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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Via Orla

Educação
MPs insistem para que Prefeituras cortem gastos para priorizar educação básica.
Na segunda, MPF e MPC recomendaram a suspensão dos shows de aniversário de Caraguá. A prefeitura manteve a programação garantido que irá atender as exigências do MP.  
A decisão adotada pelo Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPCSP) recomendando que a Prefeitura de Caraguá suspenda os shows programados para o aniversário da cidade surpreendeu todo mundo. Foi uma decisão difícil para o prefeito Aguilar Júnior, uma vez que, a recomendação da suspensão ocorreu no dia 16, três dias antes do início dos shows já contratados e, tudo indica, boa parte das despesas já teriam sido pagas. Os shows de aniversário sempre foram tradicionais na cidade. Segundo nota da prefeitura, o prefeito manterá os shows em homenagem aos 161 anos do município, a um custo de R$ 530 mil, segundo o próprio MPF.  
Aguilar Júnior manterá a programação, mas correrá um risco muito grande, poderá ser penalizado, até mesmo, com o afastamento do cargo, conforme adiantou o MPF, caso não concretize a universalização do ensino básico. Na nota da prefeitura, consta que a administração irá se manifestar quanto aos questionamentos feitos pelo MP, aproveitando todo o trabalho que vem realizando para diminuir a demanda reprimidas de vagas em creches da cidade. Segundo a nota, o posicionamento do MPF e MPC é uma recomendação  e não uma ordem de cancelamento dos shows. 

A prefeitura informou ainda que assumiu 2017 com uma fila de 1.200 vagas e que este ano serão investidos R$ 10,6 milhões e cerca de 1.300 vagas serão criadas, com a construção da CEI/Emei da Fazenda Getuba (200 vagas), CEI/Emei do Perequê-Mirim(400 vagas), CEI Pegorelli(240 vagas), CEI/Emei Golfinho(250 vagas) e a ampliação da CEI Severino dos Santos que passará a ter 120 vagas. As duas primeiras CEIs devem ser inauguradas em julho deste ano, as demais até o final de 2018. 

O prefeito garante que conseguirá atender as recomendações feitas pelo MPF e MPC. É uma situação complicada. E, o pior, os atuais prefeitos estão pagando pelo erro de seus antecessores, uma vez que, desde 2013 os dois órgãos vinham cobrando das prefeituras à universalização do ensino básico. O prazo dado aos prefeitos anteriores era 31 dezembro de 2016. No entanto, nenhum dos ex-prefeitos conseguiu concluir a universalização do ensino básico, antes de deixarem seus cargos. Sobrou para os atuais prefeitos.  E, o MPF e o MPC desde fevereiro deste ano, passou a fazer a mesma cobrança aos atuais prefeitos.  

Dados.
De acordo com dados do Ministério da Educação, os quatro municípios ainda não atingiram as metas de atendimento escolar previstas em seus PMEs. No caso da educação infantil, por exemplo, 50% da população de 0 a 3 anos deveriam estar em escolas e creches municipais, mas o percentual não passa de 39,9% em Ubatuba, 41,5% em Ilhabela e 44,1% em São Sebastião. Em Caraguatatuba, apenas 45,8% das crianças nesta faixa etária frequentam o ensino infantil, quando a meta para o município era de 70,5%.
É a primeira vez que o MPF e o MP de Contas do Estado de São Paulo tomam essa decisão. E, serve de alerta aos demais prefeitos. A medida adotada pelo MPF e MPC deve ser avaliada por todos os prefeitos de nossa região. O recado é simples: as prefeituras devem primeiro, investir nas necessidades básicas e essenciais de seus municípios, antes de investirem em shows e festas. No caso do prefeito Aguilar Júnior o MPF cobra que a administração municipal só realize gastos desse tipo depois de resolver a falta de vagas para os mais de mil estudantes que estão fora da escola. Aguilar Júnior se defende alegando que estão sendo construídas creches e escolas. E agora? Se os shows forem realizados, teremos que aguardar para saber se haverá ou não ação contra o prefeito por parte do MPF e MPC.
Recomendação
A verdade é que nenhum de nossos ex-prefeitos parece ter levado a sério as recomendações feitas pelo MPF e MPC em 2013. Os ex-prefeitos não conseguiram também atender as solicitações feitas pelo MP e acabaram deixando o problema para os prefeitos atuais. No dia 6 de fevereiro deste ano, os dois órgãos encaminharam uma nova recomendação às prefeituras de Caraguá, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. A recomendação: que às Prefeituras deixem de realizar outras despesas enquanto não comprovarem o cumprimento de suas obrigações relativas à universalização do ensino. A oferta da educação infantil e da educação básica obrigatória e gratuita para crianças e adolescentes está prevista na Constituição e em diversas leis. A justificativa: nas quatro cidades, o número de estudantes atendidos continua abaixo das metas previstas pelos respectivos Planos Municipais de Educação (PMEs). Os atuais prefeitos estão fazendo o máximo possível para atender a Constituição e garantir a universalização da educação básica.
Entre as recomendações sugeridas: suspender despesas com publicidade institucional, festividades e shows artísticos, bem como a contratação de novos serviços e obras, exceto em casos de emergência e calamidade pública. O MPF e o MPCSP também recomendaram ainda que as Prefeituras deixem de conceder, aumentar ou renovar renúncias fiscais que não sejam comprovadamente vantajosas para a municipalidade.
Os dois órgãos recomendaram ainda o corte de gastos com o ensino médio e superior. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), os municípios só podem atuar em outros níveis de ensino quando as necessidades de sua área de competência – a educação básica – estiverem plenamente atendidas. No entanto, entre 2013 e 2017, a Prefeitura de São Sebastião aplicou mais de R$ 12 milhões em atividades relacionadas ao ensino médio e superior. O mesmo foi verificado em Caraguatatuba, que gastou R$ 9,4 milhões, Ubatuba (R$ 2,4 milhões) e Ilhabela (R$ 1,1 milhão).
Abaixo da meta 

Segundo a Constituição, os municípios tinham a responsabilidade de universalizar a oferta da educação básica obrigatória até 31 de dezembro de 2016. Em razão disso, em 2013, as mesmas Prefeituras já haviam sido alertadas pelo MPF e pelo MPCSP sobre o dever de incluir programas de duração continuada no Plano Plurianual Municipal 2014/2017, bem como de prever e executar recursos suficientes nas leis orçamentárias anuais para assegurar, efetivamente, o acesso de todas as crianças ao ensino gratuito dentro do prazo estabelecido.
No entanto, nenhuma das cidades cumpriu as obrigações. Acabou sobrando para os atuais prefeitos. De acordo com dados do Ministério da Educação, os quatro municípios ainda não atingiram as metas de atendimento escolar previstas em seus PMEs. No caso da educação infantil, por exemplo, 50% da população de 0 a 3 anos deveriam estar em escolas e creches municipais, mas o percentual não passa de 39,9% em Ubatuba, 41,5% em Ilhabela e 44,1% em São Sebastião. Em Caraguatatuba, apenas 45,8% das crianças nesta faixa etária frequentam o ensino infantil, quando a meta para o município era de 70,5%.
Cancelamento dos shows
O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo (MPC/SP) recomendaram, no dia 16 último, que o município de Caraguatatuba (SP) deixe de promover os eventos de celebração do aniversário da cidade, programados para esta semana. As autoridades querem que a administração municipal só realize gastos desse tipo depois de resolver a falta de vagas para os mais de mil estudantes que estão fora da escola.

Na recomendação expedida ao município de Caraguatatuba, o MPF e o MPC/SP pedem não só o cancelamento da festa, mas também a rescisão dos contratos já firmados com empresas e artistas, entre eles os grupos Titãs e Só Pra Contrariar e a cantora Cláudia Leitte. Os procuradores querem ainda que recursos eventualmente já pagos para a realização do evento sejam revertidos aos cofres municipais. Os dois órgãos deram um prazo de 24 horas a partir do recebimento do documento para o prefeito responder às requisições. A prefeitura já se manifestou que manterá os shows e os compromissos firmados com o MP para universalização do ensino básico. 

Os dois órgão deixam claro que, se a prefeitura não atender a oferta de vagas no ensino infantil e básico, conforme prevê a Constituição, o prefeito pode ser denunciado em crime de responsabilidade e está sujeito a uma série de sanções, como o afastamento do cargo. Isso vale para todos os demais prefeitos da região, que também receberam a recomendação do MP, caso não concluam a universalização do ensino básico em seus mandatos.



terça-feira, 17 de abril de 2018

Via Orla


Tamoios

Rodovia terá velocidade unificada somente quando obras forem concluídas.

Usuários cobram a suspensão das multas nos trechos onde a velocidade é de 60 kms por hora por falta das passarelas ainda não instaladas pela concessionária.    

Rodovia dos Tamoios.(Foto:Tamoios News). 
Li no G1 que a velocidade na rodovia dos Tamoios somente será unificada, em 80 Kms por hora ao longo de todo o  seu trecho, quando forem concluídas as instalações de seis passarelas, cujas obras estão atrasadas há três anos. Das nove passarelas previstas na Tamoios, apenas três foram construídas. Segundo informações da Dersa, responsável pela instalação das estruturas, duas destas seis passarelas restantes estão previstas para serem entregues até julho. As outras(4) aguardam uma nova licitação para serem construídas, uma vez que, a empresa contratada para executa-las desistiu do contrato.

Os usuários e os prefeitos cobram o aumento da velocidade na rodovia. Segundo eles, a rodovia que foi duplicada em 2014 e, desde 2015, está sendo administrada pela Concessionária Tamoios, não pode ter velocidade tão reduzida, o que prejudica e muito o turismo na região. O Portal Tamoios News fez recentemente uma pesquisa para saber a opinião dos usuários sobre o limite da velocidade, mais de 27 mil internautas foram favoráveis ao aumento da velocidade ao longo da Tamoios. Para muita gente, o limite de velocidade é uma “fábrica de multas”, principalmente, nos trechos dos Kms 36,8; km 40; km 42,6; km 50,1; km 52,3 e km 60,1, onde por falta da passarela a velocidade é reduzida de 80 para 60 Kms por hora.  .

Segundo informou a Concessionária Tamoios ao G1, as passarelas são importantes porque estão em áreas cujas margens são ocupadas por imóveis. As passarelas serão instaladas entre Paraibuna e Jambeiro. A Tamoios informou ainda que , a passarela garantiria aos pedestres uma travessia segura, para acesso ao transporte público, por exemplo. Segundo a concessionária, a limitação dessa velocidade a 60 km/h nos locais sem as passarelas é a forma de reduzir os riscos da travessia pela pista.

Em declaração dada ao G1, o prefeito de Caraguá, Aguilar Jr disse que, toda vez que esteve com o Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, pediu o aumento no limite de velocidade na Tamoios. Segundo ele, é uma rodovia moderna, que permite o aumento desse limite. “Com a limitação da velocidade, o trajeto acaba sendo mais demorado e, causa um grande prejuízo no turismo da cidade, pois a rodovia é vista pelo turista como uma indústria de multas", disse o prefeito de Caraguatatuba.

Os usuários também reclamam e muito. Também em entrevista ao G1, Sheila da Fonseca, de São José dos Campos, reclamou que levou duas multas no último mês de dezembro por excesso de velocidade, sendo que em uma delas, ela trafegava a 69km/h. Segundo ela, a velocidade é inadequada para uma rodovia como a Tamoios. O diretor presidente da Concessionária Tamoios, Marcelo Stachow, disse ao G1, que sem as passarelas que faltam não é possível unificar a velocidade na Tamoios para 80 Kms por hora. Alguns usuários sugerem a suspensão da cobrança de multas nos trechos onde a velocidade é reduzida para 60 kms por hora por falta de passarelas ainda não instaladas pela concessionária. Uma vez que com a passarela a velocidade no local seria de 80 kms por hora.    

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Via Orla.


Cidades
Assim como Ilhabela, Maricá(RJ)também cria Fundo Soberano para garantir futuro pós royalties.

Primeira colocada no ranking nacional de municípios em termos de arrecadação de royalties do petróleo em 2017, com arrecadação de R$ 680 milhões, Maricá (RJ), deu um passo concreto no sentido de transformar uma receita finita em um benefício permanente para a cidade e as próximas gerações de moradores, com a criação do Fundo Soberado de Maricá, que será lançado amanhã, terça-feira(dia 17), pelo prefeito Fabiano Horta.

A lei foi aprovada em dezembro último. O Fundo Soberano de Maricá (FSM) receberá mensalmente aporte correspondente variável, na faixa entre 1% e 5% do valor total da arrecadação (a soma do que é pago como royalties e as participações especiais), dependendo do volume recebido.  O prefeito prevê investir cerca de R$ 30 milhões no fundo por mês.

“Pelos nossos cálculos, se fizermos os aportes pelo teto de 5%, em dez anos teremos um montante de mais de R$  1,1 bilhão”, calcula Fabiano. O FSM será a garantia de que o recurso com a exploração dos royalties, que é finito, continue gerando riquezas para a cidade mesmo depois que a produção de petróleo entrar em declínio, fato ainda longe de acontecer.

 “O Fundo Soberano deverá servir ainda para a manutenção das redes de proteção social criadas pela Prefeitura, como  os programas de transferência direta de renda (Cartão Mumbuca), ou ainda o sistema de transporte público gratuito de Tarifa Zero (modelo implantado há três anos com os ônibus da Prefeitura, conhecidos como “Vermelhinhos”), entre outros setores estratégicos”, acrescenta o prefeito.

Fundos desse tipo existem em todo o mundo, sendo que o da Noruega, também relativo à exploração petrolífera, é considerado o maior de todos, tendo ultrapassado a cifra de US$ 1 trilhão. No FSM, o projeto prevê várias formas de rentabilidade além dos depósitos propriamente ditos, como a da aplicação financeira, entre outros. Segundo a prefeitura, o objetivo com o fundo é no futuro fazer com que o seu rendimento garanta o custeio e parte dos investimentos do município. Este ano, Maricá deve receber cerca de R$ 800 milhões em royalties.

Ilhabela
Tenório quer garantir investimentos futuros
Líder em arrecadação em royalties no Estado de São Paulo, com arrecadação de R$ 439,6 milhões em 2017 e previsão de arrecadar R$ 600 milhões em 2018, a cidade de Ilhabela também prepara um projeto de lei para implantar o Fundo Soberano Municipal, que vai receber o dinheiro dos royalties e das participações especiais pela exploração e produção de petróleo e gás.
O projeto de lei está sendo discutido na Câmara local e prevê destinar 15% do valor arrecadado inicialmente, subindo anualmente, em mais 10%, até p teto de 55%. Seguindo essa destinação, o valor arrecadado em 10 anos pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão. O projeto ainda não foi sancionado pelo executivo. A criação do Fundo Soberano é defendida pelo prefeito Márcio Tenório, para que a arrecadação com royalties garante no futuro os investimentos necessários ao município.  


quarta-feira, 11 de abril de 2018

Via Orla


Cidadania

Banco de Alimentos atende mais de duas mil pessoas em Caraguá.
            Cidades vizinhas estão interessadas em implantar o Banco de Alimentos. 

A Prefeitura de Caraguá inaugurou há sete meses o Banco de Alimentos, um programa coordenado pelo Fundo Social e Secretaria de Desenvolvimento Social. O programa visa, através de parcerias com o comércio e agricultores, fornecer alimentos as pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar.
Em sete meses, foram atendidas 17 entidades, envolvendo mais de 2 mil pessoas. O programa faz tanto sucesso que deverá ser instalado em outras cidades, como Ubatuba. Na cidade vizinha, o vereador Ricardo Cortes (PSC) apresentou, recentemente, projeto de lei criando ao Banco de Alimentos no município.
Segundo Cortes, o Banco de Alimentos caracteriza-se como uma forma solidária, organizada e responsável, por um lado, aproveitar os desperdícios, em boas condições para consumo, oriundos da cadeia produtiva e, por outro, auxiliar na complementação das refeições de parcela da população em situação de vulnerabilidade alimentar.
Em Caraguá, o Banco de Alimentos recebe produtos de supermercados e comércios e, também, de agricultores. Os produtos são selecionados e  encaminhados às dezessetes entidades atendidas. Em sete meses foram doadas 35 toneladas e reaproveitadas 25 toneladas.
Supermercados parceiros do programa. 
São parceiros do programa os supermercados Semar, Laticínios Litoral Norte, Spani Atacadista e Gama; o Cauana Hortifruti; e, agricultores, entre eles, o Alexandre D’Giaimo e o Silvio Saito. Todos eles foram homenageados na última terça-feira com o selo Amigo do Banco de Alimentos, em solenidade realizada na sede do programa, que contou com a presença de vereadores, secretários, do prefeito Aguilar Júnior e da presidente do Fundo Social, Samara Aguilar.   
Samara afirmou “ ser uma honra poder viabilizar este projeto e reaproveitar o máximo de alimentos possível”. Ela destacou que dentre todas as ações, a parceria com o CDP de Caraguatatuba, com o projeto de horta, trouxe muita alegria. O CDP doou 150 pés de alface ao Banco de Alimentos. “ É o resultado de um trabalho em que cuidamos de pessoas, é gente que cuida da gente”, afirmou. 
Aguilar Jr.  agradeceu aos parceiros envolvidos e disse ser um dia de muita alegria. “Aqui tratamos do ser humano e reconhecer essas empresas é muito importante, mas ainda temos que atingir os comércios que não fazem parte deste projeto. O que é sobra para o mercado, para a gente vale muito. Procure o Banco, toda doação é bem vinda”, destacou. Os comerciantes ou pessoas interessadas em colaborar com o programa pode obter informações através do telefone 3887-3551 com a responsável técnica Fernanda Fernandes.  


Via Orla


Saúde

CPI da Santa Casa de Ubatuba aponta supostamente crimes e omissões.  
       Justiça havia determinado intervenção antes da conclusão da CPI

Os vereadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito da Santa Casa de Ubatuba apresentaram nesta quarta feira, suas conclusões em um relatório final apontando que a administração do hospital e seus provedores foram omissos em seus deveres, cometendo “diversas irregularidades e até crimes”.

A CPI conclui que isso “pode ensejar a responsabilização civil, administrativa e penal dos gestores”. No entanto, o Ministério Público e a Justiça já haviam se antecipado a tais conclusões determinando intervenção da Prefeitura na entidade em 19 de fevereiro, impedindo uma eleição marcada para 1º de março.

A Comissão, presidida pelo vereador Claudnei Xavier e composta ainda pelos vereadores Manoel Marques –PT- e Junior Jr. -PTN - foi montada em outubro de 2017 visando apurar irregularidades na assembleia geral que escolheu a Provedoria em 2016 e na contratação do escritório de advocacia Carvalho, Souza e Borges, de São José dos Campos, cujo sócio principal é irmão do provedor ora afastado.

A CPI em suas considerações finais enfatiza que “foi possível avaliar com precisão e extensão os danos causados pela suposta irregularidade na eleição e na contratação do escritório de advocacia”. Deixam claro, ainda, as dificuldades em obter respostas da Provedoria que ignorou os três ofícios encaminhados à Santa Casa.

O vereador Junior Jr _PTN-, relator da Comissão, esclareceu que a antecipação de uma intervenção na instituição por ordem da Justiça não impede outros desdobramentos criminais diante de novas revelações da CPI.

Os depoimentos - As oito primeiras páginas do relatório são descrições formais em torno do funcionamento de uma CPI, seus métodos, objetivos e diligências realizadas em 180 dias de vigência da Comissão. Outras dez páginas resumem os depoimentos dos convocados para as oitivas na Câmara.

Tais depoimentos destacaram tentativas de obstrução à livre participação de sócios na eleição para a Provedoria em 2016, com “sumiço da lista de associados”, a participação de prestadores de serviço ou funcionários na votação, contratos e contratações irregulares e abusivas, o pagamento em 2017 de R$ 700 mil ao escritório do irmão do Provedor, representando 20% em honorários advocatícios de um montante por ações trabalhistas ajuizadas contra a Prefeitura.

Há ainda denúncias de uso do centro cirúrgico do Hospital para cirurgias particulares sem o retorno correto dos valores pagos pela utilização, com dúvidas na contabilidade, levando-se a suspeita de um “caixa paralelo à da instituição”. Em sua defesa, o provedor afastado, Fânio de Souza negou as irregularidades eximindo-se principalmente de responsabilidades na contratação do escritório de advocacia do seu irmão. Tal contratação teria sido feita pelo provedor anterior, Silvio Bonfiglioli.

Em fevereiro o juiz Fabrício José Pinto Dias, da Comarca de Ubatuba, afastou da provedoria a chapa encabeçada pelo provedor Fânio de Souza e determinou que a Secretaria de Saúde do Município assumisse o trabalho e fixando em 90 dias o prazo para uma nova eleição de Provedores. Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Ubatuba.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Via Orla


Turismo


Ilhabela discute projeto de lei que preserva e protege fauna silvestre local

                  Ilha quer fazer o que a União e o Estado não fazem: proteger suas aves.  


Papagaio-Moleiro.
Ilhabela definiu de uma vez por todas o quanto o turismo é importante para o município. E, todas as ações da atual administração, visam valorizar o turismo local. O foco é o turismo de natureza. Ilhabela quer ser o principal atrativo de turismo natureza no país. A administração investe em marketing e em várias ações, entre as principais delas, o saneamento básico, a segurança, a limpeza pública, a educação ambiental, o ecoturismo e a melhora da travessia entre o continente e a ilha. Ações fundamentais para atrair turistas do país e do exterior.

Uma ação, no entanto, me chamou a atenção recentemente. A prefeitura quer preservar e proteger a fauna silvestre local. É isso, a observação de pássaros cresce em todo o mundo, se transformando num dos principais atrativos de vários municípios brasileiros. Ubatuba foi um dos primeiros a investir neste segmento, através da equipe de Carlos Rizzo. Hoje, Ilhabela e São Sebastião também investem na observação de pássaros. Isso é investir em turismo.

Na última ocasião em que estive em Ilhabela, li num folheto distribuído na cidade,  ambientalistas questionando o excesso de construções que utilizavam vidros, o que segundo eles, esses vidros estariam prejudicando e muito a vida dos pássaros existentes na ilha. Realmente, interessante. Para muitos pode parecer coisa de “doido”, mas tem cabimento. Acidentes com aves em janelas e fachadas de vidro são muitos comuns.  As aves além de não verem o vidro, confundem pelo fato dos espelhos refletirem a paisagem do entorno(árvores, céu, coqueiros, jardins...) fazendo com que elas voem na direção do vidro. Colisões que causam a morte de muitas delas.  

Não sei se existe uma pesquisa no Brasil sobre a morte de aves causadas por este tipo de acidente. Li no site Natureza e Conservação, artigo de Dianes Marcelino, que na América do Norte, este tipo de acidente (colisão de aves com vidros) tem provocado a morte de um bilhão de aves anualmente. É um número impressionante de mortes.  Ilhabela tem 82% de seu território ocupado pela Mata Atlântica onde vive milhares de pássaros das mais variadas espécies. 

Agora vejo, o executivo, ou seja, o prefeito Márcio Tenório, encaminhar ao legislativo um projeto de lei nº18/2018, pedindo autorização para a prefeitura celebrar parcerias para conservação, reabilitação, soltura e monitoramento de psitacídeos, grupos de aves que compreende, por exemplo, o papagaio-moleiro, muito encontrado na ilha. A justificativa é bem interessante: a gestão da fauna silvestre no Brasil passa por muitas dificuldades. E, é verdade, o Ibama, sem condições de cuidar do assunto passou em 2012 essa atribuição aos estados, que também não deram conta do recado. Ilhabela quer fazer a gestão da fauna silvestre. A prefeitura sabe o quanto isso é importante para o turismo de natureza. O projeto foi lido na semana passada e encaminhado para apreciação das Comissões Permanentes do Legislativo.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Via Orla


Eleições 2018

Michelli deixa Fundo Social para concorrer a Assembleia Legislativa

Michelli é pré-candidata. 
A primeira dama de São Sebastião, Michelli Veneziani, cumpriu na manhã desta sexta-feira seu último compromisso como presidente do Fundo Social Sebastianense. Ela participou da solenidade de inauguração na nova sede do Fundo Social, situada na Rua Capitão Luís Soares, no centro de São Sebastião. A partir de amanhã, ela passa a se dedicar, exclusivamente, a sua candidatura a deputada estadual.

Michelli é pré-candidata a deputada estadual, por isso, teve que deixar o cargo, hoje, último dia para quem ocupa cargo público e pretende disputar as eleições de outubro. Na inauguração de hoje, Michelli aproveitou para agradecer todos as pessoas que trabalharam com ela no Fundo Social, bem como, secretários, diretores e funcionários da prefeitura. Ela fez um agradecimento especial ao seu marido, prefeito Felipe Augusto, pelo apoio dado ao Fundo Social e ao trabalho executado até agora no município.

Felipe Augusto, em seu discurso, comentou que Michelli teve até agora uma atuação das mais importantes na prefeitura. Segundo ele, Michelli foi responsável por todas as ações e conquistas obtidas pelo Fundo Social nos quinze meses em que esteve à frente do cargo. Felipe fez questão de destacar o envolvimento e dedicação de Michelli com as famílias mais necessitadas e, principalmente, no trabalho realizado por ela durante as enchentes que atingiram o município na quarta-feira de cinzas, quando em um único dia choveu 470 milímetros, deixando mais de 180 pessoas desabrigadas.

A oficialização da candidatura de Michelli deverá ocorrer na convenção do PSDB prevista para junho. Sua pré-candidatura conta com apoio de políticos importantes, como Geraldo Alckmin, candidato a Presidente da República, entre outros. Seu pai, o ex-prefeito de Caraguá, Antonio Carlos da Silva, tem costurado apoios importantes para Michelli no Litoral Norte, Vale do Paraíba e Capital.   

Michelli sempre atuou na política local e regional, estimulada pelo pai e pela mãe, Mirlene Verneziani. Participou das cinco campanhas de seu pai em Caraguá, quatro delas para prefeito da cidade e, uma para deputado estadual. Em São Sebastião,  teve papel fundamental nas duas eleições disputadas pelo marido Felipe Augusto. Michelli, assim que Felipe assumiu a prefeitura no ano passado, passou a ser o principal elo entre a administração e todas as secretarias municipais, bem como, com as entidades, associações de bairros e conselhos.

Michelli, no período que ocupou o Fundo Social, procurou estar presente em todas as ações da prefeitura e em reuniões com a comunidade. Por isso, se destacou muito no município. Sempre atenciosa e dedicada às causas sociais. A pré-candidatura de Michelli já vinha sendo cogitada pela família, mas ainda havia dúvidas se   seu irmão, Antonio Carlos Jr, que foi duas vezes vice-prefeito de Caraguá, concorreria novamente ou não. A família decidiu, recentemente, pelo nome de Michelli. Ela será a mais nova da família Silva, a disputar uma eleição.