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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Via Orla


Cidades

A difícil solução para a destinação do lixo produzido no Litoral Norte.

Carreta tombada na serra. Foto: Vanguarda

A notícia publicada no G-1 nesta terça de carnaval preocupa. O tombamento de um caminhão de lixo no fim da manhã desta terça-feira (9) interdita parcialmente a Rodovia dos Tamoios (SP-99) em Caraguatatuba. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, o acidente aconteceu na altura do Km 72, no trecho de serra da rodovia. A PRE ainda informou que o acidente aconteceu por volta de 11h20 e não há prazo para liberação da via no sentido São José dos Campos. A Concessionária Tamoios, que administra a rodovia, informou que é feito a operação Pare e Siga no local para desafogar o trânsito. Até as 12h15 não havia um balanço sobre o congestionamento no trecho. A concessionária recomenda ainda que os motoristas devem evitar a Rodovia dos Tamoios e optar pelas Rodovias Osvaldo Cruz (com acesso em Ubatuba) e Mogi-Bertioga (para os usuários que estiverem nas proximidades de São Sebastião). Ainda não se sabe o que provocou o acidente, mas as primeiras informações são de que o motorista teria perdido o controle da direção e tombado. O motorista sofreu apenas ferimentos leves, segundo a concessionária.

Não é a primeira vez que um caminhão de lixo interdita a rodovia dos Tamoios, o principal acesso entre o Vale do Paraíba e as cidades do Litoral Norte. Imagine o drama: o acidente ocorre no trecho de serra num dia em que a maioria dos veranistas e turistas devem deixar a região. A sugestão da Concessionária Tamoios: os motoristas devem optar em viajar pela rodovia Osvaldo Cruz, que liga Ubatuba a Taubaté. Trata-se de uma estrada reduzida, perigosa e sem condições de comportar os milhares de veículos que devem deixar hoje as cidades do Litoral Norte. A Concessionária “pisou na bola” prejudicou milhares de pessoas e ainda por acima, ao indicar outra alternativa para a viagem, coloca em risco a vida dos usuários da rodovia. A Tamoios oferece muito mais segurança aos motoristas do que a Osvaldo Cruz. A Concessionária errou ao permitir que os caminhões que transportam o lixo produzido nas cidades da região utilizassem a Tamoios nesta terça-feira e, também amanhã, quarta. Nesses dois dias- terça e quarta, o tráfego de veículos será dos mais intenso na Tamoios e, para garantir mais segurança aos usuários a concessionária deveria impedir que os caminhões utilizassem a rodovia nesse período.  

Solução

É preciso que as prefeituras, com ajuda do Estado, encontrem uma solução para evitar que o lixo continue sendo “exportado” para as cidades de Santa Izabel e Tremembé. É um absurdo ver os caminhões “sobrecarregados de lixo” trafegando pela Rio-Santos e pelas avenidas de Caraguá, com um mau cheiro insuportável e derrubando chorume por onde passam. O pior é o custo elevado desse serviço: no verão, quando a produção do lixo triplica nas cidades da região, as prefeituras chegam a gastar mais de 8 milhões (juntas) para “exportar” o lixo para os aterros sanitários do Vale do Paraíba. Em Caraguá, informações dadas pela prefeitura consta que em 2015 foram produzidas na cidade cerca de 50 mil toneladas de lixo, cerca de 4 mil toneladas por mês. Desse total, apenas 9% são destinadas a coleta seletiva. A prefeitura gasta em média R$ 6 milhões ao ano apenas no transporte do lixo para o aterro sanitário do Vale do Paraíba.

Todas as demais prefeituras gastam e muito para transportar o lixo para aterros do Vale do Paraíba. Ilhabela gasta R$ 3 milhões por ano com a “exportação” do lixo. O prefeito de Caraguá, Antonio Carlos, há muito tempo busca encontrar uma solução para o lixo de sua cidade e da região. A Cetesb, no entanto, sempre impede qualquer iniciativa neste sentido, alegando problemas ambientais. O governo do Estado deveria colocar suas secretarias à disposição das prefeituras e, não ao contrário. Temos o maior respeito ao meio ambiente e vivemos do turismo, mas a tecnologia avançou tanto no mundo todo( e no Brasil não é diferente) que tenho certeza de que existem muitas soluções para que o lixo do Litoral Norte seja devidamente tratado por aqui, evitando assim, tanto desperdício de dinheiro público. Dinheiro que poderia ser investido em creches, escolas, postos de saúde e por ai adiante...     

É inadmissível que o Litoral Norte, região turística rodeada por áreas de preservação ambiental, não tenha locais para destinar o lixo. É preciso viajar, gastar milhares de reais para levar o livro a aterros particulares em cidades do Vale do Paraíba. Falta investimento por parte da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) na criação de um projeto que não traga impactos ambientais e que seja sustentável para esses municípios ao longo das próximas décadas.     

Energia

Uma das opções poderia ser utilizar o lixo para produzir energia. Pesquisando na internet, encontrei na biblioteca digital da Unicamp(Universidade de Campinas), uma tese de pós-graduação bastante interessante. Trata-se da tese defendida em 2011 por Rebeca Veiga Barbosa, da Faculdade de Engenharia Mecânica, sobre o tema “A questão dos resíduos sólidos urbanos em Caraguatatuba”.  Segundo dados de Rebeca, desde 2007, Caraguá “exporta” seu lixo para o aterro particular em Santa Izabel, que fica a 140 kms do município. Em 2010, segundo informações apuradas pela estudante, a prefeitura de Caraguá transportava, em média, 3.500 toneladas de lixo mensalmente, a um custo de R$ 8 milhões anuais para a prefeitura local. Em sua tese, Rebeca defende que: caso a prefeitura utilizasse de tecnologia para aproveitamento do biogás (gás gerado pelo lixo, algo em torno de 60.480 MJ/dia) poderia abastecer com energia 2.546 residências. Acredito eu, que a energia resultante do lixo coletado em Caraguá e nas cidades vizinhas, poderia gerar energia suficiente para a manutenção dos prédios públicos municipais. Além disso, baratearia a despesas com lixo por parte das outras  prefeituras. Seria legal a prefeitura olhar com carinho a tese defendida pela estudante da Unicamp ou outras propostas alternativas para destinação final de nosso lixo.   

Custo elevado

Na opinião da coordenadora de ambiente urbana do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, as prefeituras gastam muito com a exportação do lixo.  “Essa parcela dos resíduos é atribuição do poder público municipal. Isso gera uma discussão muito interessante. Todo esse resíduo úmido não precisa ir para aterro sanitário, não precisa se gastar tudo que se gasta”, disse em entrevista à imprensa.

Onze municípios do litoral destinam para fora de seu território o lixo que produzem, e despejam em aterros que ficam em Santos, Mauá, Santa Isabel e Tremembé, estes últimos no Vale do Paraíba. “Isso soma R$330 milhões ao ano de custos. O custo médio no país da relação habitante/ano é de R$72. O custo médio no litoral, na mesma relação, é R$170. Isso mostra o quanto é caro gerir os resíduos no padrão que existe no litoral.”

O alto custo da gestão do lixo no litoral pode ser explicado pelas longas distâncias que os resíduos percorrem até chegarem aos aterros de outros municípios. “Em média, o resíduo percorre 100 Km para chegar nestes aterros”, explica Elisabeth. Ela aponta também mais dois problemas, de impactos ambientais: a emissão de gás carbônico e o risco de tombamento dos caminhões nas estradas.

“A quantidade de caminhões que circulam transportando resíduos para estes municípios é enorme, o que causa custos e impactos no tráfico bastante preocupantes.” Ela ressalta que é preciso aprofundar a discussão sobre a falta de reaproveitamento de resíduos úmidos para produzir adubo natural e dos resíduos secos - como papel, plástico, vidro e alumínio - para o aproveitamento na cadeia da reciclagem.

Via Orla

Carnaval

             O dilema do Bloco do Urso



O carnaval de rua vem crescendo e, assustadoramente, em todo o estado de São Paulo. Na capital paulista, segundo a Prefeitura local, o desfile de blocos nos bairros- são maios de 500 blocos oficialmente cadastrados na prefeitura paulistana, supera os lucros do desfile das escolas de samba no sambódromo do Anhembi. Os blocos populares chegam a gerar um faturamento de R$ 480 milhões nos comércios dos bairros onde desfilam. No sambódromo do Anhembi, as escolas geram um lucro de R$ 230 milhões. A cada carnaval aumenta cada vez mais o número de blocos populares na capital.
Aqui em Caraguá, a situação não é diferente. Os blocos mais populares, como o Azedou o Pé do Frango, Gaiola das Loucas, Piranhas, Tropa de Litro e Devotos das Cheirosas, estes dois últimos desfilam no bairro do Massaguaçu, crescem a cada ano que passa. No entanto, um dos blocos mais tradicionais o Bloco do Urso, vive uma situação inversa, reduz a cada ano o número de participantes. O bloco que tem 13 anos de existência chegou a desfilar com mais de 500 integrantes, hoje, o número de participantes não chega a 200.

O bloco do Urso, criado em homenagem ao Zé Alemão, em 2003, é um dos mais bem organizados. O criador do bloco, o radialista Ricardo Mazzey, conta com apoio da prefeitura, da Caraguá FM, da Praiamar Transportes e da Imarui distribuidora de bebidas da Ambev. O bloco tem boa divulgação e até mesmo festa de pré-carnaval. A bateria é de primeira linha e o sambista puxador do samba, dos mais qualificados. É difícil entender porque o bloco tem cada vez menos gente participando.

Para participar do bloco é preciso adquirir um abadá, que este ano custou R$ 180,00, que possibilita ao integrante do bloco participar do pré-carnaval onde é divulgado o samba do ano; participar da concentração no Bar do Hélio, um dos mais tradicionais da cidade; desfilar pela avenida da orla; e, participar do baile exclusivo para os integrantes no Clube da Terceira Idade, com direito a comes e bebes à vontade.  Muita gente, que não adquiriu o abadá, participa da concentração e até saí atrás do bloco na avenida, atraído pela bateria, das mais animadas.

É difícil, realmente, entender o que vem acontecendo com o Bloco do Urso. A organização é perfeita, mas os integrantes estão reduzindo a cada ano. Pode ser que o elevado preço dos abadás, R$ 180,00, seja o responsável direto pela queda no número de participantes. Pode ser, principalmente, em época de crise econômica. Os blocos Azedou o Pé do Frango e Devotos das Cheirosas, por exemplo, cobram bem menos pelo abadá, cerca de R$ 25,00, sem direito a comes e bebes. Este ano, apesar da crise, o número de integrantes dos dois blocos cresceu.

Nos dois últimos carnavais, os dois blocos superaram o bloco do Urso em número de integrantes. Neste carnaval, os dois blocos Azedou e Cheirosas, devem superar e em muito o número de integrantes do ano passado. Tem muita gente da cidade, moradores, veranistas e turistas, indo até o Massaguaçu para curtir a Cheirosas. E, muita gente que antes saía no Urso, vai desfilar hoje, no Azedou o Pé do Frango.  Políticos e pré-candidatos, que antes frequentavam, o Urso, hoje são integrantes do Azedou e das Cheirosas.

O bloco do Urso começou em 2003 e foi até 2012 contando com a participação de políticos, empresários, comerciantes e profissionais liberais. Tornou-se um bloco da “elite”. De 2012 para cá, o perfil dos integrantes mudou. A maioria dos comerciantes e empresários foi deixando de participar. E, a partir daí, o número de integrantes foi se reduzindo. Ouvi uma vez de um dos coordenadores do bloco, que o Urso é para poucos, apenas para amigos. E que, o bloco, não poderia ser aberto para todo mundo. Correria o risco de virar bagunça. Não entendi. Bloco de carnaval é para animar, reunir pessoas de diferentes segmentos, fazer novos amigos e, principalmente, se divertir. Eu, todos os anos, gosto de ver a concentração, que acontece em frente ao Bar do Helião, outro dos maiores incentivadores do bloco. Gosto de rever as pessoas e, principalmente, curtir a bateria, uma das mais animadas da cidade. 


Mazzey prepara tudo com o maior cuidado e dedicação. Boa parte da renda obtida com os abadás é destinada a compra de cadeiras de rodas e camas hospitalares, posteriormente, doadas ou cedidas às pessoas necessitadas. Um trabalho dos mais elogiáveis. Não sei se o Mazzey e os demais organizadores do bloco pensam em reduzir o valor dos abadás e com isso, permitir que mais pessoas da cidade e, também, veranistas e turistas possam se juntar ao Bloco do Urso. É preciso adotar alguma medida, caso contrário, o Bloco do Urso poderá, ao longo dos próximos anos, perder cada vez mais integrantes e ir desaparecendo aos poucos, apesar de todo apoio que recebe da prefeitura, da Imarui, da Praiamar e de outras empresas...E, a cidade, correrá o risco de ficar se um de seus mais tradicionais blocos carnavalescos.  

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Via Orla


Economia

Carnaval da crise: muita gente e lucro reduzido no comércio.

A crise realmente está afetando o turismo. Em nossa região, constatamos muita gente, mas o comércio está faturando muito pouco. As prefeituras investiram no carnaval e da melhor maneira possível, tudo isso, para atrair os turistas. Veio gente prá caramba, mas o pessoal está gastando muito pouco. É evidente que todos procuram consumir muito menos preocupados com o que virá após o carnaval. Além das despesas com IPVA, IPTU, escolas dos filhos, existe também, muita preocupação com o grande número de demissões que devem ocorrer nas indústrias, fábricas e comércio de uma maneira geral.
Conversando com os comerciantes, a maioria, constata que o movimento comercial foi um dos mais reduzidos. Tem comerciante reduzindo o quadro de funcionários em pleno carnaval, já se preparando para o poderá ocorrer a partir da segunda quinzena de fevereiro. É uma situação que a gente há muitos anos não via por aqui. Pensávamos que com a crise e o dólar em alta, muitos turistas desceriam a serra em direção as cidades de Caraguá, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. Isto de fato ocorreu, mas quem veio está procurando fazer o máximo de economia, temendo justamente o que virá a partir de março.
Em nossa região podemos constatar movimento intenso nos supermercados, postos de gasolina e padarias. O turista prefere comprar a cerveja e alimentos nos supermercados ao invés de gastar na praia. Comprar no supermercado é bem mais barato. A gasolina é essencial, não tem como ficar sem ela, por isso, os postos vivem cheios. A chiadeira tem sido grande nos hotéis, quiosques a beira mar, restaurantes. É o sinal de que a crise desceu a serra...
Temos que aprender a conviver com essa situação. Tudo indica que a economia somente irá crescer a partir de 2018. Não será nada fácil conviver com a crise, mas não podemos desistir. Temos que buscar novas alternativas, talvez mais econômicas para atrair nossos clientes: veranistas e turistas. As prefeituras, como por exemplo, Caraguá, tem colaborado, promovendo eventos todos os meses, tudo isso para ajudar o comércio e principalmente, evitar o desemprego.
É uma situação difícil, mas poderemos superá-la. Além das prefeituras, também as associações comerciais devem promover ações com o objetivo de fortalecer o comércio neste momento de dificuldades para todos. É na crise que muitos crescem. A situação é mais complicada para os comerciantes que dependem o valor do aluguel de seus pontos comerciais. Os proprietários dos imóveis devem rever seus preços. Um comércio fechando as portas, por causa do aluguel elevado, gera prejuízos para todos: a prefeitura fica sem receber seus impostos, os funcionários demitidos enfrentam dificuldades para sustentar suas famílias...
Muitos comerciantes chegam ao litoral, antes do verão, acreditando que instalar um comércio por aqui é lucro certo. Investem a maioria de suas economias e muitos agem sem qualquer planejamento, sem consultar o Sebrae e até mesmo a prefeitura...Hoje a concorrência cresceu e muito em todos os setores e segmentos. Antes as pessoas saiam dos bairros para fazer compras ou se alimentar no centro. Hoje, os bairros estão com comércios diversificados. Por outro lado, o trânsito congestionado faz com que os veranistas e turistas instalados nos bairros evitem ir ao centro. O comércio se instalou ao longo de toda a orla.
Quem circula pela cidade vê a quantidade de comércios com placas de aluga-se. Também começam a aparecer as placas ou faixas de “Passo o Ponto”. Muitos, por causa, dos valores elevados dos aluguéis. Outros, justamente pela falta de planejamento ou por não ter consultado o Sebrae, antes de fazer seu investimento. Todo mundo quer ter seu próprio negócio, deixar de ser empregado. Isso é possível, desde que, haja planejamento, pesquisa e, principalmente, apoio do Sebrae.  O comércio, hoje, exige profissionalismo e dedicação. Em época de crise, como a que estamos vivendo, temos que nos renovar a cada dia e utilizar ações criativas para sobreviver a ela.  Com dedicação e empenho, a gente pode amenizar os efeitos da crise....    

              

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Via Orla


Estradas

 

Número de mortes nas estradas da região teve redução de 11,82%.

 

Cerca de 500 mil veículos devem utilizar as estradas do Vale e Litoral Norte durante o carnaval, segundo expectativas da Concessionária Tamoios e da Polícia Rodoviária. As cidades do Litoral Norte devem receber 230 mil veículos no feriado. Tudo indica que o movimento nas rodovias Tamoios e Rio-Santos será dos mais intensos.

Esperamos que a maioria dos motoristas dirija com cuidado e respeite a sinalização. Esperamos também que o pessoal evite dirigir alcoolizado. A polícia rodoviária e também a militar farão blitzes no trânsito, principalmente, no trecho da rodovia Rio-Santos, que interliga as cidades de Caraguá, Ubatuba e São Sebastião.  

Os motoristas devem procurar viajar nos horários mais tranquilos e, principalmente, planejar o retorno, para evitar os constantes congestionamentos ocorridos na Rio-Santos, principalmente, nos trechos Ubatuba-Caraguá e Maresias-São Sebastião. Nesses trechos, na terça-feira, último dia de carnaval, os motoristas chegam a levar mais de oito horas para percorrerem os 55 quilômetros entre Ubatuba e Caraguá. Haja paciência...  

As estradas estão mais seguras e mais policiadas, com radares, carros de apoio e muita fiscalização por parte da polícia rodoviária. A Rodovia dos Tamoios, por exemplo, principal acesso entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte, foi duplicada e oferece boas condições de tráfego.  

A Concessionária Tamoios, que administra a rodovia, implantou uma faixa adicional, sinalizada por balizadores, para a pista de descida no trecho de Serra (do km 68 ao km 81). Com a medida a concessionária aumentou a capacidade de fluxo sentido Litoral, com a disponibilização de duas faixas de rolamento em todo o trajeto.

Na terça e quarta-feira (09 e 10), para facilitar e agilizar o retorno dos motoristas, a pista de subida (sentido São José dos Campos) já terá sua configuração normal, com duas faixas de rolamento. Dessa forma, a pista de descida volta a contar com uma faixa. Nesses dois dias, terça e quarta, o movimento de veículos em direção ao Vale do Paraíba será dos maiores.

 Queda

Se os motoristas procurarem respeitar a legislação, a sinalização e as orientações da Polícia Rodoviária poderemos ter um carnaval dos mais tranquilos na região. Um levantamento feito pelo Secretaria de Segurança Pública mostrou que o número de acidentes de trânsito com mortos e feridos no Vale e Litoral Norte caiu no ano passado(2015), em comparação com o ano de 2014. Na comparação com 2014, o trânsito no Vale do Paraíba teve redução de 11,82% nas ocorrências com mortes e de 13,65% nas de lesões corporais.

O levantamento feito pelo Estado, registrou 276 acidentes fatais e ainda 5.836 com feridos em 2015. No ano anterior, foram 313 com mortes e 6.759 com feridos. Os dados utilizaram os acidentes ocorridos nas cidades (ruas e avenidas) e nas rodovias. Se os motoristas colaborarem poderemos ter um carnaval de muitas alegrias e número reduzido de acidentes nas estradas da nossa região, colaborando ainda mais para a redução dos acidentes fatais nas estradas que cortam o Vale e o Litoral Norte.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Via Orla

Polícia

Quadrilha presa iria atacar caixas eletrônicos em Ilhabela no carnaval.

              Bandidos pretendiam fugir pelo mar
 
Armamento encontrado com a quadrilha. Foto:Jornal A Tribuna. 
A quadrilha composta por 16 pessoas capturada ontem em São Sebastião por uma operação conjunta entre as polícias militar, civil e federal iria atacar caixas eletrônicos em Ilhabela durante o carnaval. O plano idealizado pela quadrilha, segundo informações da polícia, previa a fuga através de lancha.
A força conjunta, através de informações obtidas pela Policia Federal, fez um cerco aos integrantes da quadrilha, na praia da Enseada, em São Sebastião. Os bandidos ocupavam cinco carros roubados e estavam fortemente armados: três fuzis com mira à laser, uma AK-47 com luneta, três metralhadoras, duas pistolas, um revólver e muitos explosivos, além de coletes a prova de balas e objetos conhecidos como “miguelitos”, utilizados para furar pneus de carros.
Durante o cerco, houve troca de tiros, mas nenhum policial ficou ferido. Houve perseguição e troca de tiros. Alguns bandidos, feridos, chegaram a pedir ajuda a moradores do bairro. Parte da quadrilha conseguiu fugir. Os bandidos presos foram levados para o CDP de Caraguatatuba. Dois menores que participam da quadrilha foram encaminhados à Vara da Infância e Juventude de São Sebastião. As investigações prosseguem.



Via Orla


Folia

    Ilhabela é destaque de escola de samba na capital

 

A prefeitura de Ilhabela investiu cerca de R$ 1 milhão para que a escola de samba paulista  "Unidos de Vila Maria", uma das mais tradicionais de São Paulo, do Grupo Especial, utilizasse as belezas da ilha como tema principal em seu desfile deste ano. A iniciativa do prefeito Toninho Colucci gerou muitas polêmicas junto aos moradores e veranistas da cidade. Uns questionaram o valor investido; outros, alegaram que não haveria necessidade de “divulgar” a cidade através dos desfiles carnavalescos, mesmo com transmissão pela teve, para um público que não tem o perfil dos visitantes de Ilhabela.

A iniciativa é pioneira, vamos aguardar o resultado, antes de fazer qualquer avaliação sobre ela. Toninho Colucci por sua vez defende o investimento:  "É uma oportunidade única, com a projeção de Ilhabela para todo o mundo”, alega o prefeito. Não sei se o prefeito irá desfilar em algum carro especial. Acredito que, se houver essa possibilidade, Colucci deverá ocupar local de destaque na escola, durante sua apresentação no sambódromo do Anhembi. Colucci, pré candidato declarado a deputado, nas eleições de 2018, quer explorar ao máximo sua imagem neste último ano de governo em Ilhabela. E desfilar no sambódromo, com transmissão pela teve, é uma jogada e tanto...      

O desfile da escola acontece nesta sexta, por volta da meia noite e terá transmissão ao vivo pela Rede Globo. A Unidos de Vila Maria será a segunda escola a entrar na avenida no sambódromo da capital. A escola fundada em 1954 deve entrar na avenida com cerca de 3 mil componentes. O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada fala da “Vila famosa e mais bela, Ilhabela da fantasia. O samba enredo foi feito por compositores renomados:  Dudu Nobre, Rafa do Cavaco, Turko, Maradona, Paulinho Miranda, Diego Nicolau, Garoto Bom e Nene da Vila.   

No carnaval do ano passado, 2015, a Unidos ficou na décima e última colocação, do Grupo Especial, com o enredo “Só os diamantes são eternos, na química divina”, samba puxado por Clóvis Pê. A escola vencedora do ano passado foi a Vai Vai com o enredo que homenageava Elisa Regina. Esperamos que em 2016 a escola faça um bom desfile e consiga uma melhor colocação.  

 

Veja a programação dos desfiles desta sexta-feira, no Anhembi:

 

Grupo Especial - 1ª noite - 5 de fevereiro de 2016

23h15 - Pérola Negra

00h20 - Unidos de Vila Maria

01h25 - Águia de Ouro

02h30 - Rosas de Ouro

03h35 - Nenê de Vila Matilde

04h40 - Gaviões da Fiel

05h45 - Acadêmicos do Tatuapé

03h55 - Dragões da Real

05h00 - X-9 Paulistana

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Via Orla


Gente

 

Zé Comidinha: Caraguá perde um de seus mais tradicionais comerciantes e desportistas.

 
Zé com Sueli Pepino, rainha do XV, no aniversário do clube. 
 


Faleceu recentemente, dia 25 passado, o comerciante e desportista José Arimathea da Silva. Foi uma perda e tanto para a cidade, principalmente, para os caiçaras e moradores mais antigos. Zé morreu aos 82 anos, devido a problemas pulmonares. Ele deixou a viúva Ruthe Santos da Silva, com quem conviveu 59 anos, quatros filhos, onze netos e oito bisnetos.

Zé Comidinha, como ele era carinhosamente conhecido, nasceu em 25 de agosto de 1933, na cidade de São José do Barreiro, interior de São Paulo. Era filho de Isolina da Cunha Braga e Francisco Pereira da Silva, de família muito tradicional naquela cidade. Veio para Caraguá em 1947. Era irmão de Joaquim Pereira da Silva, o Quincas, ex-vereador da cidade; de José Pereira da Silva, o Zé Pereira, ex-funcionário da Sudelpa; de Juarez Pereira da Silva; Joel Pereira da Silva ; de Jaime Pereira da Silva, que vive atualmente em Ubatuba; e, de Joceli Pereira da Silva, que mora em São José dos Campos.

Zé Comidinha casou com dona Ruthe em 28 de abril de 1857. O casal teve quatro filhos: Márcia, Sérgio, Marli e Marlene. Zé trabalhou com o Antônio Mário, no transporte de bananas do litoral para a capital paulista. Logo depois, trabalhou na prefeitura de Caraguá, como motorista. Em 1971 deixou a prefeitura para implantar a primeira auto escola da cidade: a Auto Escola Caraguá, em sociedade com Renato Fida. Em 2005 vendeu a auto escola.

Zé Comidinha se envolveu com o E.C. XV de Novembro, um dos times mais tradicionais da cidade e região, desde a década de 60. Foi diretor e presidente. Nas décadas de 70 e 80 se entregou de corpo e alma ao clube. Foi um dos responsáveis pelo acesso do XV às principais séries do campeonato paulista. Tinha ao seu lado amigos como Irineu e Denis Mendes, Wilson, Belém e Silvinho Barbosa, entre outros quinzistas.
Dona Ruthe e as filhas: Saudades...

“O XV era a grande paixão da vida dele”, conta dona Ruthe. A filha Marlene relembra que quando o pai era presidente do clube, ele se dedicava intensamente. Seu sonho era ver o XV disputando a série A do campeonato paulista.  Com problemas financeiros e trabalhistas, o XV foi aos poucos se desestruturando e hoje, praticamente deixou de existir. Essa situação fez com que o Zé Comidinha sofresse e muito.

Com o fim do XV. Zé passou a se dedicar a uma nova auto escola e a família. Era um sujeito tranquilo. Não era de sair muito de casa. Gostava de ver futebol na teve, principalmente, as partidas de seu Corinthians. Era um homem simples. Vivia para a família, principalmente, para os netos e bisnetos. Devido a problemas no pulmão faleceu no dia 25 de janeiro. Deixou muitas lembranças, principalmente, como instrutor de auto escola e presidente do XV. Sempre que encontrava com ele, Zé Comidinha fazia questão de lembrar do passado, principalmente, daquela cidade da década de 60 e 70, em que todos se conheciam e se respeitavam, fossem pobres ou ricos. Deixou muitas saudades...