domingo, 31 de janeiro de 2016

Via Orla

Saudade não tem idade II

Chico e Tainha: os personagens do carnaval de Caraguá

Vai chegando o carnaval e a gente vai conversando com o pessoal mais antigo e relembrando como era legal o carnaval de antigamente. A gente lembra com carinho do carnaval no Clube Náutico, do Silvio Fernandes; dos bailes no Clube XV; do carnaval agitado do Recanto Ana; do “Banho da Dorotéia”, com a criançada fantasiada de papel crepon e entrando nas águas do  mar, na praia entro, depois de caminhar pelas ruas centrais; do desfile da “Concha Acústica” pelas ruas centrais, no interior da concha, a bela caiçara, apelidada de “Tainha”, apenas de maiô, “parava” a multidão de turistas. A escola de samba Tubarão, comandada pelo mestre Dionízio, agitando as ruas do centro; o bloco Notei no Teu Semblante, organizado pelo Aldinho Navarro; do bloco Segura Meu Louro; e até mesmo do Bloco das Piranhas, aquele de antigamente...Bons tempos...

Existem, no entanto, duas figuras que permanecem até hoje, no imaginário dos moradores e veranistas mais antigos: Conceição Aparecida do Nascimento e Francisco Vilegas. Poucos sabem quem foram eles pelo nome verdadeiro. Muito poucos sabem a importância deles no animado carnaval de antigamente. Conceição Aparecida do Nascimento, era a “Tainha”, aquela morena maravilhosa que desfilava no interior da concha, que puxada por um carro alegórico, abrilhantava os desfiles carnavalescos na década de 60, em Caraguá. O desfile de carros alegórico, na época a principal atração do carnaval de nossa cidade, percorria a região central, a praça Cândido Mota e a rua Altino Arantes. O carro que transportava a “Concha” era o mais aguardado pelos moradores, veranistas e os turistas que freqüentavam a cidade. A “Concha” era uma reprodução daquela concha da Shell, que abria e fechava (uma pessoa que seguia a pé, puxava a corda que abria e fechava a concha, nos locais de maior concentração de pessoas). No interior dela, ficava Conceição, trajando um maiô, de "duas peças". Ela era a grande atração do carnaval. Conceição, a “Tainha”, uma morena, de 22 anos, muito bonita, se transformava no "destaque" do nosso carnaval.  
Tainha: a musa do carnaval de Caraguá.

Conceição morou em Caraguá no bairro Estrela D´Dalva, próximo onde fica hoje a delegacia de polícia. Filha do seu Lino e dona Bertulina, caiçaras de Ubatuba, que se mudaram para Caraguá, Conceição estou no Grupo Escolar de Caraguatatuba(hoje, Museu Adaly Coelho Passos) e no Colégio Thomaz Ribeiro de Lima. Adolescente, frequentava o Clube XV de Novembro e o Clube das Américas, que ficava no bairro do Ipiranga (na época, conhecido como Risca Faca). Conceição trabalhou na Magazine Flórida, loja que pertenceu ao meu pai, Jorge Burihan e no Auto Posto Atlantic, de propriedade do Ditinho Lelis.
Tainha na passarela, década de 60.


Conceição participava de desfile de modas e era uma das moças mais lindas da cidade. Ela lembra que o convite para desfilar na concha partiu do então prefeito, Geraldo Nogueira da Silva, o Boneca. Conceição desfilou na concha nos carnavais de 1967 e 1968, quando tinha 22 anos de idade. Em 1969 casou-se com o italiano Antonio Cataldo e foi morar na capital paulista. Lá teve dois filhos: Karina e Giuseph. Em 1975 mudou-se para São José dos Campos e montou a Doceria Antoniella, que tornou-se uma das mais famosas do Vale do Paraíba. A Antoniella ficava ali na Praça da Preguiça, na região central de São José. As pessoas que a encontravam a reconheciam do carnaval de Caraguá. Em 1993 vendeu a doceria e foi trabalhar como corretora de imóveis. Depois de 15 anos na área decidiu parar de trabalhar. Conceição lembra com muito carinho do carnaval de antigamente: “Era muito legal, muito família...Desfilar na concha era ótimo...Depois do desfile a gente ia para o clube XV pular carnaval...Foi um período muito bom...”. Ela freqüenta a cidade uma vez ao ano, sempre para rever os parentes. Ela deve aparecer por aqui no carnaval...

Chico Tanque

Chico Tanque: a partir dele surgiria o Bloco das Piranhas.

Aí, vem a lembrança do Francisco Vilegas, quase ninguém lhe conhecia pelo nome verdadeiro...este era o nome de Chico Tanque, uma das nossas mais tradicionais figuras carnavalescas. Chico que morreu em 2010 foi um dos maiores incentivadores do carnaval de rua de Caraguá. Ele e o inseparável amigo Marron se fantasiavam de mulher e ficavam na rua Santa Cruz, ponto de encontro dos moradores e turistas, na época, “brincando com todo mundo”. Dessa iniciativa dos dois viria surgir em 1976 o “Bloco das Piranhas”, hoje, um dos grandes atrativos do carnaval de rua de Caraguá. A dupla era realmente infernal. Dois amigos que só se separaram quando a morte chegou. Primeiro, foi o Marron e, depois, o Chico Tanque. Chico era filho de dona Eleonor, que foi uma das maiores responsáveis pela Escola de Samba Tubarão, que animou nossos carnavais de rua nas décadas de 70 e 80, comandada pelo inesquecível Díonizio, também, já falecido. Chico era são paulino roxo e adorava futebol e carnaval. Não perdia jogos do E.C.XV de Novembro, principalmente, do time de veteranos, onde jogava e tinha inúmeros amigos, entre eles, empresários, comerciantes, médicos e autoridades públicas. Era querido por todos. Trabalhava como antenista. Problemas na imagem da TV era o Chico Tanque quem resolvia. Sujeito de coração bom, tornou-se uma figura folclórica em Caraguá. 

São inúmeras as estórias envolvendo Chico Tanque. Chico, entendo eu, pode ser comparado ao personagem Chicó, criado pelo escritor Ariano Suassuna, na peça teatral Auto da Compadecida. Relembrar suas façanhas daria um bom livro. Fez de tudo na vida, mais nunca se envolveu com a criminalidade. Lembro de algumas de suas estórias: uma vez, Chico estava num bar na rua Santa Cruz, com o Marron e, tinha nas mãos, um embrulho com uma pequena porção de maconha. Conversava com um funcionário do fórum, quando de repente, chegou a polícia militar para dar uma batida. Chico não teve dúvidas, pediu para o funcionário do fórum segurar o embrulho. Como a cidade era pequena e todo mundo se conhecia, a PM deu geral em todo mundo, menos no funcionário do fórum. Quando a PM foi embora, Chico pegou o embrulho de volta. O funcionário do fórum perguntou do que se tratava e Chico mostrou a erva. O funcionário do fórum quase desmaiou. Esse era o Chico Tanque!!! 

Outra estória boa: uma vez, Chico foi chamado para consertar a antena de um morador, no prédio, que fica em frente a praça Cândido Mota. Ele e o Marron, subiram no telhado, fizeram uma gambiarra: desligaram o fio da antena de um vizinho, que era veranista, para ligar na.tv do cliente, morador da cidade. O cliente ficou supersatisfeito com o serviço: a imagem ficou perfeita. Alguns dias depois, o veranista, desconhecendo o que tinha acontecido com sua antena, procurou o vizinho, que indicou o Chico para resolver o problema da imagem da TV dele. A dupla desligou a antena de um outro veranista, que não se encontrava na cidade naquele dia e, “consertou” a TV do cliente veranista...Chico era assim, um sujeito imprevisível...É por isso que a gente nesta época do ano (próximo do carnaval)  lembra dele com muito carinho...A Fundação Cultural de Caraguá fez um boneco “Chico Tanque” para homenagear o Chico... O boneco participa dos bailes do carnaval de antigamente que acontecem na praça Cândido Mota e na Praça da Cultura. Justa homenagem.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Via Orla


Cidades

 

Conclusão de teatro em Ubatuba gera polêmica entre artistas e prefeitura.

 

Teatro de Ubatuba. Foto:Tamoios News.
O prefeito de Ubatuba Mauricio Moromizato(PT) está com um grande abacaxi nas mãos, conforme reportagem publicada no Tamoios News. O dilema do prefeito está em concluir ou não o teatro municipal, inaugurado em 2012, pelo então prefeito Eduardo César(DEM). O prédio de 2.428 m2 custou R$ 10 milhões. O teatro foi utilizado apenas sete vezes, antes de ser fechado em 2013. O Corpo de Bombeiros constatou várias irregularidades no prédio. Para regularizar o prédio a prefeitura teria que investir cerca de R$ 300 mil. Sem recursos em caixa, a idéia do prefeito é privatizar o espaço. Enquanto isso não ocorre, artistas protestam pedindo a reabertura do espaço cultural.

Artistas da cidade e de outros centros estão divulgando nas redes sociais vídeos com o apelo: “eu sou a favor da abertura do teatro de Ubatuba”. O prefeito atual questiona o custo da obra e também justifica, que sem recursos, prioriza a saúde ao invés de concluir o teatro. O abacaxi pode estourar nas mãos do ex-prefeito, pois segundo constas, 50% do valor da construção vieram do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), dinheiro que deve ser destinado à educação.

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Via Orla

Política

Antonio Carlos confirma que permanece no cargo até dezembro.
Antonio Carlos e seu filho Júnior, vice-prefeito.

O prefeito Antonio Carlos da Silva confirmou que permanecerá no cargo até dezembro. Não se esperava outra decisão do prefeito, responsável direto pela grande mudança ocorrida em Caraguá. Quando falou que deixaria a prefeitura em abril deste ano para “agilizar” uma transição, ninguém gostou. Todos sabiam que ele estava cansado (era fim de ano) e que estava irritado com andamento de alguns processos, que dificultam e, muito, o andamento de obras e projetos previstos para Caraguá. Antonio Carlos é um administrador de primeira linha. Talvez, um dos melhores prefeitos do PSDB em todo o país. Ouvi isso de um político bastante influente do PSDB, recentemente. É o prefeito que todos sonham em ter em sua cidade. Isso vale para as cidades vizinhas e também São José dos Campos. E, mais uma vez, Antonio Carlos, tem um gesto de grandeza ao confirmar que permanecerá no cargo até o final de seu mandato. Seria inadmissível a sua saída. Uma prefeitura com caixa (e projetos) de fazer inveja a maioria das prefeituras deste país. Dê uma olhada nos jornais, revistas, tevês, redes sociais e veja se encontra alguma prefeitura com a mesma situação de Caraguá? Duvido. A grande diferença é que temos um prefeito empreendedor. Um prefeito que faz pensando na maioria mais necessitada. Apesar de ter gente que pense o contrário. Suas obras na educação. cultura, esporte, saúde e infraestrutura tem apenas um único objetivo: melhorar vida das pessoas. Todas elas, turistas, veranistas e moradores. E, fazer de Caraguá, cidade que tanto ama, uma cidade cada vez melhor. Antonio Carlos tem uma frase que gosto muito: a gente mora onde a maioria das pessoas escolhe para passear. Sucesso prefeito...E, ao Júnior, também...

Via Orla

Turismo

Pedágio previsto para a Tamoios sofre “reajuste” mesmo antes de entrar em operação.

Foi destaque nesta quarta-feira na Folha e na Vanguarda a cobrança de pedágio na rodovia dos Tamoios a partir de abril. Os veículos não publicaram que o valor do pedágio sofreu um reajuste mesmo antes de ser iniciada a sua cobrança. A concessionária Tamoios, que administra a rodovia, prevê uma tarifa de R$ 9,10 para os motoristas que percorrerem o trecho entre São José dos Campos e Caraguá. A primeira praça de cobrança será no km 16,1 em Jambeiro, cuja tarifa prevista é de R$ 3,30. A outra praça será em Paraibuna, no Km 59,3, com tarifa prevista de R$ 5,80. Ainda não foi definida a tarifa do trecho do contorno de Caraguá, prevista em 2014, de R$ 1,90.
Os valores, em um único sentido, foram calculados com data referente à 2015, com base no edital de licitação da concessão do corredor. Segundo o consórcio que administra a via, as obras dos pedágios estão em execução. O consórcio somente poderá fazer a cobrança do pedágio após a realização de 6% da obra de duplicação da rodovia, bem como, de melhorias no asfalto, sinalização, segurança e iluminação da via.
O interessante é que em dezembro de 2014 conforme notícia divulgada pelo G-1 os valores previstos eram menores. Ou seja, o valor da tarifa está R$ 2,70 a mais do que o valor inicialmente previsto (valores definidos para as duas praças da Tamoios, não computada a tarifa correspondente a praça que será instalada no contorno de Caraguá).
Se computarmos o trecho do contorno, com os valores atuais, mantendo o valor de R$ 1,90 previsto (em dezembro de 2014) para a praça do contorno de Caraguá teremos um total de R$ 11,00 contra o valor de R$ 9,60 previsto em dezembro de 2014. Ou seja, um, aumento de R$ 1,40.
Antes a viagem ida e volta até Caraguatatuba ficaria em R$ 19,20. Hoje, R$ 22,00. Um aumento de R$ 2,80 mesmo sem a cobrança do pedágio entrar em vigor. Cabe a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) verificar devidamente os valores, conforme foi definido na concessão da rodovia. As obras de duplicação da serra devem ser concluídas no 2º semestre de 2019.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Via Orla


Folia 2016

Caraguá divulga programação do Carnaval 2016


A Prefeitura de Caraguá, através da Secretaria de Turismo, divulgou a programação do Carnaval 2016. Haverá bailes no Massaguaçu, Centro e Porto Novo e também desfile dos blocos de embalo, entre eles, o Bloco do Urso, Tropa de Litro, Devotos da Cheirosa e Azedou o Pé do Frango. Confira:




domingo, 24 de janeiro de 2016

Via Orla


O cego que “enxerga”

 

Passei por uma experiência das mais incríveis ontem. Estava procurando um marceneiro no bairro do Travessão, em Caraguá. Ele tinha fechado sua marcenaria e eu não sabia para onde ele tinha se mudado. Uma pessoa me informou que ele, o marceneiro, morava na rua da vala, ao lado do motel Netuno. Fui até lá e comecei a perguntar aos moradores se alguém sabia onde morava o Albertis, o marceneiro. Em frente de uma casa, se encontravam um jovem e um senhor. Quando perguntei ao jovem, o senhor ouviu a conversa e me disse que conhecia o Albertis e sabia onde ficava a casa dele. Ele me explicou, mas achei que seria difícil localizar a residência do marceneiro. O senhor, de nome Carlos, me disse que poderia me levar até a casa do Albertis, só que não poderia sair de onde estava porque iriam busca-lo. Disse que poderia leva-lo e traze-lo de volta. Seu Carlos se levantou e tateando o carro se dirigiu até a porta do carona. “Eu estou cego”, disse ele. Como? Perguntei? Ele explicou que teve um problema de glaucoma e que há quatro meses não enxerga mais nada. Estava tentando um tratamento no Hospital dos Olhos em São Paulo, mas aguardava ainda uns exames no AME de Caraguá. Coloquei seu Carlos no carro e lá fomos nós. Ele me indicava a rua que eu tinha que pegar. Explicava quando era a rua de terra e quando era rua de bloquete. Perguntava ainda, quando passava pelas esquinas, que tipo de casa tinha. E assim, fomos nós dois. Asa vezes, parava para tirar dúvidas com alguns moradores. Quando chegamos a rua onde morava o Albertis o seu Carlos me disse “tem uma árvore na frente e um carro preto”. Quando passava justamente em frente a casa, comentei com ele que tinha uma árvore e um carro preto. “E, em frente? Tem um sobrado?.  Confirmei que sim. “Então é aqui mesmo disse seu Carlos. Desci e bati palmas. Saiu o Albertis, que já me conhecia. Ele cumprimentou o seu Carlos, que por sinal, também trabalhou como marceneiro. Depois de conversar com o Albertis, coloquei seu Carlos no carro e fui leva-lo até sua casa. Ele, novamente, foi me orientando. “Pega a rua de terra, vire na terceira a esquerda. Passe em frente ao ferro velho, depois pega a rua de bloquete e me deixe em frente ao número 155”. Foi sem dúvidas nenhuma uma das experiências mais incríveis de minha vida. Fui orientado por um cego que “enxergava”...Agora, vamos tentar ajudar o seu Carlos. Não sei qual é o tipo de tratamento que ele necessita. Não sei se é caso de transplante de córneas ou não. O importante é tentar ajudá-lo. Seu Carlos veio da Bahia, morava em Itabuna e vive em Caraguá desde 1992, lá no bairro do Travessão. Ele quer recuperar a visão para voltar a trabalhar como marceneiro.   

sábado, 23 de janeiro de 2016

Via Orla

Tecnologia

As pessoas estão trocando o mundo real pelo virtual

Interessante. As pessoas estão cada vez mais sintonizadas com seus smartphones e celulares. Muitos deixam de curtir o real para “viver” o virtual. Poucos hoje em dia sobrevivem sem o celular ou smartphone. É cada ver mais comum ver as pessoas mexendo no celular sem perceber o que se passa ao seu redor. Tem gente que vai a um show ou a um jogo de futebol e, passa a maior parte do tempo, filmando ou fotografando. Ao invés de curtir o show ou a partida, prefere fazer fotos ou filmagens. A tecnologia é importante, mas viver a vida real ainda é melhor.  Temos que aproveitar o avanço da tecnologia para melhorar a nossa vida pessoal e profissional. Não podemos, no entanto, trocar os sentimentos reais pelos virtuais.   
Tem gente que se desliga tanto do mundo real quando está com um smartphone nas mãos que não percebe o que está acontecendo ao seu redor. Tem sido comum ver pessoas sofrendo quedas nas ruas quando se fixam no celular. Vi uma cena das mais interessantes no restaurante recentemente: um casal jantava de olho nas mensagens do whatsApp. Cada um de olho em seu aparelho. Não conversavam. A comida sobre a mesa. De repente, a mulher pega o celular que estava em uma de suas mãos para “cortar” a carne. Imagine a cena! Ao perceber, ela, totalmente sem jeito e sem graça, pegou o guardanapo para limpar o aparelho.  Isso deve ocorrer constantemente e também, em outras situações.  Também no restaurante, tenho percebido que muitos casais, jovens ou adultos, deixam de conversar por causa do celular. Estranho...

Isso ocorre também nas praias. Sol forte, calor danado, aquela praia maravilhosa, a água do mar convidativa, mas a galera na areia de olho no celular. Trocando mensagens pelo aplicativo. Alguns ainda fazem selfies e enviam para os amigos ou familiares. A maioria, no entanto, deixa de viver aquela maravilha de cenário, tipicamente brasileiro, para se dedicar ao teclado e as mensagens de seu smartphone. Não é atoa que aumentou e muito os ambulantes quem vendem pau de selfies, carregadores e até capinhas de celulares nas areias das praias da região...  

Um estudo mostrou que ocorrem muitos acidentes quando as pessoas falam ao celular ou utilizam o whatsApp.  O uso do celular no trânsito tem sido uma das maiores causas de acidentes no mundo. Um estudo feito pelo Centro de Tecnologia da Allianz, na Alemanha, mostrou que 20% dos motoristas admitem escrever mensagens de texto ao volante, enquanto 30% ao menos as leem, mesmo que raramente. E 40% usam o celular sem o viva-voz mesmo sendo proibido.  O uso do aplicativo WhatsApp é importante para agilizar a comunicação entre as pessoas em qualquer hora e lugar, mas tem situações para tudo. Imagine um casal fazendo sexo, ambos curtindo o WhatsApp. Isso pode estar ocorrendo...
Com a popularização do WhatsApp aumentou também as ações trabalhistas na justiça. Muitos profissionais, depois do expediente, continuam sendo acionados pelas suas chefias, para resolverem questões do trabalho. Segundo especialistas em direito “as conversas fora do expediente de trabalho podem servir de prova e, dependendo do caso, Abrem caminho para pedido de horas extras”.    

Por outro lado, a utilização do aplicativo para fins particulares no trabalho também deve ser moderado. O empregador pode aplicar penalidades disciplinares. Especialistas advertem que se o aplicativo for utilizado de forma inadequada pelos funcionários eles podem ser advertidos, suspensos ou até ter o contrato rescindido por justa causa. Algumas empresas proíbem o uso do WhatsApp. Não sei se isso é correto ou não. Acho que tem hora para tudo. No entanto, tenho realmente percebido que a maioria das pessoas tem trocado a vida real pela virtual. Tem gente que acorda e, antes de lavar o rosto ou escovar os dentes, a primeira coisa que faz é ver se tem mensagens no WhatsApp. Tem gente que liga a TV e se liga no WhatsApp. Isso acontece, como disse acima, em shows e jogos de futebol.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Via Orla


      Lembranças


                                        Ilhabela foi "sede" da máfia no Brasil



 
Mafioso Tommaso Buscheta viveu em Ilhabela

 Ilhabela já foi o berço da Máfia no Brasil. Foi lá que se escondeu na década de 70 o famoso mafioso Tommaso Buscheta, o Dom Masino, um dos mais influentes líderes da Máfia siciliana. Na ilha, na época um recanto turístico pacato e tranqüilo, Buscheta instalou a “Conexão Ilha Bela”. Ele trazia drogas(cocaína e heroína) por atacado do porto de Marselha, na França, para levar para os Estados Unidos e o Canadá.

Tommaso Buscheta passou despercebido pela ilha. Para a maioria das pessoas que conviveram ele, desconhecendo o seu passado e a sua função na máfia, Tommaso era conhecido como “toninho” ou “Toni”, um italiano que circulava pela ilha em uma motinha e utilizava como seu escritório de negócios o bar e restaurante Totinho.

Quando não estava “trabalhando” podia ser encontrado nas mesas do Restaurante Siriúba, point da sociedade paulistana nos fins de semana e férias de verão. O mafioso operava o contrabando de cocaína e heroína para os estados Unidos através de embarcações que atracavam no porto de São Sebastião e também em aeronaves que pousavam durante a noite no pequeno aeroporto de terra batida que existia na ilha.

Nas horas de folga, Tommaso gostava de velejar. Só após a sua prisão é que os moradores e autoridades de Ilhabela souberam que o “turista italiano” era na verdade Dom Masino, um dos maiores mafiosos do mundo. Foi o principal suspeito da morte do dono de uma pousada em Ilhabela, em 1972, mas sequer chegou a ser investigado na época. Mesmo morando na ilha, Tommaso viajava à São Paulo e Rio de Janeiro.

Frequentava os mais badalados bares, restaurantes e boates. Ele adorava o Brasil. Comentaria mais tarde com os amigos, que por aqui passou os anos mais felizes de sua vida. Em 1972 foi preso e extraditado. Condenado há 14 anos, cumpriu parte da pena e retornou ao Brasil em 80 para comandar o contrabando de drogas a partir de Ilhabela.





Foi preso no Rio de Janeiro, quando velejava na praia da Cabeçuda, em Itajaí. Teria pago propina e fugiu. Logo depois foi preso em São Paulo, em 1983, pelo delegado federal Romeu Tuma. Ele foi preso quando descia de um carro em frente ao local onde se hospedava no bairro do Itaim Bibi. Consta que Romeu Tuma, assim como os moradores de Ilhabela, não tinha a idéia da importância de Buscheta quando o prendeu em São Paulo.


O siciliano Tommaso Buscheta era filho de um vidraceiro de Palermo. Foi um soldado da máfia. Conseguiu sobreviver a primeira grande guerra entre as gangues de Palermo, mas acabou preso. Conseguiu fugir de um presídio de segurança máxima em Ascoli-Piceno, na Itália. Acabou preso e logo após fugir do presídio, conseguiu promover uma reunião entre os lideres mafiosos em um jantar em Milão e matou todos com um vinho envenenado. Sumiu da Itália e veio para o Brasil, onde foi gerente de uma das primeiras operações mafiosas de tráfico de drogas.


Preso, foi extraditado para a Itália. Lá foi um dos principais colaboradores do juiz Giovanni Falcone contra a Cosa Nostra Italiana. O juiz acabaria morto em 1994. Transformou-se no primeiro mafioso a colaborar com a Justiça, passando à condição de inimigo número 1 da Cosa Nostra.



Transferido aos Estado Unidos, através de uma delação premiada e sob a proteção do FBI, ajudou as autoridades norte-americanas a desbaratar uma rede de traficantes de cocaína e heroína que operava em pizzarias de Nova Iorque, conhecida como “Conexão Pizza”.


Após deixar a prisão, Buschetta, não retornou à Ilhabela, onde havia morado com uma de suas três mulheres, a brasileira Maria Cristina Guimarães, com a qual teve dois filhos quando viviam na ilha. Ele ainda sob proteção do FBI foi morar em uma casa em Nova Jersey. O mafioso morreu de câncer, em Nova Iorque, no dia 4 de abril de 2000, aos 71 anos.











terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Rádio


Lembranças
                            “Hello crazy people”, no ar “Big Boy, em Ritmos de Boate”

Big Boy um profissional multimídia na década de 70
Bons tempos. Saudade não tem idade, como diria Newton Alvarenga Duarte, o Big Boy, que foi um dos mais importantes locutores e disc jockey do rádio brasileiro. Big Boy nasceu no dia 1º de junho de 1943 e revolucionou o rádio AM brasileiro na década de 70. Ele era um professor de geografia que adorava o rock e colecionava discos de sucesso. Um dia um dos programadores da rádio Tamoios, do Rio de Janeiro, saiu de férias e ele assumiu o comando de um programa. Utilizando uma linguagem mais jovem, muitas gírias e informações importantes e atuais de cantores e banda de rock internacional, transformou-se num dos maiores sucessos do rádio brasileiro. Adquiria  discos de vinil nos sebos de Londres e Nova Iorque e colocava as bolachas para tocar nos programas da Mundial. Sucesso total. Foi um dos pioneiros na divulgação da música estrangeira no país. Estourou na rádio Mundial AM-860, do Rio de Janeiro, onde mantinha dois programas, um às 18 horas, "Show dos Bairros" e outro a meia noite, "Ritmos de Boate". Lembro que a gente tinha muita dificuldades em sintonizar a Rádio Mundial, aqui em Caraguá. Em casa, era preciso ampliar a antena, para melhorar a recepção. Ainda não havia o FM. No carro, apenas em alguns pontos da praia do Indaiá e da Martim de Sá, o som era captado com perfeição. Nos demais locais da cidade, eram comuns os “chiados”. Também era comum reunir a galera no bosque da Martim de Sá para curtir o programa. Big Boy fazia no AM o que é feito hoje em algumas FMs. Ele passou por várias rádios, entre elas, a Excelsior, onde tinha um programa sobre os Beatles(Cavern Club) e Eldorado FM. Atuou nas TVs Globo e Record.
 Big Boy 
Foi colunista de revistas de rock e de jornais e produziu discos e shows. Foi um multimídia, como profissional. Faleceu jovem, aos 34 anos, de uma maneira surpreendente: sufocado por um ataque de asma em um quarto de hotel em São Paulo, no dia 7 de março de 1977. A Rádio Mundial AM deixaria de existir em 1992 quando o Sistema Globo de Rádio, a qual pertencia a emissora, transformou-a na CBN carioca, emissora com programação jornalística, como ocorreu com a Excelsior, de São Paulo, emissora em que trabalhei com Heródo Barbeiro, Mauricio Kubrusly, William Bonner, Fausto Silva e Osmar Santos.... Tenho certeza de que muitos vão se recordar com carinho deste DJ que animou as madrugadas de muita gente na década de 70. Naquela época, aqui em Caraguá, Big Boy era a única opção de lazer dos jovens nas madrugadas de sexta e sábado. Era encostar o carro na praia e sintonizar na Mundial AM e aguardar o  “Hello Crazy People”...no ar Big Boy e o seu programa na madrugada...Patrocínio VIPS Motel...E lá vinham novidades do rock,  do black music ...Bons tempos...   

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Via Orla

Beira Mar

   Cinco banhistas se acidentaram na Pedra do Jacaré.

       GBMar registrou apenas uma morte por afogamento em Caraguá.

O movimento de banhistas foi e tem sido dos mais intensos em Caraguá. Praias cheias, forte calor e superlotação de banhistas. Apenas na virada do ano mais de 300 mil pessoas frequentaram as praias de Caraguá. Apesar de todo esse movimento o GBMar(Grupo de Bombeiros Marítimos) registrou até agora apenas um afogamento nas praias da cidade. Foi no domingo passado, na praia da Freira. Um senhor de idade teve um mal súbito e veio a falecer. Os 62 guardas vidas espalhados pelas praias da cidade colaboraram e muito para evitar acidentes e afogamentos.  Segundo o capitão João Batista Rapacci, comandante do GBMar do Litoral Norte, os locais que mais chamam a atenção dos guardas vidas são a pedra do Jacaré, na Prainha e a Lagoa Azul, no Capricórnio. Segundo ele, na Pedra do Jacaré foram registrados cinco acidentes com banhistas, mas não houve vítimas fatais. Na Lagoa Azul também foram registrados dois acidentes com pescadores, ambos salvos pelos guardas vidas. Segundo Rapacci, quando o mar avança para a lagoa e “estoura” a faixa de areia o risco é muito grande para banhsitas e pescadores. A prefeitura e o GBMar instalaram placas de sinalização orientado os banhistas e pescadores sobre os riscos nos dois locais, mesmo assim, o pessoal tem abusado ao desrespeitar as sinalizações. Nas praias, até agora, não houve registro de acidentes envolvendo lancha ou Jet skis.
Bagre
Alguns acidentes com bagres também foram registrados nas praias da cidade, principalmente, no trecho entre a praia do Indaiá e Centro. Foram casos de banhistas que “pisaram” em bagres mortos na areia. Os guardas vidas receberam orientações de vasculhar as praias logo pela manhã para recolherem bagres encontrados mortos nas areias, justamente, para evitar acidente com banhistas. Os guardas vidas orientam os banhistas atingidos pelos ferrões dos bagres a procurarem atendimento médico para a retirada do ferrão.

Drone
O GBMar de Caraguá chegou a fazer um teste com um aparelho drone para saber se o aparelho poderia ser utilizado na fiscalização das praias. Hoje este tipo de serviço e feito pelo helicóptero águia, que também tem ajudado no salvamento de banhistas e pessoas acidentadas em locais isolados, como ilhas e mata fechada. Segundo Rapacci, a ideia foi ver como aparelho funciona e como ele poderia auxiliar os guardas vidas nas praias. Rapacci disse que o drone fornece uma imagem panorâmica interessante das praias, mas que o uso do aparelho ainda não foi oficializado.  

     

domingo, 17 de janeiro de 2016

Via Orla

Literatura

      Livro Litoral em Dois Tempos mostra mudanças positivas e negativas na região.


Foi lançado recentemente o livro Litoral em Dois Tempos, pela editora Neotropica, contendo 189 páginas e ao preço médio de R$ 80, com fotos e relatos feitos a partir do documento original da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo, iniciado em 1915 entre as cidades de Santos a Ubatuba. O livro foi escrito por Alberto Martins e Glória Kok, e também contou com imagens de João Scarazzato e de João Luiz Musa. Eles refizeram o percurso da expedição entre 2013 e 2015.
Ao passar por algum lugar depois de muito tempo é comum perceber as mudanças e transformações que ocorreram. Isso acontece porque a população cresce desordenadamente no Brasil, fazendo com que as áreas naturais de algumas regiões comecem a desaparecer depois que o homem interfere. Mas a mudança também pode ser positiva. As intervenções tecnológicas trouxeram a algumas cidades melhor qualidade. Esta é a realidade também de grande parte do litoral paulista. Conhecida pela beleza de suas praias, a região sofreu mudanças positivas e negativas com a ocupação do homem na região
O grupo começou com Santos e seguiu para o Guarujá, Bertioga, Alcatrazes, São Sebastião/Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba, Ilha Anchieta e por fim Camburi, região chamada de território caiçara. Falar sobre e retratar o litoral eram desejos de criança do fotógrafo responsável pelo projeto, João Musa. “Nós e nossas famílias sempre sonhamos em ter um apartamento em Santos, por isso quisemos tornar essa expedição um livro. É uma realidade mais próxima da nossa”, comenta.
Ele destaca que as imagens do percurso têm o objetivo de mostrar o quanto as relações sociais e intervenções tecnológicas modificaram não só negativamente, como também a influenciaram na melhoria da estrutura das cidades percorridas. Musa destaca o exemplo da cidade de Santos. “Era conhecida como a cidade da morte. O sistema de Saúde era precário, a infraestrutura portuária era ruim, mas a partir de 1910 observamos que a reforma começou”, completa. Entre as curiosidades apontadas na obra, está a de que os morros de Santos começaram a ser ocupados no início do século 20, sobretudo por famílias portuguesas e espanholas. No morro de São Bento, por exemplo, os portugueses ergueram casas à semelhança das existentes na Ilha da Madeira. Hoje, os morros abrigam mais de 35 mil pessoas.

Litoral em Dois Tempos pode ser encontrado em qualquer Livraria Cultura de São Paulo. Mais informações no site www.editoraneotropica.com.br. Fonte: Vanessa Ratti, Diário do Grande ABC

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Via Orla

Brincadeira
Balões e pipas na rede elétrica deixam 16.842 casas sem energia em Caraguá.
No período de férias escolares, o registro de ocorrências de balões e pipas na rede elétrica aumenta na região. Só em 2015, 228.114 pessoas foram afetadas com 2.145 ocorrências nas 19 cidades do Vale e Litoral Norte, segundo levantamento feito pela EDP Bandeirante, concessionária de energia elétrica que atende a cidade. Em Caraguá, foram contabilizados 300 ocorrências envolvendo pipas ou balões, que ocasionaram prejuízos para 16.842 clientes durante o ano de 2015. Segundo o relações institucionais da concessionária, Marcos Scarpa, é importante ficar alerta com os riscos e proibições que devem ser considerados na hora da brincadeira. A situação pode provocar o desligamento da rede e acidentes graves. "A diversão fica ainda mais prazerosa quando não se descuida da segurança e, por isso, é imprescindível que crianças e adolescentes evitem empinar pipas próximo à rede elétrica e escolham praças, campos abertos e parques", destaca.

Cuidados 

A concessionária orienta sobre os perigos: 

- A prática de soltar balão é crime previsto no Código Penal e na Lei de Crimes Ambientais. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões gera reclusão de um a três anos, multa ou ambas as penas;
- Se o balão cair sobre uma subestação, os danos poderão ser de grande proporção, tendo como consequência a interrupção de energia para um grande número de clientes;
- Alguns materiais utilizados na confecção de pipas são condutores de energia e aumentam o perigo quando em contato com a rede elétrica. Rabiolas feitas de fita VHS ou cassetes são alguns exemplos;
- O uso de cerol (pó de vidro com cola) é proibido e pode acarretar em pagamento de multa pelo responsável. O cerol é um risco para motociclistas e pedestres e também oferece perigo no contato com a rede de energia;
- Empinar pipas em locais como lajes e muros deve ser evitado. A proximidade com a rede elétrica aumenta o risco de acidentes.

Fonte: Meon.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Via Orla

Drogas

       PM apreende LSD em Caraguá

A PM apreendeu 31 unidades de LSD na madrugada desta quinta-feira em Caraguá. A droga sintética foi localizada no interior de um veículo de São José dos Campos, no cruzamento da avenida Anchieta com a rua Paul Harris, na região central. No veículo foram localizados ainda celulares e R$ 90,00. A PM encaminhou o indiciado ao DP onde foi lavrada a ocorrência.

Em Ubatuba, a PM utilizou ontem uma canoa para prender traficantes  no bairro Parque dos Ministérios. Com os traficantes foi apreendido mais de 1 quilo de maconha que seria vendida na região central da cidade. A canoa foi utilizada para cruzar um rio e localizar um dos indivíduos que levava uma sacola contendo a droga.  Dois maiores e dois menores foram detidos e encaminhados para a delegacia da cidade. 

Via Orla


CARAGUÁ TEM SHOWS DE GUSTTAVO LIMA E PARALAMAS DO SUCESSO

A quinta semana dos shows Mais Verão Pra Você reserva grandes nomes da música brasileira, do sertanejo ao rock. As atrações na Praça da Cultura (Praia do Centro) começam a partir das 20h, com apresentação de músicos locais e, em seguida, a atração principal da noite. No Centro de Eventos do Litoral Norte (Porto Novo), os shows começam sempre a partir da meia-noite, com exceção de Gusttavo Lima, que começa às 23h, e domingos, quando o show inicia às 22h.
A programação começa nesta quinta-feira (14/1/2016), na Praça da Cultura, com a banda Blackommodoro. Disco, Soul, Funk e Música Pop são alguns dos ingredientes que a banda pretende mostrar para o público. O grupo surgiu na década de 90, em Taubaté, com a proposta de inovar o cenário musical da região do Vale do Paraíba, trazendo a mistura de Black, Jazz e Nacional.
Na noite seguinte (15), haverá um tributo especial à cantora Elis Regina (1945-1982). O músico Tunai apresentará os sucessos eternizados na voz da “Pimentinha", que também foi uma das maiores artistas da MPB e se destacou com o “O Bêbado e a Equilibrista”, “Águas de Março”, “Como nossos pais”, “Romaria”, entre outras canções.

Já no sábado (16), a cantora Luka, que ficou conhecida em todo o Brasil com os sucessos “Tô nem Aí” e “Porta Aberta”, traz para Caraguá canções de seu novo álbum de pop eletrônico, incluindo o single “Céu de Diamantes”. Em nova fase, ela aposta em manter sua essência na música brasileira para surpreender todos os fãs.
A programação desta semana na Praça da Cultura será encerrada com uma das bandas mais aguardadas deste Verão. Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, que integram Os Paralamas do Sucesso, sobem ao palco para apresentar músicas como “Lanterna Dos Afogados”, “Aonde Quer Que Eu Vá”, “Meu erro”, “Cuide bem do seu amor”, “Longo Caminho”, “Ela Disse Adeus”, entre outras.
PORTO NOVO – No Centro de Eventos do Litoral Norte, no Porto Novo, haverá shows de Gusttavo Lima, na sexta-feira (15), e do grupo Os Travessos no sábado (16).
A primeira atração será Gusttavo Lima, às 23h. O cantor, músico e compositor de Presidente Olegário (MG) é o responsável por dar o tom a diversas canções sertanejas que fazem sucesso nas paradas de todo o país. Hoje, carrega em sua bagagem mais de 150 composições e sucessos que estão na ponta da língua dos fãs como “Balada”, “Inventor dos Amores”, “Cor de Ouro” e “Refém”.

Já Os Travessos, grupo musical formado em São Paulo, traz os grandes sucessos do samba e pagode como “Quando a Gente Ama”, “Nossa Dança”, “Distância”, “Tô Te Filmando”, “Tô com Saudade” e “Meu Querubim”. Os integrantes são Rodriguinho, Fabinho Mello, Rodrigão, Chorão e Edimilson.

PROGRAMAÇÃO MAIS VERÃO PRA VOCÊ

Praça da Cultura – Avenida da Praia (Centro)
Todos os shows com início previsto às 20h
 Janeiro
14 (Quinta) BlackCommodoro
Abertura: Banda ADR – Área de Risco
15 (Sexta) Tunai Tributo à Elis Regina
Abertura: Heloisa Figueiredo
16 (Sábado) Luka
Abertura: Som do Guetto Reggae
17 (Domingo) Paralamas do Sucesso
Centro de Eventos do Litoral Norte (Porto Novo)
Janeiro
15 (Sexta) Gusttavo Lima
16 (Sábado) Os Travessos
 

 

Via Orla

Turismo

         Turismo rodoviário pode aliviar crise no litoral paulista
Regina Rocha que é diretora executiva da FRESP (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo), bacharel em Direito e em Turismo, que  atua há mais de quinze anos com o setor de transporte rodoviário e turístico e é uma das conselheiras do Conselho Estadual de Turismo publicou um artigo bastante interessante na revista da ANTP. Segundo ela, diante da atual crise econômica, cidades têm adotado medidas para passarem por ela minimizando impactos. A saída para muitas se manterem, fazerem a economia girar e continuarem a gerar emprego é abrir as portas ao turismo, principalmente rodoviário. A prática ainda é pouco usual no litoral paulista, já que há restrições de entrada, permanência e circulação de ônibus de turismo.
Em congresso de turismo realizado em Caraguatatuba, pela prefeitura, no final do ano passado, Regina colocou em pauta o apagão turístico rodoviário nas 16 cidades do litoral norte e baixada santista do Estado. Segundo ela, para uma empresa de fretamento entrar numa cidade litorânea é preciso autorização prévia e que recolha taxa de estadia; é proibido estacionar em vias públicas e; em muitos casos, é definido um ponto para o desembarque dos turistas (nem sempre o local é o desejado ou mesmo adequado). E que, a circulação/permanência dos ônibus sem autorização é passível de multa e apreensão do veículo.

Leia o artigo de Regina:

Defendemos o turismo sustentável, que gera riquezas para todas as partes e que seja previamente conhecido para o município se preparar para receber os turistas. Mas essa organização depende de tecnologia. E é inadmissível as agências ou transportadoras terem de praticar uma série de atos burocráticos no destino da viagem. Hoje, tudo pode ser feito pela internet, disponibilizando a informação a todos na organização do turismo e do trânsito, evitando transtornos.
Se as restrições foram criadas para impedir os "farofeiros", hoje elas impedem muito mais o turismo por fretamento rodoviário organizado, que é uma opção crescente de transporte.
A saída para a melhor eficiência do fretamento rodoviário é desburocratizar e informatizar o acesso das transportadoras turísticas. Esta tecnologia também permitirá uma fiscalização indireta, afastando o transporte clandestino/irregular e poderá fazer uma série de checagens da empresa e do veículo antes de emitir a autorização de entrada na cidade. O próprio sistema pode se custear gerando receitas para o município com publicidade. O trânsito dos veículos de turismo pode ser previamente ordenado, com rotas de acesso delimitadas na autorização, evitando prejuízos à mobilidade.
Em baixa temporada, nosso litoral fica completamente ocioso enquanto temos milhares de escolas querendo fazer estudos do meio ambiente, terceira idade disponível para viajar e tantos outros turistas que gostariam de conhecer os atrativos de 600 km de praias. Poder público e iniciativa privada juntos podem encontrar uma melhor solução para essas e outras questões que dificultam nosso turismo rodoviário. Vamos conversar? Fonte: ANTP


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Via Orla

Justiça
STF concede habeas corpus para jovem preso em Caraguá.  

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, concedeu a ordem no Habeas Corpus (HC) 132331, em favor de A.S.R., para substituir o regime prisional pelo aberto e autorizar que o juízo de Execução de Caraguatatuba (SP) substitua a pena privativa de liberdade por restritiva de direito. O jovem foi condenado a dois anos de reclusão pelo crime de tráfico de drogas (artigo 33 da Lei 11.343/2006). Segundo o ministro, a gravidade genérica do crime não é fundamentação suficiente para fixação do regime inicial fechado.   De acordo com os autos, com base na quantidade e na natureza da droga que portava (18 pedras de crack) e nas circunstâncias em que elas foram encontradas, o juiz de origem fixou o regime fechado para o início do cumprimento da pena aplicada, negando-se a substituí-la por pena restritiva de direitos e a permitir que o réu recorresse da sentença em liberdade.   Após a rejeição de habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa alegou no Supremo que A.S.R. é primário, tem 18 anos e que o montante da pena permitiria o cumprimento em regime aberto e a conversão em pena restritiva de direitos, o que não foi feito. Sustentou que a fixação do regime fechado se baseou exclusivamente na gravidade em abstrato do crime, mais especificamente na natureza hedionda do crime de tráfico de entorpecentes, contrariando as Súmulas 718 e 719 do STF.   Em sua decisão, o ministro Lewandowski aplicou a jurisprudência do STF no sentido de que a hediondez ou a gravidade genérica do delito não obriga, por si só, o regime prisional mais gravoso ao apenado, na medida em que o juízo, em atenção aos princípios constitucionais da individualização da pena e da obrigatoriedade de fundamentação das decisões judiciais, deve motivar o regime imposto observando a singularidade do caso concreto.   A Súmula 718 do STF dispõe que "a opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada". Já a Súmula 719 estabelece que "a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea".   "Compulsando os autos, verifico que a decisão atacada determinou o cumprimento da pena em regime fechado e negou a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos com base na gravidade em abstrato do crime", afirmou o presidente do STF, que adotou, como fundamento para a concessão da ordem, o entendimento proferido na Reclamação (RCL) 19126, em caso análogo, de relatoria do ministro Gilmar Mendes. "Assim como no precedente citado, constato que a primariedade do autor, as circunstâncias menos gravosas do caso e a fundamentação insuficiente da decisão proferida pelo juízo de origem são elementos suficientes a autorizar o cumprimento da pena em regime aberto", concluiu. Fonte: Justiça em Foco. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Via Orla

Animais marinhos



                      Verão é época de águas vivas nas praias  

 
crianças mexem em água viva
O verão chegou e com ele chegam milhares de visitantes ao Litoral Norte. No verão, são comuns os acidentes envolvendo banhistas e animais marinhos. A maioria dos turistas, vindos de cidades do interior de São Paulo ou de outros estados desconhecem a existência e a natureza desses animais, tão comuns em nossas praias. É preciso saber lidar com eles para evitar acidentes.

Ouriços-do-mar, águas-vivas e bagres. Com alguns cuidados bem simples –e um pouco de conhecimento sobre o habitat desses organismos marinhos– fica fácil evitar que ocorra qualquer tipo de acidentes com eles.

Para prevenir e tomar os primeiros cuidados em relação a animais marinhos, pesquisadores de São Paulo resolveram montar uma cartilha que informe as pessoas que vão à praia no verão. Mesmo mergulhadores amadores e pescadores precisam tomar algumas medidas básicas para não ter dissabores nas horas do lazer.

No Litoral Norte de São Paulo, segundo o material assinado por Álvaro Migotto, do Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo, Shirley de Souza, do Instituto Terra & Mar, e Vidal Haddad Júnior, da Universidade Estadual Paulista em Botucatu, 50% das ocorrências são provocadas pelos ouriços-do-mar. Os espinhos desses invertebrados podem entrar na pele dos seres humanos ao pisar ou esbarrar neles.

ouriço do mar

“Os ouriços são responsáveis por 50% dos acidentes e os bagres e águas-vivas juntos por quase todo o resto das ocorrências”, disse Migotto à Agência Fapesp. Como os ouriços vivem praticamente fixos sobre rochas ou no fundo arenoso das praias, não é muito complicado evitá-los.
Andar com os pés protegidos, por exemplo, quando se caminha sobre os costões rochosos é uma decisão sensata. Os espinhos do ouriço liberam substâncias irritantes na pele. O mais indicado, depois do acidente, é procurar auxílio médico para que a assepsia do local seja bem feita. A dor pode ser minimizada com banhos de água quente no local afetado.
No caso das águas-vivas e caravelas, o banhista deve simplesmente evitar o local quando grupos desses animais forem vistos. O cuidado deve ser maior com as crianças, que são mais sensíveis às substâncias tóxicas liberadas por esses invertebrados.

As águas-vivas são mais difíceis de serem vistas, mas a grande maioria delas é pequena e inofensiva. No caso das caravelas, também conhecida como “bexiguinhas”, elas podem ser identificadas com facilidade acima da lâmina de água.

É preciso tomar cuidado também na hora da caminhada na beira da praia para não pisar, por exemplo, em bagres mortos devolvidos pelo mar. O veneno desses peixes, quando inoculado na pele, pode trazer problemas sérios. O melhor a fazer nesses casos é mergulhar o ferimento em água quente por 30 a 90 minutos e correr para o médico. Os pescadores também devem ter cuidado ao manipular os bagres, peixes muito comuns em águas brasileiras.

Além desses animais marinhos que mais causam problemas aos seres humanos dentro no mar ou próximo a ele, o folheto organizado pelos pesquisadores também aborda a prevenção de acidentes e os cuidados que devem ser tomados com esponjas, polvos, moréias, peixes-escorpião e raias.

A teoria do xixi

Na maioria das vezes, os cuidados necessários podem ser tomados pela própria vítima. Em primeiro lugar, deve-se retirar os tentáculos da caravela ou da água-viva que eventualmente fiquem aderidos à pele, orienta o dermatologista Rodolfo Dantas Júnior. Outra dica é jogar xixi —isso mesmo!— sobre a área afetada. Há duas razões para isso. A amônia e o calor da urina combatem as substâncias urticantes liberadas, diz Dantas Júnior. Líquidos em temperaturas altas sempre são antídotos. Qualquer veneno de peixe se degenera no calor, ensina Vidal Haddad. Por isso, deixe o local machucado imerso em água quente entre 30 e 90 minutos. Compressas de água do mar e a aplicação de vinagre, segundo o dermatologista, também ajudam a aliviar a dor. Mas existem casos em que não se pode abrir mão do atendimento médico. Segundo Dantas Júnior, deve-se correr até o pronto-socorro se a vítima tiver alguns desses sinais, alarmes de que o veneno caiu na corrente sangüínea e pode estar gerando reações como a do choque anafilático: respirar com dificuldade, ficar zonzo, sentir o pulso bater mais forte, sofrer queda de pressão, acabar com uma vermelhidão muito forte no local.



Cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Vale e Litoral Norte, segundo IBGE

  A cidade de Caraguatatuba foi a que mais cresceu em número de habitantes no Litoral Norte Paulista e Vale do Paraíba entre 2010 e 2022, se...