Caraguá praias muito frequentadas: Tabatinga, Cocanha, Prainha, Indaiá, além de centro, Pan Brasil, Palmeiras e Porto Novo. Outro detalhe que chama a atenção é que tudo indica que a poluição foi provocada pelas fortes chuvas que atingiram a região, recentemente. Acontece que choveu forte também nas demais cidades da região, mas nessas cidades, poucas praias foram poluídas.

Outro detalhe interessante: Caraguá tem cerca de 75% de suas moradias atendidas com coleta e tratamento de esgoto. Nas demais cidades da região, esse índice é bem menor. Como explica a Cetesb em seu site, tudo indica que a poluição atual tenha sido provocada pelas chuvas. No caso de Caraguá é estranho. Se a cidade tem 75% das casas atendidas pela coleta e tratamento de esgoto, isso significa, que apenas 25% das moradias lançaram direta ou indiretamente esgoto nos rios e córregos que poluíram o mar. E, nas cidades vizinhas? Teria sido ao contrário, ou seja, o esgoto de maioria das casas não beneficiadas, algo em torno de 60% delas jogaram esgoto nos córregos e rios antes dele chegar ao mar. Nesse caso, a poluição nas praias das cidades vizinhas teria sido maior. Ou não? Será que tem influência das correntes marinhas?

Alguma coisa, além das chuvas, pode estar colaborando para uma maior poluição das praias de Caraguá, Será que a Sabesp estaria tratando devidamente o esgoto coletado nas residências? Acreditamos, que sim, apesar da crise financeira vivida pela empresa. Muitos investimentos foram adiados pela Sabesp, principalmente, devido à crise hídrica que atingiu a capital paulista no início deste ano. Comenta-se que os investimentos previstos para o Litoral Norte teriam sido extremamente afetados por isso. A Sabesp que anunciou investimentos de cerca de R$ 600 milhões até o ano passado nas quatro cidades da região, em 2016, teve que suspender e cancelar muitas obras.

Seria importante que a Sabesp fizesse um balanço atual sobre seus investimentos. Em 2016, bairros populosos como o Gaivotas, em Caraguá, tiveram obras canceladas. Bairros de Ubatuba e São Sebastião também tiveram obras suspensas. O saneamento básico é de grande importância para todas as cidades, em especial, nas litorâneas, cuja economia depende do turismo.

Veja o caso de Caraguá, por exemplo, uma cidade que tem 17 praias, 13 delas frequentadas por banhistas. Se a cidade tem oito de suas mais frequentadas praias, sem condições de uso, o turista vai procurar as cidades vizinhas para tomar seu banho de mar. Ou seja, o turista deixa de gastar na cidade, para gastar nas cidades vizinhas. É complicado. O mais complicado é o risco das doenças que o mar poluído pode provocar nas pessoas.   
        
Explica a Cetesb, ainda em seu site, que Cursos de água contaminados por esgotos domésticos, ao atingirem as águas das praias, podem expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários. Estes microrganismos são responsáveis pela transmissão, aos banhistas, de doenças de veiculação hídrica tais como: gastroenterite, hepatite A, cólera, febre tifóide, entre outras. Do ponto de vista de saúde pública, é importante considerar não apenas a possibilidade da transmissão dessas doenças, mas também, a presença de organismos patogênicos oportunistas, responsáveis por dermatoses e outras doenças, como conjuntivite, otite e doenças das vias respiratórias. A doença mais comum associada à água poluída por esgotos é a gastroenterite. Essa doença ocorre numa grande variedade de formas e pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas: enjôo, vômitos, dores de estômago, diarréia, dor de cabeça e febre. Outras manifestações menos graves incluem infecções dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.


Segundo a Cetesb, o fato da praia estar imprópria não significa que todas as pessoas que se banharem no local irão contrair alguma dessas doenças. Isso depende das condições imunológicas de cada um e do tipo de exposição de cada um ( se fica muito tempo na água, se mergulha a cabeça, se engole água ) A impropriedade significa que existe o risco de se contrair tais doenças. Nesse sentido recomenda-se que se EVITE:– Banhar-se em água do mar consideradas impróprias: – Tomar banho de mar após chuvas muito intensas – Banhar-se em canais córregos ou rios que deságuam no mar – Engolir água do mar. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Via Orla

Turismo



Congestionamento nas estradas e, na travessia de balsa, prejudica o turismo regional. 



Os turistas que frequentaram o Litoral Norte no feriado prolongado de 15 de novembro, mais uma vez, tiveram que ter muita paciência nas estradas. Tamoios, Rio-Santos e Osvaldo Cruz tiveram congestionamentos constantes ao longo de todo o feriado. A causa desses congestionamentos não foi explicada: excesso de veículos, trechos em obras ou  falta de planejamento?

Apesar de todas as melhorias feitas nas estradas da região, através do governo do estado, a situação não muda. Todo feriado é a mesma coisa: congestionamentos intermináveis e, até mesmo, injustificáveis na Tamoios, Rio-Santos e Osvaldo Cruz. E, isso, reflete negativamente, no movimento turístico.

Imagine passar de 8 a 12 horas dentro de um carro nas estradas do estado mais rico da União? Mais uma vez, o turista, que movimenta a economia das cidades do Litoral Norte, teve que ter muita, mais muita paciência. É claro que muitos deles, principalmente, aqueles, que vem do interior do estado, vão pensar duas a três vezes antes de retornar à nossa região. É uma pena.

Não sei se foi divulgado o balanço sobre os acidentes ocorridos no feriado. Sei que a policia rodoviária previa 160 mil veículos em direção as cidades de Caraguá, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. Fiquei sabendo de apenas uma morte: um garotinho de dois anos que teria morrido num acidente ocorrido no trecho entre o Massaguaçu e o centro de Caraguá. Foi uma batida entre dois carros. O menino estava sentado em sua cadeirinha, no banco de traz, justamente onde houve a batida. O menino foi encaminhado até a santa casa de Caraguá, mais não teria resistido aos ferimentos. Triste.

Voltando a situação das estradas. Tudo indica que, mesmo com a implantação dos contornos a situação não será amenizada. É que o trecho aonde vai “desembocar” um dos contornos, aquele que levará os veículos da Tamoios em direção à Ubatuba, vai terminar justamente no trecho de serra entre a Martim de Sá e o Jetuba. Esse trecho, de apenas dois quilômetros, é o local mais congestionado da Rio-Santos, principalmente, nos feriados.

Não está previsto o alargamento da rodovia Rio-Santos nesse trecho de serra. Como o volume de carros será maior ainda, imagine o que irá ocorrer nesse trecho, nos feriados prolongados. Muita gente, inclusive, técnicos, defendem que o contorno Norte deveria ser “prolongado” até a praia do Capricórnio ou Massaguaçu. O prefeito de Caraguá, Antonio Carlos, cobra há muito tempo, a duplicação da Rio-Santos entre Caraguá e Ubatuba. Isso sim, seria o ideal.

O Estado e os prefeitos eleitos deveriam sentar e conversar sobre esse assunto. A rodovia Rio-Santos não comporta mais o volume de carros que recebe nos feriados. Com a duplicação da Tamoios e o fim das obras do contorno,o movimento será maior ainda na Rio-Santos. E, aproveitando, seria legal que o Estado privatizasse a travessia da balsa entre São Sebastião e Ilhabela. Do jeito que está a travessia, cada vez mais turistas deixarão de visitar a ilha, que por sinal é uma das mais belas do Brasil.


Até alguns anos atrás, queixavam-se de que o comércio do Litoral Norte explorava os turistas e não o turismo. Hoje, isso mudou e, muito. Hoje, a verdade é que o Estado está abusando da paciência dos turistas que frequentam a região, seja nos congestionamentos constantes nas  estradas de acesso, seja, na travessia da balsa, entre São Sebastião e Ilhabela. Assim, fica muito difícil, fazer do turismo, a principal fonte econômica da região.              

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Via Orla

Verão

Litoral Paulista receberá 2.198 policiais militares.

Um total de 2.198 policiais militares vai reforçar a segurança nas cidades do Litoral Paulista na Operação Verão. A corporação não informou quantos policiais cada uma das cidades irá receber.

Os PMs que vão fazer a segurança se formaram na manhã desta quinta-feira, na capital paulista, após um ano de curso na Escola Superior de Soldados (ESSd). Os PMs recém formados, 1.898 homens e 300 mulheres, foram selecionados em um concurso que contou com 41.428 inscritos para 2.198 vagas.

Os policiais militares vão utilizar novos motocicletas- foram compradas 314 motos e novos veículos, num custo de R$ 11,4 milhões, proveniente do (FISP) Fundo de Incentivo à Segurança Pública.   

Parte dos PMs vão trabalhar na fiscalização das estradas. Eles vão utilizar um novo equipamento- câmeras inteligentes com zoom de longo alcance, sensor de infravermelho para visão noturna e detecção automática de incidentes.  
Os equipamentos são capazes, por exemplo, de identificar, em pontos previamente programados, a presença de uma pessoa caminhando, um carro parado ou até mesmo um objeto jogado sobre a faixa de tráfego.