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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Via Orla

Memória

Os seis anos da morte do empresário Mauri Diniz

Mauri Diniz
A morte do empresário Mauri Ferreira Diniz completa hoje seis anos. Mauri foi um dos primeiros empreendedores de Caraguatatuba. Morreu jovem, aos 59 anos, em 20 de julho de 2010. Conhecido como o “mineirinho”, era uma pessoa simples, de pouco estudo, mas de uma visão empresarial impressionante. Suas iniciativas, na construção civil, atrairam inúmeros empresários para a cidade. Mauri foi um dos principais incentivadores do desenvolvimento comercial e empresarial de Caraguatatuba.

Sua história merece destaque. Nasceu na cidade de Cristina, em Minas Gerais, no dia 6 de maio de 1951, filho dos agricultores Argentino Diniz Ferreira e Geni Guedes Ferreira. Mudou-se para Maria da Fé, onde trabalhou na roça. Veio para Caraguá, ainda jovem, em 1972. Começou vendendo batatas para alguns restaurantes e bares. Dormia numa velha kombi, onde transportava as batatas. Percebeu que poderia fornecer mais produtos e foi trabalhar como motorista no Cerealista Silva, do seu Joaquim, pai da Betinha (esposa do Martinho, proprietário dos Supermercados Silva-Indaiá e Silva-Sumaré), cuja loja ficava na rua Santa Cruz. 

Em 1975 decidiu se fixar definitivamente em Caraguá. Avaliou que havia espaço para mais mercados na cidade e montou, com sua irmã Áurea, o mercado Beira Mar, na avenida Altino Arantes, onde hoje está a JR Embalagens. Em 1978, criou a Construtora MMDiniz e começou a investir na construção civil. O primeiro prédio, foi Maria da Fé, na avenida Castelo Branco, foi uma homenagem a sua cidade natal. A partir daí, não parou mais. Investiu na orla da Martin.
Mauri viabilizou muitos prédios na cidade, entre eles, o Perola, San Diego, Itaparica, o Caraguá Shopping, o Profissional Center.... Montou uma imobiliária, investiu no Center Trevo e abriu uma concessionária Fiat, a Marfiauto. Partiu para o ramo da hotelaria, montando o Hotel Cocanha, na praia da Cocanha. Gostou do ramo e abriu em São José dos Campos, um hotel, que colocou bandeira Othon. Partiu para novos investimentos, desta vez, em locadoras e revendas de veículos, com filiais no Vale e Litoral Norte.

E, montou com o Marquinhos Nadib, a Rádio Caraguá FM. Mauri era realmente um visionário. Viajava pelo mundo em busca de novos negócios. Apesar do pouco estudo, entendia de economia e do mercado financeiro, como ninguém. Não esbanjava dinheiro, pelo contrário, sempre foi uma pessoa muito simples, apesar de ter muitas posses. Adorava viajar para conhecer novos mundos e novas oportunidades de negócios.

Casado com a médica Leonor Diniz, tinha três filhas: Michelli, Luciana e Fabiana. Gostava de receber os amigos em sua cobertura na Praia Martin de Sá, nas festas de fim de ano ou nos churrascos aos domingos. Tinha uma relação de verdadeiro amor pelos irmãos, cunhados e sobrinhos e, principalmente, pela mãe dona Geni. Era difícil vê-lo triste ou reclamando da vida. Sempre foi um lutador. Foi político. Eleito vereador de 97 a 2000, também ocupou a presidência da Câmara de Caraguá.

Mauri, nos dias de folga, gostava de caminhar. Subia correndo o morro do Santo Antonio, pelo menos duas vezes por semana. Curtia academia e principalmente, jogar frescobol nas areias da praia Martin de Sá. A sunga vermelha, o boné na cabeça e a raquete em sua mão direita.  Mauri, ali, recuperava as energias. Após o jogo, uma porção de lula e uma cervejinha gelada no quiosque Canto Bravo, do Ari. Essa era sua rotinha todos os domingos.

No dia 27 de agosto de 2009 fomos juntos a um show do Roberto Carlos, promovido pelo Boni, dono da rede Vanguarda. O show muito especial era para poucos convidados. Após o show fomos para o hotel jantar e ficamos até tarde da madrugada conversando, Mauri, eu, minha mulher Cláudia e sua filha Luciana. Antes dele morrer, estivemos várias vezes juntos, mas nunca comentou comigo sobre a doença.

Mauri vivia correndo, agilizando sua loja de locação de carros em São Sebastião. Fiquei um bom tempo sem ter notícias dele. Pelo telefone, ele contava que estava fazendo uns exames em São Paulo, mas que não era nada grave. Fiquei um tempo sem vê-lo. Levei um choque muito grande, quando soube da gravidade de sua doença. Mauri cuidava do corpo e da saúde como ninguém, além disso, bebia apenas socialmente e não fumava. Sua morte foi uma grande perda para Caraguá. Deixou muitas saudades. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Via Orla



Memória

O menino pobre que venceu as dificuldades e virou professor, construtor e vice-prefeito.



Prof. Lúcio. 
Hoje, o blog relembra a vida de Lúcio Jacinto dos Santos, falecido há 18 anos. Um menino de família humilde, que venceu as dificuldades para se transformar em professor, construtor e no primeiro prefeito negro ( como vice ocupou o cargo de prefeito interino em duas ocasiões) da história de Caraguá. Lúcio Jacinto dos Santos, nasceu dia 12 de abril de 1943, no bairro Massaguaçú. Era filho de Manoel Roque e de Dona Maria Benedita dos Anjos, que trabalhavam na lavoura. Lúcio tinha outros dez irmão. Sua vida não foi nada fácil, mesmo assim, conseguiu se sobressair como professor, construtor e político.

Fez seus estudos primários no grupo escolar de Caraguatatuba, denominada posteriormente de EMEF “Prof.ª Adaly Coelho Passos”. Para freqüentar a escola era obrigado a fazer a pé, diariamente, o trajeto entre o Massaguaçu e o centro da cidade. Posteriormente, sua família mudou-se para o bairro da Enseada, em São Sebastião.

Na década de 60, apesar de todas as dificuldades financeiras enfrentada pela família, cursou o colégio e a escola normal de São Sebastião, uma de suas professoras foi a jornalista Priscila Siqueira. Formado professor, seu grande sonho, deu aulas no Adaly Coelho Passos e na escola rural do bairro do Tinga.

Em 25 de setembro de 1971 casou com Diolinda. O casal teve uma filha, Deise e uma neta Mayara. Posteriormente dedicou-se ao ramo da Construção Civil, atuando como empreiteiro de obras na área da Petrobrás. Como última profissão em que também se destacou, foi corretor de imóveis, atuando na empresa M.M. Diniz, construtora em nossa cidade.

Em 1982, foi indicado pelo prefeito José Bourabeby, a disputar as eleições municipais como vice, de Jair Nunes de Souza. Foram eleitos com 4.240 votos. Por duas vezes exerceu o cargo de Prefeito, substituindo o titular licenciado.

Foi o primeiro Prefeito e Vice-Prefeito negro da história de Caraguatatuba. Com a função de Vice-Prefeito, foi Chefe de Gabinete do Poder Executivo, chegando a atender, durante seu mandato, mais de dez mil pessoas, sempre com muita eficiência e respeito.

Lúcio foi ainda o idealizador, fundador e 1.º Presidente da Associação dos Servidores Municipais de Caraguatatuba, a ASMUC, agora, transformada em Sindicato dos Servidores Municipais. Em 1996, já fora da vida política, passou a enfrentar problemas com o diabetes. Faleceu em 18 de julho de 1998.

Lúcio era uma pessoa simples, bondosa e carinhosa. Bom pai, ajudou ainda a criar três sobrinhos. Era torcedor do São Paulo. Em casa, adorava assistir TV, principalmente, novelas, jornal e futebol. Passou muitas dificuldades antes de morrer. Como era um homem de poucas posses, precisou contar com a ajuda de amigos e da família no período em que esteve doente. Como homenagem, teve seu nome concedido a uma escola do bairro do Tinga. 


sábado, 16 de julho de 2016

Via Orla

Esportes

Família Neymar avalia proposta para investir em Caraguá.

O jogador Neymar e seu pai, analisam proposta feita pelo prefeito Antonio Carlos da Silva para investir em um moderno centro de treinamento em Caraguá. Neymar pai esteve em Caraguá há dez meses visitando o Centro Esportivo Municipal e se encantou com o local. A família Neymar que mantém um centro de treinamento em São Paulo, o Instituto Neymar Jr. pretende investir em um outro centro de treinamento.

Na visita à Caraguá, Neymar pai disse ao prefeito Antonio Carlos que necessitaria, além do centro esportivo municipal, de uma área de 50 mil metros quadrados para construior quatro campos de futebol, três deles de grama sintética, três piscinas, academia e um alojamento para 200 apartamentos. O investimento deve ser na ordem de R$ 60 milhões.

O assunto ficou em segundo plano devido as questões jurídicas que a família Neymar enfrentou na justiça espanhola e brasileira, referente a transferência do jogador para o Barcelona. Agora, a conversa foi retomada entre as duas partes.

Na manhã de ontem, sábado, dia 16, o prefeito este reunido com um representante do Instituto Neymar para dar prosseguimento no assunto. A família Neymar tem o projeto do centro de treinamento em mãos e o apoio do prefeito Antonio Carlos. Falta finalizar os acertos para a concretização do centro de treinamento.

Segundo a família Neymar, a idéia é construir o mais moderno centro de treinamento da América do Sul. O local seria utilizado por brasileiros e também por estrangeiros, para treinamento, clínicas de futebol, entre outras coisas. A iniciativa do prefeito é das mais interessantes e vantajosas não só para Caraguá como para toda a nossa região. Vamos ficar acompanhando as conversas e torcer para que o investimento seja viabilizado.


Conheço o representante da família Neymar e sei que a coisa está mesmo sendo levada muito a sério. Existem outras cidades interessadas, como por exemplo, Santos. Acontece que o Neymar pai gostou muito do que viu em Caraguá. A boa infraestrutura educacional, desportiva, a localização entre São Paulo e o Rio de Janeiro, a proximidade com o Vale do Paraíba...Tudo isso deve pesar e muito na decisão final do Neymar pai. Ficamos na torcida para que tudo possa dar certo.     

Via Orla

Turismo

Multas na Rodovia dos Tamoios sobem mais de 400% em 2016

A manchete aí de cima é do G1. É assustadora e sem dúvidas nenhuma comprova que viajar pela rodovia dos Tamoios no momento é multa na certa. Segundo o G1, o número de multas por excesso de velocidade aplicadas na rodovia dos Tamoios aumentou mais de 400% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período no ano passado. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), foram aplicadas 45,7 mil infrações de janeiro a junho deste ano, contra 8,6 mil no mesmo período de 2015. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) justifica que o aumento no número de multas deve-se ao reforço na fiscalização. Deve-se sim ao excesso de radares: 23 espalhados ao longo da rodovia.

Uma coisa interessante. A rodovia foi duplicada e reinaugurada recentemente, mas mantém  trechos de baixa velocidade porque a empresa responsável pelas obras não implantou as passarelas para pedestres. Quem paga o pato é o motorista que trafega pela rodovia, que em alguns trechos é obrigado a descobrir qual é a velocidade permitida no trecho 30,40, 60 ou 80...O Estado não deveria ter inaugurado a rodovia sem que todas as obras fossem concretizadas, entre elas, as passarelas. Que culpa temo motorista se a construtora não concluiu as obras? Tem que penalizar a construtora e não os motoristas...

Ainda, segundo a matéria do G1, em média, foram aplicadas 251 multas por dia e feitas mais de dez autuações por hora na estrada. A Tamoios tem 82 quilômetros de extensão, conta com 23 radares. Oito deles foram instalados no início deste ano. A velocidade máxima na Rodovia dos Tamoios é de 80 km/hora. A velocidade é mais baixa com relação a outras rodovias, em que o limite é de 110 km/h.  Em alguns pontos de serra, o limite chega a 30 km/h.

Olha bem a explicação da Policia Rodoviária Estadual: o limite é por causa do fluxo de pessoas na pista. “A tendência é que, assim que as passarelas fiquem prontas, junto com a obra de duplicação da rodovia, o limite de velocidade aumente”, explicou ao G1, Antônio Valdemir Monteiro, Tenente da PRE. A concessionária que administra a rodovia informou ao G1 que passou a ser responsável pelos radares a partir de abril deste ano e que o valor das multas é arrecadado pelo estado e não pela empresa.

Os prefeitos do Litoral Norte, entre eles o de Caraguá, Antonio Carlos da Silva, quer que o Estado reveja tecnicamente o limite de velocidade na rodovia. Pelo visto, isso não vai acontecer. O ideal é o Estado cobrar da construtora e da Concessionárias Tamoios, que administra a rodovia, que sejam concluídas as obras, entre elas, as passarelas de pedestres. E, o Estado, também deveria  penalizar a construtora e a concessionária pelo atraso nas obras. Como se vê, quem paga o pato é mesmo o motorista, o cidadão...

Essa situação na Tamoios tem gerado muitas reclamações de moradores e turistas. Agora, com a cobrança do pedágio, a coisa piorou mais ainda e tudo indica, que deverá prejudicar o turismo na região. Quem trafega pela rodovia hoje, fica estressado por causa do excesso dos radares, do baixo limite de velocidade numa estrada tão moderna e com os radares escondidos. O governador Alckmin tem que rever tudo isso. Cancelar as multas enquanto as obras não estiverem totalmente concluídas. É dever do governador...  

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Via Orla

Memória

    China: Uma vida dedicada ao esporte.  


China, o goleiro .
O pessoal do face e das redes sociais adora quando relembro personagens antigos de Caraguá. Sempre que posso pesquiso e escrevo sobre esses personagens. Hoje vou relembrar do China, um desportista muito querido de nossa cidade, falecido há 16 anos. Oswaldo Luiz de Mello, o China, dedicou boa parte de seus 56 anos de vida aos esportes. Desde criança praticava atividades esportivas: basquete, natação, futebol de campo e de salão. Seu maior sonho era jogar no futebol profissional, mas a sua baixa estatura, jamais lhe possibilitou concretizar seu sonho, apesar de ter sido um goleiro de grande elasticidade e agilidade. Era um verdadeiro “gato” no gol.   China jogou futebol até os 44 anos de idade.

Ele nasceu em São Paulo, mas com cerca de um ano de idade veio morar em Caraguatatuba. Seus pais Oswaldo Pimenta de Mello e Ildete Freire de Mello foram proprietários da ServMinas Ltda, uma loja que vendia fogões e eletrodomésticos na região central da cidade. Seu Oswaldo foi um dos primeiros contadores da cidade. China estudou no Colégio Interno São Joaquim, em Lorena, colega de classe de outro “China” que ficou mais famoso: jornalista Juarez Soares. Retornou à Caraguá e passou a ajudar os pais no comércio. O colegial ele concluiria anos mais tarde, no Módulo.

Ainda jovem, atuou como goleiro no XV de Novembro e como atleta defendeu a cidade nos jogos regionais, abertos do interior e inter-estâncias. Atuava no futebol e no basquete. Nesta época, decidiu montar uma empresa de comunicação visual a Letrart, na rua Santa Cruz, onde residia. Fazia faixas, placas e painéis. Em 1984, mudou-se com a família para o bairro do Tinga.  
No futebol tem duas estórias interessantes sobre o China, relembradas pelo seu filho Paulinho. Uma vez defendendo o XV de Novembro, durante uma cobrança de penalty feita pelo Wagner(Frango com Polenta), China conseguiu espalmar a bola, mas como o chute foi muito violento, a bola quebrou seu braço em duas partes e entrou vagarosamente no gol.

Em 1988, com 44 anos de idade, depois de defender os principais times da cidade entre eles o XV, Indaiá e Poiares, China encerrou sua carreira futebolística em grande estilo: foi o goleiro menos vazado do Estrela do Morro, no campeonato da segunda divisão da cidade, ano em que o time subiu para a primeira divisão.  

China trabalhou na CME(Comissão Municipal de Esportes) e ajudou a realizar inúmeros campeonatos na cidade ao lado do Kashiura e do seu Mário Camargo. Foi também presidente da Liga Municipal de Esportes de Caraguá por quatro mandatos, ajudando a fundar as ligas das cidades de Ubatuba e São Sebastião. China era corintiano roxo, além do futebol, gostava de pescar e jogar cartas com os amigos. Era uma pessoa boa e adorava ajudar os amigos.

No final da década de 90 foi com amigos buscar esterco na Fazenda Serramar para melhorar o gramado do centro esportivo municipal. Viu uma mangueira repleta de mangas e resolveu escalar a árvore. Sofreu uma queda de mais de seis metros de altura. A queda afetou seu pulmão. Em 15 de julho de 2000, China faleceu, aos 56 anos de idade, devido a um efizema pulmonar. China deixou a esposa Rute e os filhos Valéria, Márcia, Oswaldo Neto (Chininha ) - atual presidente da Câmara de Caraguá,  Eduardo(Dudu) e Paulinho e 15 netos.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Via Orla

Turismo
 Nova avaliação turística
Ministério classifica Ubatuba e São Sebastião na categoria A; Caraguá e Ilhabela, na categoria B. 
Caraguá, apesar da melhor infraestrutura regional, classificada na categoria B

O Ministério do Turismo apresentou este mês um novo mapa do turismo brasileiro, com base em novos critérios sobre os municípios que adotam o turismo como um dos fatores para desenvolver a economia local. De acordo com o novo mapa, o país tem 2.175 municípios em 291 regiões turísticas. Comparado com o mapa anterior, de 2013, a nova versão está mais enxuta, reduzindo na maioria dos estados brasileiros o número de municípios incluídos no mapa de 2016.
Para o ministro interino do Turismo, Alberto Alves, este redimensionamento contribui para melhorar a capacidade do Ministério do Turismo de atuar de forma coordenada com os estados, regiões turísticas e municípios, para desenvolver e consolidar novos produtos e destinos turísticos. “Com um mapa mais enxuto e que retrata de forma mais fiel a oferta turística brasileira, poderemos focar nossos esforços e otimizar nossos resultados”, afirmou.
O Mapa do Turismo Brasileiro é um instrumento de orientação para a atuação do Ministério do Turismo no desenvolvimento de políticas públicas, tendo como foco a gestão, estruturação e promoção do turismo, de forma regionalizada e descentralizada. Sua construção é feita em conjunto com os órgãos oficiais de Turismo dos estados brasileiros.
Para a atualização do mapa, foram realizadas oficinas e reuniões em todas as 27 unidades federativas e a validação do mapa foi feita pelos estados e Distrito Federal em seus respectivos Fóruns ou Conselhos Estaduais do Turismo.

São Paulo

O mapa do turismo de São Paulo reduziu o número de municípios turísticos. O estado reduziu de 645 para 222 o número de municípios participantes de suas 28 regiões turísticas. O levantamento foi divulgado pelo Ministério do Turismo, em Brasília. Os 222 municípios de São Paulo presentes no Mapa do Turismo se dividem em 5 categorias, de acordo com a Categorização dos municípios das Regiões Turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro. O instrumento, elaborado pelo MTur, identifica o desempenho da economia do turismo para tornar mais fácil a identificação e apoio a cada um. Dentro da metodologia, as cidades contempladas nas categorias A, B e C contam com 95% dos empregos formais em meios de hospedagem 87% dos estabelecimentos formais de meios de hospedagem, 93% do fluxo doméstico e têm fluxo internacional. O conjunto de municípios dos grupos D e E, reúnem características de apoio às cidades geradoras de fluxo turístico. Muitas vezes são aquelas que fornecem mão-de-obra ou insumos necessários para atendimento aos turistas.

Litoral Norte
Na região do Vale, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte das 39 cidades antes consideradas turísticas, somente 21 delas foram incluídas no mapa turístico de 2016. Cunha, por exemplo, não foi incluída no mapa. Todas as cidades do Litoral Norte foram incluídas no mapa de 2016, mas em categorias diferentes. No mapa, as cidades foram divididas em cinco categorias de A a E, definidas de acordo com número de empregos, de estabelecimentos para hospedagem e estimativas de fluxo de turistas.

Na região, duas cidades Ubatuba e São Sebastião estão na categoria A; e, outras duas Ilhabela e Caraguá na categoria B.  É difícil entender o critério utilizado para diferenciar a categoria turística dos municípios do Litoral Norte. Ilhabela e Caraguá são hoje as cidades mais bem preparadas para receber turistas em nossa região, em todos os sentidos: sinalização, infraestrutura, eventos, limpeza pública...
Um item muito avaliado em cidades turísticas é a segurança pública, mas isso não interferiria na classificação das cidades do Litoral Norte. Todas elas vivem a mesma situação com relação a questão de segurança. Fica realmente difícil entender porque Ubatuba e São Sebastião foram classificadas como categoria A enquanto que Caraguá e Ilhabela foram posicionadas na categoria B.
Com relação a exclusão de cidades, como Cunha, do novo mapa turístico, o presidente da RMVale, Toninho Colucci, prefeito de Ilhabela, afirmou ao jornal O Vale, que "Talvez a saída tenha sido um puxão de orelha". O presidente da Sinhores, Antonio Ferreira, disse que  "É equívoco a forma com que as cidades conduzem o turismo".
Ao jornal, Marivaldo Rodrigues, secretário de Turismo de Cunha, disse que o município não recebe verba federal. "Eles não nos ajudam com dinheiro".


terça-feira, 12 de julho de 2016

Via Orla

Memória esportiva

             O carnaval de Sócrates em Caraguá.

 
O livro de Casagrande, escrito pelo jornalista Gilvan Ribeiro.

O ex-jogador e comentarista da Tv Globo, Casagrande, lança, hoje, terça-feira, em São Paulo, o livro “Casagrande & Sócrates- Uma História de Amor”. O livro foi escrito pelo jornalista Gilvan Ribeiro, do Grupo Folha e relata histórias envolvendo os dois, durante o tempo em que jogaram juntos no Corinthians e após, Magrão ter deixado o futebol. Sócrates morreu em dezembro de 2011 e, infelizmente, caiu no esquecimento no meio esportivo. O livro de Casagrande é de grande importância para que os mais jovens, que não chegaram a conhecer o futebol de Magrão, possam saber que existiu um jogador de futebol bem acima da média. Este jogador era Sócrates. Convivi um pouco com ele, Casagrande, Wladimir e Pita, quando da Democracia Corintiana. E, foi meu amigo Pita, que jogou no Corinthians, Botafogo, Sport e Portuguesa, quem passou meu telefone para o Sócrates e o Adilson Monteiro Alves, quando em 83, eles decidiram passar o carnaval aqui em Caraguá. Sócrates tinha adquirido um apartamento na Martin de Sá e decidiu vir para a cidade enquanto aguardava sua transferência para a Fiorentina, na Itália. Me ligaram e, eu fui até o apartamento, o pedido era para não divulgar para ninguém a presença dele na cidade. A imprensa nacional e internacional estava atrás dele, para confirmar se ele iria ou não jogar na Fiorentina. Confesso, que o Magrão não estava muito afim de ir jogar naquelas bandas. O valor da negociação era muito alto. Deixei o apartamento e acertamos que Sócrates e o Adilson iriam jantar comigo no meu restaurante, o Xameguinho. No final da tarde, me ligaram e pediram para agendar a ida deles a um baile de carnaval. Naquela época, o Recanto Ana, clube que existia logo no início da Rodovia dos Tamoios, promovia o melhor carnaval do Litoral Norte. Fui até lá e conversei com o seu João, proprietário do clube. Pedi que ele reservasse quatro mesas para a gente. Pedi ainda ao Seu João que não comentasse com ninguém que Sócrates e outros amigos, entre eles, jornalistas esportivos e dirigentes do Corinthians, iriam curtir o carnaval no local. O Magrão e o Adilson passaram no Xameguinho, jantamos e bebemos, fomos para o clube por volta da meia-noite. Sócrates, Adilson e outros amigos se fantasiaram de palhaço...Achei legal, pois assim, o Magrão dificilmente seria reconhecido e poderia aproveitar o baile a vontade. Mais tinha uma grande surpresa!!! Quando chegamos ao Recanto Ana havia um espaço reservado e uma faixa: Bem-Vindo Sócrates. Fiquei preocupado. O Sócrates não se importou e brincou o carnaval como há muito tempo não fazia. Final do baile fomos ao Xameguinho onde servimos um caldo de galinha para que todos pudessem recuperar as energias. Portas fechadas, ficamos conversando até as oito da manhã. Foi meu último contato com o Magrão...Por isso, guardo dele aquela imagem descontraída e divertida. Com Adilson estive outras vezes, numa delas quando foi Secretário de Cultura do Estado, no governo Fleury. Sócrates ao longo de sua carreira de jogador fez 298 jogos, marcou 172 gols e conquistou três campeonatos paulistas pelo timão. Teve passagens marcantes pela seleção brasileira, principalmente, nos mundiais de 82 e 86, comandando por Telê Santana. Por tudo isso,. É muito legal a iniciativa do Casagrande em lançar o livro que tem 376 páginas e custa R$ 39,90. O lançamento será às 19 horas desta terça, na Fnac, avenida Paulista, 901. Wladimir e Pita vão estar por lá...Já encomendei o meu exemplar...